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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em Sala de Aula

O tripé que sustenta a Universidade é ensino, pesquisa e extensão. Diz a lenda que quanto mais fodão for o professor, menos ele vai querer se envolver com o ensino e mais mergulhado na pesquisa ele ficará. Acredito que nunca vou chegar lá porque eu adoro estar em sala de aula e compartilhar o que (penso que) sei com os meus alunos. Pode ser também que eu esteja esnobando porque não estou no topo da cadeia alimentar, algo como a raposa e as uvas, mas eu só consigo vislumbrar a pesquisa com a minha prática como professora. Afinal, do que adianta fazer grandes descobertas e não ter para quem contar? Tenho aprendido tanto em sala de aula quanto fora dela, portanto, vamos aos meus planos infalíveis para as duas disciplinas que vou pegar neste semestre. Terei duas turmas na graduação de Pedagogia com Pesquisa e Prática Pedagógica V, dividida com outros dois professores porque engloba Matemática, Ciência e Geografia. A nossa ideia é desenvolver temas para aplicação nas escolas que englobem as três disciplinas, promovendo uma interdisciplinaridade real (porque da teoria estamos todos cheios). Eu descobri que os conteúdos de História, Geografia e Ciências quase não são abordados pelos professores da rede pública de Pernambuco. Assim, descobrir caminhos para agregar as disciplinas "secundárias" aos conteúdos das disciplinas "importantes" (Português e Matemática) é mais do que uma inovação, é caso de primeira necessidade mesmo. A outra disciplina é no mestrado, Tópicos em Tecnologias Educacionais (Educação a Distância). O objetivo é trabalhar as questões mais pragmáticas da EAD, como o uso das ferramentas, tendências, construção de aulas virtuais, opções e análise de ambientes virtuais, design instrucional etc. A minha proposta é que os alunos desenvolvam aulas a distância utilizando propostas diferenciadas a partir do conteúdo da própria disciplina. O desafio é sair do modelo Moodle e aplicar ferramentas novas que estão disponíveis na web ou mesmo dar uma nova funcionalidade para ferramentas já conhecidas. Parece simples, mas os alunos costumam derreter o cérebro para conseguir mudar os seus conceitos. Como vocês podem ver, serviço é o que não falta. Bora trabalhar?

domingo, 27 de setembro de 2009

First Impressions

O título deste post é o mesmo da primeira versão do meu livro preferido de Jane Austen, depois chamado de Orgulho e Preconceito. Agora eu estou voltando ao normal depois de um período de adaptação no meu novo trabalho. Além de ser professora efetiva, com atribuições bem diferentes de um professor-substituto, o processo burocrático de uma universidade federal é completamente diferente do que eu estava acostumada. Para tomar posse eu precisei realizar uma peregrinação entre inúmeros exames, portarias de exoneração, certidões, avaliação médica etc. Depois de me apresentar ao departamento, fechar o horário foi uma África, a versão inicial foi mudada três vezes! A partir daí, foi só me encontrar nos espaços enormes, preparar os planos de curso, entender o calendário, conhecer os professores, entender o registro de notas, descobrir que eu tenho um tal de Siape, que preciso usar o sistema Siga, enfim, tudo muito tranquilo...E olha que eu fui muito bem recebida, acolhida na sala de Patrícia Smith, Verônica Gitirana e Auxiliadora Padilha (que tem de tudo: computadores, impressoras,datashow, livros de montão...). Já faço parte do grupo de pesquisa GENTE e apresentei uma proposta de pesquisa para receber o enxoval para os doutores recém-contratados (um computador e uma impressora, chique, não?). Antes eu dava aula e estudava nos intervalos, agora é o contrário, as atividades de aula e pesquisa tem o mesmo valor. Os alunos são ótimos e mesmo ficando com disciplinas bem diferentes do que eu estava acostumada, o resultado tem sido muito bom. A estrutura do departamento é um luxo só, fico me sentindo no seriado House e, se der tudo certo, em seis meses vou conseguir compreender a complexa lógica de coordenações de cursos, pró-reitorias, processo de matrícula, equivalência de disciplinas, solicitação de diárias, verba para pesquisa etc. Ufa, rapadura é doce, mas não é mole não!


#Mico do primeiro dia: eu esqueci meu óculos em casa e descobri (um pouco tarde demais) que não enxergo mais nada sem eles desde que fiz quarenta anos. Resultado: eu precisava ler no quadro de avisos o número da sala em que eu iria dar aula. Não consegui enxergar nada e fiquei com vergonha de perguntar para os alunos que passavam nos corredores. Entrei na coordenação e com a maior cara-de-pau do mundo disse que não encontrei o nome da disciplina no quadro e precisava saber o número da sala de aula. Vergonha é pouco para descrever esse singelo momento...

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