domingo, 30 de novembro de 2008

O Círculo Hermenêutico e Eu

Este semestre estamos concentradas no doutorado em resolver o problema da metodologia do nosso trabalho. Esta semana eu e minha comparsa do doutorado, Alásia Santos, apresentamos um seminário sobre a hermenêutica do bom velhinho Gadamer, como metodologia de nossas pesquisas do doutorado. Nossos trabalhos apresentam muitos aspectos convergentes, eu focando o Pró-Licenciatura e ela, a UAB. Nesta perspectiva, a hermenêutica cai como uma luva e as contribuições de nossa professora foram bastante significativas.Começamos o seminário levando lambadas de nossa teacher, mas terminamos com muitos beijos e elogios (coisas da academia, não me perguntem...). A única conclusão que posso chegar é que ela imaginou que nós não conseguiríamos dar conta do tema por sua complexidade, mas mudou de idéia ao longo da apresentação. Alásia domina muito bem a filosofia e nós já tínhamos escrito um artigo para outra disciplina a quatro mãos. O que realmente me empolga no uso da hermenêutica é que ela pode ser aplicada ao lado pragmático da vida. Meu maior desafio hoje é ser coerente com meu desejo de compreender o outro e construir, a partir desta compreensão, relações mais harmônicas e positivas com as pessoas. Gadamer aborda exatamente este aspecto quando afirma que todo ser humano, ao estar aberto ao diálogo, é um ser que se lança ao mundo que é um horizonte de compreensão, buscando compreendê-lo e compreender seu papel no e com o mundo.Verdade e Método conquistou muito mais do que meu lado de pesquisadora, ele capturou minha alma ao mostrar um caminho filosófico para a verdadeira compreensão da complexidade humana. A seguir, compartilho um esquema elaborado por nossa professora Windyz que pode ser muito útil para quem deseja trabalhar metodologicamente com a hermenêutica.


domingo, 23 de novembro de 2008

O Governador, a UEPB e Politiketes

Este blog não é sobre política, mas é impossível não comentar a cassação do Governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, até porque esta decisão afeta diretamente a nossa Universidade. Com olhar de estrangeira, e longe da disputa emocional histórica, posso dizer que estou indignada com essa história toda porque apenas uma parte perde: o povo paraibano. Pelo visto o Estado se tornou a palmatória política do país, semana retrasada cassaram um deputado por mudança de partido, agora não se pronunciaram sobre a cassação em Santa Catarina, mas aplicaram a justiça com rigor aqui. Não me agrada nem um pouco esta história de decidir quem ocupará a vaga, se o pleito foi contaminado de alguma forma, que se faça uma nova eleição. Os cenários são muito fluidos e ninguém pode prever com certeza quem vai ganhar em caso de mudança de candidato. Para vocês terem uma idéia sobre o papel dos dois governadores (o substituto, Maranhão já foi governador da Paraíba duas vezes) no que diz respeito à Universidade, Cássio deu autonomia financeira para a Universidade, abriu mais três novos campus e tomou muitas decisões que fizeram a Universidade caminhar bastante nos últimos anos. Mérito de nossa Reitora e dele também, já que em uma Universidade Estadual a dependência do Governo do Estado é muito grande. Já com Maranhão, a Reitora (que na época estava à frente do sindicato) entrou em greve de fome para ser recebida (e ouvida) pelo então governador. E pior, pouco adiantou. O mais interessante é observar que o governador indicado pela justiça (não parece coisa da ditadura?), teve suas contas de campanha rejeitadas pelo tribunal eleitoral e o seu substituto no Senado responde a tantos processos na justiça que o foro privilegiado que ele vai ter a partir de agora, caiu do céu. Ou seja, ainda corremos um sério risco de ficar sem nenhum governador, e mesmo que se confirme Maranhão no cargo, será um governo medíocre e fraco com uma grave crise de legitimidade, já que ganhou no tapetão e não respeitou a vontade das urnas.Não vou nem entrar no mérito dos defeitos dos dois, porque não vejo diferenças ideológicas entre eles (foram, inclusive, aliados no mesmo partido). De qualquer forma, parece coisa do velho prefeito Odorico em "O Bem Amado".

