terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Resultados da Quadrienal Capes: EDUMATEC (UFPE) e a Revista Em Teia


Estou de férias (merecidas férias), mas a montanha-russa de emoções com o resultado da quadrienal me alcançou, e foi com um alívio enorme que recebi a notícia da manutenção da nossa nota 5, arduamente conquistada na quadrienal passada. Atualmente, não estou na coordenação do Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica, mas me sinto responsável por garantir que as coisas corram bem com o processo avaliativo do programa e, por esse motivo, colaborei na elaboração do relatório final. Não entendam mal o meu alívio, não é que eu pense que o programa não merecia uma nota 5, mas muita coisa pode dar errado no processo avaliativo. É necessário esmiuçar, decifrar e até mesmo adivinhar quais são os requisitos da área e, dependendo do humor de quem avalia, tudo pode ficar atravessado de uma hora para outra.

Fizemos tudo o que foi possível, porque o esforço sempre é coletivo, mas contar essa história é um desafio que precisa ser muito bem realizado. Caso contrário, ações preciosas, publicações importantes, projetos essenciais, colaborações fantásticas podem se tornar a aspiração mal-acabada de um grupo com um relato desconexo... Organizar as estatísticas, conversar com cada um, analisar as produções, entender a importância de cada ação, tudo isso é fundamental para que o relatório final traduza o imenso esforço individual e coletivo de uma pós-graduação.

Se eu acho justo esse processo? Nem um pouco, mas meu trabalho é entender como a máquina de moer pesquisador funciona e tentar dialogar com ela no mesmo idioma. E, claro, depois vir reclamar aqui, porque sou dessas que não engole o sapo, deixo que ele fique entalado na garganta e depois venho cuspir (ou escrever) aqui.

O outro resultado importantíssimo da quadrienal foi a nossa revista ter alcançado o estrato A4. Esse resultado está mais diretamente relacionado comigo ainda, pois estou como editora da revista desde 2019. Posso afirmar que esse é um dos trabalhos mais ingratos da nossa função; já tive vontade de sair gritando pela rua com as mãos para cima várias vezes por causa da revista. Meu fígado dá pinotes toda vez que a plataforma OJS3 não funciona, quando os avaliadores não respondem (ou são malcriados nas respostas e nos pareceres) e, sobretudo, quando os autores são incapazes de seguir as diretrizes da revista!

Felizmente, o processo é todo on-line, porque, se fosse presencial, eu já teria certamente saído no soco com alguém. Diferente da nota 5 do programa, que envolve aumento nos recursos financeiros, conquistar o estrato A4 não faz diferença nenhuma em termos financeiros ou operacionais, mas é um reconhecimento da nossa luta por manter a qualidade da revista e dos artigos publicados.

Começo 2026 com duas excelentes notícias e espero continuar trabalhando para que o programa e a revista melhorem cada vez mais! Agradeço a todo mundo que contribuiu e continua contribuindo para que possamos nos orgulhar do nosso trabalho.


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