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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nota de Apoio à Autonomia do PPGE/CE/UFPB

Em solidariedade e apoio aos professores, funcionários e alunos do PPGE/CE/UFPB, reproduzo a nota a seguir, com a certeza de que o Centro de Educação da UFPB não pode continuar a ser um território sem lei.


"Nós, professores, alunos e funcionários do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação da UFPB, reunidos em assembléia no dia 01-06-2010, às 15h no auditório deste Programa, decidimos, por unanimidade, repudiar veementemente a decisão da direção do Centro de Educação de suspender as eleições do PPGE e o posterior encaminhamento do Conselho de Centro de anular o processo, intervindo gravemente na nossa autonomia acadêmica, política e administrativa. Preocupa-nos, sobretudo, a ameaça de descontinuidade do trabalho que vinha sendo desenvolvido de recuperação e elevação dos patamares de referência acadêmicos do PPGE, tais como: políticas de incentivo à produção acadêmica, com o apoio financeiro à publicação, fortalecimento de todos os índices de desempenho avaliativos com vistas à elevação do nosso conceito junto à CAPES, atualização e agilização de todos os procedimentos necessários ao credenciamento e recredenciamento de docentes, transparência e democratização nos processos administrativos, elevação de nosso qualis da Revista Temas em Educação – principal veículo de divulgação científica do nosso programa, entre outros. O temor da descontinuidade foi agravado pela Direção do CE ao negar a decisão unânime do Colegiado do PPGE em restabelecer o processo eleitoral e prorrogar o mandato da atual Coordenação, até a conclusão da consulta à comunidade e posse da nova Coordenação eleita. Em face desta intranquilidade institucional gerada por tais atos arbitrários e autoritários, decidimos paralisar as nossas atividades docentes, discentes e administrativas em regime de assembléia permanente até o restabelecimento da democracia e da autonomia do PPGE/CE/UFPB.

sábado, 6 de junho de 2009

Tópicos em Cidadania e Direitos Humanos

Na dureza que é a vida de doutoranda, estou fazendo algumas disciplinas apenas para contabilizar os créditos e alcançar a incrível marca de 37 créditos exigidos. Quando eu fiz o mestrado no IPPUR/UFRJ, todo mundo comentava que era um dos cursos que exigia um número de créditos absurdo (36 no total), enquanto outros mestrados exigiam 12 créditos para o sujeito concluir. Uma das disciplinas que estou cursando para cumprir a exigência de carga horária é Cidadania e proteção internacional dos direitos humanos, com o professor Fredys Sarto. Para o meu trabalho não acrescenta quase nada, mas para a vida é imprescindível. Começamos com Kant, passamos por Arendt, lemos Marshall e chegaremos em José Murilo de Carvalho e Alaez Corral nas próximas semanas. A turma é bem pequena (exigência do professor), mas o tema é um verdadeiro desafio. Pensar em questões como a origem da nossa cidadania no modelo romano, o direito natural, a inexistência de fronteiras na cidadania e o papel essencial da educação neste processo, tem sido muito enriquecedor. Vou desenvolver meu artigo relacionando a questão do acesso tecnológico na sociedade de informação e a formação da identidade e cidadania. Neste momento, corro um sério risco de acreditar que esta foi a melhor disciplina do curso e a única que não contribuirá em nem uma linha sequer com a minha tese. Vai entender...

domingo, 12 de abril de 2009

I Seminário Ciência em Ação

Os percalços para escrever uma tese de doutorado são os mais variados possíveis: a dificuldade de ler todos os autores sobre um determinado assunto, conseguir os documentos necessários para provar a sua hipótese, realizar a pesquisa de campo, conseguir as entrevistas necessárias, encontrar aquele texto manuscrito de mil novecentos e antigamente, enfim, cada um tem uma história para contar que pode ser tornar uma tragédia ou uma comédia, dependendo do resultado final. Embora os problemas sejam pontuais e variem de acordo com as especificidades de cada pesquisa, todos encontram dificuldades com as questões metodológicas, sobretudo nas ciências sociais. O aprofundamento nas questões metodológicas da pesquisa social trouxe uma maior exigência em sua construção, ao mesmo tempo em que a diversidade de opções metodológicas aumentou significativamente. Por esta razão, os espaços para aprofundamento das questões epistemológicas e metodológicas são sempre bem vindos. Seguindo esta linha, a Professora Miriam Aquino organizou o I Seminário Ciência em Ação, que acontecerá nos dias nos dias 16, 23 e 30 de abril e 07, 14 e 21 de maio de 2009, tendo como objetivo promover o intercâmbio de informações e experiências nas áreas de Ciência da Informação e Educação, a fim de gerar debates e fomentar o desenvolvimento da área. O foco da programação está nas questões metodológicas da pesquisa social e contará com a participação de professores do PPGCI/UFPB, PPGE/UFPB e DL/UFRN.

domingo, 2 de novembro de 2008

Habemus Habermas?

