domingo, 5 de setembro de 2021

Seleção Edumatec 2022


As inscrições para o processo seletivo de mestrado e doutorado do Programa de Educação Matemática e Tecnológica - Edumatec estão abertas e as informações podem ser encontradas no Edital de Seleção 2022. Temos algumas novidades na seleção deste ano: as vagas estão distribuídas por linha de pesquisa (o quantitativo está indicado no edital), a prova de idiomas será realizada remotamente sob responsabilidade da DRI/UFPE e será o primeiro ano com cotas para as ações afirmativas. Vou oferecer três vagas para o doutorado e duas vagas o para mestrado na linha Educação Tecnológica. Os temas pesquisados no Edumatec estão indicados no anexo do edital, é muito importante que os projetos tenham aderência aos temas pesquisados no programa. Elaborar um edital é muito trabalhoso, quase ficamos vesgas com tantos detalhes e todo o processo seletivo seguirá estritamente o que está escrito no edital. "Ah, mas e se tiver erro?" Faremos uma errata. "E se vocês mudarem de ideia em algum item?" Azar o nosso, só poderemos modificar alguma coisa no próximo ano. "Mas e se o Thanos estalar os dedos no dia da entrevista? Serei prejudicado?" Bom, aí o processo será cancelado até que os Vingadores resolvam, mas antes será necessário publicar um aviso no Boletim Oficial da UFPE e no site do Edumatec. Por isso, padawans, sugiro que os candidatos leiam com muito cuidado todos os detalhes do processo seletivo e confiram várias vezes a documentação necessária para evitar a eliminação da seleção. Parece óbvio, mas muitas pessoas são desclassificadas porque não leram o edital ou interpretaram equivocadamente as orientações. Ah, e pelamordoObi-Wan-Kenobi: não deixem para fazer a inscrição na última hora! Nunca, jamais, em tempo algum, confiem na conexão de vocês! Para acessar o edital, é só clicar nos links a seguir. Divulguem e que a força esteja com vocês! 

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

E-book Jogos digitais, tecnologias e educação: reflexões e propostas no contexto da Covid-19

Participei do lançamento do livro “Jogos digitais, tecnologias e educação: reflexões e propostas no contexto da Covid-19”, organizado pelo querido Fernando Pimentel, da UFAL. Foi uma tarde muito produtiva com os diversos autores. O livro aborda muitos elementos interessantes, game thinking, Foldit, Discord, transmídia, aprendizagem digital do idoso, confinamento, entre outros temas que emergem como uma ebulição de ideias, experiências e esperança. O nosso capítulo LITERACIA TRANSMIDIÁTICA EM ASSASSIN’S CREED ORIGINS: EXPERIÊNCIA E IMERSÃO NOS JOGOS DIGITAIS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19, aborda a narrativa transmídia e sua apropriação no contexto de aulas remotas durante a pandemia. Caio Túlio Olímpio Pereira da Costa e Raphael de França e Silva são autores e doutorandos muito criativos do nosso programa de pós-graduação. O livro está disponível gratuitamente no site da editora da UFAL, é só clicar no título do livro. Boa leitura!

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

GEMInIS (JIG 2021)


E lá vamos nós participar de um evento mega, ultra, super bacana: a IV Jornada Internacional GEMInIS (JIG 2021) que será realizada entre os dias 20 e 24 de setembro de 2021. "O evento tem como eixo principal o tema Entretenimento Transmídia Multiplataformas, abordando a “Plataformização do Entretenimento”, em diálogo com outros temas: Comunicação Multiplataforma, Rede de Pesquisadores, Inovação no Mercado Audiovisual, Criatividade em Ficção Serial, Televisão Transnacional, Plataforma de Streaming e Alfabetização Transmídia". A JIG 2021 é um evento organizado pelo Grupo de Estudos sobre Mídias Interativas em Imagem e Som – GEMInIS/UFSCar (www.geminis.ufscar.br), coordenado pelo prof. Dr. João Carlos Massarolo, com o apoio da Universidade Federal de São Carlos – através da Pró-Reitoria de Extensão". O nosso grupo de pesquisa já está inscrito no evento e será uma excelente oportunidade para apresentar o que temos produzido, conhecer as tendências e conversar com outros pesquisadores do Brasil e do mundo. O prazo para envio de resumos termina no dia 20/08 e os valores para inscrição no evento são muito acessíveis. Se você é meu orientando ou está integrado aos grupos de pesquisa participantes, tenho uma singela mensagem de incentivo: correeeeeeeeee!

