quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Curiosidades da defesa

Alguém aí já viu o episódio que o Patrick do Bob Esponja se autonomeia doutor? Ou melhor, Professor Doutor Patrick Estrela, para vocês, enquanto o Bob Esponja é o estagiário (o meu amigo Albergio sabe exatamente de qual desenho estou falando). É muito engraçado...Depois da tensão, dá até para achar graça do momento. Defender uma tese é uma daquelas experiências que não adianta muito contar, mas vamos lá:


# Regra número um: escreveu tem que pagar. Ou seja, estamos lá para justificar o nosso percurso e as nossas escolhas;


# A maior parte da banca achou o máximo as minhas pequenas transgressões da ABNT, mas a professora Mirian que também é do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, ficou brava...


# O professor Júnior disse que a escola é um aparelho repressor do Estado e que não acredita em transformação da sociedade através da educação. Embora seja um contraponto interessante, quem acredita na educação saiu da sala com vontade de cortar os pulsos...


# Minha orientadora estava mais nervosa do que eu, parecia que ela é que ia defender. Ficou incomodada com as observações dos outros enquanto eu só pensava em quanto tempo aquilo tudo ainda ia durar.


# Eu tomei tanta água durante a defesa que no final só pensava em achar um banheiro urgente. Mais cinco minutos de blá,blá, eu tinha feito xixi ali mesmo!


# No dia seguinte, todos os músculos das minhas pernas estavam doloridos por causa da tensão do dia anterior. E o povo se surpreendeu com a minha calma...


# Uma professora veio de Souza para assistir a defesa que ela só ficou sabendo através do blog. Fiquei de queixo caído!


# Primeiro eles agradecem o convite para participar da defesa, depois escalpelam a gente publicamente e, no final, registram o mérito do trabalho e a grande capacidade analítica. Se isso não é um processo esquizofrênico, eu não sei definir o que é.


# Eu fiquei feliz da vida, minha orientadora ficou feliz da vida, nós todos ficamos felizes da vida... Quem precisa de mais para viver?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Doutorado Concluído

Hoje foi o dia de enfrentar a banca examinadora com cinco doutores extremamente qualificados para dissecarem o meu trabalho em todas as suas nuances e entrelinhas. Não é tarefa fácil, a tese é como um filho e nos revelamos muito mais em nosso texto do que podemos imaginar. Assim, as incongruências, deslizes, falhas, ambiguidades, estão lá, evidenciadas para que a banca aponte. Mantendo as devidas proporções é como estar nua enquanto todos ao seu redor estão vestidos... Não é uma sensação muito agradável. Todos se supreenderam com a minha calma na apresentação, mas adiantava ficar nervosa? Uma professora do mestrado me deu um conselho interessante: fique tranquila porque ninguém saberá mais do seu trabalho do que você mesma. Talvez a calma seja fruto da minha segurança do percurso e das minhas escolhas, as pessoas podem até não gostar, mas vão ter que respeitar, e só isso importa. A defesa em si não significa grande coisa, considero o processo muito mais desgastante do que o momento da defesa. Ali, as pessoas opinam, mas fora algo mais sério, não exercem o poder de interferir diretamente no trabalho. As sugestões são interessantes porque vemos um outro olhar sobre a nossa produção, mas o contexto de avaliação tira qualquer prazer em discutir o seu trabalho. Eu adoraria argumentar, explicar, mostrar como o processo foi construído e as escolhas teóricas realizadas. Porém, a tensão do momento e o caráter formal da apresentação, acabam com qualquer desejo de sentar ao lado dos componentes da banca e falar sobre a criação, o criador e a criatura. É uma pena, porque seria bem mais proveitoso sem os rapapés para chegar até o momento da palavra final: aprovada! A melhor parte foi o almoço descontraído e muito divertido depois da defesa. O sofrimento também tem as suas recompensas...

