Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.
Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.
Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.
Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.
Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.
No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.
domingo, 17 de outubro de 2010
Manifesto em defesa da educação pública
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Blog sobre a pesquisa Letramento Digital

Parece um clichê, mas este blog ficou pequeno demais para tratar de assuntos tão variados. Eu quero contar coisas específicas da minha pesquisa, como consegui o financiamento, os procedimentos burocráticos, os entraves e as surpresas. Enfim, o cotidiano e os bastidores da pesquisa científica financiada. Percebo que muitos alunos passam pelo mestrado (e até mesmo o doutorado) angustiados com suas hipóteses e resultados, simplesmente porque partem da premissa que na pesquisa nada pode dar errado. Bem, lamento decepcioná-los, mas quase tudo dá errado durante a pesquisa. Escolas se fecham durante a observação, os sujeitos se recusam a participar das entrevistas, documentos torna-se inacessíveis e dados aparecem como um emaranhado de informações indecifráveis. A única possibilidade de chegar ao final com um trabalho sério é ser honesto e manter a perseverança inabalável. É uma espécie de fé científica (se é que isso existe) que nos mantém íntegros até o final. Quem espera que uma pesquisa seja apenas harmonia e felicidade o tempo todo está no caminho errado, a ciência serve para quebrar os nossos próprios paradigmas e nos mostrar que o caminho é árduo, mas é possível ser trilhado. Por isso tudo, fiz um blog para tratar apenas dos percalços da pesquisa e mostrar que 99% é trabalho árduo e apenas 1% é inspiração e epifania. Acredito em insights porque tive vários ao longo da minha vida, mas a ideia mais incrível do mundo só resistirá se estiver estruturada em um contexto com organização e muita disciplina. O ícone está aí ao lado, é só clicar e conhecer um pouco do nosso cotidiano.
domingo, 10 de outubro de 2010
Não é feitiçaria, é metodologia!
Enquanto a baixaria rola solta na corrida presidencial, todos nós seguimos com as atividades normais do cotidiano. Na última sexta-feira, tivemos uma atividade da disciplina Seminários de Pesquisa no mestrado. O Edumatec tem uma proposta bem interessante para os Seminários, os alunos são agrupados por área de pesquisa e apresentam o desenvolvimento da sua dissertação para os colegas e professores da linha de pesquisa. Assim, os alunos mais antigos contribuem com a apresentação do percurso escolhido, coleta/análise de dados, enquanto os mais novos apresentam os primeiros passos para a construção do seu trabalho. O tema do nosso encontro foi a análise de conteúdo como metodologia de pesquisa e surgiu uma questão interessante: qual é a diferença entre questionário com questões abertas e a entrevista semi-estruturada? Os alunos apontaram o meio utilizado, o formato, a abordagem, o modo de aplicação e uma das professoras resumiu: o questionário é fixo, não permite a intervenção ou a inferência do pesquisador. Não é possível, por exemplo, desdobrar uma questão, solicitar ao entrevistado que explique melhor uma passagem obscura ou que detalhe uma resposta. Diante da expressão de insegurança dos alunos, não tive dúvidas: - Pessoal, um exemplo prático é o casal Bonner entrevistando os candidatos à presidência da república. Quando é com o Serra, eles aplicam um questionário com perguntas fixas previamente estabelecidas, mas quando é com a Dilma, eles fazem entrevista e interferem o tempo todo. Sacaram a diferença? Todo mundo entendeu, até quem não vota no PT!
sábado, 9 de outubro de 2010
Notícias do Grupo de Estudos
No primeiro encontro do nosso grupo de estudos surgiram algumas questões interessantes para a nossa discussão sobre a EAD. Uma das lacunas apontadas pelos alunos é a falta de um maior aprofundamento nas teorias de aprendizagem que dão suporte ao uso das tecnologias na educação. Embora as concepções de aprendizagem sejam discutidas no âmbito de seus pressupostos, falta ainda um debate mais consistente sobre a sua aplicação. É relativamente comum encontrarmos concepções construtivistas ou socioconstrutivistas nos projetos pedagógicos dos cursos a distância, mas... o que acontece na prática pedagógica? Assim, ouvimos as demandas do grupo e vamos iniciar as leituras com um pouco de Skinner, Piaget e Vygotsky para esquentar os tamborins. Queremos chegar nas teorias utilizadas pelo pessoal de comunicação para realizar as pontes necessárias com a educação. O nosso próximo encontro está agendado para o dia 26/10, a partir das 13h. Vamos tentar usar o recurso da twitcam para dialogar com o pessoal que está distante e quer participar do grupo. Vamos ver o resultado da experiência na próxima reunião.
