Neste semestre, estou conduzindo a disciplina Introdução à Educação a Distância junto com a querida Professora Thelma Panerai, no PPGEdumatec/UFPE. A turma tem excelentes alunos e estou aproveitando para construir várias situações de análise das práticas que conduzem a modalidade a distância. Já fizemos um experimento sobre o Amadeus e agora estamos testando o uso de espaços de discussão fora dos ambientes virtuais de aprendizagem, para compararmos com as funcionalidades que usamos no nosso ambiente. Estamos usando o projeto de autores convidados do blog Caldeirão de Ideias a partir do meu post "Ambientes virtuais: novos espaços de aprendizagem?" para testarmos espaços de interação mais abertos e não-formais. Os comentários estão começando a bombar e pretendo chegar ao conceito de PLE (Personal Learning Environment) através do nosso experimento. Quem quiser participar, é só interagir lá no blog, vamos ver o que conseguiremos fazer. Resultados em breve aqui no blog ou em uma rede social perto de você!
sábado, 3 de novembro de 2012
sábado, 30 de abril de 2011
Manual do usuário da plataforma Amadeus

A solução do LMS (Learning Management System) para a EaD, no contexto da sociedade informacional, foi desesperadamente procurada por todos aqueles que trabalhavam com a modalidade a distância desde a década de 1970. O LMS era uma espécie de Santo Graal, se fosse possível utilizar um sistema de gerenciamento na EaD, todos os problemas estariam resolvidos! Não preciso nem dizer que não foi o ponto final coisa nenhuma, os problemas só começaram... É evidente que a descoberta de um sistema que permitisse o gerenciamento do processo de aprendizagem dos alunos seria o pulo do gato para os cursos a distância, mas o grande problema é que o foco desses ambientes ainda está no controle e não na aprendizagem. O foco não é o aluno como fim, mas sim o controle que se pode ter sobre o aluno. Como todo instrumento de controle, as plataformas tornaram-se verdadeiros campos de batalha entre os alunos, professores e gestores. As questões mais recorrentes estão relacionadas com a ausência ou pouco aproveitamento dos alunos nos ambientes, que imaginem só, foram criados para facilitar a vida deles! Não é por acaso que as ferramentas da web 2.0 e as redes sociais são muito utilizadas como espaços de aprendizagem não formal, enquanto a maioria dos ambientes não apresenta a participação desejada. Precisamos pensar em novas perspectivas para a estrutura dos ambiente que realmente facilitem a aprendizagem, com foco na mobilidade, na convergência com as redes sociais e, sobretudo, com foco no aluno. Para ajudar quem tem interesse em conhecer a plataforma Amadeus (ou está começando a utilizar), está disponível o manual do usuário mais recente. Eu já falei sobre o ambiente aqui (e aqui também!) e agora vou poder falar mais ainda, pois estou fazendo parte do grupo de pesquisa do Amadeus, convidada pelo Professor Alex Sandro Gomes (um profissional brilhante e um doce de pessoa). Eu espero aprender bastante e contribuir com o grupo para o sucesso do projeto.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Um Pouco Mais Sobre Ambientes Virtuais...

Eu fiz um post sobre o ambiente virtual myUdutu e o Sérgio Lima comentou que temos também a opção do Dokeos. Quem quiser conhecer sem ter que instalar, pode utilizar o campus virtual da Escola Br para navegar no Dokeos. Depois me lembrei também do Tidia-AE, um software livre desenvolvido na USP (com apoio da Fapesp). O ambiente tem vários vídeos interessantes, divididos por assunto, mostrando como usar o ambiente. O vídeo que explica a estrutura e a concepção do ambiente é bem interessante. Ele apresenta algumas funcionalidades interessantes como a possibilidade usar uma espécie de MSN para conversas privadas dentro do ambiente (sempre achei que o Moodle tinha essa grave lacuna). É importante lembrar que temos vários ambientes que estão em construção com financiamento público, como é o caso do Amadeus, AE, Moodle e do próprio e-Proinfo. Não é possível que não vamos encontrar um ambiente com código aberto que conquiste corações e mentes...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
myUdutu

