terça-feira, 25 de maio de 2021

Mais amor, por favor!

Hoje foi o encerramento da disciplina Tópicos em Tecnologias Educacionais 1: Temas e pesquisas da Educação Tecnológica no cenário internacional. Foi uma disciplina diferentona, com três professoras (eu, Patrícia Smith e Thelma Panerai) e com convidados de diferentes países para discutir temas emergentes em Educação Tecnológica. O nosso primeiro convidado foi o professor argentino, Alejo Ezequiel González López Ledesma, que trouxe uma discussão interessantíssima sobre narrativas transmídias no contexto da América Latina. Na semana seguinte, o querido professor José Ribeiro (Portugal) provocou os nossos alunos com a proposta de elaboração de um vídeo de dois minutos para responder duas perguntas: quem é você e por que está aqui? Discutimos espaços autobiográficos e narrativas na primeira pessoa. A nossa terceira convidada foi a professora Iris Bockermann, da Universität Bremen (Alemanha), com uma discussão sobre os FabLabs e a formação de professores na cultura maker. Para fechar em todos os sentidos a disciplina, recebemos Neuza Pedro, da Universidade de Lisboa (Portugal), para discutirmos a inovação nos espaços físicos das escolas. 
Fizemos uma avaliação dos encontros no encerramento e os alunos falaram sobre os desdobramentos da disciplina em suas pesquisas, em seu trabalho e nas suas vidas. Os depoimentos foram emocionantes e precisamos muito falar sobre como o contexto atual afeta a nossa prática, as relações da docência e os processos de aprendizagem. Em uma turma de 40 alunos, com pouquíssimas ausências nos encontros, um aluno contou que fez um esforço enorme para acompanhar as aulas porque estava assistindo aula do hospital, onde acompanhava a sua esposa internada, uma aluna disse que dividia a sua atenção entre a aula e a mãe enferma que necessita de muitos cuidados e outra aluna revelou que ficou viúva recentemente. Certamente essas foram as situações reveladas, mas muitos outros alunos estão passando por situações difíceis, com muitas perdas e sofrimento. Nós nem imaginávamos a luta que eles estavam travando e fiquei muito aliviada porque conduzimos a disciplina com leveza para que ela não se tornasse um peso na vida dos nossos alunos.. Estou cansada de discutir tecnologias digitais, aulas remotas e novas metodologias, sem considerar o contexto terrível em que vivemos. As pessoas estão adoecendo, morrendo, sofrendo e não é possível retirar essas variáveis do nosso fazer docente. Eu aprendi muito com essa disciplina e o mais importante é perceber que o amor é sempre imprescindível, agora mais do que nunca na história das nossas vidas!

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