# Semana que vem vamos publicar os links para os textos, o mais difícil é encontrar artigos online para encaminhar as leituras.
sábado, 2 de outubro de 2010
Porque eu voto em Dilma
Amanhã teremos a incrível oportunidade de votar em uma mulher para presidente do Brasil. Mais do que somente uma questão de gênero, uma mulher de esquerda que lutou pela liberdade na época da ditadura. Eu poderia justificar o meu voto a partir da análise da melhoria e inclusão no ensino superior, realidade que eu conheço de perto. A expansão das vagas, a interiorização dos campus, o investimento na EAD, o PROUNI, os inúmeros concursos para professor das universidades federais (inclusive o que garantiu a minha vaga em uma delas)...
Eu poderia falar sobre a importância de uma mulher presidente quando os dados mostram que uma mulher é agredida a cada hora por seus companheiros, maridos ou namorados. Poderia também falar sobre a competência de Dilma como gestora nos inúmeros cargos que assumiu (quem conhece a gestão do governo Lula de perto sabe que ela é a grande executora dos seus projetos). Mas nada disso importa. O que me faz votar em Dilma é o fato de eu ter saído do Rio de Janeiro e ter me surpreendido com a profunda miséria e carência que existia no interior nordestino. A minha formação em Geografia na linha marxista não me preparou para o que era a realidade nos grotões dominados pelo coronelismo. Pessoas em situação de extrema pobreza, entregavam os seus títulos ao candidato para ganhar cinco reais e ter o que comer no dia (é isso mesmo, eles entregava o título e sequer iam votar no dia da eleição!). Foi exatamente a melhoria na vida destas pessoas - a profunda transformação em suas vidas com o resgate da dignidade e da cidadania - que me fez considerar o Lula o melhor presidente que o nosso país já teve. A representação para estas pessoas de ter um presidente nordestino e operário mudou a forma como elas percebiam o mundo. E o mais importante: é algo que ninguém nunca mais vai tirar! É exatamente por esta razão (e não olhando para o meu próprio umbigo) que vou votar 13 amanhã. Quero Dilma presidente!
domingo, 26 de setembro de 2010
Resultados do Projeto Magalhães

Em Portugal, o programa de distribuição de laptops para os alunos das escolas públicas chama-se e-escolinha, no qual está inserido o Projeto Magalhães. O programa faz parte do Plano Tecnológico de Educação de Portugal, criado para realizar uma "revolução no ensino". Eles chamam os laptops de "magalhães" em referência ao navegador português (parece uma tentativa de dar uma roupagem de conteúdo histórico ao uso das tecnologias em sala de aula, mas isso é outra história). Bom, o que nos interessa é que eles divulgaram um relatório com os resultados de entrevistas realizadas com os professores em 2009 e 2010. Foram entrevistados 9473 professores do primeiro ciclo da Educação Básica e lá como cá, existem muitos problemas. Uma das primeiras questões é a opinião sobre o uso dos computadores com três possibilidades de resposta: concordo, discordo, não concordo nem discordo. A maioria dos professores concorda que o computador é positivo para melhorar a igualdade de oportunidades, facilitar a aprendizagem das crianças, estimular o espírito criativo etc. Porém, quando os itens referem-se ao estímulo ao trabalho docente, participação dos professores e melhoria da aprendizagem, o nível de concordância cai para a metade dos entrevistados. Ou seja, o uso do computador é ótimo para os alunos, pero não muito para os professores... Outro aspecto surpreendente é a pergunta sobre as atividades realizadas em sala de aula com o computador: 93% apontaram "ensinar a criança a usar o computador" como principal atividade! A opção "apoiar a realização dos trabalhos de casa", por exemplo, aparece apenas com 23% das indicações. Estranho, não? O que já observamos em nossa experiência aqui no Brasil, é que os alunos não precisam que o professor os ensine a usar o computador, pelo contrário, os alunos é que desvendam o computador para os professores! Outro aspecto importante, é que no Programa UCA existe um esforço concentrado para que o professor use o computador com atividades pedagógicas em sala de aula, estimulando o uso do Portal do Professor, Rived, sugestões de atividades etc. Em Portugal também existe o Portal das Escolas com materiais, mas 65% dos entrevistados afirmaram que não usam o portal. Obviamente, não conhecemos as questões políticas na implementação do projeto e é preciso analisar os resultados da pesquisa com mais cuidado, mas já é possível concluir que não é só abaixo da linha do Equador que existem problemas...