Para quem não aguenta mais o Moodle (que virou sinônimo de EAD no Brasil), a boa nova é que estão surgindo outras opções de ambiente virtual na rede. Ainda vai demorar um pouco para que o reinado absoluto do Moodle seja ameaçado (se você está entediado com o Moodle é porque não experimentou a tortura do e-proinfo...). Fiz alguns testes semana passada no myUdutu, uma proposta de ambiente virtual com interface bem clean e intuitiva. Ele não tem muitas ferramentas, mas parece dar conta do recado para o básico. É interessante, nem todos os professores desejam ou podem instalar o Moodle em um servidor, administrar o sistema, então, uma plataforma online é uma opção bem razoável. Muitos professores utilizam blogs e fóruns como ambientes virtuais, e embora seja válido pela criatividade, em alguns casos a proposta perde a efetividade pelo uso equivocado da ferramenta. Assim, vale a pena dar uma olhada!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Nova Versão do Amadeus

Eu já comentei aqui no blog sobre o ambiente virtual colaborativo Amadeus, e olha que eu nem era da UFPE naquela época. Agora que eu sou, vou fazer uma propaganda ainda mais enfática. Não tenho nada contra o Moodle, meus experimentos com o Amadeus não foram grande coisa, mas penso que é muito importante ter uma alternativa e outras soluções para os ambientes virtuais. Como acabei de receber um comunicado sobre a nova versão, compartilho a notícia aqui com vocês: Agora está muito mais fácil e simples instalar o Amadeus. Essa versão está empacotada com tudo que é necessário para a instalação, basta apenas ter instalado em sua máquina os softwares periféricos que o AmadeusLMS utiliza, que são, PostgreSQL8.3, Apache Tomcat6.0.20, e JVM(Java Virtual Machine). A nova versão pode ser baixada e nela você vai encontrar um pack zip(AmadeusLMS-v00.93.30.zip) com todos os arquivos publicados na versão como changeLog, manual de instalação, instruções para obtenção do código fonte, quick installation guide e etc. Recado dado, se virem para testar e me mantenham informada das novidades!
# Atenção: Para conseguir acessar os arquivos é necessário se inscrever na comunidade Amadeus, no site do software público.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Livro sobre o Moodle

