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sábado, 3 de janeiro de 2009

A Educação a Distância na Perspectiva dos Estudos Culturais

O objeto do meu trabalho é a Educação a Distância na perspectiva dos estudos culturais, buscando compreender a subjetividade e as relações de poder que envolvem o uso da tecnologia na educação. Estou construindo o percurso de implementação do pró-Licenciatura, programa governamental da SEED/MEC para formar professores em cursos de Licenciatura a distância. Na análise dos documentos, venho observando a preocupação principal com a disseminação do uso das ferramentas tecnológicas entre os professores da educação básica na rede pública. O uso da modalidade a distância pressupõe o uso maciço destas tecnologias no decorrer de todo o curso, sendo um dos objetivos do programa modificar a relação dos professores com a tecnologia (incrementando todas as possibilidades de aprendizagem, do professor e do aluno). Esta mudança no comportamento dos professores tem um relação direta com a cultura escolar e com as relações de poder que estes dispositivos tecnológicos representam dentro do ambiente educacional. Assim, ouvimos o tempo todo inúmeras desculpas para que os professores não utilizem as ferramentas tecnológicas, mas pouco se tem feito no sentido de mudar este paradigma. Observamos que são oferecidos cursos, os computadores estão na escola (trancafiados ou subutilizados), os professores possuem computadores, mas seu uso efetivo está longe de ser consolidado. Existe uma premissa falsa de que o uso das tecnologias acontece com sucesso na escola privada, mas na verdade o que acontece, de fato, é a aula de informática, dissociada da prática dos outros professores e do contexto curricular. Acontece porque a escola particular tem em seus quadros o professor de informática e a clientela domina o uso do computador, mas daí a existir um projeto integrado pedagogicamente, é outra história. Bom, para tentar pesquisar isso tudo (e mais alguma coisa), estou trabalhando na perspectiva dos Estudos Culturais. Embora seja utilizado mais freqüentemente no campo de gênero, etnias e mídia popular, ele também possibilita uma boa discussão sobre o uso dos artefatos tecnológicos.Infelizmente, o campo de pesquisa dos Estudos Culturais está mais disseminado nas áreas da comunicação e da linguagem, seu uso na educação foi intensificado apenas recentemente. Por esta razão, criei um blog esta semana para tentar organizar as leituras disponíveis e discutir um pouco os Estudos Culturais a partir da questão do uso das tecnologias na educação. A idéia é colocar a contribuição de todos que quiserem publicar algum post sobre o tema, mantendo no controle das carrapetas do blog, professores colaboradores. Quem tiver interesse em conhecer um pouco do assunto ou quiser contribuir para a discussão é só passar por lá.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Professores de Direito

Considerando todas as experiências que relato neste blog, qual o lugar mais improvável para fazer uma palestra sobre educação e novas tecnologias? Sim, o título do post já dá uma pista, no curso de Direito. Não sei porque razão, mas ao pensar em Direito, a primeira imagem que vejo é livros empoeirados e pesados e velhinhos de terno e gravata. Claro que é um estereótipo, assim como associar os executivos de grandes empresas com homens bonitos e agressivos, de terno impecável. Quem já observou estes executivos nos aeroportos ou nas empresas sabe que a realidade é bem diferente...Bom, ontem fiz uma palestra intitulada "Tecnologias Digitais na Educação e os Novos Paradigmas da Sociedade Informacional". O público era formado por professores de Direito da Universidade Estadual da Paraíba,muitos deles desembargadores, promotores e juízes. Fino, não? Foi muito interessante porque levantamos questões relacionadas ao aspecto prático do trabalho docente, mas também falamos sobre as subjetividades da profissão que também sofre os impactos das novas tecnologias. Todos foram muito receptivos e simpáticos, e o tempo que estava estimado em 40 minutos, foi ampliado para 2 horas! Assumi o compromisso de retornar para darmos continuidade ao assunto e discutirmos novas possibilidades da prática pedagógica. Acabei pegando a estrada bem tarde, mas ofereci carona para o professor Afrânio que estava prestigiando a palestra, um senhor de idade avançada(espero que ele não leia este blog), mas que me contou tantos "causos" engraçados de seus tempos de promotor e procurador que nem percebi o tempo passar. Usando uma frase ouvida do meu novo amigo ontem, posso dizer que destes momentos "o que fica realmente é a amizade. O resto é bobagem..."

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