Nós no Evento da ANPAE

Esta semana foi realmente corrida, dirigi aproximadamente mil quilômetros em três dias, estou me sentindo como Speed Racer. Terça-feira foi o evento da ANPAE, eu me inscrevi como co-autora no trabalho da minha orientanda de especialização, Graça Barros. Meu objetivo era apenas apoiá-la em um evento de grande porte, mas ela agora já ganhou segurança suficiente e nem precisa mais de meu apoio para coisa nenhuma. Tem segurança suficiente para expor suas idéias e já pode caminhar sozinha em qualquer lugar. As demais apresentações foram interessantes, coordenadas pela Professora Hilda Mara. O debate foi realizado no final das apresentações, organizamos um círculo e trocamos muitas idéias sobre os trabalhos. Depois tiramos muitas fotos e foi muito engraçado porque pedimos ao rapaz responsável pela manutenção dos equipamentos para tirar fotos do grupo e o coitado teve que tirar a mesma foto com oito câmeras diferentes! É tão interessante como parecemos desconectados do mundo, parece que estamos dentro de uma bolha com o tempo suspenso enquanto discutimos problemas e soluções da educação. O troféu abacaxi vai para uma professora de Recife que solicitou a antecipação de sua apresentação para a nossa seção por motivos pessoais, tomou nosso tempo e saiu assim que terminou de falar, porque tinha "compromissos urgentes". Ou seja, despejou seu trabalho, pegou o certificado e saiu correndo sem a menor consideração com os demais. Sua passagem foi tão meteórica e superficial que sequer me lembro do nome da criatura. Eu acho isso o fim da picada, se as pessoas não tem tempo nem disposição para compartilhar seu conhecimento, por favor, não participem!Todos nós temos nossos compromissos e prioridades e agir como se o nosso fosse mais importante do que as demais é, no mínimo, uma tremenda falta de educação. Por outro lado, tínhamos um professor na sala com sua orientanda, que não só participou da sessão com seriedade, como apoiou sua aluna de graduação de forma admirável. Este é o nosso papel e,definitivamente, está na hora de entender que o ouvido dos outros não é penico para despejar um monte de porcaria em um local que sequer tem descarga...

domingo, 16 de novembro de 2008

Como Água Para Chocolate

Estamos na reta final do semestre e equilibrar as atividades de aluna e professora não tem sido fácil. O lado positivo para os meus alunos é que estou ficando mole, reduzi bastante a proposta de atividades este semestre. Talvez seja porque praticamente todos os meus alunos trabalham e estão muito sobrecarregados com as outras disciplinas, mas também pode ser porque estou do outro lado e sinta na pele as dificuldades em equilibrar o trabalho e os estudos. Não tenho mais certeza se o acúmulo de trabalhos é um caminho seguro para a realização da aprendizagem. Ontem passei o dia todo estudando, preparando um texto sobre a metodologia da minha tese. Aproveitei o dia de hoje para descansar um pouco, inventando novas receitas na cozinha. Sim, este é meu lado B (se é que isso existe), eu gosto de inventar um prato novo, comprar os ingredientes, fazer os testes e registrar o resultado. A foto deste post é o resultado da experiência de hoje, uma receita de camarão com molho de catupiry e gorgonzola. Todas as vezes que acerto a mão como hoje, sempre penso em largar tudo e abrir um restaurante em Pipa. É o meu projeto de aposentadoria, até lá vou ter que descobrir um novo balneário, porque Pipa já estará decadente. Eu sequer gosto da badalação, mas existe uma energia especial em lugares como Búzios, Pipa, Porto de Galinhas, que não sei se é anterior à chegada das pessoas (que são atraídas por esta energia) ou se é por ser um local de trânsito de pessoas de diversos lugares que torna tudo tão especial. De qualquer forma, venho escrevendo um livro de receitas digital onde eu registro não apenas as minhas receitas, mas também as dos meus amigos. Cada uma delas tem uma história especial e como todos os meus amigos antigos e muito queridos moram distante de mim, encontrei uma forma de me sentir perto deles cozinhando as receitas que costumávamos comer juntos. Ah, sim, o título deste é post é o mesmo do filme que fala exatamente sobre os efeitos mágicos da culinária sobre nós.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Didática e o Ensino de Geografia

