quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pesquisa no Departamento de Anatomia (Brrr...)

Como eu não posso ver uma novidade/desafio sem querer participar, me integrei ao projeto "Criação de uma videoteca como recurso auxiliar as aulas práticas da disciplina Anatomia", da professora Silvia Moraes, do departamento de Anatomia da UFPE. A professora Silvia já vem desenvolvendo experiências inovadoras no processo de ensino-aprendizagem de Anatomia nos cursos de Fisioterapia. Ela procurou o Centro de Educação para integrar a experiência no uso de tecnologias na aprendizagem ao seu projeto. A nossa empatia foi imediata e dez minutos depois de iniciada a nossa conversa, já tínhamos planos elaborados para dominar o mundo, muahahahah! Da proposta inicial para a criação de vídeos, já avançamos para colocar o material no Moodle, desenvolver animações e preparar listas de atividades para os alunos. A equipe conta com dez monitores da disciplina, um mestrando e um doutorando em Fisioterapia. Apesar de já estar envolvida em dois projetos de pesquisa, fiquei animada em participar do grupo porque nunca vivi a experiência do uso de tecnologias digitais na área biomédica. É interessante porque eles estão buscando alternativas inovadoras e refletindo sobre o ensino. Nós poderemos avaliar as nossas propostas pedagógicas em uma área que absorve com facilidade os recursos tecnológicos na prática profissional, embora seja conservadora na transmissão do conhecimento. Enfim, bom para os dois lados. Meu único receio é ter que lidar com esqueletos e exemplares humanos, a nossa reunião foi no SVO da Universidade, que significa Setor de Verificação de Óbitos! A professora Silvia foi super gentil indo me buscar no estacionamento, mas ao entrar na sala, já dei de cara com um esqueletão me olhando. Ao ver minha expressão apavorada, ela rapidamente me tranquilizou afirmando que era um modelo feito de plástico (como se isso fizesse muita diferença). Já comecei bem...

domingo, 16 de maio de 2010

EAD no Twitter

O João Mattar criou a tag #eadsunday no twitter como ponto de encontro para indicações sobre o tema. Não é possível aprofundar a discussão em 140 caracteres, mas as indicações de leitura, eventos, links e outras coisas perpassam as tendências e correntes do uso da tecnologia na educação. Hoje, o João Mattar acordou a mil por hora, e só na parte da manhã fez muitas indicações interessantes. Vamos lá: primeiro temos o livro Linguagem, Educação e Virtualidade - Experiências e Reflexões, organizado por Ucy Soto, Mônica Mairynk e Isadora Gregolin, disponível para download (é necessário se cadastrar no site). Depois, sobre os fundamentos da realidade aumentada (assunto ainda pouco explorado) temos para download o livro Fundamentos e Tecnologia de Realidade Virtual Aumentada, editado por Romero Tori, Claudio Kirner e Robson Siscoutto. Para finalizar, a indicação do projeto Búzios: Ecos da Liberdade, um jogo adventure sobre a Revolta dos Búzios que aconteceu na Bahia no fim do século XVIII, desenvolvido pela Universidade do Estado da Bahia com o financiamento da FAPESB. Enfim, ótimas indicações que você também pode acompanhar seguindo a tag #eadsunday no twitter.

sábado, 15 de maio de 2010

Eventos em 2010

Pode parecer um paradoxo, mas desde o meu ingresso na UFPE, não consegui me inscrever em um só evento para apresentar trabalhos. Foram tantas informações novas ao mesmo tempo, projetos, editais, orientações e o próprio processo de adaptação ao novo modus operandis institucional, que só agora eu consegui me estruturar para voltar a escrever (para fora, é claro, porque para consumo interno já estou com as minhas munhecas derretendo). Felizmente, temos vários eventos interessantes no segundo semestre, alguns internacionais. Então, imitando o katylene.com, se você é um mestrando/doutorando desesperado por publicações, prepare as leituras, anote as referências bibliográficas, abra o documento no editor de texto e vem comeeeego! De 20 a 23 de julho, em João Pessoa, teremos o I Congresso Internacional da Catédra da Unesco de Educação de Jovens e Adultos, com o tema "Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida". São doze grupos de trabalho e o GT12 - EJA e Tecnologias da Informação e Comunicação - possibilita uma discussão interessante sobre a inclusão digital. As inscrições com trabalhos estão abertas até 13 de junho. Outro evento importante também em João Pessoa (juro que não tenho nada a ver com isso!) é o Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, que acontecerá no período de 23 a 26 de Novembro, numa realização conjunta entre a Universidade Federal da Paraíba e a Universidade Federal de Pernambuco. A inscrição com trabalhos pode ser feita até 17 de julho. Quem quiser atravessar o Atlântico tem como opção o I Encontro Internacional TIC e Educação que acontecerá em Lisboa, no período de 19 a 20 de dezembro. O evento é "uma iniciativa do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa em articulação com a Revista Educação, Formação & Tecnologias e com a Unidade de Investigação em Educação e Formação da Universidade de Lisboa e tem como principal finalidade proporcionar um espaço de reflexão sobre práticas de integração e inovação curricular nas escolas portuguesas e em outros contextos de formação e aprendizagem". O prazo final para submissão de trabalhos é 19 de junho. Outro evento internacional (só que na vizinhança) é o Congresso Ibero-americano de Informática Educativa (IE) 2010, que acontecerá entre os dias 1 e 3 de dezembro, em Santiago (Chile). O evento é a união dos três eventos ibero-americanos mais importantes de Informática Educativa: o Congresso da Rede Ibero-Americana de Informátiva Educativa (RIBIE), o Simpósio Internacional de Informática Educativa (SIEE) e o Taller Internacional de Software Educativo (TISE). A proposta do IE 2010 "é reunir os grandes expoentes da Ibero-América e do mundo para formar um espaço de apresentação, intercâmbio e difusão de experiências sobre informática educativa". A data limite para o envio de trabalhos é 14 de setembro. Ficou animadinho? Então não fique aí parado, corra e comece a escrever o artigo agora mesmo!