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Reunião do Grupo de Estudos

A primeira reunião do grupo de estudos Educação a Distância e a Formação de Professores será no dia 28/09, às 13 horas, na sala 101 (Centro de Educação). Como já disse aqui no blog, o grupo de estudos é uma iniciativa minha e da Professora Thelma Panerai e faz parte das atividades do grupo de pesquisa GENTE. Convidamos as pessoas interessadas em estudar o tema para se juntar ao gupo em nosso primeiro encontro, no qual apresentaremos as pesquisas em andamento e o cronograma de atividades para os próximos meses.
Mini-curso Sobre o Ensino de Geografia
O curso de Pedagogia da UFPE passou por uma reforma há pouco tempo, buscando arejar a proposta pedagógica e o currículo. Considero que um dos grandes avanços foi a separação do componente curricular Metodologia dos Estudos Sociais em dois novos componentes: Fundamentos do Ensino de História e Fundamentos do Ensino de Geografia (com 60 horas cada um). Porém, o grande problema que enfrentamos atualmente é que temos alunos do perfil antigo que continuam cursando a matriz curricular do tempo dos dinossauros... É muito complicado ministrar componentes de um currículo que já está morto e enterrado, mas as questões legais exigem um período de transição. Foi justamente por perceber as lacunas que ficam no meio do caminho que a Professora Adriana Paulo me convidou para ministrar um mini-curso para os alunos do perfil antigo. Como missão aceita é missão cumprida, fui realizar a tarefa hérculea de resumir todo o material do curso Fundamentos do Ensino de Geografia em algo que coubesse nas três horas de mini-curso. A princípio seria apenas uma palestra, mas depois resolvemos que um mini-curso seria mais adequado. Adriana se encarregou de organizar tudo, preparou os certificados, fez a divulgação com os alunos, reservou o auditório, enfim, tomou todas as providências necessárias para dar tudo certo. Confesso que não criei muitas expectativas com o número de alunos inscritos, estou acostumada com os eventos no Centro de Educação e sei que uma plateia com 50 pessoas é coisa rara. Como eu considero que falar para meia dúzia ou trezentos participantes tem o mesmo grau de importância, nem procurei saber como estava a procura. Resultado: tivemos 76 inscritos e o mini-curso foi um sucesso (verdade seja dita, muito mais pela demanda existente entre os alunos do que pelas habilidades da professora). Terminei a empreitada acabada, já faz um tempinho que não enfrento três horas no palco, mas o resultado foi muito bom! O melhor mesmo foi ver que uma iniciativa absolutamente despretensiosa, realizada sem recursos mirabolantes e contando apenas com a boa vontade das pessoas, pode ser algo tão produtivo para os alunos, para o curso e para a Universidade.
sábado, 18 de setembro de 2010
Mais notícias do UCA em Caetés
Compartilho com vocês as boas notícias fresquinhas de Caetés, através do texto da minha querida Thelma Panerai, uma das professoras responsáveis pela formação e pesquisa do UCA Total na cidade: "O Projeto Um Computador por Aluno (UCA) é um sucesso em Caetés! Os uquinhas estão por todas as partes. Já na entrada da cidade, ao percorrermos as primeiras ruas, podemos avistar adolescentes carregando seus laptops azuis. É surpreendente e emocionante! As escolas não conseguem fechar suas portas em finais de semana, porque os milhares de novos internautas necessitam estar conectados permanentemente. Eles estão dentro das escolas durante o dia e durante o turno da noite. E são muuuuuuitos!Na cidade, há a tal praça com wireless, que agora se denomina Praça da Internet. Nela, vemos diversos grupos de crianças e jovens, sentados, concentrados,hipnotizados, com seus uquinhas abertos, trocando informações e aprendendo com seus companheiros. Isso é simplesmente indescritível! São inúmeros pequenos grupos que rodeiam o local, em constante processo de aprendizagem e/ou interação.No contato com a secretária de educação, soubemos que, em finais de semana, a praça fica completamente lotada. Soubemos também de pais agradecidos que foram expressar alegria por terem tais laptops em casa, onde, anteriormente, só havia ferramentas como enxadas e pás. Para eles, o uso e o domínio dos uquinhas pode significar que seus filhos não pegarão em ditas ferramentas. Eu me arrepiava com os relatos da secretária. Além disso, soubemos de filhos que estão ensinando aos pais, em casa, e de crianças em processo de alfabetização que tiveram sua curiosidade ampliada em relação às letras e, com isso, querem aprender logo a ler e a entender o computador.Observem as fotos, com crianças e os adolescentes uquistas, tanto na praça como no pau-de-arara que estava estacionado ao lado da praça. Sem dúvidas, é o início de uma grande transformação em Caetés, que já recebeu a visita de jornalistas do New York Times e que receberá a visita de jornalistas da Alemanha, na próxima semana. Olééééé! De Caetés para o mundo..." Bom, depois de ler o relato da Professora Thelma, tem mais alguém arrepiado até a medula aí?
