Pesquei esta imagem do blog do Cristóbal Cobo, que além de colocar umas questões muito interessantes sobre o uso da tecnologia na educação, tem uma estética maravilhosa que sempre vale a pena a visita.

... e compartilhar o conhecimento, também!
Recentemente fiz minha inscrição para apresentação de trabalhos em dois eventos, o ESUD e o ENDIPE. Os dois foram realizados no Rio Grande do Sul, em datas bem próximas, mas o acúmulo de tarefas com meus orientandos e as leituras do doutorado acabaram impossibilitando minha participação. Durante o período de realização dos dois eventos (e nos dias que os antecederam), os sites criados para informar, orientar e subsidiar os participantes, simplesmente congelaram! Nenhuma informação nova foi adicionada e a mesma situação acontece nos eventos de forte apelo tecnológico. Fica uma impressão negativa de que a ferramenta tecnológica só existe para divulgar o evento e captar inscrições.As imagens do evento registradas com fotografias,vídeos e as conferências poderiam ser disponibilizadas via Internet,em uma concepção de acessibilidade para todos aqueles que não puderam participar (inclusive por razões financeiras). A adesão não diminuiria porque as pessoas ainda precisam dos certificados de participação e apresentação de trabalhos nestes eventos, mas uma parcela significativa de professores poderia ter acesso ao debate acadêmico. Estou me referindo aos eventos de educação que tem como princípio básico a disseminação da informação e a melhoria da qualidade do ensino. O II Encontro sobre Hipertexto colocou no YouTube os vídeos das suas principais conferências e muitos alunos meus ainda assistem as apresentações através da web. O ENDIPE ainda colocou suas conferências principais na web, mas em tempo real, o que dificulta o acesso e apresenta problemas de conectividade.São iniciativas interessantes, mas ainda são ações muito limitadas para as possibilidades tecnológicas que temos hoje. Eu vou continuar insistindo que a tecnologia disponível hoje (muito bem apropriada pelo capital em outros setores) deve ser canalizada para a educação urgentemente. Ignorar as possibilidades de acesso à informação para os educadores não é apenas omissão, é perpetuar o pacto mesquinho de exclusão que vivemos neste país ao longo dos anos.
Recentemente, visitei um aquário marinho em Natal e tive a oportunidade (arrepiante) de passar a mão nas costas de um tubarão-lixa. Foi uma experiência interessante, muito mais pelo medo da aproximação com o bicho mais temido dos sete mares. Acrescentei esta experiência na lista de muitas outras que tive na minha vida, a maioria propiciada por uma condição econômica e um ambiente cultural favorável. Sim, porque muitas pessoas, mesmo sem limitações financeiras, nunca entraram em um museu... Morei no Rio de Janeiro em um período áureo de exposições fantásticas no Museu Nacional de Belas Artes, Casa França-Brasil, Centro Cultural do Banco do Brasil (que já vale a visita só para olhar o espaço), Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Contemporânea em Niterói, sem falar nas visitas ao Teatro Municipal, Biblioteca Nacional,etc. A maioria destes espaços estão distantes entre si apenas algumas ruas. Assim, pude visitar exposições de Rodin,Monet, Matisse, Miró, Picasso,Dali, em um curto intervalo de poucos anos. Levei vários alunos nestas visitas, mas muitos outros não tiveram esta oportunidade. A maior parte dos grandes museus no mundo estão possibilitando passeios virtuais através de um clique, assim como temos várias animações e experiências de Química e Física na Internet. Acredito que estas possibilidades podem colocar qualquer pessoa em contato com experiências interessantes, mesmo que virtualmente. Sim, são simulações, nada se compara ao experimento concreto, mas não seria melhor aproveitar a matrix que existe na web do que não conhecer nada? Conheço professores que atuam nas escolas públicas apenas com o tradicional "cuspe e giz" porque não encontram as condições e os materiais necessários para incrementar sua aula. Por outro lado, temos várias escolas públicas com laboratórios de informática lacrados porque os professores não se interessam em usá-los. Afinal, como dar uma aula de verdade usando o computador como ferramenta? Talvez um simples passeio pela matrix, sem pretensão de provar isto ou aquilo, seja um bom começo para realizar as simulações dos conteúdos.
