Foi publicada uma matéria muito interessante no Portal Terra sobre a capacitação dos professores para o uso do software livre nas escolas. A matéria apresenta algumas questões importantes sobre o uso do SL na sala de aula e apresenta a opinião de importantes integrantes do GT Educação do Fisl. No texto, Rainer Krüger (Pandorga Linux), diz que “A dificuldade não é ter software livre nas escolas, mas sim saber usá-lo como ferramenta pedagógica”. A coordenadora do GT Educação no Fisl, a minha querida Ana Cristina Matte, do grupo de pesquisa Texto Livre da UFMG, afirma que “A tecnologia está aí, é livre, mas precisa de pessoas capacitadas para saber usá-la". O texto diz ainda que Ana Cristina considera que "o professor precisa ser sujeito ativo na produção dos softwares, pois eles podem adequar o ambiente online à necessidade local e, assim, resolver problemas específicos de cada região". Fiquei muito feliz com a merecida visibilidade do GT Educação e das pessoas que lutam por sua realização. Existe uma luta incansável das pessoas que acreditam que a Educação tem um papel fundamental para o futuro do SL (sim, sei que parece um absurdo, mas muitas pessoas não pensam assim!). Já estava na hora desta discussão ganhar o mundo. Infelizmente, não poderei participar do Fisl na próxima semana, mas os meus queridos ex-orientandos, Wilkens Lenon e Rafaela Melo, estão trabalhando muito para o sucesso do GT Educação. No próximo ano estarei lá, firme e forte!
terça-feira, 25 de junho de 2013
sábado, 28 de julho de 2012
O sucesso do GT Educação no Fisl13
Este post deveria ter sido publicado ontem, mas eu fiquei tão envolvida com os meus orientandos e as atividades que não consegui tempo para finalizar o texto. Bom, como diz a minha querida Katylene, faz de conta que o texto foi publicado ontem, escolha a sua distribuição Linux preferida e vem comigo! A primeira observação mais importante diz respeito ao sucesso do GT Educação. As salas onde aconteceram as mesas e as oficinas ficaram cheias e a ideia do espaço Paulo Freire no FISL já pode entrar para o Top 5 das sacadas inteligentes da década! Se alguém me perguntasse sobre a perspectiva do GT, eu teria sido bem pessimista e vou explicar a razão: foi a primeira vez que o GT apresentou uma proposta efetiva de atividades e o público que frequenta o FISL não está necessariamente interessado em discutir o uso do software livre na Educação. Póim! A realidade foi bem diferente, muitos professores participam do FISL e não encontrar uma programação voltada para as discussões sobre a prática do SL na sala de aula devia ser muito frustrante. Ouvimos muitos depoimentos interessantes e tivemos muitas contribuições importantes para o desenvolvimento dos projetos que estão em andamento e outros que ainda serão criados
A cobertura do evento com fotos e matérias está disponível no site do Software Livre.Muitas pessoas trabalharam duro para que o GT Educação fosse um sucesso e quero parabenizar Ana Matte, da UFMG e o seu grupo dedicado do Texto Livre, Frederico Guimarães, um biólogo e professor incrível e para o meu orientando querido, Wilkens Lenon. Foi a garra de todos eles que viabilizou a criação e consolidação do GT Educação no Fisl. Agradeço muito a oportunidade de participar do evento. Agora, é arregaçar as mangas e trabalhar duro para preparar o próximo evento com muito mais atividades e oficinas.
Meus orientandos no Fisl13
Na fluidez das relações pós-modernas já previstas por Bauman, consegui reunir os meus dois orientandos queridos que estavam participando do evento. Lenon é meu orientando do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica e está pesquisando sobre o uso do software livre nas escolas públicas no contexto do Programa UCA. Rafaela Melo é minha orientanda de PIBIC e também pesquisa o software livre no contexto do UCA. Rafa está no programa de mobilidade estudantil na UFRGS e tem feito coisas muito interessantes na Universidade. Aproveitei a viagem ao Fisl13 para finalizar a orientação do relatório final de PIBIC que será apresentado no final do ano. Fiquei muito orgulhosa dos meus pupilos competentes e fofos!