Esta semana finalizei o material da disciplina Didática e o Ensino de Geografia que eu e a professora Sônia Pimenta escrevemos para o curso de Geografia a Distância da UEPB e UFRN. Eu simplesmente a-do-rei o resultado da editoração, as imagens estão lindas e o trabalho é muito bem feito. O pessoal da UFRN abalou Bangu com seu bom gosto e idéias interessantes para melhorar a proposta do texto. Nós escrevemos doze aulas que são consideradas como uma publicação de livro. Embora o foco seja o professor de Geografia do segundo ciclo do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, fiz questão de escrever uma aula abordando o ensino de Geografia nas séries iniciais. Pensei muito nos blogs das minhas colegas Sintian Schmidt e Teresinha Bernadete Motter e na sua contribuição para os professores do Ensino Fundamental (inclusive indiquei os links desses blogs no livro). Isto significa que a junção de diferentes mídias na aprendizagem não é um modismo ou um caminho alternativo, é realmente uma possibilidade de incrementar ainda mais os materiais que usamos em sala de aula, seja ela virtual ou presencial. Aliás, este é um processo interessante, os professores que elaboraram os materiais para a Educação a Distância estão utilizando os mesmos materiais com os alunos do curso presencial com sucesso. Já observamos indícios de que esta dualidade entre as modalidades presencial e a distância está se estreitando, aparecendo interseções e sobreposições que são muito bem vindas. Compartilho com vocês a versão preliminar da aula "A construção de conceitos nos primeiros anos do Ensino Fundamental", espero que gostem. Ah, sim, esta barrinha com figuras engraçadinhas logo abaixo serve para vocês opinarem sobre o post ou sobre o material. Deixe a sua opinião registrada!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bob Esponja, Sra Puff e Eu

O título deste post pode parecer estranho, mas foi impossível não lembrar da saga do Bob Esponja na escola de pilotagem da Sra Puff, durante esta semana. Passei vários dias visitando o Detran para renovar a carteira de motorista, fazendo exame de vista, exame médico e prova escrita sobre direção defensiva e primeiros socorros. Entre as filas e a espera interminável, eu só pensava no surrealismo daquilo tudo. Será que uma pessoa que tem carteira de motorista desde 1990, desaprende a dirigir de forma repentina? Respondi ao questionário que me perguntava se eu era louca, tinha desmaios ou usava drogas. Não pude resistir e perguntei ao funcionário se alguém respondia que sim a algumas destas questões. Pela cara do sujeito, já comecei a pensar que seria reprovada, afinal, lá não é o lugar para engraçadinhos... Levei uma bronca por falar ao celular durante o atendimento, o que mostra o caráter educativo do Detran, e tive que ouvir o sujeito dizendo que a prova era muito difícil e que eu devia fazer um curso. Me inscrevi no curso rápido do Senhor Google para Desesperados e lendo o manual de primeiros socorros e direção defensiva (baixados da Internet), percebi que o conteúdo todo é uma questão de bom senso. Coisas do tipo: não dê nenhuma bebida para a vítima inconsciente (???), se alguém estiver com fratura exposta remova-a imediatamente para o hospital, faça manutenção do seu carro etc. Sim, eu sei que nem todos os seres humanos tem bom senso, mas aplicar prova escrita em todos os motoristas... Posso estar enganada, mas não me parece ser a medida mais eficiente para incutir bom senso em alguém. Quando eu terminei a prova (em quinze minutos), fiquei enrolando uma meia hora para não me reprovarem por descaso. A funcionária anunciou que o resultado sairia na Internet e depois de vários acessos a cada quinze minutos, comecei a me sentir como Bob Esponja, com um medo enorme de ter sido reprovada. Enrolei bastante para ir ao Detran (cheguei lá dez minutos antes do expediente encerrar hoje) e já comecei dizendo, só vim saber se fui mesmo reprovada... Consegui minha carteira, descobri que estou praticamente cega do olho esquerdo e saí de lá procurando meu amigo Patrick para dar uma volta. A próxima pagação de mico é só em 2013!

domingo, 2 de novembro de 2008

Habemus Habermas?

