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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em Sala de Aula

O tripé que sustenta a Universidade é ensino, pesquisa e extensão. Diz a lenda que quanto mais fodão for o professor, menos ele vai querer se envolver com o ensino e mais mergulhado na pesquisa ele ficará. Acredito que nunca vou chegar lá porque eu adoro estar em sala de aula e compartilhar o que (penso que) sei com os meus alunos. Pode ser também que eu esteja esnobando porque não estou no topo da cadeia alimentar, algo como a raposa e as uvas, mas eu só consigo vislumbrar a pesquisa com a minha prática como professora. Afinal, do que adianta fazer grandes descobertas e não ter para quem contar? Tenho aprendido tanto em sala de aula quanto fora dela, portanto, vamos aos meus planos infalíveis para as duas disciplinas que vou pegar neste semestre. Terei duas turmas na graduação de Pedagogia com Pesquisa e Prática Pedagógica V, dividida com outros dois professores porque engloba Matemática, Ciência e Geografia. A nossa ideia é desenvolver temas para aplicação nas escolas que englobem as três disciplinas, promovendo uma interdisciplinaridade real (porque da teoria estamos todos cheios). Eu descobri que os conteúdos de História, Geografia e Ciências quase não são abordados pelos professores da rede pública de Pernambuco. Assim, descobrir caminhos para agregar as disciplinas "secundárias" aos conteúdos das disciplinas "importantes" (Português e Matemática) é mais do que uma inovação, é caso de primeira necessidade mesmo. A outra disciplina é no mestrado, Tópicos em Tecnologias Educacionais (Educação a Distância). O objetivo é trabalhar as questões mais pragmáticas da EAD, como o uso das ferramentas, tendências, construção de aulas virtuais, opções e análise de ambientes virtuais, design instrucional etc. A minha proposta é que os alunos desenvolvam aulas a distância utilizando propostas diferenciadas a partir do conteúdo da própria disciplina. O desafio é sair do modelo Moodle e aplicar ferramentas novas que estão disponíveis na web ou mesmo dar uma nova funcionalidade para ferramentas já conhecidas. Parece simples, mas os alunos costumam derreter o cérebro para conseguir mudar os seus conceitos. Como vocês podem ver, serviço é o que não falta. Bora trabalhar?

sábado, 20 de novembro de 2010

IV Simpósio Virtual de EAD

Na próxima sexta-feira (dia 26), vou participar do IV Simpósio Virtual de EAD realizado pelo Portal Educação. O evento já está em sua quarta edição, tendo como ponto de partida o dia 27 de novembro, Dia Nacional de Educação a Distância, instituído pela Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED em 2003. Segundo os organizadores do evento, a data é um marco para a Educação a Distância no Brasil, reafirmando a importância do ensino de qualidade e comprometido com resultado trazendo nomes de destaque no cenário nacional no segmento. Será um dia inteiro de palestras, mesas-redondas, debates e discussões sobre a Educação a Distância no Brasil e suas perspectivas no cenário atual, com transmissão gratuita e on-line para todo o país e mais de 60 países que o Portal Educação atinge. Eu participarei do evento a partir das 15h10, com a palestra A Contribuição da EAD para a Formação de Professores abordando a importância da EAD no cenário das licenciaturas hoje. Estou bem empolgada, não vou dormir por 24 horas (o evento acontecerá em Mato Grosso e os horários dos voos que saem do nordeste são somente para os fortes) e o mais importante: todo mundo pode participar, já que a transmissão é online e a inscrição é gratuita. Vai ser uma experiência interessante e imperdível, portanto, clique aqui para se inscrever!

domingo, 24 de outubro de 2010

Próximo encontro do grupo de estudos

Na próxima terça feira, dia 26/10, teremos reunião do grupo de estudos EAD na Formação de Professores. A proposta é discutirmos o papel das teorias da aprendizagem na educação a distância e vamos começar com as teorias tecnológicas da educação na figura de Skinner. Vamos discutir os três primeiros capítulos do livro Tecnologias do Ensino, enfatizando as práticas que ainda são recorrentes em sala de aula e que estão presentes no texto. Boa leitura e até lá!