sábado, 8 de maio de 2010

Lançamento do Programa UCA em Pernambuco

Ontem foi o lançamento do Programa Um Computador por Aluno (UCA/SEED/MEC), em Pernambuco. A cerimônia de lançamento foi no auditório do Centro de Educação da UFPE, com a presença da Secretária de Educação do Estado, professora Zélia Porto (que é professora do meu departamento). Estavam presentes representantes das secretarias de educação dos municípios participantes, gestores das escolas e multiplicadores dos NTE/NTM. Fizemos uma apresentação do UCA com o professor Paulo Gileno, e do sistema de avaliação do programa com a professora Kátia Cilene. O professor Sérgio Abranches (coordenador do UCA) conduziu os trabalhos e deixou um espaço para as dúvidas e questionamentos dos gestores e multiplicadores. Praticamente todas as escolas já receberam os computadores e a rede lógica está quase pronta. A gestora de Caetés colocou que os alunos já perceberam a movimentação dos técnicos de rede na escola e estão na maior expectativa com a chegada dos equipamentos. As colocações dos gestores foram muito importantes para repensarmos algumas ações do programa. Foram tão importantes que vou sugerir ao grupo nos mudarmos de mala e cuia para dentro das escolas nas próximas semanas. As realidades são muito distintas, definitivamente não é possível atochar um pacote pronto de formação. Surgiram questões variadas, por exemplo, o atendimento dos alunos de EJA, a recarga dos equipamentos, o uso do laptop na educação inclusiva, o trabalho em salas multiseriadas na escola rural etc. Na reunião com os multiplicadores, apresentei o projeto de formação e as ações que precisaremos desenvolver nos próximos meses. A reação foi muito positiva, todos ficaram empolgados com a proposta. Como disse o professor Paulo Gileno, este é o momento dos multiplicadores assumirem um papel fundamental no processo de inclusão digital nas escolas. E o mais importante: eles sabem disso!


#As fotos são da minha orientanda top model, Dagmar Heil Pocrifka, que tem uma super máquina fotográfica e ontem fez uma bela apresentação de seu projeto no Edumatec.

Discutindo a EAD na Semana Pedagógica

Semana passada tivemos a semana pedagógica no Centro de Educação da UFPE. O grupo que trabalha com educação e tecnologias apresentou vários mini-cursos coordenados pela professora Auxiliadora Padilha. Na sexta-feira, último dia de atividade da semana pedagógica, nós participamos de uma mesa redonda intitulada O Contexto da Educação a Distância no Brasil. A professora Auxiliadora Padilha falou sobre os conceitos e fundamentos da EAD, eu falei sobre as políticas públicas em EAD e a professora Thelma Panerai falou sobre as ferramentas utilizadas na EAD (e que também podem ser utilizadas no presencial). Foi muito interessante, vários professores participaram, até que um professor (de outro departamento que eu nem sei qual é) pediu para falar e fez um discurso marxista/stalinista da demonização da EAD e como a modalidade iria roubar nossos corpos e destruir as nossas mentes. Sem comentários...Para dizer a verdade, me incomodou muito mais ele dizer que no governo FHC houve mais investimento na educação do que no governo Lula. Falar mal da EAD eu até tolero, mas falar de Lula, jamais! Felizmente, o professor Batista que é Diretor do Centro de Educaçao, fez um belo discurso sobre a necessidade de se trazer a discussão da EAD para dentro de Centro e construir, de forma coletiva, uma proposta de EAD que traduza a compreensão do CE sobre a modalidade. Já não era sem tempo!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Compartilhando a Tese