A grande crise esta semana no doutorado foi a preparação de um seminário do texto Apres Marx, de Habermas, em francês. Considerando que nenhuma das alunas apresenta fluência no idioma igualité, liberté e fraternité, ficamos diante das seguintes opções: pagar uma tradução completa do livro ou pelo menos alguns capítulos, encarar o texto e traduzir como for possível, cometer suicídio coletivo deixando uma longa carta acusadora para o PPGE ou contratar alguém para desaparecer com a professora. Considerando que somos da paz e não temos o menor espírito de grupo, seja para uma coisa ou para outra, nos restou a alternativa mais indigesta (não, não estou falando do assassinato): encarar a leitura e preparar a apresentação do seminário contando apenas com um pequeno grupo aguerrido. O que me espanta nesta história toda não é a necessidade de ler o texto de Habermas, afinal, quem está na chuva é para se molhar. O problema é que as condições de avaliação da disciplina mudam a cada momento: cada uma de nós já apresentou pelo menos três textos, temos que fazer uma revisão do projeto, apresentar textos de outros autores que estejam relacionados com nossa metodologia, apresentar uma prévia de nosso capítulo metodológico, entregar as apresentações de slides dos seminários e escrever uma artigo para uma revista científica (apresentando o comprovante de submissão). Tudo isso sem qualquer possibilidade de negociação, e o mais surpreendente: recheado com um discurso de Paulo Freire! Alôu, ouvi direito? Isso mesmo, usando Paulo Freire como referência, o mesmo Paulo que escreveu a Pedagogia do Oprimido! Eu tenho tentado ser uma aluna passiva, compreensiva, meiga, disciplinada e obediente, mas vamos combinar: isso está indo longe demais...Na próxima aula, vou colocar estas insatisfações na mesa, vamos ver no que vai dar. O pior é que eu e minha comparsa doutoranda acabamos encontrando alguma coisa interessante e aproveitável no texto para a nossa tese, o que certamente amenizará a nossa fúria assassina. Merde!

sábado, 1 de novembro de 2008

Responsabilidade Ambiental para Administradores

Esta semana participei do I Simpósio de Administração - O Administrador e os Novos Cenários: Globalização e Sustentabilidade, promovido pela UNIPÊ, Sebrae e a Prefeitura. Minha oficina foi sobre sustentabilidade ambiental com o tema "Sustentabilidade e Consumo: Agir Localmente, Pensar Globalmente". Apresentei aos futuros administradores os desafios da gestão empresarial com responsabilidade social e ambiental. Foi bem interessante e mesmo com parte da platéia estando presente obrigada (para ganhar presença no curso), o resultado foi bem interessante. O tratamento a organização foi VIP, com táxi para buscar e levar em casa (ainda bem, porque o meu carro resolveu dar piti e não funcionar), técnicos de som, assistentes espalhados por todo lado, enfim, uma evento muito bem organizado. Depois de sair correndo como uma louca, ainda consegui chegar na minha aula de Estudos Culturais com a professora Miriam (imperdível).Se eu continuar neste ritmo até o final do ano vou acabar acreditando que podemos ocupar dois lugares ao mesmo tempo... Compartilho com vocês alguns slides que usei no evento.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Enquanto isso, na sala da justiça...

Esta semana, depois de duas noites sem dormir por conta dos horários nos vôos de JPA/BSB (imagino que uma homenagem sarcástica das companhias aéreas ao local onde o sol nasce primeiro...), tive algumas idéias muito interessante sobre a minha tese. A professora Edna Brennand - ah, vocês não sabiam? Ela é minha professora no PPGE - andou me enlouquecendo na sua disciplina Seminários dos Estudos Culturais, que objetivamente pretende construir as bases epistemológicas das nossas dissertações e teses. Apresentamos a estrutura de nossos trabalhos, e, infelizmente, ela não conseguiu encontrar meu objeto, meu foco e minhas bases epistemológicas em nenhuma das minhas propostas. Como boa aprendiz de Chapolim Colorado (não contavam com minha astúcia) e brasileira da gema (não desisto nunca), fiquei empacada nas últimas semanas em crise acadêmico-existencial-culturalista, até que consegui vislumbrar a minha estrutura. Sim, eu acredito na inspiração como ponto de partida e no trabalho árduo para a realização.Todos nós temos nossos lampejos de genialidade, mas confesso que o meu foi provocado pelo meu ego abalado. Eu estou realmente apaixonada pelo meu trabalho, mas não estava encontrando sustentação sequer para defendê-lo. Com fôlego renovado, começo a escrever o meu capítulo de metodologia que servirá como trabalho final da disciplina. Mais uma vez, assim como no mestrado, saio do óbvio com a dificuldade de estruturar uma metodologia muito mais complexa do que no mestrado, já que estou trabalhando com a perspectiva dos Estudos Culturais.Vamos ver onde isso vai dar, pois pretendo me qualificar em março (exatamente um ano após o ingresso no doutorado).