Referência:SKINNER, B.F. Tecnologia do Ensino. São Paulo: Editora EPU, 2006.
Capítulo 1: A Etimologia do Ensinar
Capítulo 2: A Ciência da Aprendizagem e a Arte de Ensinar
Capítulo 3: Máquinas de Ensinar

sábado, 14 de agosto de 2010

A Universidade Pública no Próximo Decênio

A matéria publicada no site UOL (seção educação), sobre o 1º Ciclo de Debates A universidade pública brasileira no decorrer do próximo decênio, realizado no campus da Unesp na Barra Funda, conclui que a Universidade do futuro será interdisciplinar, a distância e com financiamento público. O crescimento no número de Universidades e a ampliação de vagas, vem propiciando a implementação de modelos alternativos de educação superior pública, com novos formatos de ingresso, currículos flexíveis e estruturas diferenciadas. As instituições que foram criadas agora, já apresentam uma concepção diferenciada em sua estrutura, como é o caso da UFABC, as mais antigas buscam novos modelos para se adequar (um bom exemplo é a organização em consórcios de sete Universidades mineiras para desenvolver atividades acadêmicas em conjunto). Todos estão de acordo com a urgência em se encontrar um novo modelo para o ensino superior que otimize os recursos, contenha a evasão e melhore o ensino e a pesquisa. Segundo os participantes do evento, é preciso ampliar os recursos destinados ao ensino superior, considerado inferior aos países desenvolvidos e que precisa ser ampliado (Gerhard Malnic, da USP) e estruturar cursos interdisciplinares com áreas comuns e disciplinas específicas em caráter optativo (Naomar Monteiro, UFBA). Surpreendentemente, vários participantes concordaram que a educação a distância terá um importante papel na formação e que o uso das tecnologias de informação e comunicação é essencial nas aulas presenciais e na gestão da universidade. Agora, eu gostei mesmo foi do discurso da professora Olgária Matos, que reproduzo a seguir:


Em contraponto ao otimismo de alguns colegas, Olgária Matos, professora de filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou sobre a transformação do ensino em mercadoria e o esvaziamento do discurso científico no futuro da universidade. "Na universidade dita moderna, anterior à atual [pós-moderna], não se fazia a pergunta ‘para que serve a cultura?’, tão comum nos dias de hoje. A questão era: ‘de que a cultura pode nos liberar?’." Para a professora, o excesso de pragmatismo da “universidade pós-moderna” a impede de se aprofundar. Sua natureza seria pautada sempre pela mudança incessante de métodos de estudo e pela dificuldade de diferenciar pesquisa e produção. Ela acredita que a aplicação dos mesmos critérios de avaliação de produtividade das áreas de Exatas e Biológicas à de Ciências Humanas é um reflexo desse comportamento. "Exigir que um teórico da minha área, por exemplo, publique dois artigos inéditos todo ano é ridículo. Será que alguém acredita que um pensador pode ter duas ou três idéias brilhantes ao ano?"


Como eu me pergunto a mesma coisa todos os anos, tenho que concordar: abalou, fofa!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pesquisa no Departamento de Anatomia (Brrr...)

Como eu não posso ver uma novidade/desafio sem querer participar, me integrei ao projeto "Criação de uma videoteca como recurso auxiliar as aulas práticas da disciplina Anatomia", da professora Silvia Moraes, do departamento de Anatomia da UFPE. A professora Silvia já vem desenvolvendo experiências inovadoras no processo de ensino-aprendizagem de Anatomia nos cursos de Fisioterapia. Ela procurou o Centro de Educação para integrar a experiência no uso de tecnologias na aprendizagem ao seu projeto. A nossa empatia foi imediata e dez minutos depois de iniciada a nossa conversa, já tínhamos planos elaborados para dominar o mundo, muahahahah! Da proposta inicial para a criação de vídeos, já avançamos para colocar o material no Moodle, desenvolver animações e preparar listas de atividades para os alunos. A equipe conta com dez monitores da disciplina, um mestrando e um doutorando em Fisioterapia. Apesar de já estar envolvida em dois projetos de pesquisa, fiquei animada em participar do grupo porque nunca vivi a experiência do uso de tecnologias digitais na área biomédica. É interessante porque eles estão buscando alternativas inovadoras e refletindo sobre o ensino. Nós poderemos avaliar as nossas propostas pedagógicas em uma área que absorve com facilidade os recursos tecnológicos na prática profissional, embora seja conservadora na transmissão do conhecimento. Enfim, bom para os dois lados. Meu único receio é ter que lidar com esqueletos e exemplares humanos, a nossa reunião foi no SVO da Universidade, que significa Setor de Verificação de Óbitos! A professora Silvia foi super gentil indo me buscar no estacionamento, mas ao entrar na sala, já dei de cara com um esqueletão me olhando. Ao ver minha expressão apavorada, ela rapidamente me tranquilizou afirmando que era um modelo feito de plástico (como se isso fizesse muita diferença). Já comecei bem...