A complexidade do conceito de hipertexto e seus desdobramentos na aprendizagem exigem muita leitura sobre o assunto, em diferentes abordagens. Os artigos publicados nos anais do II Encontro Nacional sobre Hipertexto, apresentam uma diversidade de artigos sobre o assunto, incluindo textos sobre Educação a Distância. Só não procurem respostas, porque os pontos de vista sobre o tema são muito diferentes e depois de tanta leitura, ficamos com mais dúvidas do que certezas. Mas, não é exatamente aí que reside o charme irresistível do tema hiper?
Eu já comentei aqui sobre o debate entre a corrente que acredita que a Web 2.0 é uma revolução na rede, e os demais que não a consideram uma ferramenta com um diferencial para tanto. Lendo o blog Boletín Vespertino, indicado pelo Prof. Manuel, percebi que o debate está transcendendo a questão técnica e colocando os questionamentos sobre a Web 2.0 em um nível ainda mais complexo, que está perfeitamente relacionado com os estudos culturais. Ao afirmar que a Web 2.0 não é uma ferramenta, mas sim uma atitude no uso da web, saímos do círculo vicioso de inovação tecnológica (que não estava nos levando adiante) e entramos no debate sobre um outro conceito, a inovação/revolução cultural provocada pela mudança no comportamento dos usuários diante da ferramenta de comunicação. Compartilho com vocês algumas informações que retirei do blog de Karen Garib:
Ontem, no final da tarde, foi realizada uma festa para a inauguração da Secretaria de Educação a Distância da UEPB. Até então, os cursos a distância da Universidade estavam inseridos na Coordenadoria de Programas Especiais – CIPE. Com o crescimento da EAD na Universidade, os números de cursos e vagas foram ampliados, exigindo uma estrutura bem mais complexa para sua execução. Foi uma noite mágica, pois conseguimos receber nossos parceiros e convidados com uma energia positiva tão grande que era possível perceber, na atitude de cada um, uma enorme satisfação de estar ali presente.Foi ótimo receber Renato, Walmir, Alexsandro,que vieram de Recife para prestigiar nosso evento e, é claro, todos os nossos colegas da Universidade. Os representantes da UPE, nossos parceiros nos cursos a distância, foram protagonistas do evento junto com a nossa reitora. Eu já falei aqui, mas nunca é demais repetir, nós temos uma reitora que além de ser uma pessoa maravilhosa vem realizando ações em seu reitorado que mudaram a cara da Universidade nestes últimos anos. Além da elegância da festa, não tivemos o tradicional “bláblá wiskas sache”, e sim muita emoção, carinho e agradecimentos sinceros.Eliane (nossa coordenadora) se superou, organizando uma festa linda que refletiu todo o cuidado e dedicação com que realiza os projetos. Eu fiquei imensamente feliz, porque vi concretizado, em uma noite, todo o trabalho árduo e muita luta de três anos entre redação de projetos, preparação de planilhas e licitações.Para completar a nossa noite perfeita, recebemos a notícia, no momento da festa, que nosso curso de Licenciatura em Letras foi aprovado pelo MEC. Quem merece os parabéns por esta vitória é a professora Divanira Arcoverde, a mais fofa das professoras, e mentora intelectual da arrojada proposta para o Curso de Licenciatura em Letras. Foi ou não foi uma noite perfeita?
Neste semestre, estou envolvida com orientações de monografia do Curso de Especialização em Novas Tecnologias e Educação e os trabalhos de conclusão dos graduandos em Licenciatura em Computação. Os trabalhos estão ficando bem interessantes e temos pesquisas em interatividade na EAD, análise dos marcos legais da educação a distância, robótica nas escolas, formação de professores nos NTES, sites interativos na área de Geografia, a EAD no Senac, a informática no ensino profissionalizante, entre outros sub-temas que estão sendo muito bem explorados. Se eu não tiver um colapso nervoso até o final do semestre, prometo publicar aqui os resultados mais relevantes destas pesquisas. Ah, e não posso deixar de registrar aqui que a maioria das informações nos links "chamadas para publicação de artigos e eventos", são contribuições do Professor Manuel Fernandes do Crato, que tem um blog muito interessante sobre vários assuntos relacionados com educação (e sabe de todas as novidades mais quentes do mundo acadêmico). Aliás, estamos formando uma rede de professores blogueiros aqui no nordeste de excelente qualidade (Nelson Pretto, Júlio Araújo, Fernando Pimentel, Cristiano Ferronato, Manuel Fernandes, entre outros). Considerando que o eixo Rio-São Paulo-Brasília domina o cenário dos blogs, este incremento em outras áreas geográficas é bem interessante para todos nós.
