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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Uma breve reflexão sobre as escolas de Portugal

Eu ainda vou escrever mais detalhadamente sobre a experiência do pós-doc, mas não posso deixar de pensar no conceito de deslocamento das identidades do Stuart Hall. Além de todo o envolvimento acadêmico que as experiências com outros marcos teóricos, campos de pesquisa, relações de trabalho e pesquisa permitem, existe a necessidade de mudar o seu ponto de equilíbrio, colocar em dúvida as suas certezas e, sobretudo, mudar a perspectiva. O contraponto da realidade das escolas públicas em Portugal com a realidade brasileira é gritante, mas o mais assombroso é que somos tão iguais e ao mesmo tempo completamente diferentes. Em alguns momentos, quando ouço os meus sujeitos de pesquisa, me sinto arrastada em um vértice temporal e vejo que a nossa realidade hoje reflete o contexto deles há dez anos. Não pensem que tudo é mais fácil aqui, porque não é!

O país vive um momento difícil e o mais surpreendente é que mesmo em um contexto tão desfavorável, as condições de trabalho e a estrutura das escolas é impressionante. A escola que ilustra esse post não fica na região mais privilegiada do país e muito menos é uma escola que foi especialmente contemplada pelo poder público. É uma escola linda, iluminada e equipada que conta com um trabalho de gestão primoroso. São realizados projetos diversificados que buscam encontrar formatos e propostas que sejam adequadas aos seus alunos. Trabalhoso, sem dúvida, mas absolutamente necessário para vencer a evasão e o insucesso escolar.

O resultado da minha imersão no campo de pesquisa foi o surgimento de muitas outras questões, mas é isso que torna a pesquisa estimulante para mim: entrar com um problema e sair com meia dúzia para destrinchar! Estou feliz com tudo que vi, ouvi e percebi por aqui...Agora é arregaçar as mangas e escrever porque os artigos não vão ficar prontos sozinhos!

domingo, 15 de abril de 2012

Notas sobre a inclusão digital nas escolas

A distribuição de laptops e tablets nas escolas vem provocando debates acalorados sobre o sucesso ou fracasso das práticas governamentais para promover a inclusão digital nas escolas. O histórico das políticas públicas de inclusão digital no Brasil indicam ações distribuídas em duas frentes distintas: uma que pretende realizar a inclusão digital em telecentros localizados na periferia das cidades e a outra é a inclusão digital dentro das escolas. A primeira frente apresenta um perfil voltado para a cidadania, com foco no protagonismo juvenil, na diversidade e na produção cultural das comunidades nas quais os telecentros estão inseridos. É o caso dos programas de inclusão digital como os Pontos de Cultura, Estações Digitais, Casa Brasil etc. As ações de fomento da inclusão digital dentro das escolas buscam um objetivo formador, inserindo aspectos do letramento digital nas ações pedagógicas. As duas frentes apresentam objetivos distintos e encontram inúmeras dificuldades em sua própria especificidade. Ambas necessitam de uma análise profunda das suas ações e uma avaliação cuidadosa dos seus erros e acertos, mas o meu interesse aqui é abordar como o público alvo dos programas de inclusão digital tem se apropriado das propostas. Na maior parte dos casos, a apropriação tem sido muito diferente do que foi planejado inicialmente. Os resultados qualitativos tem indicado que apesar da intencionalidade no direcionamento das políticas de inclusão digital - que insistem em orientar o usuário na sua apropriação do equipamento e nos percursos de navegação - as pessoas que participam desses programas tem dado a palavra final. São elas que estão, efetivamente, dizendo o que querem fazer com o acesso à Internet e o uso dos equipamentos disponíveis (câmeras digitais, filmadoras, som etc). Essa reação dos supostamente "excluídos digitais" deveria servir como uma pista importante para o redirecionamento dos projetos de inclusão de digital e, sobretudo, para que possamos pensar a tal inclusão a partir da perspectiva dos que a desejam e a reivindicam. Um exemplo interessante é o Programa Um Computador por Aluno (PROUCA) do governo federal. O PROUCA distribuiu laptops nas escolas públicas e, embora o seu uso pedagógico ainda seja bastante incipiente, o processo de inclusão digital dos alunos aconteceu. As pesquisas iniciais mostram que independente dos professores, das orientações e de qualquer tipo de formação, os alunos rapidamente se apropriaram das ferramentas existentes no laptop e passaram a navegar com bastante propriedade. Para algumas pessoas não é suficiente, já que é preciso qualificar melhor o tipo de inclusão que está acontecendo, mas eu considero que qualquer tipo de inclusão digital é sempre melhor do que nenhuma.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Um Computador por Aluno

Depois de três anos de muito planejamento, negociação e experiências com o projeto piloto, o programa Um Computador por Aluno (UCA) iniciou a sua implementação com a entrega dos equipamentos. Estamos em Aracaju para finalizar o planejamento da formação dos professores e gestores das escolas que receberão os laptops. São dez escolas em cada Estado, cinco estaduais e cinco municipais, urbanas e rurais. O UCA Total (computadores em todas as escolas de um municípios) será implementado em uma cidade de cada região. As escolas foram indicadas pelas secretarias Estaduais e pela Undime (municipais) e deverão apresentar infra estrutura elétrica e instalações em boas condições para a implementação da rede wireless. O programa está sustentado em quatro pilares: infra-estrutura, pesquisa, formação e avaliação. A responsabilidade de implementação das ações é do MEC (SEED) e das Universidades que participam do projeto. A formação dos professores e gestores será realizada presencialmente e a distância, utilizando a nova plataforma do e-proinfo que está totalmente diferente da versão anterior (muito melhor). Os módulos de formação estão organizados da seguinte forma:


Módulo 1: Apropriação tecnológica (40h)
Módulo 2: Web 2.0 (30h)
Módulo 3a Formação de professores (40h)
Módulo 3b Formação de gestores (40h)
Módulo 4: Elaboração de Projetos (40h)
Módulo 5: Construção compartilhada do ProGI Tec (30h)
Total de carga horária: (180 h)

A ideia é potencializar o uso do Portal do Professor e formar uma rede de colaboração e compartilhamento entre os professores das escolas. Os conteúdos abordam conceitos relacionados ao uso dos computadores no processo de ensino e aprendizagem e da gestão escolar e as atividades propostas envolvem a prática do professor/gestor no contexto da escola e pesquisa, com indicação de leituras, vídeos, documentos disponibilizados em sites, no Portal do Professor e do Projeto UCA. Os professores receberão certificação das Unversidades responsáveis pela formação. Eu faço parte do grupo de formação e pesquisa da UFPE que atuará em Pernambuco e na Paraíba. Pela distribuição geográfica das escolas contempladas, já posso dizer: não vai ser fácil e por isso mesmo será uma experiência única, daquelas que é impossível não participar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Acompanhando a WCCE

Minha vida esta semana está uma loucura tão grande, que sequer consigo falar sobre isso agora. Semana que vem eu conto os detalhes que envolvem burocracia, peregrinações e muita, muita baixaria... Nos poucos momentos livres, tenho acompanhado a cobertura da WCCE (Conferência Mundial de Computadores na Educação) via Web Rádio Abed.Foi a Suzana Gutierrez que deu a dica e depois de ler como ela estava acompanhando tudo bem quentinha embaixo dos cobertores, fui saber o que estava acontecendo. Um post que chamou a minha atenção era sobre o papel da SEED para formar os professores no uso das tecnologias. A informação é a seguinte: "Alexandre Pedro, da Secretaria de Educação a Distância do MEC, falou hoje na WCCE que a Secretaria de Educação a Distância, preocupada com a infra-estrutura das escolas públicas distribuiu cerca de 400 mil computadores e montou 27 mil laboratórios, esse é um dos primeiros passos, mas preocupa-se também com o acesso a internet, e o Norte, o Nordeste e o centro-oeste oferecem dificuldade de acesso. A SEED preocupa-se também com a formação continuada dos professores, letramento digital de professores e alunos. A idéia é fazer com que os professores se interessem pelos blogs, fotologs e afins e para isso a Secretaria tem fornecido cursos aos professores; a fim de que eles através de cursos busquem relacionar-se com as possibilidades tecnológicas.Os professores da rede pública têm a sua disposição vários cursos a distância para seu aperfeiçoamento continuado, além de extensão e especialização. Até final de 2010 teremos mais de 500 mil professores que passaram por estes cursos, isso sem contar com a UAB, a missão do MEC é não só produzir e promover, mas propiciar aos professores a oportunidade de escolherem o curso que desejem fazer". Bem, se a inclusão digital já é um conceito controverso no âmbito da sociedade informacional, quando pensando no interior da escola, ou a partir dela, a situação assume uma dimensão muito mais complexa. Constantemente encontramos o discurso da resistência do professor ao uso da tecnologia, mas nem mesmo essa resistência é devidamente caracterizada. Se não discutimos como e para que usar as tecnologias, torna-se difícil afirmar que existe resistência dos professores nesta ou naquela direção. Podemos encontrar o controle no uso por parte dos gestores, com suas restrições e imposições de regras de conduta na utilização dos equipamentos e não podemos considerar apenas os computadores nessa situação, mesmo os equipamentos de áudio, vídeo e até mesmo os retroprojetores estão inseridos no mesmo quadro. Por outro lado, afirmar que um professor é resistente porque se recusa a usar o laboratório de informática para ensinar digitação, é reduzir o potencial das tecnologias na educação apenas ao aspecto da usabilidade do equipamento, mesmo que este tipo de atividade não contribua em nada para a inserção dos alunos no universo digital. A tecnologia por si só não produz nada, é o seu uso e sua apropriação, sobretudo, no aspecto ideológico que fará a diferença. Esse conceito é muito bem desenvolvido por Maria Helena Bonilla, definindo o papel dos consumidores e dos produtores no contexto da inclusão digital. Infelizmente, as políticas públicas estão sempre na direção da "formação" e "capacitação" dos professores, nunca na direção da apropriação e consolidação da cultura digital.

sábado, 22 de março de 2008

Casa Brasil em Destaque na Revista BrOffice

O programa de inclusão digital do governo federal, Casa Brasil, está em destaque na Revista BrOffice deste mês. A reportagem reafirma as potencialidades da Casa Brasil como instrumento de acesso aos excluídos digitais em nossa sociedade de informação. Para quem pesquisa o uso de novas tecnologias da informação e comunicação na aprendizagem, a implementação de projetos de inclusão digital aponta para as diferenças reais entre a aquisição do conhecimento das pessoas que interagem no universo digital e as que estão alijadas do processo. O texto vale a leitura e permite muitas reflexões sobre o assunto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Mapa Global da Inclusão Digital

A Educação a Distância no momento atual apresenta uma conexão intrínseca com a estrutura tecnológica, essencial para sua existência e continuidade. Estão sendo feitos muitos investimentos com o objetivo de melhorar a conectividade, não apenas na qualidade, mas também na ampliação de sua área de cobertura. O desafio tecnológico é manter o máximo possível de pessoas conectadas até mesmo nas áreas mais distantes. A tecnologia usada no deserto pelo exército americano para manter suas equipes de combate conectadas vem encontrando viabilidade na sociedade civil. O Mapa Global da Inclusão Digital da Maplecroft merece ser visto, analisado e repensado por todos que realizam a EaD no Brasil.

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