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Link para os vídeos do I Encontro de Pesquisas Latino-Americanas sobre Educação e Cultura Digital

 

Link para a gravação do dia 12/07: https://youtu.be/TdvDHvzoloI

Link para a gravação do dia 13/07: https://youtu.be/s7Zg67kkMcQ

Link para a gravação do dia 14/07: https://youtu.be/08C7PU9qmv0





Notas sobre o evento

 Finalizamos ontem o I Encontro de Pesquisas Latino-Americanas sobre Educação e Cultura Digital com as conferências dos professores José Messias e Fábio Malini. O desafio de organizar um evento em tempos de pandemia foi suavizado por uma ação de colaboração incrível com os mestrandos, doutorandos e egressos do Edumatec. Como professores coordenadores do evento, nós decidimos empoderar os nossos alunos para que todos vivessem a experiência de preparar e atuar em um evento internacional, apresentado em dois idiomas. Diferente de outras ações que conhecemos, os alunos não estavam nos bastidores, eles estavam na linha de frente e nós ficamos na execução. Sem dúvida, deu frio na barriga, ansiedade, pânico e um medo enorme de tudo dar errado, mas não deu! Foi lindo demais! Todos se esforçaram, indicaram os palestrantes, fizeram os contatos, atuaram nas redes sociais, construíram a arte, prepararam a certificação, elaboraram os roteiros e treinaram muito o espanhol! Conhecemos pesquisas maravilhosas e todos os palestrantes foram muito generosos em compartilhar os seus resultados e teorias conosco. Como evento, foi perfeito e com muitas trocas, como processo formativo, foi lindo acompanhar o crescimento e amadurecimento dos nossos alunos que esbanjaram competência e certamente terão muito sucesso em seu futuro acadêmico e profissional! Obrigada, gente!

 






quinta-feira, 8 de julho de 2021

O I Encontro de Pesquisas Latino-Americanas sobre Educação e Cultura Digital

O I Encontro de Pesquisas Latino-Americanas sobre Educação e Cultura Digital acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de julho, às 19 h, e será promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica (EDUMATEC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 
Programação: 
 Dia 12 de julho
 Prof Alejo González López Ledesma (Universidad Pedagógica Nacional) – Tendencias privatizadoras en el sistema educativo y discursos educacionales tecno-pedagógicos: problemas y desafíos para el estudio de las relaciones entre la cultura escolar y la cultura digital 
Profa Patricia Ferrante (FLACSO Argentina/Universidad Pedagógica Nacional) – Modos de abordar la cultura digital en la escuela: entre prácticas, políticas y datos Mediação: Fabiana Monteiro (Edumatec/UFPE) 
 Dia 13 de julho 
Profa Myriam Southwell (Universidad Nacional de La Plata) – Enseñanza bimodal en pandemia: potencialidades y desafíos 
Profa Eliana de Barros Monteiro (IF/UNIVASF) – Diálogos interculturais e os desafios para nossas “Epistemologias do Sul” Mediação: Raphael França (Edumatec/UFPE) 
Dia 14 de julho 
 Prof José Messias (UFMA) – Gambiarra e videogames: uma visão decolonial sobre técnica no letramento digital 
 Prof Fábio Malini (LABIC/UFES) – Método Digital para Análises do Bios Digital Mediação: Jonara Medeiros e Caio Túlio (Edumatec/UFPE) 
 O evento será 100% on-line e gratuito! Qualquer pessoa interessada no assunto poderá participar. A transmissão será pelo Canal do YouTube do Educação em Teia e a certificação será feita na hora do evento. Siga o Educação em Teia e fique por dentro! 
Site: https://educacaoemteia.digital
Instagram: https://instagram.com/educacaoemteia 
Canal do YouTube: https://www.youtube.com/c/educacaoemteia/

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Viva o SUS e vacina para todos!