domingo, 16 de maio de 2010

EAD no Twitter

O João Mattar criou a tag #eadsunday no twitter como ponto de encontro para indicações sobre o tema. Não é possível aprofundar a discussão em 140 caracteres, mas as indicações de leitura, eventos, links e outras coisas perpassam as tendências e correntes do uso da tecnologia na educação. Hoje, o João Mattar acordou a mil por hora, e só na parte da manhã fez muitas indicações interessantes. Vamos lá: primeiro temos o livro Linguagem, Educação e Virtualidade - Experiências e Reflexões, organizado por Ucy Soto, Mônica Mairynk e Isadora Gregolin, disponível para download (é necessário se cadastrar no site). Depois, sobre os fundamentos da realidade aumentada (assunto ainda pouco explorado) temos para download o livro Fundamentos e Tecnologia de Realidade Virtual Aumentada, editado por Romero Tori, Claudio Kirner e Robson Siscoutto. Para finalizar, a indicação do projeto Búzios: Ecos da Liberdade, um jogo adventure sobre a Revolta dos Búzios que aconteceu na Bahia no fim do século XVIII, desenvolvido pela Universidade do Estado da Bahia com o financiamento da FAPESB. Enfim, ótimas indicações que você também pode acompanhar seguindo a tag #eadsunday no twitter.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Compartilhando a Tese

Já faz um certo tempo que eu desejava disponibilizar a minha tese aqui, mas ainda faltava alguns ajustes da ABNT e confesso que eu não aguentava mais olhar para ela. Fiquei empacada com as normas para a citação de documentos oficiais. A princípio a citação correta seria BRASIL, ano, mas a quantidade de documentos do mesmo ano (e do mesmo órgão) confundiria bastante o leitor. Optei por manter o nome do documento, uma opção prevista nas normas da ABNT quando o documento for específico. Como a pesquisa é documental, os documentos oficiais são as estrelas do trabalho, citá-los como Brasil, 2005a, Brasil, 2005b, transformaria a análise das resoluções e anexos em materiais subjacentes. O corpus documental que eu estava analisando era tão complexo que foi preciso criar um esquema visual para explicar a importância e a articulação entre eles. Confesso que sinto um prazer secreto em desafiar as normas da ABNT, existem alguns elementos que simplesmente não estão previstos nas normas e ficamos sem saber o que fazer com eles. Um exemplo foi a nuvem de tags que eu coloquei ao final de cada capítulo, para desespero da banca. O momento Kodak da defesa foi o professor Sérgio Abranches elogiando a minha ousadia ao inserir as imagens e as nuvens de tags enquanto o resto da banca não achava tão interessante assim. Outra questão importante era a publicação no próprio site do PPGE, responsável pela indexação oficial das teses defendidas na UFPB. Bom, sem mais delongas, segue o link para acessar a tese "Educação a Distância e a Formação de Professores na Perspectiva dos Estudos Culturais".

domingo, 2 de maio de 2010

A Institucionalização da EAD nas Universidades

Nas reflexões sobre as políticas públicas em Educação a Distância é possível observar os movimentos da ação governamental com a precisão de um jogador de xadrez. Nem todos os movimentos são os mais adequados, mas reconheço que não haviam muitas opções para se implementar a EAD como política pública. A opção foi negociar diretamente com os reitores, via editais, operacionalizando a EAD através de grupos dentro das IES, sem passar por departamentos e conselhos. Não resta dúvida que se fosse seguido todo o procedimento regimental das IES - aprovação dos cursos nos departamentos, conselhos de centro e órgãos superiores das Universidades - a EAD ainda estaria no papel, porém, "quebrar" o sistema significou manter a modalidade marginalizada. A EAD sobrevive na maioria das Universidades públicas porque é financiada, se o governo retirar amanhã o subsídio, o sistema trava. A proximidade das eleições presidenciais tem tirado o sono de muita gente, e mesmo com algumas garantias elementares, não existe certeza de que a EAD será mantida nos modelos de hoje. Por esta razão, o governo corre contra o tempo tentando institucionalizar a EAD e cortar a dependência financeira (e sistêmica) que foi criada. Não foi por acaso que a EAD foi parar na CAPES, órgão reconhecido por sua excelência, por financiar projetos e realizar avaliação da pós-graduação no país. As vagas para os professores, reivindicação antiga dos percursores da EAD, foram liberadas apenas para lotação dentro dos departamentos. O último edital de fomento da CAPES para as IES que atuam com EAD foi explícito: as propostas precisavam de aprovação nos departamentos. É um movimento confuso, mas o objetivo é claro: as equipes criadas no início da implantação da EAD foram necessárias, mas hoje constituem-se um entrave para o processo de institucionalização. Não é possível convencer as estruturas departamentais e conselhos (que atuam com representantes legitimados através do voto) que a EAD seja conduzida por pessoas indicadas pela reitoria. Nenhuma estrutura reconhecerá a modalidade enquanto os coordenadores (e a equipe constituída) não for eleita ou legitimamente indicada a partir de um debate democrático. As indicações são toleradas apenas por um tempo determinado, e o próprio desempenho e formação da maioria dos escolhidos deixa muito a desejar, por mais que a CAPES os agrade constituindo "grupos de avaliação" (é só olhar o banco de consultores, a maioria é formada por coordenadores UAB ou de curso, ou seja, avaliação entre pares). Em resumo: os coordenadores UAB, figuras de confiança do reitor e do próprio sistema UAB, tornaram-se elefantes brancos nas IES. Mas conhecemos as políticas de Estado o suficiente para saber como terminará a história: o atual modelo de gerenciamento da EAD está com os dias contados!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Justiça rejeita a discriminação da EAD