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
UCA em Pernambuco
O Programa Um Computador por Aluno tem sua estrutura alicerçada em três pilares: formação, avaliação e pesquisa. O nosso grupo UCA da UFPE colocou, literamente, o pé na estrada nas últimas semanas e estamos encontrando muitas surpresas agradáveis em Pernambuco. Sexta-feira passada fomos visitar Surubim (eu, Dagmar e Paulo) e ficamos encantados com a escola Natalícia Maria Figueroa da Silva. A escola tem um projeto diferenciado (escola de referência) e funciona apenas com o Ensino Médio em horário integral. A estrutura da escola é excelente, o gestor João é muito eficiente e conhece profundamente a realidade dos seus alunos. Conhecemos a equipe de professores e todos estão muito interessados em aprender e desenvolver ações que destaquem a escola no projeto. Eles estão com muitas ideias boas para operacionalizar o UCA e o nosso maior desafio é formar as redes para compartilhar as boas práticas e os desafios do programa. Uma curiosidade: temos que correr mesmo com o programa porque os alunos já apelidaram o programa de "Programa Nunca" por conta da demora na sua implementação (adolescente é fogo, não dá mesmo para vacilar com eles...). Outra grande surpresa foi em Caetés, que está inserido no UCA Total e já se tornou uma realidade na cidade. Vejam só que depoimento fantástico da equipe de avaliação: A equipe de avaliação chegou à cidade em pleno feriado municipal e encontraram as crianças na praça usando o laptop para navegar na internet, fazer trabalhos da escola e acessar o orkut, é claro. Até na feira os laptops já circulam. Uma verdadeira revolução na cidade.Segundo depoimentos, existem alunos de outras cidades querendo estudar em Caetés e até mesmo alunos das escolas particulares da cidade migrando para a rede pública. À noite, inacreditavelmente, a escola estava aberta para os alunos poderem se conectar à internet e eles estavam lá, sem querer ir para casa. Todas essas experiências estão apontando para um resultado muito importante: a tecnologia bem empregada na educação, pode sim, fazer muita diferença!
sábado, 11 de setembro de 2010
Seleção para o mestrado do Edumatec/UFPE

Estão abertas as inscrições para a seleção do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica da Universidade Federal de Pernambuco (PPGEdumatec/UFPE). As inscrições serão realizadas na Secretaria do Programa de Pós-Graduação do Edumatec, entre os dias 08 e 30 de setembro de 2010, pessoalmente, através de procurador ou via Sedex. São 25 vagas distribuídas em três linhas: Didática da Matemática, Educação Tecnológica e Processos de ensino aprendizagem em Educação Matemática e Científica. É necessário apresentar o pré-projeto e o currículo comprovado no ato da inscrição, conforme as orientações do edital. A prova será no dia 05 de outubro e a bibliografia básica está no final do post. A minha linha é Educação Tecnológica e vou adorar receber orientandas e orientandos vitaminados, preparados e cheios de disposição para queimar a mufa durante o curso. Portanto, queridos e queridas, corram contra o tempo!
BHERENS, M. O paradigma emergente e a prática pedagógica. Curitiba: Champagnat, 2003.
BORBA, Rute (Org.) ; GUIMARÃES, G. L. (Org.) . A pesquisa em Educação Matemática: repercussões na sala de aula. 1. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2009. v. 2000. 240 p.
