terça-feira, 23 de março de 2021

Vulcão em erupção na Islândia e imagens capturadas por um drone


O vulcão Fagradalsfjall, localizado na planície de Reyjanes na Finlândia, entrou em erupção depois de 800 anos e Bjorn Steinbekk captou imagens incríveis com um drone. Assistam em tela cheia, é realmente impressionante!

sábado, 23 de janeiro de 2021

Conto de férias: os apuros (imaginários) de Penélope na Alemanha

Faz tempo que eu queria contar essa história, mas acabei esquecendo e só lembrei ontem por causa da memória de uma foto publicada nas redes sociais. Prometi que ia contar os detalhes um dia e vou aproveitar as minhas férias em isolamento social para fazer isso. Senta que lá vem história:
Em janeiro de 2018, eu viajei para a cidade de Bremen (Alemanha) para uma visita técnica na Universität Bremen, com a minha orientanda de doutorado, Dagmar. Fizemos uma viagem com algumas paradas, ficamos em Paris primeiro, voamos para Hamburgo e pegamos um ônibus até Bremen. Dag sempre foi uma excelente aluna e também é uma ótima companhia para viajar, sobretudo se você quer alternativas econômicas, como era o caso. Passeamos um pouco em Hamburgo e chegamos em Bremen no final da tarde, em um dia frio de janeiro (estava nevando quando chegamos em Hamburgo).

Dag organizou a viagem toda porque além de fluente em alemão, ela tinha morado em Bremen durante o doutorado sanduíche, então eu estava em uma situação inédita na minha vida de turista: só acompanhando e sem ter a menor ideia dos detalhes da viagem. Caminhamos bastante até o bairro onde estava localizado o hotel e chegamos em uma pitoresca avenida na beira do rio. Eu arrastava a minha mala (felizmente era uma mala pequena, daquelas de bagagem de mão) enquanto batia o queixo com frio. Andamos até o final da avenida e voltamos procurando o hotel e nada de encontrar o lugar. Percebi que Dag estava apreensiva porque aparentemente não existia hotel no endereço indicado. Naquele momento, eu pensei que tínhamos caído em algum golpe de acomodação barata, mas achei estranho porque Dag olhava na direção do rio enquanto procurava o hotel, enquanto eu olhava na outra direção, onde estavam os restaurantes, prédios e, é claro, hotéis. "Será que é aqui, Dag? Será que é aquele prédio no outro quarteirão? Está com cara de hotel"… Ela só balançava a cabeça negativamente até que me mandou esperar  um instante no meio da rua. ˜Fique aqui que vou ali ver uma coisa!”. Tá, eu fico, onde eu iria com a noite chegando e naquela friagem? Comecei a ficar desanimada e ansiosa, pensando que nós teríamos que dormir ao relento ou procurar uma acomodação de última hora porque o hotel reservado não existia. Vi que ela entrou em um dos barcos que estavam ancorados na beira do rio e até aqui leitor, eu tinha certeza de que ela estava apenas buscando informações. Dag voltou e percebeu que eu já estava pálida, sucumbindo ao frio do norte da Alemanha. “Vamos entrar naquele bar para esquentar um pouco”, disse ela. Quando entramos no bar (que tinha uns 15 tipos de cerveja de todas as cores e atendentes tão jovens que pareciam adolescentes), ela conversou com o garçom que prontamente emprestou o telefone dele para que ela pudesse fazer uma ligação. Depois de algumas tentativas, ela conseguiu falar com alguém e ficou menos tensa e mais animada. Deduzi que ela tinha pedido asilo noturno para algum conhecido na cidade e eu estava sentindo tanto frio e cansaço que nem me importava em dormir na casa de um desconhecido. “Ana, já está tudo resolvido. Podemos ir!”. Naquele momento, eu não tinha mais forças nem para entender o que estava acontecendo. Sabe aquele pensamento de quanto menos você souber, melhor? Então... Voltamos para a rua e para a lufada de vento frio e caminhamos em direção ao… barco?!?

-“Dag, onde estamos indo, pelamordeDeus???”
Ela olhou para mim feliz da vida e respondeu: "-Para o hotel, ué!”
"- Hotel? Dag, isso é um barco e bem pequeno por sinal!”
Sim, o hotel era um barco e metade da minha mente estava apavorada porque imaginei que morreria de frio ali e a outra metade estava curiosa para saber o tamanho da roubada em que tínhamos nos metido. Atravessamos uma ponte estreita para entrar no barco e encontramos algumas pessoas conversando na saleta principal. Eram turistas como nós que estavam hospedados no barco. O dono do hotel-embarcação (que na verdade era um iate de 1930) chegou e nos mostrou a nossa cabine que ficava na parte de baixo do barco, com uma cozinha muito bem equipada. Entramos na cabine e, para a minha surpresa, estava bem quentinho lá dentro, as camas eram confortáveis e o banheiro limpíssimo. Arrumamos as nossas coisas enquanto eu pensava se o barco balançaria muito de noite, se havia o risco de afundar, se a porta estava bem trancada e se era seguro dormir ali. O hotel-barco tinha Wifi e contei para Robson sobre a nossa inusitada acomodação. Ele ficou assustado, provavelmente imaginando um barco de pesca pequeno ou sei lá o quê.