 Hoje foi dia de tomar a primeira dose da vacina Astrazeneca, mas isso só foi possível porque os professores do ensino superior foram incluídos no plano de vacinação. Eu não tinha nenhuma esperança de receber a vacina tão cedo, aqui na minha cidade o grupo prioritário por faixa etária está parado nos 60 anos há dois meses! Como a minha comorbidade (asma) não é considerada grave o suficiente para me classificar no grupo de comorbidades, a minha expectativa foi empurrada para 2022. Com a decisão de incluir os professores das universidades, veio também a loucura da burocracia: só seria possível tomar a vacina com uma declaração no modelo estabelecido pela Secretaria de Saúde do Recife que deveria ser assinada por dirigentes da instituição. Sinceramente, eu não faço ideia de como a UFPE conseguiu organizar essa papelada tão rapidamente, mas sou muito grata a todos que se empenharam para agilizar o processo. Agendei a vacina e hoje fui até o posto de vacinação que fica na própria universidade. A fila era longa, mas foi tudo muito rápido, não demorei nem meia hora entre a minha chegada ao posto e a aplicação da vacina. As enfermeiras e técnicas que me atenderam foram ótimas, mostraram o frasco, a seringa, a quantidade de líquido no êmbolo (5ml) e a seringa vazia. Foram rápidas, prestativas e eficientes! Vejo muitas muitos registros do momento de vacinação nas redes sociais e acredito que não podemos inviabilizar essas pessoas que estão na linha de frente, executando uma política de saúde fundamental para a sobrevivência das pessoas: obrigada, Mirelle Pereira, profissional que me vacinou! Ela me entregou o cartão com o prazo para a segunda dose (85 dias), recomendou compressa de água fria no local e explicou que será necessário fazer o agendamento novamente no aplicativo. 

Pensei em várias coisas durante o processo de vacinação, vislumbrei novamente a importância do SUS, tão criticado por quem não usa e tão necessário para tantas pessoas, vi o esforço das pessoas que estão ali em condições de trabalho improvisadas (cadeiras de plástico, tendas etc) e a mistura de sentimentos foi grande. Senti alívio em conseguir ser vacinada, senti esperança em ter a vida de volta um dia, senti uma revolta imensa por tantas vidas perdidas e ódio por ter um governo genocida que não foi capaz de providenciar vacina para todos. Atualmente eu não consigo viver, eu apenas resisto aos fascistas que querem nos matar e continuo acreditando que eles não passarão! Viva o SUS e vacina para todos!!!

terça-feira, 25 de maio de 2021

Mais amor, por favor!

Hoje foi o encerramento da disciplina Tópicos em Tecnologias Educacionais 1: Temas e pesquisas da Educação Tecnológica no cenário internacional. Foi uma disciplina diferentona, com três professoras (eu, Patrícia Smith e Thelma Panerai) e com convidados de diferentes países para discutir temas emergentes em Educação Tecnológica. O nosso primeiro convidado foi o professor argentino, Alejo Ezequiel González López Ledesma, que trouxe uma discussão interessantíssima sobre narrativas transmídias no contexto da América Latina. Na semana seguinte, o querido professor José Ribeiro (Portugal) provocou os nossos alunos com a proposta de elaboração de um vídeo de dois minutos para responder duas perguntas: quem é você e por que está aqui? Discutimos espaços autobiográficos e narrativas na primeira pessoa. A nossa terceira convidada foi a professora Iris Bockermann, da Universität Bremen (Alemanha), com uma discussão sobre os FabLabs e a formação de professores na cultura maker. Para fechar em todos os sentidos a disciplina, recebemos Neuza Pedro, da Universidade de Lisboa (Portugal), para discutirmos a inovação nos espaços físicos das escolas. 
Fizemos uma avaliação dos encontros no encerramento e os alunos falaram sobre os desdobramentos da disciplina em suas pesquisas, em seu trabalho e nas suas vidas. Os depoimentos foram emocionantes e precisamos muito falar sobre como o contexto atual afeta a nossa prática, as relações da docência e os processos de aprendizagem. Em uma turma de 40 alunos, com pouquíssimas ausências nos encontros, um aluno contou que fez um esforço enorme para acompanhar as aulas porque estava assistindo aula do hospital, onde acompanhava a sua esposa internada, uma aluna disse que dividia a sua atenção entre a aula e a mãe enferma que necessita de muitos cuidados e outra aluna revelou que ficou viúva recentemente. Certamente essas foram as situações reveladas, mas muitos outros alunos estão passando por situações difíceis, com muitas perdas e sofrimento. Nós nem imaginávamos a luta que eles estavam travando e fiquei muito aliviada porque conduzimos a disciplina com leveza para que ela não se tornasse um peso na vida dos nossos alunos.. Estou cansada de discutir tecnologias digitais, aulas remotas e novas metodologias, sem considerar o contexto terrível em que vivemos. As pessoas estão adoecendo, morrendo, sofrendo e não é possível retirar essas variáveis do nosso fazer docente. Eu aprendi muito com essa disciplina e o mais importante é perceber que o amor é sempre imprescindível, agora mais do que nunca na história das nossas vidas!