MORAN, Manuel. MASETTO, Marcos. BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediações Pedagógicas. São Paulo: Papirus, 2000.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Grupo de Estudos

Estamos iniciando as atividades do grupo de estudos Educação a Distância e Formação de Professores, com o objetivo de agregar os alunos do mestrado e da graduação com objetos de estudo relacionados com o tema. Em nossas discussões no grupo de pesquisa Gente, temos observado que a EAD tornou-se um campo de pesquisa bastante amplo, no qual cabem vários objetos de pesquisa e abordagens diferenciadas. A Profª Auxiliadora Padilha já coordena dois grupos de estudos, um sobre avaliação na EAD e outro sobre inclusão digital. Com a criação de mais um grupo de estudos, teremos três focos de pesquisa sobre EAD no Gente. O tema do nosso grupo de estudos agrega a minha pesquisa em letramento digital e apropriação tecnológica dos professores formados na modalidade a distância e a pesquisa da Profª Thelma Panerai sobre o aproveitamento dos 20% a distância nos cursos superiores. O grupo funciona com discussão de textos específicos e dos objetos de pesquisa individuais, com encontros presenciais previamente agendados (terças, às 13h). Eu gostaria muito de agregar o pessoal interessante que está na rede ao grupo, volta e meia surge o assunto nas listas, mas nunca conseguimos concretizar a ideia. Como diria a minha filha, seria muito massa!
# A imagem que ilustra o post é a logo da minha pesquisa que foi aprovada no CNPq (é, estou muito chique ultimamente) e foi criada por Amanda Costa. Ela é autora do site do nosso grupo de pesquisa Gente, e nem preciso dizer que é muito talentosa, além de ser um doce de pessoa. Como ela é concluinte do curso de Pedagogia, eu tenho incentivado muito para que ela direcione o seu talento para o uso de tecnologias na educação.
sábado, 28 de agosto de 2010
Quando o tamanho é documento

Quando eu fiz vestibular nos idos de mil novecentos e antigamente, mesmo tendo a pontuação necessária para estudar na UFRJ, escolhi a Universidade Federal Fluminense (UFF) porque ficava na minha cidade. A minha amiga de infância optou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mesmo tendo que sacolejar no ônibus vermelho da ETC (acho que era essa a sigla) até o Fundão todos os dias. Durante o nosso período na Universidade fui conhecer o Centro de Letras e Artes onde ela estudava e se arrependimento matasse, eu teria sucumbido aos 18 anos! Não era remotamente possível comparar as duas instituições, o tamanho e a estrutura da UFRJ massacravam qualquer tentativa de encontrar alguma vantagem na UFF. É preciso registrar que estou falando da UFF no final da década de 1980, não da estrutura que ela tem hoje. Naquele tempo a pesquisa era inexistente, as bibliotecas diminutas e a própria movimentação universitária era frágil. Claro que eu corrigi o meu erro fazendo a especialização e o mestrado no IPPUR da UFRJ, comprovando que a diferença entre as duas instituições era muito maior do que eu imaginava. Hoje eu percebo a mesma diferença na UFPE, constatando que uma universidade grande faz muita diferença para os professores e para os alunos. A maior parte dos meus alunos está envolvida em algum projeto, quase todos com bolsa. Os professores mais antigos reclamam da estrutura o tempo todo, mas temos laboratórios, uma ampla biblioteca, salas temáticas e cada professor tem a sua sala. Sim, estamos amontoados por falta de espaço, mas eu tenho uma mesa e uma estante com livros. No começo do ano recebi um kit de material de escritório, posso solicitar cópias e resmas de papel ao departamento. No intervalo do almoço eu tenho quatro opções de restaurante, nos quais posso escolher comer arroz integral, frango grelhado e uma variedade de saladas considerável, por um preço camarada. Assim que entrei na Universidade, participei de um edital e ganhei um computador e uma impressora a laser para desenvolver a minha pesquisa. A quantidade de eventos, grupos de estudo, projetos é impressionante, quase não dá para acompanhar. Só durante a semana passada, no auditório que fica no corredor da minha sala (exatamente dez passos de distância), aconteceram três eventos diferentes. O resultado de se trabalhar com condições e liberdade para pesquisar vem rápido: projetos com financiamento aprovados, PIBIC, extensão e publicações. Neste caso, o tamanho faz mesmo muita diferença...