A noite foi tranquila, mas acordei com aquelas buzinas  de navio que estremecem até o último fio de cabelo de qualquer ser vivo: o movimento das embarcações tinha começado de manhã cedo e como muitos barcos enormes transitavam por ali, o nosso iate de 1930 sacudiu com vontade! Acho que essa foi a última informação que passei para Robson e fomos tomar café rápido porque tínhamos uma série de compromissos importantes naquele dia. Antes de contar o resto da história, preciso registrar que depois que saímos do hotel-barco, eu estava sem conexão. Fomos tomar café, vistamos a orientadora de Dag em Bremen (que estava convalescendo de uma doença e nos recebeu gentilmente em sua casa), fomos para a universidade, participei de umas duas reuniões e de uma aula. O dia passou rápido e foi tudo muito tenso, era o meu primeiro dia ali em uma situação de trabalho formal, usando um idioma que nem é o meu e nem é o dos meus anfitriões, as palavras sumindo quando mais eu precisava delas ou que nunca pareciam adequadas o suficiente. Quase no final da tarde, Dag tinha conseguido se conectar na rede da Universidade com o seu login antigo e descobriu que Robson (marido de Ana Beatriz até aquele momento, não sabemos se continuará assim até o fim dessa história) tinha ficado histérico, achando que alguma coisa grave tinha acontecido conosco porque eu não mandei nenhuma mensagem durante todo o dia!!

Bom, se ele tivesse ficado preocupado e quieto, seria problema dele, mas nãooooooo. Ele entrou em contato com minha amiga e companheira de trabalho, Thelma Panerai, dizendo que tinha certeza que algo muito sério tinha acontecido comigo. Obviamente que ela, ao perceber o desespero dele, se desesperou também e, sem conseguir contato conosco, ligou para a sogra de Dag para que ela entrasse em contato com o filho que estava na França para acionar a Interpol, o MI 6, o BND, o Papa e sei lá mais quem! A nossa cara apatetada com a confusão que esse doido arrumou só não foi mais surpreendente do que o meu ataque de pelanca. De onde esse cosplay de elfo doméstico apavorado pode ter tirado a ideia de que eu estava em mortal dangerous? Meu último diálogo com ele antes de três dias de silêncio raivoso foi: - Você enlouqueceu? Ninguém pode estar mais seguro do que com Dag: ela tem 1,80m de altura, fez dezenas de cursos de defesa pessoal, sabe atirar, anda com spray de pimenta na bolsa e um canivete embutido e, se duvidar, foi dublê da Charlize Theron em Atômica! Por que diabos eu iria ficar em perigo em uma cidade pequena na Alemanha depois de viver uma vida inteira no Rio de Janeiro?!? Bom, depois disso tudo ainda passamos outras noites no barco, jantamos na casa de várias pessoas, conheci muita gente bacana e voltei encantada com os projetos do DIMEb da Universität Bremen. O casamento continua porque eu ainda demorei uns quinze dias para voltar para casa e deu para esquecer a raiva assassina, mas até hoje ainda tenho vontade de socar a fuça dele quando eu me lembro disso!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Férias!

A partir de hoje estou oficialmente de férias e com a expectativa de realmente descansar. Serão apenas 15 dias, mas eu pretendo descansar o corpo e desacelerar a cabeça que sofreu muito nesse ano desgraçado. Pretendo assistir muitos filmes e séries, ler livros bobos e colocar os pés na areia da praia todos os dias. Claro que só vou colocar o nariz para fora bem cedo para evitar algo que sempre foi essencial para a nossa espécie: a convivência com outros seres humanos! Embora a pausa não seja total (tenho uma banca e algumas pendências para resolver), vou tentar me desconectar das tarefas da rotina do trabalho para me reconectar com algumas coisas preciosas que eu deixei de lado ao longo do ano: cozinhar e praticar yoga. Tomara que eu consiga recarregar as baterias e reencontrar o meu ponto de equilíbrio para suportar mais um ano de muita luta. Estarei de volta em fevereiro!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Tempo de agradecer