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Educação em Teia: a Revista Em Teia na prática

Algumas atividades do meu trabalho são muito burocráticas, tediosas, irritantes ou tudo isso ao mesmo tempo. Entretanto, algumas coisas que produzimos são tão gratificantes que ganham um espaço muito maior do que o contexto acadêmico: são ações que transcendem esses espaços e invadem, positivamente, a vida. O Educação em Teia é um exemplo disso, uma ideia que surgiu e foi ganhando cor, forma e conteúdo de forma totalmente colaborativa. A proposta surgiu no grupo de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais em 2020, com o contexto da pandemia e aulas remotas, observamos a necessidade de selecionar e validar alguns conteúdos que estão disponíveis na rede, mas que não são facilmente identificáveis pelos professores e pais de alunos como conceitualmente corretos ou atualizados. Outra questão que nos moveu foi a necessidade de aproximar os resultados e propostas das pesquisas acadêmicas com as necessidades práticas dos professores. Durante o ano, trabalhamos para materializar a nossa ideia e construímos a seguinte proposta:  

A concepção do Educação em Teia é uma iniciativa de professores e alunos do Programa de Educação Matemática e Tecnológica do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco e tem como objetivo apresentar materiais desenvolvidos nas pesquisas realizadas no próprio programa, indicar produções de outros programas e das publicações da revista Em Teia e realizar a curadoria de materiais, sites, soluções, produções, vídeos, filmes, HQs etc. que estejam disponíveis na rede. A proposta é selecionar os materiais disponíveis na rede que apresentam conteúdos adequados e conceitualmente corretos para utilização de alunos, pais e professores

O site usa a estrutura de blog da plataforma Wordpress para publicação das postagens, mas está organizado em páginas e apresenta possibilidades de pesquisa por categorias temáticas e por nível de ensino. O design foi elaborado por meu orientando Kleber Oliveira e as postagens são produzidas por professores, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos do Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE. Pretendemos ampliar a nossa rede de colaboração e incluir professores de outras instituições que queiram colaborar conosco. É uma ideia simples, mas os repositórios que encontramos com materiais disponíveis para a Educação Básica não são fáceis de usar para quem não tem um bom nível de letramento digital ou são iniciativas privadas que exigem contrapartidas financeiras para acesso ao acervo. Além disso, a proposta é compilar os materiais que estão circulando nas redes sociais também e nem sempre um repositório institucional consegue acompanhar a dinâmica de circulação de informações em diferentes mídias.

 Como todo trabalho colaborativo voluntário e sem financiamento, vamos trabalhando devagar e vencendo os obstáculos aos poucos, mas considero um pequeno avanço também para a divulgação científica, tão urgente no contexto atual. Os comentários estão abertos no site para sugestões, críticas e propostas de colaboração. Toda contribuição é muito bem-vinda!

quinta-feira, 29 de abril de 2021

E-book Se 18 > 2, então 48,18 > 48,2?

 Vou começar essa postagem com algo que vocês já sabem, mas que ficou mais evidente em 2021: o mundo não dá voltas, ele capota! Eu sempre tive muita dificuldade para aprender Matemática e sofri durante todo o Ensino Fundamental e Médio. Fiz a escolha por um curso de graduação na área de humanas e adivinhem? O curso de Geografia, classificado na área de Humanas, é o que mais tem conteúdos de Exatas! Décadas depois de concluir a graduação, ingressei como professora na pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica. A minha linha é Educação Tecnológica, mas as interfaces com a Matemática são inevitáveis, já tive (e tenho) muitos orientandos que são professores de Matemática. A culminância dessas interfaces foi materializada agora na produção de um capítulo para o livro Se 18 > 2, então 48,18 > 48,2?