Já faz um certo tempo que eu desejava disponibilizar a minha tese aqui, mas ainda faltava alguns ajustes da ABNT e confesso que eu não aguentava mais olhar para ela. Fiquei empacada com as normas para a citação de documentos oficiais. A princípio a citação correta seria BRASIL, ano, mas a quantidade de documentos do mesmo ano (e do mesmo órgão) confundiria bastante o leitor. Optei por manter o nome do documento, uma opção prevista nas normas da ABNT quando o documento for específico. Como a pesquisa é documental, os documentos oficiais são as estrelas do trabalho, citá-los como Brasil, 2005a, Brasil, 2005b, transformaria a análise das resoluções e anexos em materiais subjacentes. O corpus documental que eu estava analisando era tão complexo que foi preciso criar um esquema visual para explicar a importância e a articulação entre eles. Confesso que sinto um prazer secreto em desafiar as normas da ABNT, existem alguns elementos que simplesmente não estão previstos nas normas e ficamos sem saber o que fazer com eles. Um exemplo foi a nuvem de tags que eu coloquei ao final de cada capítulo, para desespero da banca. O momento Kodak da defesa foi o professor Sérgio Abranches elogiando a minha ousadia ao inserir as imagens e as nuvens de tags enquanto o resto da banca não achava tão interessante assim. Outra questão importante era a publicação no próprio site do PPGE, responsável pela indexação oficial das teses defendidas na UFPB. Bom, sem mais delongas, segue o link para acessar a tese "Educação a Distância e a Formação de Professores na Perspectiva dos Estudos Culturais".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Alice

Ontem fui assistir ao filme de Tim Burton e fiquei muito impressionada com o espetáculo visual do filme. Li que algumas pessoas não gostaram do roteiro, acharam o filme fraco etc e tal, mas não consegui enxergar nada disso. O filme aborda com delicadeza o principal elemento do livro de Carroll, a busca pela identidade como um processo de crescimento. A pergunta "você é mesmo Alice?" é realizada várias vezes ao longo do filme, como uma espécie de pegadinha para o espectador. Ficamos em dúvida se ela é realmente Alice ou não, da mesma forma que no livro o autor resolve o surrealismo da história com Alice acordando de um sonho. A opção por uma Alice adulta é interessante porque retira a questão temporal do universo infantil. O filme não se resume aos conflitos de uma pré-adolescente em crescimento, ele opta por tratar um conflito que pode nos acontecer em qualquer momento de nossas vidas. Burton optou por focar as nossas escolhas e o que podemos ser a partir delas, a sensibilidade dele ao traduzir o universo feminino é fantástica (vale a pena ler o texto do Arnobio Rocha sobre o filme). No mundo real, ela é uma marionete cujo noivado foi arranjado sem que ela sequer soubesse. No submundo/subterrâneo ela pode escolher o que quer ser (sonho de independência de qualquer mulher que deseja escolher o que quer ser e não o que esperam que ela seja). Ao final, Alice pode escolher o que realmente queria para a sua vida, ela rompe com o status quo criado ao seu redor para que ela aceitasse de forma passiva o casamento.O espetáculo visual envolve muitas outras questões, é impossível não reagir diante do colorido, movimento das câmeras, cenografia espetacular e figurinos maravilhosos. Ao subverter a perspectiva (os diferentes tamanhos de Alice, e a enorme cabeça da Rainha Vermelha com o corpo pequenino, por exemplo), Burton traduz para as imagens a concepção do roteiro. Ou melhor, deixa uma pista para nós de sua abordagem ao contar a história de Alice. Talvez seja justamente nesse momento que ele incomode tanto, não é um filme linear, tampouco uma versão. É cinema no seu conceito mais simples: contar uma história que possa ser compreendida através da linguagem visual.