Transformei o meu projeto de seleção para o doutorado em um artigo para apresentar no ESUD 2008, que acontecerá no final deste mês em Gramado. Já coloquei um link com o texto aqui no blog (em artigos publicados) para quem quiser dar uma olhada. As mudanças nas políticas públicas de educação a distância vem confirmando minhas hipóteses sobre os programas governamentais. É bem estimulante quando os fatos consolidam nossas suposições acadêmicas, mas por outro lado, torna-se mais difícil manter o foco. Neste momento, o Pró-Licenciatura está superado pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), e mesmo com tantas coisas acontecendo, preciso manter o recorte temporal no meu objeto. Meus colegas de doutorado Ramsés e Cristiano Ferronato tiram isso de letra, já que são historiadores, mas quando sento para escrever meu trabalho sou inevitavelmente atraída pelas mudanças atuais que estão acontecendo na EAD. Imagine se este impulso se tornasse incontrolável, eu não ia terminar este trabalho nunca... O tempo urge impiedoso (tic-tac-tic-tac).
Adicionei mais uma lista que acredito ser interessante para quem deseja enviar seus artigos científicos para publicação. São revistas da área de educação e história, em diversas localidades do Brasil e do exterior (contribuição dos meus colegas de doutorado). Inseri também links para outros blogs interessantes, como Paraibarama, do Cristiano Ferronato e Espanhol On-Line, da Professora Sylvana Ciafrino. Ontem recebi um convite muito simpático do meu colega blogueiro Edney (Interney) para um encontro de blogueiros em São Paulo. Infelizmente, longe demais, mas eu gostaria muito de ter a oportunidade de falar sobre a importância dos blogs na construção de uma rede colaborativa de conhecimento. Os blogs vêm sendo muito criticados por jornalistas, talvez porque a classe se sinta desconfortável, ameaçada por tantas outras fontes de informação surgindo na rede a cada dia. No meu caso (e de muitas outras pessoas), o blog é uma ferramenta útil na divulgação de nossas produções, eventos, encontros, lançamento de livros, processos seletivos, etc. Através deste blog, tive a oportunidade de conhecer trabalhos maravilhosos de professores espalhados pelo país todo. Nunca achei as páginas pessoais simpáticas, pelo contrário. Sempre me pareceram um culto à personalidade, estilo "Mao Tsé Tung". Já os blogs são construídos exatamente para esta finalidade, não como exaltação ao indivíduo, mas como uma espécie de diário interativo. Ainda não utilizamos as possibilidades de registro como poderíamos, os comentários nos blogs ainda são numericamente pequenos, mas só a existência desta possibilidade já é um grande diferencial. Nos grandes jornais que estão na Internet, os comentários sobre as reportagens são muito mais interessantes e ácidos do que o próprio texto jornalístico. Penso que a possibilidade de ler um conteúdo na web e, imediatamente, ter a opção de criticar, sugerir, elogiar, solicitar, etc. é um diferencial quase revolucionário na mídia. É só pensar nas revistas e jornais impressos, na televisão, nos outdoors, enfim, mídias que exigem passividade total e irrestrita do decodificador da mensagem.Esta mudança de eixo poderá formar novos leitores, alunos, pessoas, em cidadãos mais participativos nos mais diferentes níveis da sociedade.