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A Origem

Nada do que eu possa dizer sobre o filme A Origem, do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan, será sequer próximo do espetáculo visual de deixar qualquer um boquiaberto. Estou apaixonada pelo filme, mas pode ser porque eu encaro os meus sonhos de maneira muito especial. Meus sonhos são visualmente muito próximos do que é mostrado no filme, também sempre me pergunto (dentro dos sonhos) se o que estou vendo é real ou não. Embora os críticos estejam associando elementos do roteiro ao filme Matrix, eu lembrei da introdução do livro O Oitavo Passageiro, de Alan Dean Foster, na qual o autor descreve a profissão do futuro, os sonhadores profissionais: "Sete sonhadores. Entenda-se que não eram sonhadores profissionais. Os sonhadores profissionais recebem bom pagamento, respeito, são talentos muito bem cotados. Como quase todos nós, estes sete sonhavam sem esforço nem disciplina. Sonhar profissionalmente, de modo que os próprios sonhos possam ser registrados e repetidos para entreter a outros é algo muito mais difícil: requer a capacidade de regular os impulsos criadores semi-conscientes e de estratificar a imaginação, combinação extraordinariamente difícil de obter. Um sonhador profissional é, simultaneamente, o mais organizado de todos os artistas e o mais espontâneo. Trama sutil de especulação não direta, não é tarefa de uma mente torpe como a sua ou a minha. Ou a destes sete sonhadores. Entre todos, Ripley foi a que chegou mais perto de alcançar esse potencial especial. Tinha certo inato talento para o sonho e mais flexibilidade de imaginação que seus companheiros. Mas carecia de verdadeira imaginação e dessa poderosa maturidade de pensamento característica do sonhador profissional." No filme isso sequer é mencionado, mas no livro é estabelecida uma relação entre a única sobrevivente (Ripley) e a sua capacidade de sonhar de forma mais estruturada, aproximando-se dos sonhadores profissionais. Ao assistir o filme do Nolan, tive a impressão que o futuro já chegou porque parecia que alguém tinha gravado um sonho e colocado o filme no circuito comercial. Faz tempo que eu não vejo um roteiro tão complexo e tão livre ao mesmo tempo! Nolan trabalha o roteiro de tal forma que o espectador é convidado a elaborar as suas próprias deduções sobre o que acontece na tela, coisa que parecia impossível. A minha leitura sobre o desfecho do filme (se é real ou não) pode ser diferente das outras pessoas, mas isso não importa, porque a minha conclusão é apenas mais uma possibilidade de autoria. O diretor faz uma afirmação supreendente: “É interessante, porque o cérebro humano costuma ser comparado a um computador, mas a verdade é que é uma analogia muito inadequada, já que o cérebro é capaz de mais coisas do que jamais saberemos. Para um diretor, essa ideia é muito interessante, porque não há regras para o que o cérebro pode criar, e um filme explorando isso seria a maior forma de entretenimento possível”. A minha conclusão é que se podemos transpor barreiras tão resistentes no campo do entretenimento, porque não poderíamos fazer o mesmo com o uso da tecnologia na educação?