O fim do ano chegou e tenho aproveitado o período de recesso para agradecer. Não me entendam mal, não concordo com as pessoas que dizem que temos que agradecer por tudo que passamos porque ficamos mais fortes ou porque nos tornarmos mais solidários e compreendemos o sentido da vida. Não acredito que nenhum sofrimento possa ter algo de positivo. Não existe nada de positivo em quase 200 mil mortes no Brasil e milhares no mundo. Não vejo nenhuma evolução individual ou coletiva, a pandemia revelou o melhor e o pior das pessoas e, infelizmente, o pior tem surgido em um número muito maior... Não quero justificar ou entender o comportamento de ninguém, não vou desperdiçar o meu tempo e a minha energia com isso. Acredito que muitas pessoas estão agindo de forma pouco razoável por diversos fatores e posso supor alguns: medo, dificuldade de adaptação, ansiedade com o desconhecido, raiva, revolta, não aceitação da realidade etc. Obviamente que nada disso justifica a agressividade, negação ou a ausência de preocupação com o coletivo, nada me convencerá que esses comportamentos poderiam ser aceitáveis. Diante do caos, o que posso fazer é manter o foco das minhas ações no que é correto para todos e não apenas para mim. Claro que isso é muito pouco, mas a sensação de impotência diante do cenário que se apresenta hoje não é exclusividade de ninguém, estamos perplexos com o que observamos a cada dia e clamamos incessantemente por empatia, racionalidade, respeito e cuidado. O contexto da pandemia já seria estressante por causa da doença, mas lidar com o comportamento absurdo das pessoas tornou tudo ainda pior. Por isso, agradeci aos que tornaram um ano tão difícil um pouco mais leve, assim como recebi agradecimentos daqueles que se sentiram tocados de alguma forma por minhas ações. Tive muita sorte em ter pessoas que me ajudaram, pavimentando novos caminhos e construindo novas formas de viver. Os pequenos gestos importam: uma solução, um pedido de ajuda, uma aula de Yoga, um elogio, uma oferta para terminar um trabalho exaustivo... Ninguém se adapta sem apoio, sem incentivo e sem o outro, somos uma espécie gregária e ficou muito evidente que o que afeta um, afeta todos. Quando tudo isso passar e for necessário avaliar o que fizemos durante a pandemia, eu terei a tranquilidade de dizer que pensei no coletivo, acreditei na ciência e segui todas as recomendações das organizações de saúde. Vou lembrar também que apoiei os meus alunos, que me preocupei com as pessoas e defendi o meu trabalho como servidora pública. Como pesquisadora, publiquei artigos com resultados de pesquisas e reflexões sobre a educação em tempos de pandemia. Atuei na formação de professores para a realização das aulas remotas. Trabalhei mais de 12 horas por dia, não parei sequer nos feriados ou no meu período de férias. Fiz tudo o que foi possível para atuar de uma forma condizente com o desafio que nos foi imposto. Ao final de tudo, é isso o que importa: o que você fez para resistir e apoiar os outros quando o mundo  desmontava diante dos nossos olhos? Cada um terá a sua justificativa e eu, embora tenha a certeza de que fiz tudo o que podia, sempre lamentarei por não ter feito mais!
Crédito da imagem: https://images.app.goo.gl/DdeNKqBPGoYTWw718

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Artigo publicado na Educar em Revista

Publicamos o artigo "Narrativas dos professores nas redes: o percurso dos professores da Educação Básica" no dossiê temático Cultura Digital e Educação da Revista Educar em Revista, Qualis A1 na área de Ensino e Educação. O dossiê foi organizado pelas professores Glaúcia Brito e Maria Luisa Furlan. Só temos a agradecer pelo trabalho criterioso das professoras que resultou em artigos interessantes, com temáticas essenciais para refletirmos sobre o momento atual. O leitor encontrará análises sobre a educação híbrida no ensino superior, formação em tempos de Covid-19, Ciberfeminismo, Educação on-life, desafios da cultura digital, o uso do audiovisual na didática da História no ensino superior, gamificação no ensino superior, virtualização do ensino superior, entre outros temas abordados por professores brasileiros e estrangeiros. Os artigos estão disponíveis em português, inglês e espanhol. Boa leitura!



quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Livro Processos formativos, tecnologias imersivas e novos letramentos

Foi publicado ontem o livro Processos formativos, tecnologias imersivas e novos letramentos: convergências e desdobramentos, organizado pelos professores Claudia Coelho Hardagh, Eduardo Fofonca e Nuria Pons Vilardell Camas. Eu e Thelma Panerai escrevemos o capítulo NARRATIVAS DIGITAIS EM DEFESA DA CIÊNCIA NAS REDES SOCIAIS: ESTRATÉGIAS PARA DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA E FORMAÇÃO DO LETRAMENTO CIENTÍFICO, abordando as disputas narrativas nas redes sociais sobre o conhecimento científico. Acredito que o tema do artigo é muito importante no momento em que vivemos porque conseguimos mapear algumas ações que estão sendo realizadas, ressaltando a importância dessas ações no combate aos movimentos negacionistas que se contrapõem ao conhecimento científico. O livro apresenta artigos muito interessantes que discutem temas emergentes na cultura digital, fornecendo indicações para a pesquisa científica e diversas possibilidade de análises nesse campo. Link para acessar o nosso artigo e link para comprar o livro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Resultado Edital Propesqi nº 10/2020

Resultado Edital Propesqi nº 10/2020, Edital Institucional de Apoio à Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais da UFPE: apesar de todas as ações contra, vai ter pesquisa em Ciências Humanas, SIM!