Confirmando as previsões anteriores, várias universidades federais estão com vagas abertas para professor efetivo. Na Universidade Federal de Campina Grande(UFCG),até o próximo dia 4 abril, estarão abertas as inscrições para a Unidade Acadêmica de Letras, do Centro de Humanidades da UFCG. Das três vagas oferecidas uma é na área de conhecimento Língua Portuguesa e Lingüística, que exige o doutorado com titulação acadêmica mínima (caso na haja inscrições homologadas, reabre automaticamente para mestres de 14 a 30 de abril); outra vaga é para Língua Inglesa, exigido mestrado; e a última para Língua Espanhola, como pré-requisito mínimo a graduação. Na Unidade Acadêmica de Sociologia e Antropologia, com área de concentração Ciência Política, é exigida a titulação mínima de doutor e dedicação exclusiva, as inscrições se estenderão até o dia 11 de abril. O Centro de Humanidades (CH) também oferece uma vaga na Unidade Acadêmica de Economia. As inscrições para o concurso público de provas e títulos começam nesta terça, 25, indo até o dia 11 de abril. A princípio, os candidatos devem ser portadores, no mínimo, do título de doutor; não havendo inscrições homologadas, automaticamente são abertas para mestre, de 22 de abril a 6 de maio. A vaga é em Teoria Econômica. Já a Universidade Federal de Goiás (UFG),abre vagas para professor efetivo na área de Didática e Formação de Professores, Fundamentos e Metodologia da Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental. Pré-requisito: graduação em Pedagogia e Mestrado em Educação. Para História Contemporânea, Teoria e Metodologia da História, Prática de Ensino em História e História da América exige-se Graduação em Historia, Doutorado em História ou áreas afins. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), também está com vagas abertas (218), em diversas áreas para professores nas categorias adjunto, assistente e auxiliar.
Estão abertas as inscrições para a Seleção Brasil 2008 do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford (International Fellowships Programa - IFP). A iniciativa oferece 40 bolsas de mestrado (por até 24 meses) e de doutorado (por até 36meses) para o aperfeiçoamento acadêmico de líderes em questões relacionadas à justiça e igualdade social. As oportunidades são para cursos no Brasil e no exterior. Os interessados podem se inscrever até o próximo dia 26 de maio de 2008. A iniciativa é destinada a profissionais com potenciais de liderança em seus campos de atuação que pretendam prosseguir seus estudos superiores para promover o desenvolvimento de seus países. Para participar, é preciso ter o diploma da graduação com comprovado desempenho acadêmico, experiência em trabalhos comunitários ou voluntários e, ainda, ter residência permanente no Brasil. No Brasil, a iniciativa, além de estar atenta à igualdade de gênero, destina-se prioritariamente a pessoas negras ou indígenas, originárias das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do Brasil ou provenientes de famílias de baixa renda e pouca escolaridade. É vedada a participação de ex-bolsistas do IFP, das pessoas já matriculadas, inscritas ou que cursem o mestrado, dos profissionais que já disponham de doutorado ou que tenham iniciado o curso antes do 2º semestre letivo de 2007.Além da bolsa de estudos, são oferecidos diversos apoios aos selecionados. Para aqueles que ainda não estão matriculados na pós-graduação, a iniciativa pode oferecer assistência para a inscrição no processo de seleção. E mais, quando necessário, o programa apóia a participação dos bolsistas em cursos de curta duração, como de idiomas, informática e de aperfeiçoamento para elaboração de projetos. As seis seleções brasileiras já realizadas concederam em torno de 250 bolsas. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas no site oficial, pelo e-mail programabolsa@fcc.org.br ou com a Fundação Carlos Chagas pelo telefone 11-3722-4404.
O programa de inclusão digital do governo federal, Casa Brasil, está em destaque na Revista BrOffice deste mês. A reportagem reafirma as potencialidades da Casa Brasil como instrumento de acesso aos excluídos digitais em nossa sociedade de informação. Para quem pesquisa o uso de novas tecnologias da informação e comunicação na aprendizagem, a implementação de projetos de inclusão digital aponta para as diferenças reais entre a aquisição do conhecimento das pessoas que interagem no universo digital e as que estão alijadas do processo. O texto vale a leitura e permite muitas reflexões sobre o assunto.
Na próxima semana, de 25 à 27 de Março, será realizado o Seminário Nacional Unirede, com o tema "As IES Públicas e os Programas de EAD de Âmbito Nacional". O evento acontecerá em Recife, no Centro de Convenções da Cidade Universitária. Estão convidados os membros da Unirede e os coordenadores dos programas da Universidade Aberta do Brasil e da Escola Técnica do Brasil.O evento conta com o apoio da SEED/MEC e da Prefeitura de Recife.Vou participar das plenárias e postarei na próxima semana as novidades sobre os programas governamentais de educação a distância no país.