sábado, 14 de agosto de 2010
A Universidade Pública no Próximo Decênio
A matéria publicada no site UOL (seção educação), sobre o 1º Ciclo de Debates A universidade pública brasileira no decorrer do próximo decênio, realizado no campus da Unesp na Barra Funda, conclui que a Universidade do futuro será interdisciplinar, a distância e com financiamento público. O crescimento no número de Universidades e a ampliação de vagas, vem propiciando a implementação de modelos alternativos de educação superior pública, com novos formatos de ingresso, currículos flexíveis e estruturas diferenciadas. As instituições que foram criadas agora, já apresentam uma concepção diferenciada em sua estrutura, como é o caso da UFABC, as mais antigas buscam novos modelos para se adequar (um bom exemplo é a organização em consórcios de sete Universidades mineiras para desenvolver atividades acadêmicas em conjunto). Todos estão de acordo com a urgência em se encontrar um novo modelo para o ensino superior que otimize os recursos, contenha a evasão e melhore o ensino e a pesquisa. Segundo os participantes do evento, é preciso ampliar os recursos destinados ao ensino superior, considerado inferior aos países desenvolvidos e que precisa ser ampliado (Gerhard Malnic, da USP) e estruturar cursos interdisciplinares com áreas comuns e disciplinas específicas em caráter optativo (Naomar Monteiro, UFBA). Surpreendentemente, vários participantes concordaram que a educação a distância terá um importante papel na formação e que o uso das tecnologias de informação e comunicação é essencial nas aulas presenciais e na gestão da universidade. Agora, eu gostei mesmo foi do discurso da professora Olgária Matos, que reproduzo a seguir:
Em contraponto ao otimismo de alguns colegas, Olgária Matos, professora de filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou sobre a transformação do ensino em mercadoria e o esvaziamento do discurso científico no futuro da universidade. "Na universidade dita moderna, anterior à atual [pós-moderna], não se fazia a pergunta ‘para que serve a cultura?’, tão comum nos dias de hoje. A questão era: ‘de que a cultura pode nos liberar?’." Para a professora, o excesso de pragmatismo da “universidade pós-moderna” a impede de se aprofundar. Sua natureza seria pautada sempre pela mudança incessante de métodos de estudo e pela dificuldade de diferenciar pesquisa e produção. Ela acredita que a aplicação dos mesmos critérios de avaliação de produtividade das áreas de Exatas e Biológicas à de Ciências Humanas é um reflexo desse comportamento. "Exigir que um teórico da minha área, por exemplo, publique dois artigos inéditos todo ano é ridículo. Será que alguém acredita que um pensador pode ter duas ou três idéias brilhantes ao ano?"
Como eu me pergunto a mesma coisa todos os anos, tenho que concordar: abalou, fofa!
domingo, 8 de agosto de 2010
O Fim dos Livros de Papel

O fim dos livros de papel, substituídos pelos e-readers, vem causando polêmica e muitas discussões acaloradas. Na cobertura do evento Techonomy no Caderno de Tecnologia do Jornal O Globo, o idealizador do One Laptop Per Child, Nicholas Negroponte, afirmou que "os livros de papel estarão 'mortos' em cinco anos e utilizou comparações com as câmeras com rolo de filme e música em mídias físicas serviram para reforçar o exemplo. Outro caso é o da própria iniciativa OLPC: é muito mais fácil enviar um laptop com centenas de livros digitais do que a mesma quantidade em papel". Na verdade, não vejo justificativa para tanto alarde, o uso dos livros virtuais já se constitui uma prática comum para todos que estão incluídos digitalmente. Eu tenho mais de cem livros arquivados no meu computador e hoje alterno entre a leitura digital e os livros de papel. Os dois maiores obstáculos para a disseminação dos livros digitais eram a leitura na tela e a indiponibilidade de um acervo organizado. A leitura na tela foi resolvida com a solução e-Ink, eu tive oportunidade de ler no Kindle e realmente não faz diferença do papel. O lançamento de mais títulos digitais está atraindo mais consumidores e os e-readers já se tornaram objetos de desejo. Independente do fetiche da mercadoria, penso que é importante refletir sobre a contribuição da leitura digital para a educação a distância, ou mesmo presencial. A maior dificuldade dos alunos na modalidade a distância reside na transposição das práticas do ensino presencial para o uso das ferramentas tecnológicas utilizadas na EAD. Os alunos sofrem para ler textos em PDF, apresentações e materiais na web. Com a consolidação da leitura eletrônica, a transição entre as diferentes modalidades será cada vez mais sutil, amenizando as dificuldades dos alunos no processo de adaptação. É importante considerar que o uso intenso das tecnologias digitais sempre privilegia áreas do trabalho e do lazer, muito pouco é aplicado de fato na educação. Embora o uso dos livros virtuais não seja diretamente uma inovação voltada para a educação, certamente influenciará nos processos de apreensão do conhecimento, principalmente se conseguirmos romper as barreiras da propriedade intelectual e favorecer o compartilhamento. Isso está acontecendo com obras que já são consideradas como domínio público ou que foram liberadas pelos autores/herdeiros. Algumas experiências já apontam para a aquisição de materiais virtuais (mais baratos) entre os alunos com menor poder aquisitivo. Se o livro digital vai se tornar um meio para a democratização do acesso ao conhecimento e o livro de papel será um luxo no futuro, dependerá de como vamos nos mobilizar para isso. É justamente aí que está o pulo do gato!
