Mesmo que eu explicasse, detalhasse e provasse, mesmo assim, vocês não teriam idéia de como foi estressante preparar o seminário sobre a hermenêutica de Gadamer para o curso de Pesquisa Social. A infinidade de textos, livros, dicionários de filosofia e ciências sociais...Não vou nem comentar o desfecho aqui, porque ele foi tão surrealista que parecia mais um seminário sobre Salvador Dali. Se eu não estivesse tão segura da minha sanidade mental, teria pensado que estudei o assunto errado. Prefiro reproduzir um trecho do texto que achei realmente belo e foi responsável por minha quase obsessão com este tema:
"... Gadamer lembra a dimensão educativa da experiência, que defrauda expectativas, trazendo a dor do crescimento.O que o homem aprende pela dor é a percepção de seus limites, por isso a experiência humana é a experiência da finitude. O homem experimentado sabe que não é dono nem do tempo nem do futuro, pois conhece os limites de toda previsão e insegurança de todo plano". (Gadamer, 1977).
Eu realmente fiquei apaixonada pela figura deste velhinho fofo que escreve de forma tão sedutora...Agora que já me livrei da pressão do seminário, voltei a ser uma pessoa normal que pode trabalhar, respirar, caminhar, enfim, viver!