 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Número temático da Revista Em Teia


Publicamos em outubro o número temático da Revista Em Teia - Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana, intitulado Educação e uso de tecnologias digitais no contexto da pandemia da Covid 19. São 15 artigos (volume 11, n.2) que abordam as dificuldades dos professores com as aulas remotas no contexto da pandemia e as soluções encontrada, sobretudo para o ensino de conteúdos de Matemática. A universidade tem trabalhado muito para dar a sua contribuição em um momento tão complexo e sofrido para todos e a nossa colaboração envolve pesquisar e divulgar os resultados que encontramos para apoiar gestores, professores, pais e alunos da Educação Básica e do Ensino Superior. A justificativa para a edição desse número temático e a apresentação dos artigos pode ser lida aqui. Para acessar os artigos completos do número temático ou para conhecer outros números da revista, é só clicar aqui. Boa leitura!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Resultado final da seleção 2021 - PPGEdumatec

 Publicamos na última sexta-feira o resultado final do processo seletivo do Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica. Foram aprovados 21 candidatos para o mestrado e 18 candidatos para o doutorado. Por causa do contexto da pandemia, o processo seletivo foi totalmente diferente dos anos anteriores, envolvendo 12 professores para avaliar 435 candidatos inscritos. O volume de trabalho foi enorme, mas a equipe trabalhou unida e se empenhou muito em realizar as atividades com transparência e cuidado. Tivemos candidatos aprovados de vários estados, com muitos alunos do interior de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Esse resultado indica que as ações de interiorização do ensino superior estão tendo resultados muito positivos, proporcionando mais oportunidades para os alunos das cidades pequenas e médias. Para o próximo ano, vamos pensar em ações de orientação para todos que queiram se candidatar para o nosso processo seletivo e para outros programas também. Observamos durante a seleção que muitos alunos não conseguiram organizar a documentação necessária, seguir as orientações do edital, interpretar o sistema de avaliação do currículo e até mesmo digitalizar os documentos corretamente. Vamos tentar realizar algumas ações de orientação com palestras e oficinas abertas para todos com o objetivo de orientar melhor as pessoas que participam de processos seletivos para cursos de pós-graduação. Veremos se essas ações serão eficazes no próximo ano. Agradeço aos professores que se empenharam tanto no processo e parabéns aos aprovados!

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

A experiência com a gravação de um podcast


A oportunidade de usar um recurso diferente para compartilhar uma ideia, um trabalho ou mesmo apenas para conversar com colegas ou pessoas de outras áreas, é sempre estimulante. Quando temos que nos adaptar e realizar o percurso de forma diferente, é mais interessante ainda. Fui convidada por um ex-aluno muito querido do Edumatec para gravar um podcast sobre o uso das tecnologias nas aulas remotas. Gravei o material em casa, com as orientações dele, sem ter a menor ideia do resultado final. Minha opinião? Adorei! Como essas criaturas juntaram os fios separados e fizeram um lindo mosaico de falas e ideias articuladas? Parabéns aos envolvidos! Agradeço ao Adson Alves e ao pessoal da 4parede pelo convite e pela oportunidade de compartilhar algumas reflexões sobre Educação e Tecnologia. Mais do que ficar impressionada com o produto final, o que valeu mesmo a pena foi o percurso que possibilitou o conhecimento de outros caminhos possíveis para a colaboração e divulgação do trabalho acadêmico. Quem quiser conhecer o trabalho, segue o texto de divulgação e o link para acessar o podcast

 “A suspensão dos encontros presenciais fez com que os modos de trabalho e sustentabilidade de artistas e coletivos artísticos precisasse se refazer. Nesse quarto e último episódio do podcast Quarta Parede Especial, abordamos o tema Arte, Educação e Tecnologias – Diálogos Sobre Criação Artística, Formação e Mediação Cultural. Nesse programa, Adson Alves e João Guilherme conversam com as educadoras Ana Beatriz Carvalho e Jhanaína Gomes, de Pernambuco, e Wallace Cardia, do Rio de Janeiro. Eles falam sobre como os arte-educadores foram adaptando seus métodos de ensino para o uso de tecnologias digitais, como notebook, smartphones, tablets entre outros”. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