# Feliz dias dos pais para os leitores queridos, quem sabe algum felizardo não ganhou um e-reader de presente hoje? :)
Update: Entrevista sobre o futuro do livro com Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM: “O livro de papel nada mais é do que tinta sobre árvore morta. Chamar isso de tecnologia é um insulto para mim”.
sábado, 7 de agosto de 2010
Projeto de Pesquisa Aprovado no CNPq!
Semana passada saiu o resultado do PIBIC e fiquei toda fofa com a aprovação do meu projeto. Ontem saiu o resultado do Edital 02/2010 do MCT/CNPq/MEC/CAPES (Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas) e tcham-tcharam... meu projeto foi aprovado, com financiamento! O projeto Letramento Digital, Autoria e Colaboração em Rede: Os professores da Educação Básica e o Papel das Licenciaturas a Distância na Apropriação das Tecnologias Digitais, é a continuação da minha tese de doutorado e tem como objetivo geral investigar as mudanças paradigmáticas na prática docente dos professores da rede pública concluintes de cursos de Licenciatura a distância, a partir da apropriação dos dispositivos tecnológicos e consolidação da cultura digital, através da utilização das ferramentas de autoria da chamada Web 2.0. Segundo o CNPq, foram aprovados 604 projetos de pesquisa para o desenvolvimento científico, social e tecnológico do País, no âmbito das Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas. Ao todo serão investidos R$ 8 milhões, sendo 50% da CAPES e 50% do CNPq. Mesmo o meu financiamento sendo um ínfima parte dos recursos totais do projeto (mas ainda assim vou poder comprar equipamentos, fazer viagens e contratar serviços de terceiros), estou dançando nas nuvens porque tudo o que sempre acreditei que poderia realizar na minha vida profissional está se concretizando. E muito mais rápido do que eu imaginava!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A Poesia do Deserto

Depois da minha experiência na pequisa dos desertos do mundo (que inclui desertos quentes e frios e, acredite, eles são muitos), eu fiquei fascinada pela riqueza dos desertos. Quando eu li Terra dos Homens, de Saint-Exupéry, o fascínio se traduziu em poesia e eu descobri que outras pessoas também se sentiam atraídas pelo deserto. Exupéry também aborda o deserto no seu livro mais famoso - O Pequeno Príncipe - e muitas passagens dos seus livros são auto-biográficas, já que ele foi piloto de correspondência nas rotas dos desertos durante muitos anos. Para ele, o deserto é poesia e amor:
Entretanto, amamos o deserto. Se no começo ele é apenas solidão e silêncio é que não se entrega aos amantes de um dia.(...) Nada nos adiantaria visitar a sua cela. Ela está vazia. O império do homem é interior. Assim também o deserto não é feito de areia nem dos tuaregues nem dos mouros armados de fuzil... As areias são, a princípio, desertas. Mas vem o dia em que, temendo a aproximação de um rezzou, vemos, naquelas areias, as dobras do grande manto em que ele se envolve. E assim o rezzou também transfigura as areias... Aceitamos as regras do jogo: o jogo nos faz, agora, à sua imagem. O Saara, é em nós que ele se mostra. Abordá-lo não é visitar um oásis. É fazer de uma fonte, nossa religião.
SAINT-EXUPÉRY, A. Terra dos Homens. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Pesquisa de Vento em Popa

O semestre 2010.2 está prometendo, vou conseguir um aumento significativo no volume de pesquisa e publicações. Além da pesquisa aprovada ano passado no edital da Propesq, estou envolvida com o Programa UCA que envolve vários pesquisadores da UFPE e da UFPB. Semana passada consegui aprovação no PIBIC com o projeto Programa um Computador por Aluno: contexto das escolas públicas em Pernambuco e na Paraíba. Além dos pojetos aprovados, ainda estou com duas propostas em fase de análise no CNPq. Todos os projetos de pesquisa estão vinculados ao Grupo Gente (Gupo de Pesquisa em Novas Tecnologias na Educação) e para compartilhar os resultados do nosso trabalho, foi criado um site do grupo. O site ficou lindo (by Amanda Costa, nossa concluinte do curso de Pedagogia), adorei a possibilidade de vincular as redes sociais ao site. Estou com uma carga de disciplinas grande neste semestre, mas já organizei o meu horário para dedicar dois dias integralmente aos projetos. É preciso muita determinação e disciplina para não deixar a rotina prevalecer e impedir a produção acadêmica. Entre barlaventos e sotaventos, o segredo é não ficar à deriva...