Terceiro dia no Fisl13
As discussões do GT Educação na sexta-feira abordaram o papel do professor livre na rede. Na mesa sobre o professor livre na rede, Hugo Canali, Rafael Bergamaschi, Ana Matte e Wilkens Lenon e eu, apresentamos as possibilidades de interação dos professores no Portal do Professor Livre que está sendo construído pelo grupo Texto Livre, da UFMG. Depois das apresentações, a pergunta central da mesa para o público foi: como fazer o professor que está efetivamente em sala de aula se interessar por acessar, compartilhar e colaborar na rede, utilizando o software livre como meio? Nós realmente precisamos superar a falácia do professor resistente e começar a descobrir o que pode motivar os professores para uma aprendizagem na perspectiva da colaboração em rede. O processo de internalização da cultura digital não é homogêneo e não é construído da mesma forma e ao mesmo tempo com todas as pessoas. Respeitar a diversidade e, inclusive, a decisão do professor em não querer se inserir no contexto da cultura digital é uma questão a ser considerada. Na mesa a seguir, Frederico Guimarães, Pablo Jacier Ercheverry e Laura Marotias, apresentaram a LibrEdu: avanços na construção de uma rede latinoamericana de Educação. Entre os objetivos da LibrEdu estão: discutir o acesso à conectividade baseada em padrões e softwares livres; capacitação dos educadores no/para o uso do software livre; estimular a liberação dos materiais produzidos pelos educadores sob uma licença livre; catalogar, agregar, disponibilizar, de forma off-line, recursos educacionais abertos. Eu fico bastante preocupada quando as pessoas afirmam que não existe uma política de governo em relação ao uso da tecnologia na Educação. As políticas estão definidas nos documentos oficiais dos programas, pode não ser a melhor política ou a que nós queremos, mas ela existe. A contribuição dos participantes nas duas mesas foi bastante interessante, reafirmando a necessidade de uma construção coletiva dos objetivos e princípios das ações para disseminação do uso do software livre nos diversos níveis da Educação. Quem quiser conhecer a proposta, a discussão está aberta aqui. Participe!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Segundo dia no Fisl13
O Fisl13 continua animadíssimo, com bichos de pelúcia invadindo os corredores e muitos palestrantes (quase) famosos. Participei de uma mesa muito interessante sobre políticas públicas educacionais e software livre, com uma representante dos Núcleos de Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro e duas representantes da Argentina. Ana Cristina Geyer apresentou um panorama da situação do uso do software livre nas escolas da rede estadual do Rio de Janeiro, ressaltando as condições políticas atuais que são desfavoráveis ao SL e privilegiam o software proprietário. Segundo Ana Cristina, os núcleos de tecnologia estão completamente desestruturados e, em todo Rio de Janeiro, apenas dois núcleos trabalhavam efetivamente com a formação em SL. Não aguentei a curiosidade e perguntei quais eram os núcleos que se destacavam entre todos (afinal, o Rio de Janeiro é bem grande). Resposta: Arraial do Cabo e Itaperuna. Caploft! Robson Freire vai dormir feliz da vida hoje... Verônica Xhardez e Lina Montoya apresentaram a situação da Argentina ressaltando a necessidade do uso do SL na educação como prática libertadora, no contexto dos direitos humanos. Ambas frisaram que o uso do SL é uma questão de soberania nacional e um rompimento com a dependência tecnológica. Foi muito interessante quando elas colocaram a foto de um casamento na apresentação e explicaram quem eram as duas pessoas que estavam casando: a gerente de contas governamentais da Microsoft na Argentina e o secretário de gestão e assuntos tecnológicos do governo argentino. Caploft 2.0! Verônica perguntou como é possível que a pessoa responsável pela venda dos softwares para o governo possa se casar com a pessoa que assina os contratos do governo sem que ninguém veja as implicações éticas e legais disso. Na hora das perguntas do público, Frederico Guimarães reforçou as informações trazidas por Ana Cristina, Verônica e Lina, afirmando que o foco das grandes empresas de software tem sido as prefeituras menores, através de "doações" de licenças milionárias (que ninguém precisava, diga-se de passagem). Como dizem no Twitter, tem que ver isso aí...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Primeiro dia no FISL13
Para começo de conversa, o frio está me matando! Aos poucos, silenciosamente, congelando o meu sangue e matando os meus neurônios... Estou gripada desde o primeiro momento da viagem, o que significa que estou com os olhos inchados, nariz escorrendo e espirrando mais do que um bode velho. Encerrado o muro das lamentações, vamos ao que interessa: o primeiro dia de atividades do GT Educação no Fisl13. Começamos a manhã com uma reunião de apresentação do GT Educação, com os grupos que estão estruturando o GT e realizando ações efetivas para a construção da discussão sobre Educação e software livre. Frederico Guimarães, Ana Matte, Ronald Scherolt e Wilkens Lenon, falaram sobre o histórico e os objetivos do GT Educação. Mais tarde, participei da mesa sobre "Software Livre na Educação Superior", com vários enfoques diferentes sobre o tema, pesquisa, extensão, uso de softwares, formação de professores, currículo, tecnólogos etc. A sala estava cheia, tivemos muitas discussões interessantes e uma ótima interação com o público. Na parte da tarde, o GT continuou bombando com várias mesas e oficinas para os participantes do evento. Depois eu vou contar com mais detalhes o que está sendo discutido nas mesas e palestras. Hoje, eu preciso de vitamina C e cama para aguentar a programação de amanhã!