O livro foi organizado por Cristiane Azevêdo dos Santos Pessoa, Rosinalda Aurora de Melo Teles, André Pereira da Costa e Luciana Ferreira dos Santos. Segundo a sinopse do livro, "os textos incluem, além de outros temas, análise de erros, análise de livros didáticos, relato de experiências de ensino, análise de conhecimentos de professores sobre números, análise de conhecimentos de estudantes, análise de documentos curriculares. Os campos de pesquisa são diversos, em diferentes etapas da escolarização, e os participantes são desde crianças pequenas até adultos. Além disso, destacam-se pelo rigor na realização de uma pesquisa acadêmica e a utilização de diferentes teorias para dar suporte às análises".

A minha contribuição está na coautoria com Nadine Rodrigues e Cristiane Pessoa do capítulo "Pokémon e educação matemática: um estudo sob a perspectiva das estruturas aditivas e multiplicativas". Nadine foi minha orientanda de mestrado e fez um trabalho lindo e inspirador, coorientado por Cristiane Pessoa. A produção é resultado de uma disciplina ofertada na pós-graduação. O livro tem uma estrutura muito interessante apresentando crônicas que relatam as dificuldades das crianças com os números. "Para separar cada uma das partes, são apresentadas algumas pequenas crônicas, que contam situações vividas pelos autores com adultos ou com crianças em processo de descoberta dos números. São filhos, irmãos, sobrinhos, vizinhos que, em situações cotidianas, explicitam formas de pensar sobre os números, na fase de desenvolvimento que estava passando no momento em que ocorreu o fato contado". O livro foi publicado como e-book e está disponível gratuitamente para download na editora da UFPE. Boa leitura!

terça-feira, 23 de março de 2021

Vulcão em erupção na Islândia e imagens capturadas por um drone


O vulcão Fagradalsfjall, localizado na planície de Reyjanes na Finlândia, entrou em erupção depois de 800 anos e Bjorn Steinbekk captou imagens incríveis com um drone. Assistam em tela cheia, é realmente impressionante!

sábado, 23 de janeiro de 2021

Conto de férias: os apuros (imaginários) de Penélope na Alemanha

Faz tempo que eu queria contar essa história, mas acabei esquecendo e só lembrei ontem por causa da memória de uma foto publicada nas redes sociais. Prometi que ia contar os detalhes um dia e vou aproveitar as minhas férias em isolamento social para fazer isso. Senta que lá vem história:
Em janeiro de 2018, eu viajei para a cidade de Bremen (Alemanha) para uma visita técnica na Universität Bremen, com a minha orientanda de doutorado, Dagmar. Fizemos uma viagem com algumas paradas, ficamos em Paris primeiro, voamos para Hamburgo e pegamos um ônibus até Bremen. Dag sempre foi uma excelente aluna e também é uma ótima companhia para viajar, sobretudo se você quer alternativas econômicas, como era o caso. Passeamos um pouco em Hamburgo e chegamos em Bremen no final da tarde, em um dia frio de janeiro (estava nevando quando chegamos em Hamburgo).

Dag organizou a viagem toda porque além de fluente em alemão, ela tinha morado em Bremen durante o doutorado sanduíche, então eu estava em uma situação inédita na minha vida de turista: só acompanhando e sem ter a menor ideia dos detalhes da viagem. Caminhamos bastante até o bairro onde estava localizado o hotel e chegamos em uma pitoresca avenida na beira do rio. Eu arrastava a minha mala (felizmente era uma mala pequena, daquelas de bagagem de mão) enquanto batia o queixo com frio. Andamos até o final da avenida e voltamos procurando o hotel e nada de encontrar o lugar. Percebi que Dag estava apreensiva porque aparentemente não existia hotel no endereço indicado. Naquele momento, eu pensei que tínhamos caído em algum golpe de acomodação barata, mas achei estranho porque Dag olhava na direção do rio enquanto procurava o hotel, enquanto eu olhava na outra direção, onde estavam os restaurantes, prédios e, é claro, hotéis. "Será que é aqui, Dag? Será que é aquele prédio no outro quarteirão? Está com cara de hotel"… Ela só balançava a cabeça negativamente até que me mandou esperar  um instante no meio da rua. ˜Fique aqui que vou ali ver uma coisa!”. Tá, eu fico, onde eu iria com a noite chegando e naquela friagem? Comecei a ficar desanimada e ansiosa, pensando que nós teríamos que dormir ao relento ou procurar uma acomodação de última hora porque o hotel reservado não existia. Vi que ela entrou em um dos barcos que estavam ancorados na beira do rio e até aqui leitor, eu tinha certeza de que ela estava apenas buscando informações. Dag voltou e percebeu que eu já estava pálida, sucumbindo ao frio do norte da Alemanha. “Vamos entrar naquele bar para esquentar um pouco”, disse ela. Quando entramos no bar (que tinha uns 15 tipos de cerveja de todas as cores e atendentes tão jovens que pareciam adolescentes), ela conversou com o garçom que prontamente emprestou o telefone dele para que ela pudesse fazer uma ligação. Depois de algumas tentativas, ela conseguiu falar com alguém e ficou menos tensa e mais animada. Deduzi que ela tinha pedido asilo noturno para algum conhecido na cidade e eu estava sentindo tanto frio e cansaço que nem me importava em dormir na casa de um desconhecido. “Ana, já está tudo resolvido. Podemos ir!”. Naquele momento, eu não tinha mais forças nem para entender o que estava acontecendo. Sabe aquele pensamento de quanto menos você souber, melhor? Então... Voltamos para a rua e para a lufada de vento frio e caminhamos em direção ao… barco?!?