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As pessoas me perguntam com consigo dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo, mas o fato é que só está sendo possível conciliar o trabalho com o doutorado, porque eu coordeno o pró-licenciatura (meu objeto de estudo), dou aula da disciplina Educação a Distância e todos os trabalhos que oriento estão relacionados com o assunto. Resumindo, tudo que eu faço hoje, todas as minhas atribuições perpassam meu objeto de estudo no doutorado. Se eu coordenasse um curso diferente e assumisse disciplinas fora do foco de estudo, estaria mesmo em palpos de aranhas (como dizia minha avó). O risco que eu corro hoje é ficar uma pessoa de um assunto só, e acabar enjoando da EAD de forma definitiva. Mas que fique registrado: isso só pode acontecer depois que eu concluir meu trabalho e passar em algum concurso. Só depois eu posso virar uma monja budista ou ficar correndo pelada em alguma comunidade alternativa vegetariana. Até lá, tome as novas tecnologias!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

UAB 2.0: Fórum de Geografia

Esta semana, estive em Brasília para participar de uma reunião com os coordenadores dos cursos de Geografia, Filosofia, História, Artes e Música a distância. Foram dois dias de reunião com muitas sugestões sobre a construção destes projetos. É muito interessante observar que os problemas locais são os mesmos de todos. Conheci pessoas ótimas que estão trabalhando com a EAD pelo Brasil todo. Tivemos um pouco de tudo, divertimento, cansaço, estresse, saia justa, desencontro,soluções, comparações, enfim, os elementos que fazem parte de toda boa reunião que se preze. A Professora Eugênia da UFRN teve a oportunidade de questionar o Professor Celso sobre a minuta do documento do MEC para a formação de professores que faz referência ao "preferencialmente presencial", um debate que meu colega Fernando Pimentel já tinha colocado no blog dele. A resposta foi evasiva incluindo expressões como "para vencer resistências, contemplar todos os segmentos", finalizada com um "não se preocupem com isso". Você entendeu? Não? Nem eu! Nestes momentos eu sou obrigada a apelar para aspectos filosóficos sobre a contradição humana, os paradoxos da sociedade e podemos escolher Gadamer, Marx, Gramsci, Giddens, ou qualquer outro que nos salve neste momento e torne a nossa existência mais zen e menos conflituada... De qualquer forma, fizemos avanços importantes e colocamos em pauta algumas questões pontuais no que diz respeito aos procedimentos metodológicos da Geografia. Vamos ver como será o desenrolar destas ações. A foto que ilustra este post é de todos os colegas da Geografia que participaram do evento.

domingo, 12 de outubro de 2008

Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica

O edital para a seleção 2009 do Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE, já está disponível. São 25 vagas e as inscrições estarão abertas do dia 20 de outubro ao dia 07 de novembro. Ou seja, dá tempo para preparar um projeto voltado para as linhas do programa. A linha Educação Tecnológica aborda temas relacionados com a investigação sobre as relações entre a comunicação e a educação; os artefatos tecnológicos (TV, Vídeo, Software, Internet) e a educação; as abordagens de ensino e de aprendizagem que se utilizam destes artefatos tecnológicos e o papel do professor, o aluno e o conteúdo de referência; e sobre a relação entre os programas de ensino on-line e ensino a Distância e a avaliação destes programas. A lista com o nome dos professores e os procedimentos de inscrição estão disponíveis no site. Esta é uma excelente oportunidade para quem está estudado o tema e encontra dificuldade em adequar seu objeto nos mestrados em educação existentes. Conheço muitas pessoas que estão apresentando seus projetos nos mestrados de Letras, Ciência da Informação ou Ciência da Computação porque não encontram espaço na educação. É uma pena, pois precisamos muito de pesquisas nesta área, mas na perspectiva da educação. Acredito que este mestrado da UFPE surgiu como uma resposta aos modelos curriculares estagnados da pós-graduação em educação, e deveria servir como um indicador para a necessidade de flexibilizar as linhas de pesquisa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Diálogos da Semana

