segunda-feira, 2 de maio de 2022

XXII Encontros de Cinema

Amanhã o nosso grupo de pesquisa - Mídias Digitais e Mediações Interculturais - apresentará os temas pesquisados nos últimos anos no Encontros de Cinema de Viana, evento organizado pela Associação Ao Norte e pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. O evento se anuncia como "uma experiência única no meio cultural da região e do país, ao proporcionar um espaço comum de partilha, formação e debate em que confluem estudantes de cinema e das escolas da região, cineclubistas de Portugal e da Galiza e público em geral, enriquecido com a participação ativa de profissionais deste meio artístico. Este espaço de exibição, divulgação e reflexão aposta numa forte ligação aos mais jovens, à convocação de um espectro amplo e plural de públicos e ao estímulo do trabalho criativo sobre a imagem e do seu poder para representar o que nos rodeia". Começaremos às 7h, horário de Brasília.

sábado, 12 de março de 2022

Minha produção em Direitos Humanos

 


Quando eu estava no doutorado, fiz uma disciplina chamada Direitos Humanos e Educação, com o professor Fredys Sorto, na UFPB. Foi uma disciplina inspiradora que me deu a oportunidade de revisitar autores como Hannah Arendt e outros teóricos comprometidos com as reflexões sobre a nossa humanidade e os direitos fundamentais. Escrevi um artigo para a avaliação da disciplina e, para a minha surpresa, esse artigo foi publicado no livro Direitos de Cidadania: conquista e afirmação, organizado pelos professores Fredys Sorto e Renata Rolim. O título do meu artigo é "Cidadania e identidade em tempos de globalização: a contribuição dos Estudos Culturais" e a proposta é discutir a construção das identidades e cidadania no contexto dos Estudos Culturais, tendo a educação como principal eixo na condução de todos os processos. No mundo globalizado, sobretudo com a plataformização controlada por big techs, temos que repensar qual será o nosso papel na luta para garantir os direitos e a cidadania.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

E-book 10 anos em 10 meses: as transformações na docência em 2020 e além!


Professores e alunos enfrentaram um grande desafio com a mudança do ensino presencial por aulas remotas no contexto da pandemia. Foi necessário mudar o planejamento, repensar metodologias e adquirir novas competências em pouquíssimo tempo. Na UFPE não foi diferente e as nossas experiências e de outros colegas de instituições diferentes foram registradas no livro 10 anos em 10 meses: as transformações na docência em 2020 e além! Além dos artigos, o livro tem uma seção com dicas úteis para ou uso de diversos recursos digitais para as aulas remotas ou híbridas. 
O resumo do livro revela um pouco mais sobre essa iniciativa dos grupos de pesquisa do Programa de pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica - Edumatec: "O ano de 2020 intensificou o uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs) na educação, até para aqueles docentes já acostumados ao uso frequente de aplicativos educacionais, redes sociais, ambientes de aprendizagem on-line e metodologias ativas de aprendizagem. Vivendo uma pandemia sem precedentes na história, os sistemas de ensino no mundo todo, os docentes de todas as redes e níveis de ensino, precisaram se adaptar. A partir de experiências e pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE (Edumatec/UFPE), linha Educação Tecnológica, especialmente pelos grupos de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais (MDMI) e pelo Grupo de Estudos em Novas Tecnologias e Educação (Gente) e seus parceiros, foi organizada, ao longo de 2020, a presente publicação, com o objetivo de compartilhar descobertas com docentes e discentes, e buscando nesse apoio mútuo a travessia melhor possível do ensino presencial para o remoto – e do ensino remoto, possivelmente, para o ensino híbrido ou blended, no esperado pós-pandemia. A reflexão sobre conceitos relacionados ao ensino remoto, a análise de dados empíricos coletados durante a pandemia, o relato de experiências vividas de formação docente e o compartilhamento de soluções didáticas para o ensino remoto são alguns dos eixos temáticos. A obra ainda traz uma seleção de cards com dicas úteis, provenientes do material produzido ao longo de 2020 pela Secretaria de Programas de Educação Aberta e Digital da UFPE (Spread/UFPE) como orientação aos docentes acerca do uso da plataforma GSuite".  
Eu e Thelma Panerai fizemos o registro da nossa experiência com um relato sensível e com muitas reflexões no artigo "Narrativas discentes sobre os desafios das aulas remotas no contexto da pandemia: a mediação tecnológica e os gestos de acolher, escutar e cuidar". O e-book está disponível para download gratuito no site da editora.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Livro Imaginação no jogo: criar, desenvolver e compartilhar