sábado, 15 de agosto de 2009

Câmbio, desligo

Fiz o pedido de desligamento oficial da UEPB ontem e aproveitei para colocar em dia as minhas últimas responsabilidades como professora da Universidade. Entre elas, estava a apresentação das monografias dos meus orientados do curso de Licenciatura em Computação. Como sempre, os momentos da defesa são recheados de agradecimentos, reflexões sobre as trajetórias profissionais e pessoais e sobre o próprio curso. Entretanto, diante do meu desligamento da Universidade, as apresentações foram ainda mais lacrimejantes. Felizmente, os trabalhos foram excelentes, muito além das exigências de um trabalho de conclusão de curso de graduação. Mérito exclusivo dos meus orientados, já que o final de semestre foi uma loucura, eles envolvidos com suas monografias e eu com a minha tese. Mesmo com a correria, conseguimos realizar uma produção interessante, vejam só o temas: o uso do GCompris como ferramenta de software livre para a educação (Wilkens Lenon), formação de servidores no uso do Software Livre com o Edux - ferramenta SL customizada pelos próprios alunos - (Henrique Pontes, na foto), e o uso do LiveMocha como plataforma para a aprendizagem de idiomas (Eduardo Dias). Todos eles merecem dar continuidade em suas pesquisas com publicação de artigos e projetos de mestrado. Depois da missão cumprida, tapinhas nas costas e parabéns, o chefe de departamento me disse que vão abrir novas vagas para concurso público e que eu deveria me inscrever. Não tive nem condições psicológicas, emocionais ou profissionais para responder, mas não pude deixar de pensar: sorry, baby, too late...

sábado, 8 de agosto de 2009

Convite

O estresse de uma quase (mesmo) doutora

Para a minha supresa, saiu a minha nomeação da UFPE, um mês após a homologação do resultado. Eu já estava na correria para defender a tese, agora estou correndo para defender e assumir meu cargo chique de professor adjunto. Todo mundo pensa que escrever a tese é a etapa mais difícil na vida de um doutorando, mas eu descobri que a burocracia pode ser muito, mas muito pior... Em primeiro lugar, existe uma regulamentação na Universidade que estipula o prazo mímimo para a defesa em 24 meses. Isso significa que se você for dedicado, tiver trabalhado na sua tese antes de se matricular no programa, cumprir todos os créditos, fazer as proficiências e passar no exame de qualificação, ainda terá que ficar comendo mosca enquanto aguarda o tempo regimentar para a defesa. Ora, aprovada no concurso da UFPE que não foi moleza, só me restava uma saída: entrar com um recurso para antecipar a defesa. Aparentemente, seria necessário apenas um requerimento com a exposição dos motivos, mas a realidade foi bem diferente. Fui falar com todas as instâncias possíveis e imagináveis (incluindo pró-reitores e a vice-reitora em pessoa), precisei anexar documentos intermináveis (resultado do concurso, edital provando que eu podia ter feito a seleção como doutoranda, parecer da minha orientadora, parecer do PPGE, parecer da Pró-reitoria de pós-graduação, parecer do relator, histórico escolar), e isso tudo só para começar a conversa. Conseguir o histórico foi uma loucura, tive que ir atrás dos professores, implorar para que colocassem as minhas notas (inclusive as de 2008.1), correr atrás do funcionário que digita as notas (porque só existe um), entregar os artigos das disciplinas que encerraram em julho e pedir ao professor para corrigir da noite para o dia (por incrível que pareça, essa foi a parte mais fácil). Resultado: processo aprovado por unanimidade no Consepe e defesa marcada para o dia 17. Enquanto isso, corro atrás dos exames (sangue e parecer cardiológico), tiro cópias de documentos para assumir o cargo e providencio a minha exoneração na UEPB. Tudo ao mesmo tempo! Se tudo der certo, estarei em sala de aula no dia 18. Como diria o slogan da Natura, é crer para ver!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Acompanhando a WCCE