-“Dag, onde estamos indo, pelamordeDeus???”
Ela olhou para mim feliz da vida e respondeu: "-Para o hotel, ué!”
"- Hotel? Dag, isso é um barco e bem pequeno por sinal!”
Sim, o hotel era um barco e metade da minha mente estava apavorada porque imaginei que morreria de frio ali e a outra metade estava curiosa para saber o tamanho da roubada em que tínhamos nos metido. Atravessamos uma ponte estreita para entrar no barco e encontramos algumas pessoas conversando na saleta principal. Eram turistas como nós que estavam hospedados no barco. O dono do hotel-embarcação (que na verdade era um iate de 1930) chegou e nos mostrou a nossa cabine que ficava na parte de baixo do barco, com uma cozinha muito bem equipada. Entramos na cabine e, para a minha surpresa, estava bem quentinho lá dentro, as camas eram confortáveis e o banheiro limpíssimo. Arrumamos as nossas coisas enquanto eu pensava se o barco balançaria muito de noite, se havia o risco de afundar, se a porta estava bem trancada e se era seguro dormir ali. O hotel-barco tinha Wifi e contei para Robson sobre a nossa inusitada acomodação. Ele ficou assustado, provavelmente imaginando um barco de pesca pequeno ou sei lá o quê.

A noite foi tranquila, mas acordei com aquelas buzinas  de navio que estremecem até o último fio de cabelo de qualquer ser vivo: o movimento das embarcações tinha começado de manhã cedo e como muitos barcos enormes transitavam por ali, o nosso iate de 1930 sacudiu com vontade! Acho que essa foi a última informação que passei para Robson e fomos tomar café rápido porque tínhamos uma série de compromissos importantes naquele dia. Antes de contar o resto da história, preciso registrar que depois que saímos do hotel-barco, eu estava sem conexão. Fomos tomar café, vistamos a orientadora de Dag em Bremen (que estava convalescendo de uma doença e nos recebeu gentilmente em sua casa), fomos para a universidade, participei de umas duas reuniões e de uma aula. O dia passou rápido e foi tudo muito tenso, era o meu primeiro dia ali em uma situação de trabalho formal, usando um idioma que nem é o meu e nem é o dos meus anfitriões, as palavras sumindo quando mais eu precisava delas ou que nunca pareciam adequadas o suficiente. Quase no final da tarde, Dag tinha conseguido se conectar na rede da Universidade com o seu login antigo e descobriu que Robson (marido de Ana Beatriz até aquele momento, não sabemos se continuará assim até o fim dessa história) tinha ficado histérico, achando que alguma coisa grave tinha acontecido conosco porque eu não mandei nenhuma mensagem durante todo o dia!!