domingo, 2 de maio de 2010

A Institucionalização da EAD nas Universidades

Nas reflexões sobre as políticas públicas em Educação a Distância é possível observar os movimentos da ação governamental com a precisão de um jogador de xadrez. Nem todos os movimentos são os mais adequados, mas reconheço que não haviam muitas opções para se implementar a EAD como política pública. A opção foi negociar diretamente com os reitores, via editais, operacionalizando a EAD através de grupos dentro das IES, sem passar por departamentos e conselhos. Não resta dúvida que se fosse seguido todo o procedimento regimental das IES - aprovação dos cursos nos departamentos, conselhos de centro e órgãos superiores das Universidades - a EAD ainda estaria no papel, porém, "quebrar" o sistema significou manter a modalidade marginalizada. A EAD sobrevive na maioria das Universidades públicas porque é financiada, se o governo retirar amanhã o subsídio, o sistema trava. A proximidade das eleições presidenciais tem tirado o sono de muita gente, e mesmo com algumas garantias elementares, não existe certeza de que a EAD será mantida nos modelos de hoje. Por esta razão, o governo corre contra o tempo tentando institucionalizar a EAD e cortar a dependência financeira (e sistêmica) que foi criada. Não foi por acaso que a EAD foi parar na CAPES, órgão reconhecido por sua excelência, por financiar projetos e realizar avaliação da pós-graduação no país. As vagas para os professores, reivindicação antiga dos percursores da EAD, foram liberadas apenas para lotação dentro dos departamentos. O último edital de fomento da CAPES para as IES que atuam com EAD foi explícito: as propostas precisavam de aprovação nos departamentos. É um movimento confuso, mas o objetivo é claro: as equipes criadas no início da implantação da EAD foram necessárias, mas hoje constituem-se um entrave para o processo de institucionalização. Não é possível convencer as estruturas departamentais e conselhos (que atuam com representantes legitimados através do voto) que a EAD seja conduzida por pessoas indicadas pela reitoria. Nenhuma estrutura reconhecerá a modalidade enquanto os coordenadores (e a equipe constituída) não for eleita ou legitimamente indicada a partir de um debate democrático. As indicações são toleradas apenas por um tempo determinado, e o próprio desempenho e formação da maioria dos escolhidos deixa muito a desejar, por mais que a CAPES os agrade constituindo "grupos de avaliação" (é só olhar o banco de consultores, a maioria é formada por coordenadores UAB ou de curso, ou seja, avaliação entre pares). Em resumo: os coordenadores UAB, figuras de confiança do reitor e do próprio sistema UAB, tornaram-se elefantes brancos nas IES. Mas conhecemos as políticas de Estado o suficiente para saber como terminará a história: o atual modelo de gerenciamento da EAD está com os dias contados!

Um pouco de história, por favor!

Semana passada concluí alguns ciclos importantes, tenho muita dificuldade em deixar as coisas e seguir em frente. Quando eu fui trabalhar na UEPB, não existia a educação a distância no ensino superior e minha tarefa na instituição era criar os cursos e a estrutura para o funcionamento de uma nova modalidade. Eu tinha uma boa formação e vinha trabalhando com EAD em empresas no Rio de Janeiro. Junto com a professora Iolanda Barbosa trabalhei muito para que a Universidade desse os primeiros passos nesta direção. Participamos de inúmeras reuniões, formamos parcerias, escrevemos projetos, elaboramos orçamentos e concorremos aos editais do MEC. Iniciamos as atividades de EAD como polo dos cursos da UFRN e UPE, mas rapidamente já tínhamos conseguido implementar os nossos próprios cursos. A UEPB foi a primeira universidade a oferecer cursos a distância na Paraíba, saindo na frente das federais que só iniciaram as suas atividades quase dois anos depois. É claro que não posso afirmar com certeza, mas dificilmente ela teria conseguido fazer isso sem a minha presença, pelo menos naquele momento. Tudo isso pode parecer grande coisa, mas pouco mais de um ano depois eu já tinha sido colocada para escanteio, substituída por uma pessoa a qual eu jamais daria boas referências. Apesar de todas as mágoas que costumam acompanhar os movimentos do sobe e desce nas instituições, eu fui procurar outras opções, já que meu objetivo era me tornar professora efetiva em alguma instituição pública. A única possibilidade era estudar, praticamente todas as universidades federais estavam exigindo o doutorado nos concursos. Saí da disputa (a vibe era muito negativa e eu não estava disposta a lidar com esse tipo de energia), e fui me dedicar ao cargo de professora substituta e ao doutorado. Aguentei desaforos e engoli muitos sapos e muitas pessoas me questionavam porque eu suportava determinadas coisas, mas a resposta é muito simples: eu não ia desistir de tudo o que havia contruído, eu só sairia quando eu quisesse, no momento certo. O resto vocês já sabem, conclui o doutorado em um ano e meio, fiz o concurso para a UFPE e estou muito bem no meu novo trabalho. Fui muito bem recebida, aprovei um projeto de pesquisa, fui aceita como professora do mestrado, ajudo de verdade no meu departamento e estou me envolvendo em vários projetos importantes. Na minha reunião de despedida foi lembrado que eu devia muito à UEPB, embora a UEPB também deva muito à mim. Claro que é verdade, mas existe uma diferença tênue entre o que podemos fazer com o apoio de uma instituição e a nossa capacidade individual, muitas pessoas tem a mesma oportunidade e não conseguem sair do canto. A convergência de elementos positivos depende de como nós o administramos, um exemplo é que eu não fui beneficiada por trabalhar com o meu objeto de pesquisa, eu escolhi o meu objeto de pesquisa no meu trabalho porque eu não poderia parar de trabalhar para me dedicar exclusivamente ao doutorado. O fato é que eu passei dois anos sem ter um final de semana livre, trabalhando na pesquisa nas madrugadas e feriados (todos sabemos que isso tem um preço alto). Sempre soube onde e como eu queria chegar, não estava disposta a passar por cima de ninguém no caminho. Acreditei na lealdade, no trabalho árduo, na generosidade e fui muito bem recompensada por isso. Felizmente, disso ninguém pode duvidar...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aline