As pessoas sempre falam do preconceito que envolve a EAD, mas sabemos que o foco é no público alvo da modalidade e não as questões relacionadas com a qualidade. Sempre acreditei que a não especificação da modalidade no diploma seria um passo importante para acabar com a diferenciação entre os cursos presenciais e a distância. A única razão para especificar no diploma que o curso foi realizado a distância, é a reprodução de uma hierarquia de qualidade entre os cursos, já que as maiorias das instituições públicas de excelência estão oferecendo cursos a distância atualmente. Ano passado, o Conselho Federal de Biologia aprovou uma resolução absurda: não aceitaria mais os registros dos formados em cursos a distância. O CFB alegou a falta de qualidade dos cursos, mas não me lembro de ter restringido outros péssimos cursos presenciais que existem por aí. Foi uma decisão repleta de preconceito, falta de visão e arrogância para desafiar o próprio MEC. O governo não deixou barato e entrou na justiça alegando a inconstitucionalidade da resolução do CFB. Afinal, se todos os outros conselhos resolvessem ir pelo mesmo caminho, a modalidade estaria desmoralizada e uma política pública importante seria esvaziada. A decisão da justiça foi firme e certeira, vejam só:


A 6ª Vara de Justiça Federal do Distrito Federal deferiu na quinta-feira, 4, liminar para suspender efeitos de resolução do Conselho Federal de Biologia. O conselho proibia o registro de diplomas de ciências biológicas, de biologia e do Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes a que tinham direito estudantes formados em cursos a distância. A juíza federal Maria Cecília de Marco Rocha, em sua decisão, lembrou que a competência para autorizar e reconhecer cursos superiores é da União. Segundo ela, os diplomas de cursos superiores reconhecidos e registrados são válidos — e não apenas os de cursos na modalidade presencial. “A educação à distância tem lastro em lei e não se restringe ao propósito de formar professores para o ensino fundamental e médio”, diz o parecer.A juíza enfatiza também que a proibição do registro é inconstitucional. “É certo que cabe aos conselhos de profissão fiscalizar seu exercício. Contudo, não menos certo é que sua atribuição há de se ater aos limites da Constituição e das leis em sentido formal”, afirma. A decisão judicial defende ainda que, ao constatar deficiências nos cursos, o conselho deveria informar ao Ministério, para que fosse realizada a devida supervisão e, se necessário, o descredenciamento da instituição com oferta inadequada.


É uma decisão histórica e fundamental para garantir que os alunos de EAD não sejam mais vítimas de discriminação em concursos, estágios e ofertas de emprego, já que o precedente de uma decisão judicial foi estabelecido.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Edupunk e a Educação a Distância

O João Mattar levantou a questão do movimento Edupunk no último #eadsunday e não pude deixar de pensar no significado real do movimento voltado para o ensino superior e no seu impacto na educação a distância. O fato é que a EAD surgiu como uma modalidade que poderia modificar a forma de aprendizagem através do seu agregado tecnológico. As tais tecnologias (chamadas de "novas" por um bom tempo) surgiram como uma espécie de cura para todos os males da educação. A prática vem apontando para o contrário e o movimento Edupunk explica o desconforto dos alunos com o uso que vem sendo feito das tecnologias digitais, especificamente nos ambientes virtuais de aprendizagem. Mas como podemos definir o Edupunk? No blog do Juan Freire, encontramos a explicação que Edupunk é uma aproximação com as práticas de ensino e aprendizagem abordagem baseada em um Do It Yourself (faça você mesmo). Embora o conceito seja recente, identifica um conjunto de atitudes, da comunidade e aplicações de tecnologia que são tão antigos quanto a própria Internet e viveu um desenvolvimento extraordinário nos últimos anos, paralelamente com a explosão da Web 2.0. No blog Cibercrítica encontramos algumas considerações interessantes no post intitulado Edupunk. Que Deus salve os pedagogos! (não pude deixar de pensar nos meus colegas de departamento...). A importância do movimento Edupunk para uma reflexão sobre a EAD está nas origens do movimento que é desencadeado a partir de uma pesada crítica de Jim Groom (foto), um especialista em tecnologia educacional e professor da Universidade de Mary Washington, na época do lançamento do software proprietário Blackboard. Embora a crítica esteja centrada no uso de uma plataforma (ou Learning Managemant System) fechada, Groom sugere que o uso de aplicativos livres no formato de autoria da Web 2.0 seria muito mais interessante para a aprendizagem dos alunos. Fiquei surpresa porque em 2006, fiz uma pesquisa com os alunos do curso de graduação a distância que usavam o Moodle e muitos argumentaram que não usavam o ambiente com mais frequência porque "não podiam propor nada na plataforma, apenas seguiam o que o professor colocava". Ou seja, o Moodle, por mais construtivista que pretenda ser, permite que o aluno apenas reaja aos movimentos propostos pelo professor, ele mesmo não pode interferir ou redesenhar o modelo instrucional proposto nas disciplinas. O aluno responde ao fórum, mas não pode criá-lo e toda forma de participação está restrita aos espaços virtuais coadjuvantes e não no eixo principal. Estamos reproduzindo o processo de educação presencial convencional, as relações de poder continuam estruturadas com o papel do professor como principal trasmissor de informações, enquanto os alunos permanecem passivos. Queremos que os nossos alunos respondam ao que foi perguntado nos fóruns, mas não queremos que eles criem seus próprios fóruns ou desviem-se das questões abordadas. Utilizamos o AVA para criar uma nova roupagem cibernética para as velhas práticas e nos consideramos modernos, atuais e inovadores. Na proposta do Edupunk se pretende identificar os novos papéis que devem desempenhar nestes processos de aprendizagem favorecendo a iniciativa dos alunos e suas habilidades criativas e inovadoras. Agora os estudantes estão ativos em cursos como os parceiros e colegas na construção do saber docente como estratégia de aprendizagem. Os alunos devem participar ativamente no processo de aprendizagem e deve trabalhar entre si e com professores que trabalham individualmente e em equipes. Uma das queixas mais frequentes nos cursos a distância é o silêncio virtual dos alunos e a baixa participação no AVA. Está na hora de cutucar o leão com a vara curta e realmente buscarmos as respostas para a apatia dos alunos. Afinal, queremos formar autores ou reprodutores?