Minha vida esta semana está uma loucura tão grande, que sequer consigo falar sobre isso agora. Semana que vem eu conto os detalhes que envolvem burocracia, peregrinações e muita, muita baixaria... Nos poucos momentos livres, tenho acompanhado a cobertura da WCCE (Conferência Mundial de Computadores na Educação) via Web Rádio Abed.Foi a Suzana Gutierrez que deu a dica e depois de ler como ela estava acompanhando tudo bem quentinha embaixo dos cobertores, fui saber o que estava acontecendo. Um post que chamou a minha atenção era sobre o papel da SEED para formar os professores no uso das tecnologias. A informação é a seguinte: "Alexandre Pedro, da Secretaria de Educação a Distância do MEC, falou hoje na WCCE que a Secretaria de Educação a Distância, preocupada com a infra-estrutura das escolas públicas distribuiu cerca de 400 mil computadores e montou 27 mil laboratórios, esse é um dos primeiros passos, mas preocupa-se também com o acesso a internet, e o Norte, o Nordeste e o centro-oeste oferecem dificuldade de acesso. A SEED preocupa-se também com a formação continuada dos professores, letramento digital de professores e alunos. A idéia é fazer com que os professores se interessem pelos blogs, fotologs e afins e para isso a Secretaria tem fornecido cursos aos professores; a fim de que eles através de cursos busquem relacionar-se com as possibilidades tecnológicas.Os professores da rede pública têm a sua disposição vários cursos a distância para seu aperfeiçoamento continuado, além de extensão e especialização. Até final de 2010 teremos mais de 500 mil professores que passaram por estes cursos, isso sem contar com a UAB, a missão do MEC é não só produzir e promover, mas propiciar aos professores a oportunidade de escolherem o curso que desejem fazer". Bem, se a inclusão digital já é um conceito controverso no âmbito da sociedade informacional, quando pensando no interior da escola, ou a partir dela, a situação assume uma dimensão muito mais complexa. Constantemente encontramos o discurso da resistência do professor ao uso da tecnologia, mas nem mesmo essa resistência é devidamente caracterizada. Se não discutimos como e para que usar as tecnologias, torna-se difícil afirmar que existe resistência dos professores nesta ou naquela direção. Podemos encontrar o controle no uso por parte dos gestores, com suas restrições e imposições de regras de conduta na utilização dos equipamentos e não podemos considerar apenas os computadores nessa situação, mesmo os equipamentos de áudio, vídeo e até mesmo os retroprojetores estão inseridos no mesmo quadro. Por outro lado, afirmar que um professor é resistente porque se recusa a usar o laboratório de informática para ensinar digitação, é reduzir o potencial das tecnologias na educação apenas ao aspecto da usabilidade do equipamento, mesmo que este tipo de atividade não contribua em nada para a inserção dos alunos no universo digital. A tecnologia por si só não produz nada, é o seu uso e sua apropriação, sobretudo, no aspecto ideológico que fará a diferença. Esse conceito é muito bem desenvolvido por Maria Helena Bonilla, definindo o papel dos consumidores e dos produtores no contexto da inclusão digital. Infelizmente, as políticas públicas estão sempre na direção da "formação" e "capacitação" dos professores, nunca na direção da apropriação e consolidação da cultura digital.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Bate boca em tempo real no Twitter

Eu venho repensando o uso das redes sociais ultimamente, através das leituras da Raquel Recuero, Alex Primo, André Lemos, Sérgio Amadeu, entre outros. Eu já comentei aqui que finalizei a minha tese apontando para o uso das redes, sem me aprofundar no assunto, uma vez que não tenho leitura suficiente para escrever sobre isso agora. Porém, como usuária, alguns acontecimentos estão me fazendo refletir sobre as redes a partir de um outro enfoque. O primeiro é que tenho recebido mensagens no meu e-mail, com sugestões de postagem para o blog para divulgar ações sobre EAD. Eu fiquei muito surpresa porque como não coloco nenhum tipo de propaganda no meu blog, não pensei que tinha dado "cabimento" para qualquer pessoa acreditar que eu possa publicar postagens sob orientação de outras pessoas. O que está publicado aqui pode não ser grande coisa, mas é fruto exclusivo do que eu penso sobre determinados assuntos. Quando não posso expressar a minha opinião sincera, ou aviso aos leitores (a responsabilidade jurídica não permite...) ou nem coloco. Outro fato aconteceu hoje mesmo. Eu recebi através do Twitter uma indicação de conteúdos educacionais da Microsoft. Ao abrir a página achei graça no uso da expressão inclusão digital e fiz um comentário sobre isso. Em poucos minutos, já recebi resposta. Vejam só:


9:50h - Conteduc:Uso da tecnologia como mediadora do aprendizado http://www.conteudoseducacionais.com.br/index.asp
10:05h - Ana: Eu a-do-ro a Microsoft falando em revolucionar a educação com tecnologia e inclusão digital. É tão meigo...http://tinyurl.com/nv6f59
10:19h - Conteduc:Bom dia Ana, vi que acessou o site Conteúdos Educacionais da Microsoft Educação, o que vc achou?! Gostou? Conseguiu se cadastrar?
10:26h - Ana: Do ponto de vista técnico, parece ótimo. Porém, na relação formação/consumo tenho minhas reservas.
10:43h - Conteduc:Esse site é um projeto de cunho social da Microsoft Brasil e como percebeu, todo material contido no site é gratuito.
10:46 - Conteduc:Tenho material informativo que gostaria enviar por e-mail assim, poderia repassar essas informações a outros educadores. O q acha?
11:10h - Eu sei que é gratuito, não estou criticando o projeto. O paradoxo é promover a inclusão digital através do software proprietário.

Encerramos a conversa de forma civilizada, eles acreditando que vão me mandar o material informativo e que eu vou me digitransformar em uma Gatemaníaca, e eu impressionada com a "Farsa do Bom Burguês". Não pude deixar de pensar que existe um movimento de apropriação das redes sociais que busca, através de um discurso mais articulado e ações bem específicas, formar os formadores de opinião! Não que eu seja o último refrigerante gelado do sertão, mas se eu fizesse propaganda aqui do programa governamental x ou do projeto social (???) da empresa y, as pessoas não poderiam acreditar que a minha opinião foi formada a partir de um discurso científico? Seria um exagero afirmar que ao divulgar determinados projetos, as pessoas poderiam acreditar que fundamentei a minha opinião nas minhas pesquisas sobre EAD? Eu procuro falar aqui sobre a minha pesquisa, as dificuldades no uso das tecnologias na educação, indico livros e divulgo meus artigos. Por essa razão, eu me identifico, não é por narcisismo, mas para referendar o que estou dizendo. Para falar abobrinhas eu tenho um blog que não tem meu nome, nem a minha profissão. São apenas algumas reflexões pertinentes porque as redes sociais são interessantes e importantes como espaços livres de expressão. Se forem apropriadas e transformadas em mídia para o mercado, deixarão de fazer sentido.Mas essa é a minha concepção sobre o uso dos blogs, existem muitas outras opiniões sobre o assunto.Felizmente...

sábado, 18 de julho de 2009

Quem precisa do Procon quando se tem o YouTube?

Eu li a notícia na coluna do Anselmo Gois e achei tão interessante que resolvi reproduzir aqui. O grupo canadense Sons of Maxwell viajou pela United Airlines para Nebraska, nos EUA. Ao retirar a bagagem, o vocalista Dave Carroll verificou que o seu violão da marca Taylor, avaliado em US$ 3.500, estava quebrado.Como a empresa não pagou o prejuízo, embora não tenha se eximido da responsabilidade pela bagagem, o músico não teve dúvida: produziu um videoclipe hilário contando a história e divulgou no YouTube. Resultado: mais de 3 milhões de visitas, a empresa com cara de tacho e a certeza de quem tem a web como aliado, não precisa de nenhuma agência de regulação ou órgão de defesa do consumidor. Som na caixa!(para tirar o som dos slides basta clicar no ícone do som no canto superior esquerdo do slide).


quarta-feira, 15 de julho de 2009

De cabelo em pé!