Encontrei a página do Adão Iturrusgarai e pude rever as minhas tirinhas preferidas da Aline. Escolhi uma para ilustrar esta postagem que reflete bem o tour de force entre o que os professores pensam que é um bom uso das TIC's e o que os alunos realmente gostam de fazer com elas.


domingo, 25 de abril de 2010

Meu Mundo Lego

Não, eu não estou com tempo livre, pelo contrário. Nesta semana eu tenho dois projetos para terminar, um livro para revisar, uma banca, uma mesa-redonda e duas reuniões (aliás, o tempo que eu passo em reuniões dava para descobrir a cura do Mal de Parkinson...). Justamente nos momentos de maior sobrecarga, eu procuro fazer uma atividade que funcione como uma válvula de escape. Enquanto eu escrevia a tese, eu lia pequenos trechos de Jane Austen para desanuviar a cabeça. Cozinhar, olhar o mar, ler os jornais etc. também são atividades que ajudam, mas depois de passar um ano inteiro sem finais de semana e com muitas noites mal dormidas, tenho aproveitado para brincar com a minha filha de quatro anos o máximo possível. Isso inclui assistir a Era do Gelo 3, Martha Fala e montar, durante horas a fio, a nossa cidade Lego. Com vocês, a nossa obra de arte (enquanto não for destruída pelo terrível monstro Godzila-Mariah). Enquanto eu não volto com postagens mais sérias, divirtam-se!


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dilma na Web

Hoje foi lançado o blog da Dilma , uma daquelas manobras de mestre para sensibilizar a blogosfera que já anda falando bem da candidata do Partido dos Trabalhadores (acompanhei via twitter). Eu tenho uma satisfação enorme em ver uma mulher candidata ao cargo de presidente do país. Para quem acha que as questões de gênero estão superadas, é só fazer uma comparação básica: na convenção do PSDB a maior estrela feminina era a Ana Hickmann e seu vestido azul frente única com as pernas mais bonitas da TV (reproduzo os comentários dos próprios marqueteiros do evento). Na convenção do PT a maior estrela feminina era candidata ao maior cargo executivo do país. O blog não é exatamente um blog, mas busca uma interação entre a candidata e os internautas de forma dinâmica. A possibilidade de contato direto com as propostas de um candidato é bem animadora e, embora não funcione plenamente em todos os seus elementos (o vídeo ficou meio artificial), é bem melhor não ficar refém de um veículo de comunicação que pergunta se a "candidata já fez plástica, se faz dieta ou se como faz para seduzir um homem". Quanto aos outros elementos do blog, a galeria de fotos e a biografia cumprem bem o objetivo. O espaço "conte sua história" foi uma sacada bem interessante e o efeito visual é agradável. Independente das preferências pessoais, a iniciativa abre um leque de possibilidades para todos os blogueiros, tanto os prós quanto os contras.

domingo, 18 de abril de 2010

A Próxima Tecnologia

Durante as aulas no mestrado, os alunos questionaram quais as próximas inovações tecnológicas que poderiam impactar a educação. Um dos assuntos que tratamos durante o curso foi a Web 2.0 e a formação de professores. Cobo e Pardo (2008), já sinalizaram sobre a importância das ferramentas da Web 2.0 para a educação. Semana passada encontrei um post bem interessante sobre as controvérsias na apropriação do conceito de web semântica, ou web 3.0, entre os acadêmicos e os desenvolvedores de produtos. Me parece um pouco com o que aconteceu com a web 2.0, que nunca foi considerada como uma inovação pelo pessoal da área tecnológica, mas quem trabalha com a apropriação e uso das ferramentas digitais, sabe muito bem que foi uma revolução. No post intitulado "A Web das Nossas Coisas" o autor afirma que na web 3.0 os objetos (as coisas) estarão cada vez mais autônomos e serão acessados por endereços como as páginas da Web de hoje. Eles se conectarão entre si e com os seres humanos. Quando se diz que os objetos serão mais autônomos significa que não esperarão por um estímulo disparado pelo homem para entrar em ação. Um exemplo tradicional é o da geladeira que consegue modificar sua temperatura quando percebe que as frutas estão estragando. O autor finaliza o texto afirmando que temos ainda pouco investimento em pesquisa e inovação para a web, ao contrário de outros países que estão investindo pesado, e corremos o risco de nos vermos no futuro com uma Web das Coisas dos outros e não das nossas. Por outro lado, ainda pensando em educação, a realidade aumentada que poderia ser muito bem utilizada nos cursos a distância e no presencial, já é utilizada nos pacotes de Doritos! É, aquele salgadinho fedido traz realidade aumentada nas suas embalagens, enquanto 99,9% dos professores sequer sabe do que se trata. No blog da Egui tem um post interessante sobre o assunto com um vídeo sobre o Doritos Lover. Estes dois exemplos apenas apontam para o que já sabíamos: somos lentos enquanto educadores para nos apropriarmos das tecnologias digitais e elas estão aí - seja na web 2.0 ou 3.0 - só falta disposição (e método) para alcançá-las.