Bom, se ele tivesse ficado preocupado e quieto, seria problema dele, mas nãooooooo. Ele entrou em contato com minha amiga e companheira de trabalho, Thelma Panerai, dizendo que tinha certeza que algo muito sério tinha acontecido comigo. Obviamente que ela, ao perceber o desespero dele, se desesperou também e, sem conseguir contato conosco, ligou para a sogra de Dag para que ela entrasse em contato com o filho que estava na França para acionar a Interpol, o MI 6, o BND, o Papa e sei lá mais quem! A nossa cara apatetada com a confusão que esse doido arrumou só não foi mais surpreendente do que o meu ataque de pelanca. De onde esse cosplay de elfo doméstico apavorado pode ter tirado a ideia de que eu estava em mortal dangerous? Meu último diálogo com ele antes de três dias de silêncio raivoso foi: - Você enlouqueceu? Ninguém pode estar mais seguro do que com Dag: ela tem 1,80m de altura, fez dezenas de cursos de defesa pessoal, sabe atirar, anda com spray de pimenta na bolsa e um canivete embutido e, se duvidar, foi dublê da Charlize Theron em Atômica! Por que diabos eu iria ficar em perigo em uma cidade pequena na Alemanha depois de viver uma vida inteira no Rio de Janeiro?!? Bom, depois disso tudo ainda passamos outras noites no barco, jantamos na casa de várias pessoas, conheci muita gente bacana e voltei encantada com os projetos do DIMEb da Universität Bremen. O casamento continua porque eu ainda demorei uns quinze dias para voltar para casa e deu para esquecer a raiva assassina, mas até hoje ainda tenho vontade de socar a fuça dele quando eu me lembro disso!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Férias!

A partir de hoje estou oficialmente de férias e com a expectativa de realmente descansar. Serão apenas 15 dias, mas eu pretendo descansar o corpo e desacelerar a cabeça que sofreu muito nesse ano desgraçado. Pretendo assistir muitos filmes e séries, ler livros bobos e colocar os pés na areia da praia todos os dias. Claro que só vou colocar o nariz para fora bem cedo para evitar algo que sempre foi essencial para a nossa espécie: a convivência com outros seres humanos! Embora a pausa não seja total (tenho uma banca e algumas pendências para resolver), vou tentar me desconectar das tarefas da rotina do trabalho para me reconectar com algumas coisas preciosas que eu deixei de lado ao longo do ano: cozinhar e praticar yoga. Tomara que eu consiga recarregar as baterias e reencontrar o meu ponto de equilíbrio para suportar mais um ano de muita luta. Estarei de volta em fevereiro!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Tempo de agradecer


O fim do ano chegou e tenho aproveitado o período de recesso para agradecer. Não me entendam mal, não concordo com as pessoas que dizem que temos que agradecer por tudo que passamos porque ficamos mais fortes ou porque nos tornarmos mais solidários e compreendemos o sentido da vida. Não acredito que nenhum sofrimento possa ter algo de positivo. Não existe nada de positivo em quase 200 mil mortes no Brasil e milhares no mundo. Não vejo nenhuma evolução individual ou coletiva, a pandemia revelou o melhor e o pior das pessoas e, infelizmente, o pior tem surgido em um número muito maior... Não quero justificar ou entender o comportamento de ninguém, não vou desperdiçar o meu tempo e a minha energia com isso. Acredito que muitas pessoas estão agindo de forma pouco razoável por diversos fatores e posso supor alguns: medo, dificuldade de adaptação, ansiedade com o desconhecido, raiva, revolta, não aceitação da realidade etc. Obviamente que nada disso justifica a agressividade, negação ou a ausência de preocupação com o coletivo, nada me convencerá que esses comportamentos poderiam ser aceitáveis. Diante do caos, o que posso fazer é manter o foco das minhas ações no que é correto para todos e não apenas para mim. Claro que isso é muito pouco, mas a sensação de impotência diante do cenário que se apresenta hoje não é exclusividade de ninguém, estamos perplexos com o que observamos a cada dia e clamamos incessantemente por empatia, racionalidade, respeito e cuidado. O contexto da pandemia já seria estressante por causa da doença, mas lidar com o comportamento absurdo das pessoas tornou tudo ainda pior. Por isso, agradeci aos que tornaram um ano tão difícil um pouco mais leve, assim como recebi agradecimentos daqueles que se sentiram tocados de alguma forma por minhas ações. Tive muita sorte em ter pessoas que me ajudaram, pavimentando novos caminhos e construindo novas formas de viver. Os pequenos gestos importam: uma solução, um pedido de ajuda, uma aula de Yoga, um elogio, uma oferta para terminar um trabalho exaustivo... Ninguém se adapta sem apoio, sem incentivo e sem o outro, somos uma espécie gregária e ficou muito evidente que o que afeta um, afeta todos. Quando tudo isso passar e for necessário avaliar o que fizemos durante a pandemia, eu terei a tranquilidade de dizer que pensei no coletivo, acreditei na ciência e segui todas as recomendações das organizações de saúde. Vou lembrar também que apoiei os meus alunos, que me preocupei com as pessoas e defendi o meu trabalho como servidora pública. Como pesquisadora, publiquei artigos com resultados de pesquisas e reflexões sobre a educação em tempos de pandemia. Atuei na formação de professores para a realização das aulas remotas. Trabalhei mais de 12 horas por dia, não parei sequer nos feriados ou no meu período de férias. Fiz tudo o que foi possível para atuar de uma forma condizente com o desafio que nos foi imposto. Ao final de tudo, é isso o que importa: o que você fez para resistir e apoiar os outros quando o mundo  desmontava diante dos nossos olhos? Cada um terá a sua justificativa e eu, embora tenha a certeza de que fiz tudo o que podia, sempre lamentarei por não ter feito mais!
Crédito da imagem: https://images.app.goo.gl/DdeNKqBPGoYTWw718

