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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Uma breve reflexão sobre as escolas de Portugal

Eu ainda vou escrever mais detalhadamente sobre a experiência do pós-doc, mas não posso deixar de pensar no conceito de deslocamento das identidades do Stuart Hall. Além de todo o envolvimento acadêmico que as experiências com outros marcos teóricos, campos de pesquisa, relações de trabalho e pesquisa permitem, existe a necessidade de mudar o seu ponto de equilíbrio, colocar em dúvida as suas certezas e, sobretudo, mudar a perspectiva. O contraponto da realidade das escolas públicas em Portugal com a realidade brasileira é gritante, mas o mais assombroso é que somos tão iguais e ao mesmo tempo completamente diferentes. Em alguns momentos, quando ouço os meus sujeitos de pesquisa, me sinto arrastada em um vértice temporal e vejo que a nossa realidade hoje reflete o contexto deles há dez anos. Não pensem que tudo é mais fácil aqui, porque não é!

O país vive um momento difícil e o mais surpreendente é que mesmo em um contexto tão desfavorável, as condições de trabalho e a estrutura das escolas é impressionante. A escola que ilustra esse post não fica na região mais privilegiada do país e muito menos é uma escola que foi especialmente contemplada pelo poder público. É uma escola linda, iluminada e equipada que conta com um trabalho de gestão primoroso. São realizados projetos diversificados que buscam encontrar formatos e propostas que sejam adequadas aos seus alunos. Trabalhoso, sem dúvida, mas absolutamente necessário para vencer a evasão e o insucesso escolar.

O resultado da minha imersão no campo de pesquisa foi o surgimento de muitas outras questões, mas é isso que torna a pesquisa estimulante para mim: entrar com um problema e sair com meia dúzia para destrinchar! Estou feliz com tudo que vi, ouvi e percebi por aqui...Agora é arregaçar as mangas e escrever porque os artigos não vão ficar prontos sozinhos!

sábado, 24 de julho de 2010

Spreadability: Capacidade de ser Propagado

Já faz um tempinho que acompanho o trabalho de Cristóbal Cobo e sempre soube que ele é "o cara". As contribuições de Cobo para a inserção das tecnologias digitais na sociedade são fantásticas e percebo que ele vem despontando como uma referência acadêmica mundial. A presença dele no TED é um bom indicativo, mas o trabalho da Flacso-México também é um exemplo das importantes contribuições de Cobo. Uma questão que ele levanta é a capacidade de ser propagado, ou spreadability, um conceito interessante sobre as novas regras do jogo nas definições sobre o papel das empresas e dos consumidores que modifica também a concepção da propriedade intelctual, já que reconstruir, alterar e redistribuir o conteúdo da mídia, é agregar valor. É possível ler mais sobre o assunto aqui, mas o que eu gostei mesmo foi a aplicação do conceito de spreadability nas principais universidades com a difusão da produção acadêmica. Segundo Cobo, "a perspectiva apresentada é um mapa de tendências da web e hoje os canais digitais estão usando universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo para se conhecerem. Como mostrado na apresentação (abaixo), cada vez mais (mas também muito irregular) instituições de ensino estão adotando estratégias para melhorar a propagação e divulgação aberta do conhecimento. Embora na fase beta, é suficiente para mostrar que o show deve continuar, não importa quem está no comando". Bom, não preciso nem dizer como estamos longe desta discussão em nossa academia...


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