domingo, 4 de abril de 2010

Recursos Educacionais Abertos (REA)

A expressão Recursos Educacionais Abertos (REA) ou Open Educational Resources (OER), foi utilizada pela primeira vez no fórum da UNESCO em 2002, no qual se discutia o impacto do uso de recursos educacionais abertos no ensino superior. "É um esforço comunitário global que visa criar um "commons" na educação, ou seja, o desenvolvimento colaborativo de um conjunto de recursos educacionais que possam ser disponibilizados digitalmente livre e abertamente para aqueles que queiram usá-los. As licenças devem permitir a remixagem, melhoria e re-distribuição para fins não comerciais". No Brasil, o REA tem desenvolvido um debate intenso utilizando a web (listas, grupos e blog) e ações concretas, como a participação na Conferência Nacional de Educação para defender as ideias sobre o uso livre e compartilhado dos materiais. Penso que o REA busca através de um movimento ativista, implementar a filosofia de uso livre na educação superior. Pessoalmente, sempre disponibilizo as minhas produções e agora vou intensificar o compartilhamento mais ainda, já que sou professora com dedicação exclusiva em uma universidade pública. É minha obrigação compartilhar a minha produção, já que a minha função docente inclui ensino, pesquisa e extensão. Já faz alguns anos que coloco os links dos meus textos aqui no blog e tenho vivenciado experiências interessantes, como o uso do meu material por alunos em São Paulo e em Portugal. Se os textos estivessem impressos, estariam fechados em alguma gaveta sem nenhuma possibilidade de circulação. Claro que as revistas científicas tem esse papel e alguns (reparem que eu disse alguns) eventos científicos publicam os seus anais na web (no blog do Nelson Pretto tem um post sobre o assunto). Porém, existe uma produção muito mais extensa que não poderia ser compartilhada se não usasse meios alternativos, com o objetivo definido de compartilhamento nos princípios do REA. A questão é complexa e urgente, precisamos intensificar o debate e ampliar ainda mais a nossa rede de colaboração.

sábado, 3 de abril de 2010

Livros do Luís Paulo Mercado

Eu adoro livros, não apenas na perspectiva conceitual, mas também o volume, o cheiro das folhas novas, o som ao folhear as páginas... Fico angustiada com as propostas de kindles e ipads, embora reconheça o ganho ambiental com o fim das publicações em papel. A minha irmã trabalhava em uma livraria linda no Rio de Janeiro, eu não cansava de dizer o quanto ela era sortuda por passar o dia entre tantos livros novinhos. Eu adorava passar horas folheando os livros, até o dia em que ela me disse que os funcionários da livraria chamavam as pessoas que visitavam a livraria sem comprar nada de muquis. Muqui? - É, ela continuou, muquirana...- Quer dizer que toda vez que eu vier aqui eu tenho que comprar um monte de livros? perguntei irritada. Ela respondeu que era isso mesmo, ou comprava ou ia ser apelidada de muqui. Não aguentei e disparei: - Pois só tenho uma coisa a dizer: vocês são todos uns maquibas! Ela me olhou sem entender. -Maquibas? É, respondi. Mas que babacas... Fiquei tão decepcionada ao saber que os preciosos livros eram cuidados por pessoas, incluindo a minha irmã, que não tinham o menor senso romântico, eles apenas viam os livros como um comércio. Estou contando essa história toda porque cheguei em casa ontem e encontrei TRÊS livros novinhos sobre educação a distância, que o Luís Paulo Mercado enviou para mim. Sabe surpresa de natal e aniversário? Pois é, teve o mesmo efeito. O Luís Paulo é professor da Universidade Federal de Alagoas e esteve na minha banca do concurso da UFPE. Eu quase tive um treco quado soube que ele estaria na banca, porque nada mais tranquilizante para um candidato do que ter um super bambambã no processo de avaliação. Os livros são editados pela editora da UFAL (o que sempre exige uma perseverança e paciência acima da média) e apresentam as pesquisas sobre EAD desenvolvidas na Universidade. Para quem pesquisa EAD, é fundamental ter acesso aos trabalhos e resultados das pesquisas recentes, nos mais variados cenários. Em tempos informacionais, não dá mais para ficar encastelado, começando todas as pesquisas do zero e citando somente autores internacionais. Por exemplo, encontrei dois textos sobre coisas que eu gostaria de pesquisar (a hermenêutica na EAD e avaliação de tutoria), e um relacionado com a minha pesquisa atual (a apropriação tecnológica dos professores na EAD). É preciso buscar no trabalho dos nossos pares referências e inspiração para realmente praticar a cooperação e colaboração. Anotem as referências dos livros e da revista:


MERCADO, L.P. (Org). Fundamentos e práticas na educação a distância. Maceió: EDUFAL, 2009.
MERCADO, L.P. (Org). Práticas de formação de professores na educação a distância. Maceió: EDUFAL, 2008.
Em Aberto - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Brasília, v.22, n.79, p.1-197, jan.2009.

Concurso UFPE

Estão abertas as inscrições para professor efetivo para diversas áreas na Universidade Federal de Permanbuco. As vagas são para o Ensino de Física, Biologia, Música, Estatística, Língua Espanhola, Direito, Economia, Turismo e Hotelaria etc, nos campus de Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão. Segundo o edital, a taxa de inscrição 80 reais (para a classe de Adjunto) e 56 reais (para a classe de Assistente) até o dia 24 de abril. São nove vagas só para o Centro de Educação e nas próximas semanas serão abertas novas vagas, inclusive para educação a distância. A UFPE é uma excelente universidade para se trabalhar e para quem tem vontade de mudar de perspectiva e morar no nordeste, é uma oportunidade imperdível.

domingo, 28 de março de 2010

Sem Reclamações


Eu pensei que ia levar dez anos para perdoar o Prof. Sérgio Abranches por me fazer perder o evento Educação em Rede. Eu estava empolgadíssima e tinha até um cartaz com o meu nome na coordenação da mesa de Marco Silva! As datas do evento e do Encontro UCA coincidiram, como ele tinha as bancas de defesa do mestrado de seus orientandos, eu assumi a responsabilidade e fui para Aracaju participar do Encontro Um Computador por Aluno. Porém, o tempo de ser ranzinza já passou, sou uma pessoa de bom coração... A cidade é lindinha, uma verdadeira jóia e diante da vista maravilhosa do meu hotel, eu tenho mais é que dizer: valeu, Serjão!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Laptop Educacional (UCA)


A CCE foi a empresa vencedora da licitação para o fornecimento dos laptops educacionais no Programa Um Computador por Aluno (UCA). Depois de manusear a máquina e conhecer a sua interface, vou tentar descrever alguns dos elementos que me chamaram mais a atenção. A máquina tem um visual bem fofinho, a combinação do cinza com o azul ficou muito legal e a ideia do suporte para carregá-la ficou bem funcional. Ela é leve e compacta, não apresenta aqueles espaços que encontramos nos touchpads e entre as teclas dos laptops convencionais. A tela me pareceu pequena, mas não compromete a usabilidade (e temos que considerar que a minha visão já não é mais a mesma...). Ele tem um recurso interessante que permite ampliar a área de trabalho, penso que isso não será problema para os usuários. O teclado é pequeno, mas depois me dei conta que a ergonomia foi pensada para as crianças e jovens, e não para os adultos. Em relação aos softwares, são todos livres, desenvolvidos pela Metasys (empresa que ganhou a licitação para desenvolver os programas) e poderá ser ajustado ao longo do processo, atendendo às necessidades que surgirem. Achei o máximo ele já apresentar na tela inicial os recursos de conexão, mensagens instantâneas e câmera para a gravação de vídeos e fotos. A capacidade de armazenamento é pequena (4Gb), mas a proposta é que os arquivos fiquem armazenados no servidor da escola que irá gerenciar a rede e armazenar os dados (também fornecido pelo MEC). Ele tem o pacote escritório, com editor de texto, planilhas e apresentação de slides e outros aplicativos interessantes. Não tenho a menor dúvida de que os alunos vão aproveitar. E muito!