Ao ler o Jornal O Globo, me deparei com a seguinte notícia: Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica tem baixa procura. Segundo o jornal, "a baixa adesão dos professores da rede pública ao programa federal que oferece cursos gratuitos de licenciatura está preocupando o Ministério da Educação. Quinze dias após a abertura do prazo, apenas 3.488 profissionais fizeram a pré-inscrição pela internet, o que corresponde a 6,59% do total de 52.894 vagas que estarão disponíveis no segundo semestre deste ano". Levei um susto, pois recebi a informação sobre a Plataforma Paulo Freire, via e-mail, há menos de quinze dias, e olha que eu me conecto todos os dias com banda larga, tenho um blog, participo de várias listas etc e tal. Mas... e os professores da Escola Municipal Rosa Dias, em Poço Dantas, na Paraíba? Será que eles foram informados? Eles sabem como o programa funciona? Estão realmente a par dos objetivos da política pública? Observando o local de trabalho deles na foto, parece que não... Continuando a leitura, descubro que as inscrições foram abertas no período de férias dos professores, vão apenas até o dia 30 de julho e só podem ser feitas pela Internet! Ah, sim, agora que descobriram esses "imprevistos", resolveram veicular uma campanha na televisão, distribuir 500 000 cartilhas nas escolas (por que o nome "cartilha" pelamordedeus!?!?) e vão enviar e-mails para 250 000 professores. Leva a mal não, mas eu tenho a impressão que o programa (essencial, diga-se de passagem) foi elaborado por servidores que moram na Suíça. Como dizem nas Universidades (o "dizem", sujeito indeterminado, é proposital), o Brasil não é o Rio de Janeiro! Falta só sensibilidade para perceber isso...

domingo, 12 de julho de 2009

A qualidade dos desenhos brasileiros

Fugindo um pouco da temática do blog, preciso contar que estou me tornando pós-doutora em desenhos animados, já que nos intervalos em que tento esfriar os miolos e me distanciar da tese, assisto junto com a minha filha de três anos e meio todos os desenhos possíveis e imagináveis. Vocês podem até pensar que é tarefa fácil, mas só quem mergulha de cabeça nos roteiros complexos e na diversidade dos traços sabe que é preciso horas de dedicação para compreender e acompanhar os desenhos. Temos dinossauros em cartão (virtuais e reais), padrinhos mágicos de um menino solitário com pais displicentes, culto aos exercícios e boa alimentação em Lazytown, um menino melequento e uma amiga de humor ácido que vivem com a morte sabe-se lá porque, uma esponja alienada e seu amigo estrela que são vizinhos de uma lula militante e engajada, menino cientista que estuda em uma escola bem bacana e, finalmente, um desenho brasileiro lindinho chamado peixonauta que desenvolve o interesse científico nas crianças. O desenho tem uma qualidade incrível e não deixa nada a desejar aos desenhos estrangeiros, que aliás, são em sua maioria financiados pelo governo do Canadá. Sim, parece que o Canadá tem uma grande preocupação com a formação de suas crianças e investe pesado nos desenhos educativos. É um bom exemplo de uma política pública para formação das crianças que não esteja direcionada apenas para a merenda ou para a escola. Aliás, já está na hora de mudar esta percepção de que o único espaço de formação das crianças é na escola. Fora dela, os mais ricos complementam a formação com várias atividades e aos mais pobres resta a rua ou com um pouco mais de sorte, a televisão com a sua programação medíocre. Como já dizia a música dos Titãs, a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte!

