Geração Interativa na Ibero-América: crianças e adolescentes diante das telas, é o resultado de uma pesquisa realizada em sete países da América Latina reunindo a Fundação Telefônica, Educarede e a Universidade de Navarra. É um estudo quantitativo, a metodologia está registrada logo no início da publicação e confesso um pouco de má vontade da minha parte com um estudo patrocinado pela Telefônica. Mesmo assim, reconheço que o relatório apresenta dados interessantes que podem servir como contraponto ou ponto de partida de pesquisas qualitativas sobre o tema. Dois aspectos do estudo são muito interessantes, o primeiro relacionado com a multifuncionalidade das telas para os jovens. A forma deste segmento se relacionar com as telas (da televisão, do computador, do celular etc.) é bem diferente da atitude dos adultos, que costumam compartimentar a funcionalidade (celular é para falar, televisão para divertir etc). O segundo aspecto é a conclusão de que a Internet tira tempo da televisão das crianças e adolescentes, e não de atividades sociais ou educativas como muitas pessoas insistem em afirmar. Aqui cabe uma pergunta incômoda: não é melhor que estes adolescentes fiquem navegando na Internet, principalmente nas suas redes sociais (preferência dos jovens usuários segundo o estudo), do que assistindo novela e reality show na TV? Existem muitas outras informações no estudo como dados sócio-econômicos dos países, o uso de vídeo-games, celulares e outras mídias. Vale a pena analisar os dados...
domingo, 22 de março de 2009
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Alguns Dados Sobre a Pesquisa em Educação
Dando continuidade ao assunto pesquisa e publicações, fui buscar alguns dados sobre o assunto no site da Capes. O relatório da Capes 2007, que apresenta dados consolidados dos programas de pós-graduação em Educação, evidencia algumas questões interessantes. Tive o trabalho de transformar os números da planilha em percentuais e o que observamos é a maciça concentração de cursos de pós-graduação na Região Sudeste (52%). O Nordeste apresenta 13% dos cursos de pós-graduação, percentual semelhante ao Centro-Oeste, enquanto a região Norte contribui com apenas 4%. O interessante é que o percentual de publicações acompanha estes números, ou seja, existe uma relação direta entre o número de programas e o percentual geral de publicações.No caso do Nordeste, o percentual de cursos corresponde a 13% e o percentual de publicações acompanha este número, com 12%. A Região Sudeste com 52% dos cursos, apresenta um percentual de 54% (nada de extraordinário, embora tenha índices impressionantes - 69% - na produção das teses). Quando observamos os tipos de publicação, aparece uma pequena distorção, por exemplo, em artigos internacionais o Nordeste apresenta uma contribuição de apenas 7%. Apenas a Região Norte apresenta percentuais de publicação sempre inferiores ao quantitativo de cursos. Diante deste quadro, o aumento da produção acadêmica no Nordeste poderá ocorrer se forem criados mais programas de pós-graduação, com mais professores produzindo. Não existe um indicativo de baixa produtividade na região, mas obviamente poderíamos apresentar melhores resultados. A criação de novos programas é fundamental, principalmente em Educação que já não consegue contemplar a diversidade de temáticas em seus programas tradicionais. É interessante observar que as Universidades Estaduais, que se caracterizam por oferecer cursos de licenciatura nas diversas áreas, encontram dificuldades em oferecer pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. As soluções necessárias para equilibrar as forças entre as regiões só apresentarão resultados em médio e longo prazo.Para percebermos qualquer mudança nestes dados, precisaremos começar a estruturar as mudanças imediatamente.Analise o resumo dos dados através dos gráficos a seguir e tire suas próprias conclusões.