A formação do pesquisador em foco

Você está convidado para participar de um Ciclo de Lives: "A Formação do Pesquisador em Foco", promovido pelo Grupo de pesquisa Criatividade e Inovação Docente no Ensino Superior (Cides) , vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da PUCPR, em parceria com ATLAS.ti.
As lives serão realizadas das 19h às 20h, nos dias: 01/10 ; 15/10; 29/10; 05/11 ; 19/11 e 26/11. Você receberá um e-mail com o link para o acesso às lives.  Caso participe das 5 lives e realize a atividade que será proposta ao final da sequência de lives, receberá um certificado de participação no II Seminário sobre a Formação do Pesquisador. A atividade será um memorial descritivo demonstrando como os aspectos abordados nas palestras permitiram com que refletisse sobre a sua formação como pesquisador e com que elaborasse/revisasse seu caminho de aprendizagem. Para cada uma das lives deve ser feita uma nova inscrição! Este link é para a inscrição na live 1: O Polo Epistemológico da Pesquisa (https://pucpr.co1.qualtrics.com/jfe/form/SV_0VehbpFThwiI6CF)

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

II Congresso Humanitas: as humanidades em tempos de pós-verdade

 

Uma ótima oportunidade para refletir sobre a pós-verdade e as possibilidades de análise das diversas narrativas que são multiplicadas com o auxílio das redes sociais. Link para o evento: https://humanitas.pucpr.br/

Seis meses de pandemia

Completamos seis meses convivendo com a pandemia no dia 16 de setembro, se considerarmos a data em que foi decretado o isolamento social. Seguimos sem aulas e com quase mil mortos por dia, mas a pandemia parece ter acabado para algumas pessoas. Cada um decide onde quer ir e como quer se aglomerar, praias lotam em feriados, bares estão cheios nos fins de semana, pessoas passeiam nos shoppings despreocupadas... Os cautelosos (ou mais bem informados, a decisão é de vocês) se escandalizam com o comportamento dos seus familiares, amigos e vizinhos. Rupturas são inevitáveis, afinal, quem quer receber visitas ou convites de parentes e amigos que não acreditam na existência e letalidade do vírus? Não é uma questão de opinião, é sobrevivência mesmo! A rede está repleta de relatos de pessoas que eram céticas e mudaram de ideia depois de semanas no hospital lutando por suas vidas. Segundo um certo presidente, são fracos que não enfrentaram o vírus com coragem. A minha filha de 15 anos me pergunta se as pessoas enlouqueceram, se estamos vivendo um surto coletivo. Ela que deveria estar inquieta e ansiosa para retornar a vida de adolescente ao normal, está em casa há seis meses sem reclamar e espantada com a falta de bom senso das pessoas. Parece que o instinto de sobrevivência animal não funciona muito bem com os seres humanos, estamos mais para os dodôs retratados na animação "A Era do Gelo" do que para leões. As aulas remotas estão funcionando muito melhor do que eu esperava e, apesar dos percalços e do cansaço diante das telas que já se apresenta com um problema, estamos fazendo o possível no contexto atual. O risco de aglomeração com aulas presenciais é inaceitável em um país que normalizou mil mortos por dia e que está muito longe de controlar a pandemia. Os preparativos para um cenário de retomada das aulas no formato híbrido já está sendo discutido, mas ainda levaremos um bom tempo para conviver nos espaços educacionais como antes. Mesmo que uma vacina milagrosa fosse disponibilizada amanhã, ainda teríamos o tempo de produção, distribuição e imunização de todos. Diante desse cenário, é urgente pensarmos em como podemos melhorar o ensino remoto, oferecendo equidade nas condições de acesso e estratégias diversificadas para a ação dos professores. Caminhamos com uma rapidez enorme até aqui: nos adaptamos, nos reorganizamos, colaboramos e refletimos muito sobre as nossas práticas, mas ainda temos muito a fazer. O caminho é longo, mas é menos penoso quando vamos juntos.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Seleção Edumatec 2021

As inscrições para a seleção 2021 do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica Edumatec/UFPE estão abertas até o dia 30 de agosto. O edital está disponível no Boletim Oficial da UFPE e devido ao contexto da pandemia, o processo seletivo terá apenas duas etapas: avaliação do projeto e análise do currículo. Diferente dos anos anteriores, não teremos prova escrita de conteúdo, entrevista e prova de idioma. Serão ofertadas 20 vagas para o mestrado e 17 vagas para o doutorado, além de duas vagas adicionais destinadas a servidores da UFPE, sendo uma vaga para o mestrado e uma vaga para o doutorado. As vagas são para as linhas de pesquisa “Educação Tecnológica”, “Didática da Matemática” e “Processos de Ensino Aprendizagem em Educação Matemática”. O resultado final será divulgado no dia 29 de outubro e as aulas estão previstas para iniciar em março de 2021.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Chamada para publicação da Revista Em Teia