(Este post faz parte da iniciativa de Blogagem Inédita para um novo olhar sobre os conteúdos dos blog e seu papel na divulgação de textos.)
Ano passado, ao apresentar meu artigo em um Seminário sobre Jogos, um colega que estava na mesa de apresentações junto comigo, questionou o uso do termo Web 2.0. Para ele, esta terminologia não significada nada já que não existia nada de revolucionário do ponto de vista tecnológico nestas ferramentas. Acredito que a incompreensão do meu colega esteja relacionada ao olhar técnico que algumas pessoas tem sobre a Web e seus propósitos. Eu já tinha lido alguns artigos sobre o assunto e, apesar de intuitivamente acreditar que a Web 2.0 definia um conceito inovador no uso da web, não encontrava nada de consistente neste sentido. O livro Planeta Web, licenciado em Creative Commons e gratuito para download, responde algumas questões muito pertinentes sobre o assunto e lança um olhar diferenciado sobre a questão. O primeiro aspecto é que, sim, a Web 2.0 é um marco diferenciador na publicação de conteúdos na web (basta olhar o exemplo da blogagem inédita). A construção coletiva com a divulgação instantânea é um divisor de águas no acesso à informação, principalmente se considerarmos as implicações econômicas e políticas de nossa sociedade de informação e dos aspectos da inclusão digital. Outra questão interessante é que existe um processo de obsolescência planificada dos termos, que dificulta separar o joio do trigo. Penso que nossa maior dificuldade é compreender os aspectos da subjetividade relacionados com a revolução tecnológica, principalmente quando o indivíduo deixa de apresentar um comportamento passivo e passa a ser autor/organizador e direcionador dos seus próprios pensamentos. Sem ferramentas para medir os impactos destas mudanças, alguns estudiosos preferem invalidar as ações, menosprezando sua importância e seu poder de transformação. De qualquer forma, ainda é uma discussão bastante complexa, e neste momento, como todo o resto é efêmero e fluído, vale a pena ler o texto e consolidar sua própria opinião sobre o assunto. Afinal, está disponível na rede para qualquer um que tenha um ponto de conectividade, acessar, ler, digerir, comentar e divulgar. É ou não é um processo transformador?
Aproveitando o fim de semana para colocar as minhas blogleituras em dia, encontrei um post fantástico da minha colega Sintian Schmidt e, rapidamente, pesquei para colocar aqui. É sobre o livro Planeta Web 2.0. Inteligencia Colectiva o Medios Fast Food, sob licença Creative Commons, que faz um balanço das múltiplas tendências de uma Web crescentemente colaborativa. Escrito pelo mexicano Cristóbal Cobo Romaní e o argentino Hugo Pardo, o texto reflete sobre um questionamento básico:“Vivemos em uma fase determinante e criativa da inteligência coletiva, ou simplesmente se trata de um cenário de meios fast food, de consumo rápido e de caráter amador e de baixa qualidade, em rápida transição em direção a uma nova etapa evolutiva?” O mais interessante de tudo é que os autores não apenas defendem o compartilhamento de materiais, eles também colocam o pensamento em prática, pois é possível baixar o livro gratuitamente. Além disso, no site oficial do livro encontramos ainda links para um podcast dos autores, um wiki da obra e os sete capítulos do livro em arquivos separados (formato PDF). Para turbinar este nosso espaço, adicionei os blogs dos autores e outros muito interessantes sobre o assunto. A partir deste momento, este blog se tona oficialmente bilíngüe. Pero que si, pero que non...
Para quem está interessado em participar ou apresentar trabalhos em encontros e congressos este ano, acabo de colocar os links de diversos eventos ao lado. Vou colocar também as chamadas de publicação que tenho notícia. Alguns eventos, como o de CMAPS na Finlândia e Estônia já valem uma olhada pelo próprio site de abertura. Temos algumas contribuições dos meus colegas de doutorado, principalmente os referentes aos campos da sociologia e história da educação. Quem tiver notícias de outros eventos e quiser divulgar aqui, é só postar uma mensagem no blog que eu terei o maior prazer em ampliar os links. Afinal, o compromisso deste blog é compartilhar informações, textos e conhecimento de forma colaborativa. Espero que as informações sejam úteis.