Durante esta semana ouvi vários diálogos engraçados ou talvez por já estar livre dos meus compromissos acadêmicos, eu esteja levando a vida de forma mais light e divertida. De qualquer forma, reproduzo alguns deles para quebrar um pouco a formalidade do blog:Uma grande amiga está pesquisando para o seu doutorado uma figura importante da política local. Ela, como todos os mortais, andou passando por poucas e boas em seu casamento. Conversando sobre a pesquisa ela disse encontrou várias cartas de amor na documentação pesquisada e já colocou no seu trabalho. Surpresa, eu perguntei:


- Mas e a esposa dele, já morreu?
- Não, mas eu preciso abordar esta questão para a construção das múltiplas identidades dele.
- Mas ela não vai ficar chateada?
- Mulher, se eu pude agüentar os chifres que já levei, porque ela também não pode?
- Bom. Isso é verdade... E em nome da ciência! - concluí às gargalhadas.
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Meus alunos estão planejando a festa de formatura em grande estilo, e como pagação de mico total, vão tirar fotos para o convite de formatura em pleno domingo, no principal cartão postal da cidade com os trajes de formatura na cor escolhida, vermelho. O problema é que vai haver segundo turno na cidade, em uma disputa acirrada com os ânimos exaltados, onde um dos candidatos usa a cor vermelha, enquanto o adversário usa a amarela. Heloíse, a organizadora da formatura lembrou do problema, preocupada:


- Gente, já pensou se Rômulo resolve fazer uma passeata no açude na hora da foto e dá de cara com todos nós vestidos de vermelho? Vai sobrar pancada para todo mundo!

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Reencontrei meus alunos do semestre passado no corredor, e um deles me diz:- Aí professora, passou em primeiro lugar no doutorado e nem disse nada para a gente!


Henrique, com sempre gaiato e que nunca deu muita bola para minha disciplina ou para o meu trabalho como professora, arremata:


- É eu também vi... Vou até colocar no meu currículo que fui aluno da senhora, inclusive com link para o resultado!
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Terça-feira eu estava com a macaca, e embalada por três aulas consecutivas, fui explicar em detalhes o trabalho final para a turma:-Não vai ser fácil não, vocês vão criar o material em hipertexto, organizar os conteúdos, inserir um texto base, criar a avaliação, apresentar a aula e depois postar no Moodle, blá,blá,blá. Ah, sim, e ao final, os professores da rede pública vão fazer o curso e vocês serão os professores.Durante o meu discurso enfático, os olhos dos alunos foram se arregalando e dava para notar a cara de surpresa de todos. Continuei esbravejando feito uma louca: - Pois é pessoal, eu não dou prova, mas vocês vão ter que trabalhar e não adianta me apresentar qualquer coisa não, o material tem que ter qualidade, e mais blá,blá,blá... Por fim, um não agüentou:


- Pelamordedeus, onde desliga esta mulher?
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Esta foi contada por meus alunos mais sérios: Professor X estava dando aula, e como sempre, sai do assunto e começa a falar abobrinhas sobre gibis e super-heróis. Empolgado, diz ser fã do super-homem. Um dos alunos, só para implicar diz que o super-homem não está com nada, que gosta mesmo é do Wolverine. O professor, diante dos olhos incrédulos dos alunos, tira o óculos em uma imitação do Clark Kent e abre a camisa. Pasmem, leitores, por baixo da blusa tinha uma roupa do super-homem!!! Fala sério, pior do que usar a roupa do super-homem como underwear é mostrar isso em plena sala de aula repleta de marmanjos na Universidade, né não?

Finito!

Finalmente terminei o artigo da disciplina Teorias da Educação, ministrada pelos professores Adelaide Dias, Zé Neto e Jorge Hermida. Oh, yeahhhh! Tive um trabalhão,foram três semanas de muita leitura para a construção do texto que quase derreteu minha mufa...Eu escrevi exatamente o que eu queria a partir de idéias que surgiram durante a aula. Depois de muito quebrar a cabeça, o título final ficou "Concepções de Aprendizagem e o Uso da Tecnologia na Educação a Distância: Das Máquinas de Ensinar ao Conceito de Aprendizagem Colaborativa". Fiz um percurso a partir das máquinas de ensinar de Skinner, a ecologia cognitiva e groupware de Lévy, concluindo com a contribuição de Vygostsky para o conceito de aprendizagem colaborativa. Juntar os três autores no fio condutor da educação a distância não foi tarefa fácil, mas o resultado final valeu muito a pena. Eu estava tão cansada que pedi para minha querida amiga Diva fazer a revisão do texto.Diva é um arraso em revisão de textos e estilo, eu só confio nela para este trabalho. A quantidade de "a partir de, ou seja" que precisava de substituição dava quase para escrever mais dez textos...Quando eu terminei o artigo, só conseguia pensar em como é interessante quando usamos de forma efetiva os debates realizados em sala de aula para aprofundar ainda mais um determinado assunto. Eu já falei várias vezes aqui no blog sobre minha satisfação de ser professora, mas também reconheço que o bom resultado como aluna, reforçando o trabalho dos professores, é igualmente gratificante. Não sei qual será a nota e, sinceramente, nem me importa. O que me motivou foi a consideração pelos professores e meu interesse pelo tema.Depois de muita reflexão, sou movida hoje exclusivamente pelos meus próprios critérios de aprovação, o resto é só formalidade...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Seleção Mestrado e Doutorado PPGE/UFPB