Segue a chamada para o número temático da Revista Em Teia, qualis B1 na área de Ensino, do programa de pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE: A suspensão das aulas presenciais em todos os sistemas de ensino, no Brasil e em vários países do mundo, resultou em alternativas diversas para a realização de aulas mediadas com o uso das tecnologias digitais. Surgiram discussões sobre as diferenças entre Educação a Distância, Educação Online e Aulas Remotas. Neste sentido, acreditamos que as questões sobre o uso das tecnologias digitais no contexto da pandemia exigem um olhar detalhado a respeito das relações que envolvem os processos de ensino, aprendizagem, comunicação, interação e interatividade, apropriação tecnológica, além das questões relacionadas ao fazer pedagógico, às práticas docentes, às condições de trabalho, à saúde mental e aos aspectos éticos. A complexidade da teia de elementos que estão imbricados neste processo exige um esforço coletivo para pesquisar, analisar e entender as relações entre os diversos elementos que atuam neste momento e as consequências que enfrentaremos nos próximos anos, considerando o atual cenário da pandemia. Neste sentido, convidamos os pesquisadores das diferentes instituições a colaborar com o número temático Educação e uso de tecnologias digitais no contexto da pandemia da Covid 19. O prazo de submissão dos artigos será até o dia 10 de agosto de 2020 e as orientações de submissão para os autores estão na página da revista.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Quatro meses de isolamento social

Ontem chegamos aos quatro meses de isolamento com mais de 76 mil mortos e mais de 2 milhões de pessoas contaminadas. Enquanto os casos no Brasil não param de crescer, várias cidades ensaiam a reabertura do comércio e anunciam a volta das aulas presenciais, contrariando todos os estudos científicos e as recomendações da OMS. Na minha cidade abriram os shoppings, mas caminhar na areia da praia continua proibido. A maior parte das pessoas que circula nas ruas usa máscara, mas é possível encontrar pessoas sem usá-las ou criando confusão porque são obrigadas a entrar nos estabelecimentos usando a máscara. O mais grave é que não podemos nos iludir, as pessoas que querem garantir o seu direito de não usar a máscara de proteção hoje e até entram na justiça para isso, certamente lutariam em um segundo momento para que as outras pessoas também não usassem, alegando segurança, desconforto ao ver alguém de máscara ou até mesmo porque as pessoas precisam perder o medo de um vírus que não existe. A ignorância das pessoas é ilimitada.

A irritante resignação ao "novo normal", como se fosse possível naturalizar as mortes, o desemprego e as limitações que a pandemia nos impõe, é deprimente. Por outro lado, também temos a resiliência e a tranquilidade das pessoas que buscam soluções e continuam firmes na luta por uma sociedade melhor. Retomaremos as aulas da graduação de forma remota na UFPE a partir do dia 17 de agosto e, enquanto colunistas escrevem textos agressivos nos jornais questionando a lentidão das decisões na universidade públicas, colegas que são contra as aulas remotas atacam sem o menor senso de civilidade os que acreditam que é necessário fazer alguma coisa, inúmeras consultas são realizadas com professores, técnicos e alunos e a falta de compreensão sobre a gravidade e duração da situação se assemelha aos grupos do WhatsApp que negam a pandemia ou que acreditam que o vírus é uma conspiração do governo chinês. As pessoas não mudam, elas apenas se revelam em tempos difíceis. Penso que tudo está sendo testado, a ética profissional, o compromisso social, as relações de trabalho, as relações familiares, as amizades... Algumas se consolidarão e até se transformarão em algo melhor, outras serão desintegradas. Eu compreendo os dois movimentos como resultado da natureza humana, as relações sólidas vão se adaptar e reorganizar, as relações frágeis ou mobilizadas por interesses, irão de esfacelar não por causa da pandemia, mas sim porque a crise trouxe à tona o que cada um tem a oferecer de verdade. Não há mais tempo para exibir apenas o verniz polido e a capa da boa educação, o medo da finitude revela o que temos na alma. Percebo essa desintegração das pessoas com tanta clareza como se fosse algo sólido e, embora não seja algo bonito de se ver, é necessário enfrentar todos os desdobramentos que a pandemia provocou na nossa tessitura social e nas nossas relações cotidianas. Como eu descobri há alguns anos, a vida é um fio, então viva o seu tempo da melhor forma possível.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Black Mirror e Educação

Quem diria que a realidade ficaria muito mais estranha e assustadora do que os episódios de Black Mirror? Nós intuíamos que o futuro seria sombrio e que a apropriação equivocada das tecnologias digitais poderia nos confrontar com dilemas éticos, morais, filosóficos e até mesmo com a própria morte, mas nem de longe imaginávamos que a ameaça de um futuro distópico pudesse estar tão próxima de nós. Não tivemos que esperar muito para viver uma situação que serviria perfeitamente para qualquer episódio de Black Mirror. Eu diria até que seríamos capazes de murmurar um "que exagero dos roteiristas" depois de assistir um episódio que retratasse a realidade em que vivemos hoje...