Um Computador por Aluno

Depois de três anos de muito planejamento, negociação e experiências com o projeto piloto, o programa Um Computador por Aluno (UCA) iniciou a sua implementação com a entrega dos equipamentos. Estamos em Aracaju para finalizar o planejamento da formação dos professores e gestores das escolas que receberão os laptops. São dez escolas em cada Estado, cinco estaduais e cinco municipais, urbanas e rurais. O UCA Total (computadores em todas as escolas de um municípios) será implementado em uma cidade de cada região. As escolas foram indicadas pelas secretarias Estaduais e pela Undime (municipais) e deverão apresentar infra estrutura elétrica e instalações em boas condições para a implementação da rede wireless. O programa está sustentado em quatro pilares: infra-estrutura, pesquisa, formação e avaliação. A responsabilidade de implementação das ações é do MEC (SEED) e das Universidades que participam do projeto. A formação dos professores e gestores será realizada presencialmente e a distância, utilizando a nova plataforma do e-proinfo que está totalmente diferente da versão anterior (muito melhor). Os módulos de formação estão organizados da seguinte forma:


Módulo 1: Apropriação tecnológica (40h)
Módulo 2: Web 2.0 (30h)
Módulo 3a Formação de professores (40h)
Módulo 3b Formação de gestores (40h)
Módulo 4: Elaboração de Projetos (40h)
Módulo 5: Construção compartilhada do ProGI Tec (30h)
Total de carga horária: (180 h)

A ideia é potencializar o uso do Portal do Professor e formar uma rede de colaboração e compartilhamento entre os professores das escolas. Os conteúdos abordam conceitos relacionados ao uso dos computadores no processo de ensino e aprendizagem e da gestão escolar e as atividades propostas envolvem a prática do professor/gestor no contexto da escola e pesquisa, com indicação de leituras, vídeos, documentos disponibilizados em sites, no Portal do Professor e do Projeto UCA. Os professores receberão certificação das Unversidades responsáveis pela formação. Eu faço parte do grupo de formação e pesquisa da UFPE que atuará em Pernambuco e na Paraíba. Pela distribuição geográfica das escolas contempladas, já posso dizer: não vai ser fácil e por isso mesmo será uma experiência única, daquelas que é impossível não participar.

terça-feira, 23 de março de 2010

No Balanço das Horas

Meu pobre blog anda um pouco abandonado e não é por falta de notícias. Tem muita coisa acontecendo, mas pouco tempo para organizar as ideias e publicar um texto com o mínimo de coerência. Posso dizer que neste semestre estou vivenciando a vida acadêmica, na função de professor, de forma efetiva. No período passado eu estava direcionada apenas para as disciplinas da graduação, mas como tudo era novo, eu perdi muito tempo tentando entender como a máquina funcionava, tipo onde eu conseguiria um datashow, como as notas eram lançadas etc. But now, my friends, descobri que o buraco é muito mais embaixo e só os tolos acreditam que trabalharão apenas 12 horas semanais (carga horária mínima para quem está começando) e receberão por 40 horas. Fiz umas continhas básicas, vamos somar? Vou considerar o que seria o mínimo necessário para cada ação, mas a experiência vem mostrando que trabalhamos sempre mais do que o mínimo. Para atuar em sala de aula com 12 horas semanais, precisamos dedicar praticamente o mesmo tempo para preparar as aulas. Se a disciplina for do mestrado e doutorado, pode dobrar esse tempo. Assim, já temos 24 horas semanais das 40 horas da carga horária total. Temos ainda as reuniões obrigatórias, chamadas de reuniões do pleno (departamento), as reuniões do grupo de pesquisa, dos projetos e das eventuais comissões que temos que fazer parte. Vamos considerar apenas 4 horas semanais já que a frequência é variada. A orientação costuma variar porque o número de orientados por professor é diferenciado, mas se considerarmos a dedicação de uma mísera hora por semana para os orientandos (no meu caso tenho quatro), já acumulamos 32 horas de atividades. Restam apenas 8 horas para dar conta dos outros "serviços" que estão embutidos no pomposo cargo de professor adjunto: ler processos e emitir pareceres (sim, também somos burocratas juristas), ler todas as últimas publicações sobre a sua área de atuação, escrever artigos (na vida acadêmica quem não publica se estrumbica), participar de eventos, conduzir a pesquisa acadêmica aprovada em algum órgão da instituição, corrigir as avaliações e lançar notas, pensar e acompanhar projetos de PIBIC, PROINCI, escrever relatórios intermináveis sobre quase tudo o que fazemos, elaborar projetos e planilhas para participar de editais e participar de bancas para apontar aos outros o que está errado, inclusive em outras instituições. Fora tudo isso, ainda temos as chamadas eventuais do MEC para as reuniões em Brasília (com pouca grana e zero glamour, na última viagem eu fiz três baldeações e levei nove horas para chegar em casa porque a passagem era mais barata...). Ufa! Eu devo ter esquecido alguma coisa, mas posso afirmar: quem diz que professor de universidade pública não trabalha deveria passar um dia em minha companhia. Acho que vou fazer um sorteio aqui no blog. Quem sobreviver ao lesco-lesco, ganha a incrível oportunidade de me substituir por uma semana para que eu possa fugir para um refúgio paradisíaco inexplorado.

Ads Banner

Google Analytics