Para quem ainda tem dúvida sobre a consolidação da educação a distância como uma opção de modalidade de ensino, a proposta do e-Tec é um sinalizador de que a EaD é realmente uma política pública e não um programa de governo. O Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil), é um programa que tem como foco principal expandir e democratizar a oferta de cursos técnicos de nível médio, especialmente para a periferia das áreas metropolitanas. Parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o programa vai investir mais de R$ 75 milhões em cursos de educação profissional na modalidade a distância só este ano. Acredito que o aspecto mais interessante nesta proposta, é a oferta de ensino técnico para jovens que habitam a periferia das grandes cidades brasileiras visando sua inserção no mundo do trabalho, tendo também, como reflexo positivo, incentivá-los a concluir o ensino médio. No seminário, enfatizou-se a necessidade de atender também, Arranjos Produtivos, Sociais e Culturais Locais e Regionais (APL), visando levar o desenvolvimento a regiões distantes de Instituições de ensino técnico e, com isto, fixar a população no interior. Em resumo: embora o edital priorize jovens habitantes da periferia de grandes centros urbanos, serão considerados também projetos que visem a formação de jovens e adultos para o desenvolvimento de arranjos produtivos, sociais e culturais locais e regionais.Os conceitos que estão colocados aqui, envolvem a inclusão de jovens da periferia, o fortalecimento dos arranjos produtivos em aspectos culturais e sociais, avançando bastante o debate sobre as questões educacionais.
Neste semestre, como professora da disciplina Informática Básica no Curso de Administração a Distância, experimentei inserir o áudio para apresentar o conteúdo da disciplina. Como esta disciplina é transversal, é possível experimentar novos elementos a partir dela. O resultado ficou muito interessante, apesar da simplicidade das ferramentas,os alunos adoraram a novidade. Vários fatores poderiam explicar esta reação favorável, acredito que a familiaridade com a apresentação de conteúdo (parecido com o ensino presencial) e a proximidade com a voz do professor em contraponto com a impessoalidade do ambiente, sejam algumas respostas para o sucesso. Existem algumas experiências bem sucedidas com o uso do áudio, como a criação da rádio de EaD utilizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Acredito que o áudio ainda é pouco explorado, muitas vezes pelo preconceito que temos em relação ao seu uso, estamos sempre preocupados com o desenvolvimento da imagem. Por outro lado, ao abrir os principais jornais on-line, encontramos várias reportagens no formato podcast. Aliás, esta foi minha maior surpresa, uma aluna afirmou nos fóruns que aquele modelo era ótimo, porque ela colocava o áudio no seu MP3 e ouvia em qualquer lugar. Estou contando esta experiência aqui porque como tantas outras coisas, a simplicidade pode ser o caminho mais fácil para alcançarmos o nosso objetivo de facilitar a aprendizagem.
Saiu o resultado do doutorado em Educação da UFPB, fui aprovada. O processo de seleção começou em novembro, e ao longo destes três meses, passamos por várias etapas, prova escrita, análise de projeto, entrevista e currículo. Este tempo muito longo é muito estressante e só mesmo minha capacidade de rir das minhas próprias dificuldades me ajudou a suportar a pressão. Como os resultados são públicos, ficamos expostos aos mais diferentes comentários, sugestões, dicas e conselhos de alunos, professores, colegas, familiares, etc. Pessoas que mal conhecemos nos param no corredor para dizer que viram o resultado da etapa, que a melhor estratégia é assim ou assado, entre outros comentários. No final do processo, diante desta tortura toda, não dá nem para comemorar, o único sentimento é de completo alívio. Daria para escrever um texto bem humorado sobre as agruras de ser um candidato e todas as torturas psicológicas que passamos: fofocas, atrasos nas provas, resultados divulgados às dez horas da noite, professores mal educados, candidatos em crise, pessoas chorando pelos corredores, ameaças de desmaios, entre outras coisas. Não estou exagerando não, o quadro é esse mesmo e quem passou por isso sabe exatamente sobre o que estou falando. Sinceramente, penso que deveríamos encontrar uma outra forma de lidar com estes processos seletivos. Uma seleção que permita o crescimento das pessoas que participam, evitando um processo torturante que resulta em um verdadeiro golpe na auto-estima dos que não são aprovados.