Bom, muito antes de existir qualquer suspeita de uma pandemia no horizonte, quando ainda vivíamos a liberdade de não ter medo de morrer contaminados por um vírus, a Revista Communitas elaborou um dossiê temático chamado Black Mirror e Educação, publicado no final do primeiro semestre de 2020. Os organizadores, Felipe da Silva Ponte de Carvalho, Edméa Santos e Tania Lucía Maddalena, reuniram uma coletânea de textos muito interessante que estabelece pontes entre os diferentes contextos do uso das tecnologias digitais na série com os paralelos e potencialidade da Educação. Foram construídas pontes maravilhosas entre questões éticas, pedagógicas, estruturais e emocionais que permeiam o uso das tecnologias digitais no contexto da sala de aula. Muitas coisas discutidas nos textos estão vindo à tona e se materializando nos obstáculos das aulas remotas adotadas em várias redes e níveis de ensino.

Eu e Thelma Panerai contribuímos com o artigo “A SÉRIE BLACK MIRROR E OS ELEMENTOS DA NARRATIVA PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CONTEXTO DA CULTURA DIGITAL”. Vou transcrever o trecho da apresentação redigido por Rafael Marques Gonçalves sobre o nosso artigo: "Thelma Panerai Alves e Ana Beatriz Gomes Carvalho mostram que a apropriação social das tecnologias, por parte dos professores, e a ampliação da cultura digital operam no sentido de empoderá-los para o compromisso político e cidadão, individual e coletivo, de lutar por questões fundamentais da sociedade. Neste viés, as narrativas da série Black Mirror favorecem inúmeras reflexões sobre o uso das tecnologias digitais, que reconfiguram as relações das pessoas com as coisas, com os processos e com as demais pessoas. Esses elementos da série podem contribuir para a construção das narrativas digitais dos professores e seu processo de consolidação da cultura digital". O editorial de Rafael Gonçalves foi escrito já no contexto da pandemia e logo no início já encontramos a hashtag #ficaemcasa, reproduzindo na introdução e na conclusão do texto, a angústia de todos diante das incertezas cotidianas da atualidade. Sim, a realidade é muito Black Mirror e não tem nada de positivo nisso!

Referência do artigo: CARVALHO, A. B. G.; ALVES, T. P. A SÉRIE BLACK MIRROR E OS ELEMENTOS DA NARRATIVA PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CONTEXTO DA CULTURA DIGITAL. REVISTA COMMUNITAS, v. 4, n. 7, p. 182-197, 29 maio 2020.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Três meses de isolamento social

Hoje completei 90 dias de isolamento social, com uma realidade muito pior do que qualquer coisa que poderíamos ter imaginado. No momento em que escrevo esse texto, já temos mais de 45 mil mortos, sem considerar as subnotificações. Na minha cidade foi necessário aplicar a restrição de circulação de pessoas durante 15 dias. As escolas já haviam retomado as aulas remotamente e as universidades começaram a se organizar para implementar as aulas remotas com criação de semestre suplementar, curso de verão, disciplinas modulares etc. As discussões envolvem não apenas o cenário atual, mas também um planejamento para o futuro pós-pandemia. Na UFPE, as aulas da pós-graduação retornaram na primeira semana de junho e todos se surpreenderam com a disposição dos alunos em retomar as atividades com aulas remotas. Fizemos uma reunião burocrática de abertura do semestre, apenas com informes operacionais e a presença dos alunos foi massiva. Ao final de quase duas horas de reunião, nós queríamos encerrar a atividade enquanto os alunos pediam para continuarmos "porque estava sendo muito bom ver as pessoas novamente". Não somos mesmo preparados para a solidão e o desamparo... Paradoxalmente ao isolamento social, acho que nunca conheci tanta gente como agora em um período tão curto de tempo: professores, coordenadores, pesquisadores, alunos, colegas de infância que se reencontraram nas redes sociais, novos colegas de Yoga... Existe um movimento de aproximação e apoio entre a maioria das pessoas, embora sempre apareçam no caminho os egocêntricos, negacionistas, fanáticos e ignorantes que são um perigo real para a sociedade. O que ficou mais evidente nesse momento é a falta de um pensamento coletivo, o bem-estar da coletividade é responsabilidade de todos, mas isso não parece estar claro para muitas pessoas. Quase como uma ação de escapismo, voltei a ler ficção científica, um gênero que eu sempre gostei, mas que fazia tempo que eu não encontrava tempo ou ânimo para ler. Vou até fazer uma postagem sobre essas leituras porque preciso refletir e contar como elas me apavoraram no lugar de me distrair. A perspectiva de que vamos demorar anos e não meses para chegarmos perto da normalidade do passado tem provocado reações diferentes nas pessoas, mas já vejo um movimento no sentido de repensar muitas coisas na nossa sociedade. Não, não estou animada, tampouco esperançosa. Não acredito em mudanças radicais, as pessoas se apegam a rotina não porque ela é confortável, mas porque acham que a única coisa que elas tem e que conhecem bem. Penso como Arthur Clarke, no final do livro "Sobre o Tempo e as Estrelas":