 


O ano começou com a primeira publicação junto com o meu orientando de doutorado,
Caio Túlio.
O livro Imaginação no jogo: criar, desenvolver e compartilhar, foi organizado por David de Oliveira Lemes, Fabiana Martins de Oliveira, Francisco de Souza Escobar, Guilherme Henrique de Oliveira Cestari e Levy Henrique Bittencourt Neto. O nosso capítulo, O ser cibernético e os futuros humanos a partir da imersão em videogames: uma análise de Snatcher (1988), apresenta uma discussão interessante sobre as questões existenciais do ser humano em um mundo cibernético e as possibilidades de reflexão que a imersão no videogame proporciona. Caio é um pesquisador que procura sempre um olhar aprofundado sobre elementos que não se revelam no primeiro olhar e está construindo um percurso brilhante na sua caminhada com a pesquisa sobre games. Penso que cada vez mais está evidente que as questões sobre a imersão tecnológica, e as consequências desse processo, precisam de análises em diferentes campos de pesquisa para garantir que as práticas de controle ou predatórias comercialmente não afetem a nossa condição humana. Com a decisão das grandes empresas de apostar no metaverso, teremos muito trabalho e problemas para enfrentar nos próximos anos. A publicação é da editora da PUC São Paulo e o acesso é gratuito, é só clicar no título do livro. Boa leitura!

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Sobre as pausas muito necessárias

Antes da pandemia, a última viagem que eu fiz aconteceu 15 dias antes dos decretos de isolamento social no país. Fomos comemorar o meu aniversário no Lajedo de Pai Mateus, no Cariri paraibano. Isso foi em fevereiro de 2020 e passamos os últimos dois anos recolhidos dentro de casa, apavorados antes da vacinação completa de toda a família. Infelizmente o cenário não mudou, mesmo com a vacina salvando vidas, o número de contaminados por Covid ou por gripe (ou os dois) aumentou absurdamente nas últimas semanas. 

Por causa das demandas de um cargo de gestão na universidade, passei dois anos efetivamente sem férias. No começo de janeiro pensei em fazer uma pequena viagem de carro nos arredores porque ainda não tenho coragem para encarar uma viagem de carro ou de avião. Além do meio de transporte, foi necessário encontrar uma acomodação que fosse ampla, sem lugares fechados ou com aglomeração. Por coincidência (ou não) voltamos ao Lajedo, mas dessa vez na Pousada Matuto Sonhador, um lugar maravilhoso, com quartos isolados, muita ventilação e espaços abertos. 

O Lajedo, diferente das outras vezes, estava vazio. Consegui descansar por três dias que pareceram três semanas. Sair de casa, pegar a estrada, contemplar outras paisagens, sentir outros cheiros e falar com outras pessoas são coisas simples, mas que no atual contexto se tornaram conquistas preciosas para quem gosta de ver o mundo... Nada pode ser mais importante do que conseguir paz por alguns dias, mesmo sabendo que o mundo continua com as suas mazelas e que só podemos ter esperança em dias melhores.

A região é conhecida por seus geossítios impressionantes com formações que existem em poucos lugares do mundo. A combinação dos tipos de rocha, pouca precipitação e movimentos tectônicos muito loucos configurou uma paisagem belíssima que ganha cores ainda mais impressionantes quando o sol se põe. Mesmo breve, essa pausa foi um alento para amenizar o cansaço que parecia não acabar nunca e renovar as energias para enfrentar mais um ano difícil e cheio de incertezas. O único problema que enfrentamos nesses três dias foi a dúvida se teríamos fôlego suficiente para subir até o topo do Lajedo ou se o almoço seria carne de sol na nata ou com queijo coalho. O resto foi só contemplação...




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