domingo, 15 de novembro de 2009

Palestra de Vani Kenski

Quando eu fiz a especialização em Planejamento e Uso do Solo Urbano no IPPUR/UFRJ, fiquei encantada com a figura do flaneur de Baudelaire que o Professor Robert Pechman nos trazia como um personagem emblemático para a compreensão das cidades. Eu sempre me sentia assim quando andava no centro do Rio de Janeiro, atravessando as ruas estreitas, contemplando a arquitetura e o movimento, quase um "flaneur" desocupado, embora eu estivesse sempre a caminho do trabalho. Durante esta semana aconteceu o IV Colóquio Internacional de Políticas e Práticas Curriculares, e apesar de ser um evento aqui em João Pessoa, eu não consegui me inscrever porque o período de inscrições coincidiu com a minha loucura de defesa da tese e os preparativos para assumir na UFPE. Agora, bem mais tranquila, fui participar como penetra de algumas atividades do evento, me sentindo novamente um flaneur, andando despreocupadamente pelos corredores, sem a pressão de apresentar trabalho ou qualquer outro compromisso com o horário.Assisti a bela apresentação de Graça Barros sobre o analfabetismo e o letramento de Hannah, personagem do filme "O Leitor". Nós fomos ao cinema assistir o filme por indicação do Prof. Robson Pequeno, e saímos de lá nos debulhando em lágrimas. Só quem já trabalhou com alfabetização de adultos poderia entender a nossa angústia... Pois o impacto do filme foi tão forte que ela acabou transformando a história da sofrida Hannah em um artigo. Outra atividade que valeu a pena foi a palestra da Professora Vani Kenski. Ela falou sobre a evolução da educação online e fez algumas observações interessantes sobre a forma como utilizamos as mídias. Segundo ela, a primeira geração da educação online tinha ênfase no conteúdo. Na segunda geração, a ênfase é na participacão do learning 2.0: todos querem falar, mas existe pouca interação. Pensei muito na abordagem narcisista que alguns autores fazem da web e nos alunos que não querem ler as postagens dos colegas nos fóruns. A terceira geração da web 3.0 surge com um novo paradigma da internet com as seguintes características: web como plataforma; redes sociais; construção coletiva; bases de dados gigantescas; jogos de computador e realidade ampliada. Os reflexos dessas novas linguagens para a educação são: 1. ampliação da interação e aumento do envolvimento emocional (redes sociais,colaboração; 2. Redefinição do presencial (síncrono) e a distância (assíncrono); 3. Blended learning, já que não existe mais o ensino completamente presencial, todos os professores estão utilizando alguma forma de comunicação com os alunos fora dos espaços da escola. Fiquei com a nítida impressão que estamos nos distanciando cada vez mais da dicotomia das modalidades de ensino e caminhando na perspectiva de convergência das mídias (Jenkins).