"- Só nos resta esperar. Não creio que tenhamos que esperar por muito tempo"...

domingo, 31 de maio de 2020

Spread UFPE

Tenho observado muitas discussões na rede sobre o uso das tecnologias digitais como um paliativo para resolver os problemas da suspensão das aulas presenciais devido ao contexto da pandemia e, ao contrário de muitos colegas, escolhi não publicar a minha opinião. A minha decisão tem dois motivos e vou explicar os dois: o primeiro diz respeito ao fato de não ter nenhum dado para emitir qualquer opinião, favorável ou desfavorável. Penso que seria muito apressado fazer afirmações sobre uma realidade que nunca experimentamos ou pesquisamos. Não importa quantos anos de pesquisa sobre a cultura digital ou tecnologias na educação eu tenha, o que está acontecendo agora não tem nenhum precedente na pesquisa acadêmica contemporânea. Qualquer coisa que eu dissesse seria apenas um palpite e as redes sociais já tem um número expressivo de palpiteiros. Decidi observar, coletar dados e contribuir como eu pudesse com a construção de cenários possíveis para a nossa duríssima realidade e isso nos leva ao segundo motivo: tenho uma carga de trabalho enorme atualmente e mal tenho tempo para atender todas as demandas que chegam o tempo todo. Vou contar um pouco sobre elas e como estou contribuindo para o enfrentamento da pandemia no contexto da Educação.

O primeiro desafio que surgiu foi pensar em soluções para resolver a retomada das aulas na nossa universidade. Enquanto as instituições particulares, tanto do ensino superior quanto na Educação Básica, rapidamente migraram para suas aulas online através de plataformas de videoconferências, as instituições públicas tem o enorme desafio de lidar com uma significativa parcela dos discentes que não possuem acesso aos equipamentos e conexão necessários. Assim, a discussão foi mais demorada e a primeira experiência na UFPE será com a retomada das atividades da pós-graduação com aulas remotas. Não vou nem comentar aqui a quantidade de reuniões necessária para chegarmos a algum lugar (que acabou sendo cada programa decide se quer aderir ou não, mas quem quer ficar para trás diante de um cenário de incertezas?). Os alunos de pós-graduação tem prazos muito inflexíveis para concluir, muitos são bolsistas ou estão afastados do trabalho. Suspender as atividades curriculares por muito tempo poderia trazer prejuízos difíceis de prever. Penso que inicialmente os colegas acreditaram que ficaríamos alguns meses sem aulas e que a vida voltaria ao normal dentro de, no máximo, seis meses. Os fatos esmagaram qualquer previsão de retorno e as universidades de outros países anunciaram a suspensão das aulas presenciais em 2020, com previsão de retorno muito incerto em 2021. Agora, no final do mês de maio, algumas universidades já afirmam que só retornarão com a descoberta de uma vacina. Diante desse quadro, o que fazer com os alunos? Ficaremos sem aulas durante um ano, dois anos, indefinidamente? Como formar os professores para realizar o processo de aprendizagem mediado por tecnologias digitais? Como garantir o acesso aos alunos mais vulneráveis economicamente?

Ainda estamos longe de ter respostas para todas essas perguntas, mas já demos o primeiro passo com a decisão de retomar as aulas da pós-graduação. Para preparar a UFPE no enfrentamento de vários cenários possíveis, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (Progepe) e a Secretaria de Programas em Educação Aberta e a Distância (Spread), abriram inscrições para o curso de formação para professores na plataforma GSuit, da Google. Quase mil professores se inscreveram na primeira semana para a trilha básica e a experiência como formadora tem sido bastante interessante. Todos os professores que se inscreveram no curso estão empenhados em descobrir soluções, propor alternativas, apontar as fragilidades da universidade, pensando em construirmos juntos uma alternativa possível para o cenário no contexto da pandemia e até mesmo na pós-pandemia. Está muito claro para todos que não será possível voltar ao modelo que tínhamos antes e precisamos nos antecipar na busca de soluções. Estamos pensando juntos nas possibilidades de uma aprendizagem flexível e realmente inovadora. O preconceito em relação à EAD, a resistência ao uso das tecnologias, as dúvidas em relação ao ensino presencial e suas possíveis adequações com aulas remotas, foram transformados em interesse, reflexão, autocrítica e, sobretudo, disponibilidade para fazer mais e melhor. Como disse uma professora no nosso último encontro, nós apresentamos as possibilidades infinitas de uso das tecnologias digitais no ensino e na aprendizagem, os professores (e provavelmente os alunos) não vão querer mais voltar ao modelo presencial anterior, eu certamente não vou querer. Para alguns pode soar assustador, mas para os meus ouvidos, a fala da professora é musica da melhor qualidade!

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