Saiu o edital com as normas para a seleção do mestrado e doutorado em Educação da UFPB.As inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro e são 60 vagas para o mestrado e 23 (?) para o doutorado, distribuídas em cinco linhas de pesquisa. A grande novidade este ano é a publicação de um quadro com a disponibilidade de vagas por professor, tornando o processo bem mais transparente.O edital traz também a sugestão de bibliografia para os candidatos. Como este blog busca o compartilhamento de informação e socialização do conhecimento, vou sugerir três leituras básicas que não estão no edital para quem quiser concorrer na linha 5 (estudos culturais). São leituras fundamentais para enfrentar a prova escrita da linha. Provavelmente não foi colocada na bibliografia para identificar o grau de familiaridade do candidato com os autores da área. Rá, não contavam com a eficiência de nossa rede blogueira! Quanto ao estranhamento das 23 vagas para o doutorado, não me perguntem, eu sou apenas a mensageira(quem sabe é um número cabalístico ou é o resultado de uma matemática complicada de número de professores x vagas x alunos x a distância entre Marte e Saturno ou sei lá mais o quê).De qualquer forma, quem quiser tentar a seleção pode começar a correr contra o tempo. Quem tiver alguma dúvida ou precisar de qualquer informação, pode postar uma mensagem aqui no blog.


SILVA, T.(org.) O que é, Afinal, Estudos Culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 2000.


HALL, S. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais.Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.


LÉVY,P. As Tecnologias da Inteligência - O Futuro do Conhecimento na Era da Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

Resultado da ANPAE

Está disponível a lista dos trabalhos aprovados no encontro realizado pela ANPAE que acontecerá em Natal nos dias 17, 18 e 19 de Novembro. Neste evento, eu vou participar como co-autora do trabalho de minha orientanda da especialização, Graça Barros, no GT 3 (comunicação, linguagem e gestão do conhecimento), com o título INTERATIVIDADE E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UMA REFLEXÃO SOBRE OS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM. O evento é recomendado pela Capes e como sempre, não será sacrifício nenhum visitar Natal novamente.Vou aproveitar a viagem para fazer algumas entrevistas para minha tese de doutorado que está começando a ganhar corpo, embora ainda pareça um frankstein desconjuntado.

sábado, 27 de setembro de 2008

Lançamento de Livro

Esta semana fui ao lançamento do livro Temas sobre a Instrução no Brasil Imperial (1822-1889), organizado por Antonio Carlos Ferreira Pinheiro e Cristiano Ferronato. A obra tem como objetivo divulgar os resultados de pesquisas que foram desenvolvidas nos últimos quatro anos no âmbito do Grupo de Pesquisa "História da Educação na Parahyba Imperial", vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da UFPB. Os trabalhos discutem aspectos relacionados à contribuição da “instrução” no processo de formação do Estado imperial, tomando como referência a “Província da Parahyba do Norte”. Aspectos relativos à cultura escolar, à formação de professores e a infância “desvalida” são alguns dos temas analisados a partir de farta documentação inédita e desconhecida pelo grande público leitor sobre o XIX. Cristiano é meu amigo querido do doutorado e arrasou quarteirões como organizador do livro. Sim, nós já sabemos que ele é lindo, sim, já sabemos que ele é muito competente, mas a demonstração disso tudo ao mesmo tempo, nos deixou (eu e Alásia) impressionadas e muito felizes pelo resultado do trabalho dele. Aliás, eu consigo vislumbrar nestes momentos o quanto estou evoluindo como ser humano, pois quando participo do sucesso de meus amigos, só consigo sentir felicidade e satisfação, pois o sucesso de cada um engrandece a minha própria escolha como pessoa.Ou seja, nós não crescemos apenas por nossas próprias ações, mas essencialmente pelo conjunto de ações de todos que nos cercam, pois são experiências de vida que nos afetam, direta ou indiretamente. É esta percepção de que estamos inexoravelmente ligados aos outros que nos move para frente e faz todo o resto valer a pena.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cursos Abertos do MIT