sábado, 14 de novembro de 2009

Reflexões Sobre a EAD na Revista Nova Escola

A revista Nova Escola publicou este mês uma reportagem intitulada Educação a Distância Mitos e Verdades, com o subtítulo Educação a Dsitância Vale a Pena? Embora não responda a pergunta, o texto traz considerações interessantes sobre o crescimento e a estrutura atual da EAD no Brasil, fazendo referência ao estudo Professores do Brasil: Impasses e Desafios, da Unesco. Segundo a reportagem, no trabalho a professora Bernardete Gatti relata que o governo federal ainda não dispõe de aparato suficiente para acompanhar, supervisionar e fiscalizar os cursos, fato que comprometeria sua qualidade. Outro ponto frágil da política governamental, segundo o trabalho, seria a pouca verba destinada aos tutores (que acompanham a aprendizagem dos grupos), feito por meio de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o que tornaria a qualificação dos profissionais precária. Bom, aí choveu mesmo no molhado, mas a reportagem traz um enfoque interessante ao afirmar que o aluno também precisa ter o perfil adequado para estudar a distância, assunto abordado na entrevista em vídeo com o professor Litto, e propõe o teste "você tem o perfil do aluno da educação a distância"?

domingo, 1 de novembro de 2009

Professores do Brasil: Pesquisa da UNESCO

A UNESCO patrocinou um estudo sobre a carreira docente no Brasil,intitulado Professores do Brasil: Impasses e Desafios, realizado pelas pesquisadoras Bernardete Gatti, que coordenou o trabalho, e Elba de Sá Barreto, ambas da Fundação Carlos Chagas. Segundo as autoras, o trabalho "pretende oferecer um balanço da situação relativa à formação de professores para a educação básica no Brasil. Procura traçar um panorama sobre os docentes em exercício e as questões pendentes, examinar a legislação e suas oscilações e complementações conjunturais, as condições dos cursos de formação e seu alunado, os modelos especiais de formação para atender à exigência de sua elevação para o nível superior, a formação continuada de professores. Busca ainda abordar questões relativas à carreira e ao salário docentes. O intuito é tentar levar a reflexão sobre a docência e a formação para seu exercício a um plano mais amplo e abrangente, na busca de superação de casuísmos". A pesquisa apresenta dados interessantes sobre a EAD organizados em tabelas e muitas informações estatísticas, embora as análises ofereçam uma visão panorâmica da educação a distância hoje. Ao ler o texto fiquei com a mesma sensação que tive ao terminar a minha tese, parece que o assunto é tão complexo e com tantos fios soltos, que é necessário um documento de mil páginas para dar conta do recado! Para quem está estudando o tema, os dados e as análises servem como um excelente material de referência.


# Curiosidade da publicação - nas páginas iniciais encontrei a seguinte passagem: "As autoras são responsáveis pela escolha e apresentação dos fatos contidos neste livro, bem como pelas opiniões nele expressas, que não são necessariamente as da UNESCO, nem comprometem a Organização. As indicações de nomes e a apresentação do material ao longo deste livro não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da UNESCO a respeito da condição jurídica de qualquer país, território, cidade, região ou de suas autoridades, tampouco da delimitação de suas fronteiras ou limites". Como assim? O estudo e a publicação são patrocinados pela UNESCO (que na apresentação afirma que contratou especialistas renomadas), mas no final das contas não tem nada a ver com isso? Estranho...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A UNIVESP

A Universidade Virtual do Estado de São Paulo lançou um livro para apresentar os pressupostos, conceitos e a estrutura de EAD proposta pelo consórcio paulista. O livro tem apresentação do governador José Serra, o que confirma a minha suspeita de que a EAD vem se transformando em uma política pública com foco na questão eleitoral. O livro está disponível para download e traz um histórico das diferentes propostas de educação a distância no Brasil e no mundo. Mais uma vez, a UAB aparece como a primeira ação de EAD no ensino superior e não existe uma só palavra sobre o Pró-Licenciatura. Pelo visto, até os intelectuais supremos ignoram o processo de construção da EAD no país... Vou mandar um e-mail com uma notinha simpática, por favor, consultem CARVALHO (2009) antes de afirmar que os cursos superiores a distância foram criados no âmbito da Universidade Aberta do Brasil. Será que surtirá efeito?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O desempenho dos alunos da EAD