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Artigo publicado na Educar em Revista

Publicamos o artigo "Narrativas dos professores nas redes: o percurso dos professores da Educação Básica" no dossiê temático Cultura Digital e Educação da Revista Educar em Revista, Qualis A1 na área de Ensino e Educação. O dossiê foi organizado pelas professores Glaúcia Brito e Maria Luisa Furlan. Só temos a agradecer pelo trabalho criterioso das professoras que resultou em artigos interessantes, com temáticas essenciais para refletirmos sobre o momento atual. O leitor encontrará análises sobre a educação híbrida no ensino superior, formação em tempos de Covid-19, Ciberfeminismo, Educação on-life, desafios da cultura digital, o uso do audiovisual na didática da História no ensino superior, gamificação no ensino superior, virtualização do ensino superior, entre outros temas abordados por professores brasileiros e estrangeiros. Os artigos estão disponíveis em português, inglês e espanhol. Boa leitura!



quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Livro Processos formativos, tecnologias imersivas e novos letramentos

Foi publicado ontem o livro Processos formativos, tecnologias imersivas e novos letramentos: convergências e desdobramentos, organizado pelos professores Claudia Coelho Hardagh, Eduardo Fofonca e Nuria Pons Vilardell Camas. Eu e Thelma Panerai escrevemos o capítulo NARRATIVAS DIGITAIS EM DEFESA DA CIÊNCIA NAS REDES SOCIAIS: ESTRATÉGIAS PARA DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA E FORMAÇÃO DO LETRAMENTO CIENTÍFICO, abordando as disputas narrativas nas redes sociais sobre o conhecimento científico. Acredito que o tema do artigo é muito importante no momento em que vivemos porque conseguimos mapear algumas ações que estão sendo realizadas, ressaltando a importância dessas ações no combate aos movimentos negacionistas que se contrapõem ao conhecimento científico. O livro apresenta artigos muito interessantes que discutem temas emergentes na cultura digital, fornecendo indicações para a pesquisa científica e diversas possibilidade de análises nesse campo. Link para acessar o nosso artigo e link para comprar o livro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Resultado Edital Propesqi nº 10/2020

Resultado Edital Propesqi nº 10/2020, Edital Institucional de Apoio à Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais da UFPE: apesar de todas as ações contra, vai ter pesquisa em Ciências Humanas, SIM!


 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Número temático da Revista Em Teia


Publicamos em outubro o número temático da Revista Em Teia - Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana, intitulado Educação e uso de tecnologias digitais no contexto da pandemia da Covid 19. São 15 artigos (volume 11, n.2) que abordam as dificuldades dos professores com as aulas remotas no contexto da pandemia e as soluções encontrada, sobretudo para o ensino de conteúdos de Matemática. A universidade tem trabalhado muito para dar a sua contribuição em um momento tão complexo e sofrido para todos e a nossa colaboração envolve pesquisar e divulgar os resultados que encontramos para apoiar gestores, professores, pais e alunos da Educação Básica e do Ensino Superior. A justificativa para a edição desse número temático e a apresentação dos artigos pode ser lida aqui. Para acessar os artigos completos do número temático ou para conhecer outros números da revista, é só clicar aqui. Boa leitura!

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