Parece que o movimento de Educação a Distância está mesmo se consolidando em vários lugares do mundo. O MIT (Massachussets Institute of Technology) abriu vários cursos para os internautas chamados de OpenCourseWare. São mais de 1 800 cursos, alguns traduzidos para o português. É um repositório de aulas utilizados em cursos do MIT contendo notas de leitura, situações-problema, exercícios de laboratórios, vídeos e apresentações produzidas pelos professores. É de graça e não exige nenhum tipo de cadastro. Só não tem certificação, mas também era pedir demais!

Curtinhas

* A organização do evento de Hipertexto solicitou minha autorização para postar minhas fotos na página deles. Esta humilde fotógrafa ficou se achando...


** Meu departamento tem necessidade de 40 horas minhas este semestre, mas o setor de recursos humanos diz que eu só posso ter 20 horas. Hummm... parece um daqueles problemas matemáticos insolúveis.


*** Definitivamente a linha de Estudos Culturais do PPGE me cansa!!!

****Hoje foi um daqueles dias que eu fiquei me perguntando o que estou fazendo aqui? Que vontade de sumir...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

2° Simpósio Hipertexto - Minha Apresentação

Bom, depois de tantos comentários, só ficou faltando falar sobre a minha apresentação. Eu nunca acho que é nada de especial, mas falar sobre a Web 2.0 sempre me empolga. Usei o livro de Cristóbal Cobo e Hugo Pardo, Planeta Web, como base para o texto, que obviamente, vou compartilhar aqui no blog.Se você ainda não fez o download do livro, aproveite o link aqui no blog. O título do trabalho é A Web 2.0, Educação a Distância e o Conceito de Aprendizagem Colaborativa na Formação de Professores.Todas as imagens que usei na apresentação foram retiradas do blog Ergonomic de Cristóbal Cobo, ou de outros blogs. Esta escolha foi proposital porque ele é um dos maiores defensores do compartilhamento de informações e fiz questão de mostrar esta atitude na prática.Organizei o slideshare intercalando as fotos da minha apresentação. Quem sabe no futuro não vou postar um vídeo em tempo real?


Hipertexto2008 Blog
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2° Simpósio Hipertexto - Sérgio Abranches

Encontrei também meu amigo Sérgio Abranches, que eu não via já fazia um tempinho. Ele trouxe uma discussão interessante com o título "O que fazer quando recebo um trabalho ctrl c + ctrl v?" Para dizer a verdade, ele parecia ser o único disposto a discutir a questão com um pouco mais de profundidade, indo além do "vigiar e punir". Sem dúvida, esta questão de plágio acadêmico precisa ser repensada nos mais diversos níveis. A questão principal é de quem é a responsabilidade? Como construir uma identidade de autoria em nossos alunos? Uma aluna na platéia fez uma pergunta que foi um soco no fígado dos professores: - E os professores que obrigam seus orientandos a colocar o nome do professor orientador como co-autor nos trabalhos? Também são plagiadores? Esta prática já virou mania nas Universidades. A professora Ângela Dionísio foi taxativa: -Eu sou radical, minha obrigação é orientar o trabalho, mas o resultado é do aluno! Achei ótima a fala dela porque penso a mesma coisa. Que história é essa de obrigar os alunos a nos colocarem como co-autores? Em alguns trabalhos, eu ajudo muito e até posso merecer uma co-autoria, mas isso não é regra, é exceção. Depois da apresentação, colocamos as fofocas em dia e rimos muito. Foi uma pena que eu não tinha mais tempo para ficar em Recife.Estou pensando em cursar uma disciplina no mestrado em Educação Tecnológica da UFPE.Por falar nisso, teremos novidades sobre a próxima seleção que será realizada a partir de outubro. Não percam o blog de Madame Ana que não traz a pessoa amada em três dias, mas tem boas dicas para quem quer estudar.

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