A Educação a Distância esteve presente em diversos momentos do processo educacional nos últimos séculos, mas sempre esteve relegada a um plano menor, como uma modalidade secundária ou de segunda categoria. Nunca fez parte dos centros de excelência da academia e vários fatores podem explicar esta compreensão, apesar de ser a única alternativa, em vários países, para o prosseguimento dos estudos principalmente por questões geográficas (clima inóspito, dificuldade de transporte, grandes distâncias, localidades isoladas etc.). Segundo Edith Litwin, a institucionalização da educação a distância é relativamente recente, e a autora estabelece a década de 1960 como um marco na superação dos preconceitos em relação à educação a distância, a partir da criação das universidades a distância que competiam com as da modalidade presencial.Quando a EAD (re) surge no cenário da educação brasileira, todos os preconceitos que relacionavam a modalidade com o ensino por correspondência apareceram no centro das discussões sobre o tema. Nos últimos anos alguns resultados nos concursos para professor da rede pública e no ENADE vem subvertendo a lógica de que o aluno da EAD é, por definição, pior do que o aluno do presencial. Encontrei (by Alex Primo, via Twitter) uma notícia interessante sobre o desempenho dos alunos na educação online. Segundo a reportagem do The New York Times, os alunos que fazem uso da educação online apresentam um resultado muito superior aos alunos do presencial. Se os estudos preliminares foram se confirmando ao longo do tempo, podemos ter um cenário bem diferente dentro de poucos anos: alunos da USP fazendo greve porque não querem a educação presencial!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

De cabelo em pé!

Ao ler o Jornal O Globo, me deparei com a seguinte notícia: Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica tem baixa procura. Segundo o jornal, "a baixa adesão dos professores da rede pública ao programa federal que oferece cursos gratuitos de licenciatura está preocupando o Ministério da Educação. Quinze dias após a abertura do prazo, apenas 3.488 profissionais fizeram a pré-inscrição pela internet, o que corresponde a 6,59% do total de 52.894 vagas que estarão disponíveis no segundo semestre deste ano". Levei um susto, pois recebi a informação sobre a Plataforma Paulo Freire, via e-mail, há menos de quinze dias, e olha que eu me conecto todos os dias com banda larga, tenho um blog, participo de várias listas etc e tal. Mas... e os professores da Escola Municipal Rosa Dias, em Poço Dantas, na Paraíba? Será que eles foram informados? Eles sabem como o programa funciona? Estão realmente a par dos objetivos da política pública? Observando o local de trabalho deles na foto, parece que não... Continuando a leitura, descubro que as inscrições foram abertas no período de férias dos professores, vão apenas até o dia 30 de julho e só podem ser feitas pela Internet! Ah, sim, agora que descobriram esses "imprevistos", resolveram veicular uma campanha na televisão, distribuir 500 000 cartilhas nas escolas (por que o nome "cartilha" pelamordedeus!?!?) e vão enviar e-mails para 250 000 professores. Leva a mal não, mas eu tenho a impressão que o programa (essencial, diga-se de passagem) foi elaborado por servidores que moram na Suíça. Como dizem nas Universidades (o "dizem", sujeito indeterminado, é proposital), o Brasil não é o Rio de Janeiro! Falta só sensibilidade para perceber isso...

terça-feira, 7 de julho de 2009

O 19° EPENN é um sucesso!

Hoje foi o terceiro dia de atividades do 19° EPENN que está acontecendo na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. A participação nas comunicações orais, mini-cursos e nos outros espaços do evento tem sido intensa. A professora Adelaide Dias, coordenadora do evento, está radiante e não é para menos. Na parte da manhã, durante a sessão das comunicações orais do GT 16 (Educação e Comunicação), a sala estava lotada e tivemos a participação de vários pesquisadores renomados que não arredaram o pé da sala até o final dos trabalhos. Os temas eram bem variados, Orkut, inclusão digital, tecnologias e tribos urbanas, uso do áudio, Foucault, autoria coletiva na EAD e instrumentos de avaliação da tutoria. Eu apresentei o texto "Concepções de Aprendizagem e o Uso da Tecnologia na Educação a Distância: Das Máquinas de Ensinar ao Conceito de Aprendizagem Colaborativa", que foi meu trabalho de conclusão da disciplina Teorias de Aprendizagem e serviu como referência para a minha aula didática no concurso da UFPE. Além dos compromissos acadêmicos, é sempre bom rever os amigos virtuais e reais. Meu amigo Fernando Pimentel da UFAL levantou uma questão importante para todos nós: é urgente que seja criado um GT específico para Educação a Distância na ANPED. Os números revelam que a maior parte dos trabalhos apresentados no GT Educação e Comunicação abordam temas da EAD. Vamos apresentar um documento ao final do evento pleiteando a criação de um novo GT. No momento fofura do evento, encontrei com o pessoal da banca do concurso e já fiquei sabendo que deixei uma ótima impressão.Pena que estou muito gripada a febre sempre aparece no final do dia. Assim, estou pegando leve porque hoje em dia não dá para facilitar...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Três dias que mudam a sua vida...