Eu estava devendo esta postagem desde a semana passada. É que acaba de ser publicado o livro Moodle: estratégias Pedagógicas e Estudo de Caso, organizado pelas professoras Lynn Alves, Daniela Barros e Alexandra Okada. O livro reúne vários autores que abordam o Ambiente Virtual sob perspectivas diversas, como a questão da leitura e a escrita(Odbália Ferraz), O uso do Scorm (Antonio Carlos dos S. Souza e Lynn Alves), os estilos de aprendizagem (Daniela Melaré Barros), entre outros assuntos. Alguns temas são bastante instigantes como o uso de laboratórios virtuais no ambiente (João Batista Bottentuit Junior e Clara Pereira Coutinho) e o uso do Easy para deficientes visuais (Andre Rezende). A distribuição do livro está meio complicada para quem não está em salvador, mas existe a opção de adquirir o livro enviando uma mensagem para a editora (editora@listas.uneb.br). Boa leitura!
ALVES, Lynn; BARROS, Daniela; OKADA, Alexandra (Orgs.) Moodle: estratégias Pedagógicas e Estudo de Caso. Salvador: EDUNEB, 2009, 394p.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Novo Ambiente do Grupo de Pesquisa
Esta semana retomamos as atividades do nosso grupo de pesquisa Mediação Pedagógica. A proposta de funcionamento este ano está bem diferente do ano passado, teremos responsabilidades maiores para os orientandos. A discussão da teoria (pauta do primeiro semestre) será responsabilidade dos orientandos no formato de seminários, e no segundo semestre desenvolveremos as pesquisas de campo. Já temos algumas sugestões, mas acredito que ainda vão aparecer muitas idéias interessantes. A articulação com outros grupos de pesquisa está na pauta do dia e os convidados continuam bem-vindos ao grupo, mas sem a responsabilidade de conduzir as discussões. Nossa orientadora e líder, Prof. Sônia Pimenta, decidiu abandonar o estilo Soninha Paz e Amor e resolveu usar o chicote nas suas pupilas (provavelmente como resultado dos quilos extras perdidos a custa de muito sacrifício e que ALGUÉM terá que pagar por tanto sofrimento...). Como eu e Alásia estamos pagando a disciplina Prática de Pesquisa com ela, fomos logo procurar o que fazer para não irritar a nossa professora. A pobre da Graça, recém-chegada ao mestrado e toda feliz e serelepe, já se lamentou "- Mas logo agora que eu estou chegando, ela resolve mudar... Uma questão interessante é que abandonamos o uso do Moodle como nosso ambiente de divulgação e comunicação e optamos por trabalhar com um site estilo "Web 2.0", reservando o Moodle apenas para os cursos ou outros experimentos. Vamos aprofundar as pesquisas sobre a mediação pedagógica nos ambientes virtuais e outras ferramentas de EaD. Este ano está prometendo...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A Aprendizagem em Ambientes Virtuais
Durante este curto período de férias, aproveitei para fazer algumas leituras e buscas na rede sobre a questão do uso da tecnologia na aprendizagem. A dificuldade de aprendizagem dos alunos nos ambientes virtuais vem me inquietando bastante, principalmente porque eu não vejo muitas alternativas promissoras. Ao final de cada semestre, realizamos pesquisas com os alunos buscando pistas sobre os obstáculos que eles encontram durante o processo. Os resultados não são conclusivos e as respostas não nos dizem o que precisamos saber. Acredito que isso aconteça pelo fato de que os alunos ainda não consigam verbalizar as suas dificuldades (em relação ao uso das tecnologias) com clareza. Ainda existe muita confusão entre as dimensões pedagógicas do ensino presencial e a modalidade a distância. Sabemos que a ausência da cultura digital é um obstáculo no processo, mas será que estamos apresentando as ferramentas com a estrutura correta? Os ambientes virtuais de aprendizagem são um instrumento essencial, mas não estaremos fazendo o ambiente um fim em si mesmo? Quero dizer, será que o usamos apenas como um repositório de dados, ao invés de potencializar seu uso como um ambiente de criação e interação? Encontrei esta imagem sobre a evolução das mídias no blog do meu colega Cristóbal Cobo, e penso que ainda usamos o ambiente virtual no primeiro estágio, com algum envolvimento do aluno nos momentos de avaliação (que acaba não sendo um envolvimento espontâneo e sim coercitivo). Estou lendo o livro Buenas Prácticas de e-learning, organizado por Ana Landeta Etxeberría, da UDIMA (Universidad a Distancia de Madrid). São textos de vários autores e selecionei dois capítulos especialmente interessantes. Tenho refletido muito sobre o uso da tecnologia móvel na educação a distância e acredito que ela poderá ser um elemento diferenciador na aprendizagem, mas é preciso pensar em uma estratégia tanto tecnológica quanto pedagógica para colocar esta idéia em prática. Mas isso já é assunto para outro post.
Cap. 9 – E-Learning 2.0
Cap.17-Virtual Mobility: an Innovative Alternative for Physical Mobility?
sábado, 3 de novembro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Encontro Nacional Sobre Hipertexto
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Quando 1% é muito...
Quando escrevi o texto para o Seminário Jogos Eletrônicos, abordei a questão do uso dos Ambientes Virtuais pelos alunos do Curso de Administração. Minha abordagem relaciona a interatividade e utilização dos ambientes virtuais, particularmente analisando as dificuldades dos alunos em interagir com as ferramentas propostas no ambiente virtual.O trecho a seguir trata dos problemas de interatividade e exposição no ambiente. "Outro aspecto interessante é a quantidade de alunos que fazem o login no ambiente, lêem todas as mensagens dos fóruns e chats, sem deixar uma só linha postada. Considerando o número de usuários do AVA do Curso de Administração da UEPB, podemos afirmar que para cada aluno que posta mensagens e escreve nos chats, temos aproximadamente dez alunos que não se pronunciam. Apesar de acompanharem as discussões e as dúvidas e questionamentos dos colegas, realizarem os downloads dos materiais disponíveis, estes alunos não conseguem se expressar em nenhuma das ferramentas propostas". Ao ler a matéria publicada no dia 25, no jornal O Globo, fiquei surpresa com os questinamentos que estão sendo feitos sobre a importância da interatividade na Internet. Concordo plenamente com o autor, o importante não é a quantidade de pessoas que estão realizando a interatividade mas sim a existência da possibilidade de interagir. Tenho hábito de ler os jornais na Internet todos os dias, incluindo os comentários dos leitores. Nunca coloquei uma mensagem, e surge então uma questão: o grau de interatividade pode ser medido apenas pelas mensagem ou vídeos postados na Internet? Um usuário que acessa e lê todas as informações postadas em uma determinada página é menos ativo do que um que postou uma mensagem escrevendo "concordo"? Talvez esteja na hora de rever nossas definições de participação e interatividade no mundo virtual. A matéria do jornal está disponível clicando aqui.