A grande crise esta semana no doutorado foi a preparação de um seminário do texto Apres Marx, de Habermas, em francês. Considerando que nenhuma das alunas apresenta fluência no idioma igualité, liberté e fraternité, ficamos diante das seguintes opções: pagar uma tradução completa do livro ou pelo menos alguns capítulos, encarar o texto e traduzir como for possível, cometer suicídio coletivo deixando uma longa carta acusadora para o PPGE ou contratar alguém para desaparecer com a professora. Considerando que somos da paz e não temos o menor espírito de grupo, seja para uma coisa ou para outra, nos restou a alternativa mais indigesta (não, não estou falando do assassinato): encarar a leitura e preparar a apresentação do seminário contando apenas com um pequeno grupo aguerrido. O que me espanta nesta história toda não é a necessidade de ler o texto de Habermas, afinal, quem está na chuva é para se molhar. O problema é que as condições de avaliação da disciplina mudam a cada momento: cada uma de nós já apresentou pelo menos três textos, temos que fazer uma revisão do projeto, apresentar textos de outros autores que estejam relacionados com nossa metodologia, apresentar uma prévia de nosso capítulo metodológico, entregar as apresentações de slides dos seminários e escrever uma artigo para uma revista científica (apresentando o comprovante de submissão). Tudo isso sem qualquer possibilidade de negociação, e o mais surpreendente: recheado com um discurso de Paulo Freire! Alôu, ouvi direito? Isso mesmo, usando Paulo Freire como referência, o mesmo Paulo que escreveu a Pedagogia do Oprimido! Eu tenho tentado ser uma aluna passiva, compreensiva, meiga, disciplinada e obediente, mas vamos combinar: isso está indo longe demais...Na próxima aula, vou colocar estas insatisfações na mesa, vamos ver no que vai dar. O pior é que eu e minha comparsa doutoranda acabamos encontrando alguma coisa interessante e aproveitável no texto para a nossa tese, o que certamente amenizará a nossa fúria assassina. Merde!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Enquanto isso, na sala da justiça...

Esta semana, depois de duas noites sem dormir por conta dos horários nos vôos de JPA/BSB (imagino que uma homenagem sarcástica das companhias aéreas ao local onde o sol nasce primeiro...), tive algumas idéias muito interessante sobre a minha tese. A professora Edna Brennand - ah, vocês não sabiam? Ela é minha professora no PPGE - andou me enlouquecendo na sua disciplina Seminários dos Estudos Culturais, que objetivamente pretende construir as bases epistemológicas das nossas dissertações e teses. Apresentamos a estrutura de nossos trabalhos, e, infelizmente, ela não conseguiu encontrar meu objeto, meu foco e minhas bases epistemológicas em nenhuma das minhas propostas. Como boa aprendiz de Chapolim Colorado (não contavam com minha astúcia) e brasileira da gema (não desisto nunca), fiquei empacada nas últimas semanas em crise acadêmico-existencial-culturalista, até que consegui vislumbrar a minha estrutura. Sim, eu acredito na inspiração como ponto de partida e no trabalho árduo para a realização.Todos nós temos nossos lampejos de genialidade, mas confesso que o meu foi provocado pelo meu ego abalado. Eu estou realmente apaixonada pelo meu trabalho, mas não estava encontrando sustentação sequer para defendê-lo. Com fôlego renovado, começo a escrever o meu capítulo de metodologia que servirá como trabalho final da disciplina. Mais uma vez, assim como no mestrado, saio do óbvio com a dificuldade de estruturar uma metodologia muito mais complexa do que no mestrado, já que estou trabalhando com a perspectiva dos Estudos Culturais.Vamos ver onde isso vai dar, pois pretendo me qualificar em março (exatamente um ano após o ingresso no doutorado).


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As pessoas me perguntam com consigo dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo, mas o fato é que só está sendo possível conciliar o trabalho com o doutorado, porque eu coordeno o pró-licenciatura (meu objeto de estudo), dou aula da disciplina Educação a Distância e todos os trabalhos que oriento estão relacionados com o assunto. Resumindo, tudo que eu faço hoje, todas as minhas atribuições perpassam meu objeto de estudo no doutorado. Se eu coordenasse um curso diferente e assumisse disciplinas fora do foco de estudo, estaria mesmo em palpos de aranhas (como dizia minha avó). O risco que eu corro hoje é ficar uma pessoa de um assunto só, e acabar enjoando da EAD de forma definitiva. Mas que fique registrado: isso só pode acontecer depois que eu concluir meu trabalho e passar em algum concurso. Só depois eu posso virar uma monja budista ou ficar correndo pelada em alguma comunidade alternativa vegetariana. Até lá, tome as novas tecnologias!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Seleção Mestrado e Doutorado PPGE/UFPB

Saiu o edital com as normas para a seleção do mestrado e doutorado em Educação da UFPB.As inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro e são 60 vagas para o mestrado e 23 (?) para o doutorado, distribuídas em cinco linhas de pesquisa. A grande novidade este ano é a publicação de um quadro com a disponibilidade de vagas por professor, tornando o processo bem mais transparente.O edital traz também a sugestão de bibliografia para os candidatos. Como este blog busca o compartilhamento de informação e socialização do conhecimento, vou sugerir três leituras básicas que não estão no edital para quem quiser concorrer na linha 5 (estudos culturais). São leituras fundamentais para enfrentar a prova escrita da linha. Provavelmente não foi colocada na bibliografia para identificar o grau de familiaridade do candidato com os autores da área. Rá, não contavam com a eficiência de nossa rede blogueira! Quanto ao estranhamento das 23 vagas para o doutorado, não me perguntem, eu sou apenas a mensageira(quem sabe é um número cabalístico ou é o resultado de uma matemática complicada de número de professores x vagas x alunos x a distância entre Marte e Saturno ou sei lá mais o quê).De qualquer forma, quem quiser tentar a seleção pode começar a correr contra o tempo. Quem tiver alguma dúvida ou precisar de qualquer informação, pode postar uma mensagem aqui no blog.


SILVA, T.(org.) O que é, Afinal, Estudos Culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 2000.


HALL, S. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais.Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.


LÉVY,P. As Tecnologias da Inteligência - O Futuro do Conhecimento na Era da Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

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