Semana passada participei do concurso público para professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco (área Educação a distância: fundamentos e metodologia da EAD). Sem querer radicalizar, se Socrátes, Homero e todos os autores dos clássicos vivessem nesta época, sem dúvida escreveriam sobre um concurso público para professor. São várias pequenas torturas, que vão se avolumando ao longo do processo e, caso o cidadão sobreviva até o final em pleno uso de suas faculdades mentais, terá uma chance de ser incluído no seleto grupo de professores doutores de uma IFES qualquer. Primeiro é a inscrição, é preciso procurar os documentos, atualizar o maldito currículo lattes (que já não sei bem se é uma homenagem ou uma vingança de algum desafeto acadêmico), pagar a taxa no Banco do Brasil (que dispensa comentários) e enviar por Sedex. Depois disso tudo, começa a tarefa detetivesca para descobrir se sua inscrição foi homologada ou não, a experiência (=UFPB) já me mostrou que se não tiver nenhuma teoria da conspiração em jogo, tudo pode dar certo, caso contrário... Neste caso específico, a ansiedade foi grande porque além de estar escaldada eu estava concorrendo como doutoranda, sem ter certeza absoluta de que os documentos estavam corretos. Depois é fácil, basta escrever um artigo de dez a quinze páginas para cada ponto, elaborar esquemas, desenhos ou qualquer outro artifício que faça o cristão memorizar todos eles, ter um cuidado enorme com as referências, escrever de forma impecável, sem borrões ou riscados e pronto! Está automaticamente habilitado para a prova didática que acontecerá 24 horas Jack Bauer depois de sorteado o ponto. Ah, sim, esqueci do ponto alto, na UFPE é realizada uma leitura pública da prova escrita! Como? Sim, querido leitor, se você não domina o conteúdo, não apareça lá, porque depois de escrever até a munheca cair e os olhos saltarem, temos que ler a nossa produção. Confesso que só continuei no processo porque realmente eu dominava todos os pontos em nível de não dar um vexame completo, mas conheço muita gente que faz concurso (e passa!) porque conta com a possibilidade de sorteio de determinados pontos, enquanto não saca nada dos outros. Bom, parece que 24 horas é mais do que o suficiente para montar uma plano de aula com seus respectivos slides, certo? Errado, o cansaço, o sistema nervoso e as noites mal dormidas começam a cobrar o seu preço exatamente nesta etapa final, e o risco aqui é grande. Eu já sabia que existe alguma coisa mágica com o tempo de aula em concursos, aquela aula maravilhosa que você treina em casa com duração de 60 minutos é misteriosamente encolhida na hora H, e você se vê em desespero completo para esticar os minutos que faltam e não ser reprovado. Sabendo disso, eu preparei um plano B com slides e esquemas que poderiam ser acelerados caso fosse necessário ou apresentados beeeeeemmm devagar no final da nossa Ilíada de Homero. Ao final de tudo, eu que já nem conseguia falar direito, perguntei quando saía o resultado. - Amanhã, às dez horas, respondeu a banca. -Ahhh... Vai estar fixado aqui na sala ou no departamento? perguntei. A banca me olhou como se eu fosse uma alienígena demente (juro que corri um sério risco de ser reprovada nessa hora):- Você não entendeu. O resultado é divulgado a partir das dez horas porque os envelopes são abertos na hora e a contagem dos pontos é pública! Mas que raios, tudo é público neste concurso? Ou seja, se você não deu vexame na leitura da prova, não pagou mico na hora da aula, ainda corre um sério risco de ser exposto ao ridículo na hora do resultado. Como mulher de fibra que sou, fui até lá com a cara e a coragem e, embora eu soubesse que tinha ido bem na prova escrita, sabia que todos poderiam ser reprovados. Entrei na sala, vi os resultados no quadro, mas só compreendi quando o professor Luiz Mercado me deu os parabéns. Saí de lá atônita, com o coração inflado de tantos abraços de boas vindas, e com uma sensação incrível de ter conseguido algo que consumiu meus três últimos anos de trabalho árduo e dedicação total. Toda a minha resignação diante dos contratempos da vida (e a decisão inabalável de não ir para o lado negro da força) teve a sua recompensa materializada naquele momento único. Só pude pensar em uma coisa: os anjos agiram por mim!

sábado, 13 de junho de 2009

Astronomia a Distância no Observatório Nacional

Mais uma iniciativa interessante para a oferta de cursos a distância: o Observatório Nacional está com inscrições abertas para o curso Astrofísica do Sistema Solar, estruturado em módulos e totalmente a distância. Segundo as informações do site, "não é necessário qualquer conhecimento prévio de astronomia para acompanhar o nosso curso a distância uma vez que ele está voltado para um público não especializado em ciências exatas. Nosso objetivo é difundir e atualizar o conhecimento científico de todas as pessoas interessadas em astronomia". O curso tem duração de um ano e quem quiser o certificado do curso deverá realizar as avaliações para obtê-lo. Totalmente gratuito e organizado em um formato livre que permite o acesso de qualquer pessoa, inclusive os que não estão inscritos, a proposta é uma iniciativa interessante para a divulgação da ciência no país e um indicativo de que a educação a distância está sendo apropriada até mesmo pelos setores mais resistentes da academia.

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