sábado, 11 de julho de 2009

Divulgação da Produção Científica na Internet

Finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno semelhante ao período medieval, foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura o projeto de Lei 1120/07 que obriga as instituições públicas de ensino superior e unidades de pesquisa a publicarem sua produção técnica e científica na internet. "As instituições deverão criar repositórios para abrigar trabalhos de conclusão de mestrado, doutorado e pós-doutorado de alunos e professores, e também estudos financiados com recursos públicos. O relator do projeto, deputado Átila Lira (PSB-PI), acredita que a proposta tem o indiscutível mérito de democratizar o conhecimento científico das instituições de ensino. A disponibilização pública de conteúdos digitais, sua proteção legal e a garantia de acesso aos seus produtos derivados são fundamentais para alimentar as cadeias culturais, artísticas, educativas e científicas" A lógica é simples, todo estudo financiado com recursos do poder público pertence à sociedade que mantém as Instituições com o dinheiro dos seus impostos, logo, nada mais justo do que compartilhar com todos o conhecimento produzido. Até hoje, o conhecimento circula em revistas especializadas, fechadas ao público em geral ou em anais de eventos científicos. Mesmo quem está vinculado aos programas de pós-graduação encontra dificuldade em alguns momentos para encontrar artigos e teses. Semana retrasada eu precisei de uma tese de doutorado aprovada em uma universidade pública e não a encontrei na rede. E olha que era uma tese premiada de um professor renomado. Foi preciso me deslocar até a biblioteca da UFPB e acessar o portal da Capes para encontrar a bendita. Perda de tempo, dinheiro meu (pelo deslocamento) e público (ocupei um funcionário, um computador e a rede da universidade) para uma ação que poderia ter sido feita em casa. Por falar nisso, resta saber agora como vai ficar a questão do Portal de Periódicos da Capes que resiste bravamente aos apelos de segmentos da comunidade acadêmica para a democratização do seu acesso. O projeto pode ser lido na íntegra e a sua tramitação acompanhada via web. Simples, não?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Trabalhos da UFAL

A produção sobre Educação a Distância está mesmo crescendo e algumas instituições acabam despontando na área. Fiquei surpresa com a quantidade de trabalhos apresentados pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas) no evento. O fato de realizar cursos a distância potencializa a pesquisa, mas a atuação dos professores que orientam os trabalhos também é fundamental. Fiquei muito bem impressionada com o apoio que os professores orientadores tem dado aos seus alunos. A Cynara e o Fernando, mestrandos da UFAL com quem tenho um contato mais direto, estão muito seguros em suas pesquisas e já animados para uma continuidade no doutorado. Estão pesquisando, refletindo, divulgando e se mobilizando para fazer valer as suas idéias. Como diz o Mastercard, isso não tem preço...Inspirada nos exemplos, fui acompanhar a apresentação da minha orientanda Mayam Andrade que se saiu muito bem na defesa de sua pesquisa sobre a tutoria. É muito bom crescer e ter sucesso na nossa caminhada, mas é melhor ainda apoiar e acompanhar o sucesso de outras pessoas. Pessoalmente, não acredito em competência profissional do professor que não seja acompanhada de uma boa dose de generosidade e disponibilidade para o compartilhamento do conhecimento.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O 19° EPENN é um sucesso!

Hoje foi o terceiro dia de atividades do 19° EPENN que está acontecendo na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. A participação nas comunicações orais, mini-cursos e nos outros espaços do evento tem sido intensa. A professora Adelaide Dias, coordenadora do evento, está radiante e não é para menos. Na parte da manhã, durante a sessão das comunicações orais do GT 16 (Educação e Comunicação), a sala estava lotada e tivemos a participação de vários pesquisadores renomados que não arredaram o pé da sala até o final dos trabalhos. Os temas eram bem variados, Orkut, inclusão digital, tecnologias e tribos urbanas, uso do áudio, Foucault, autoria coletiva na EAD e instrumentos de avaliação da tutoria. Eu apresentei o texto "Concepções de Aprendizagem e o Uso da Tecnologia na Educação a Distância: Das Máquinas de Ensinar ao Conceito de Aprendizagem Colaborativa", que foi meu trabalho de conclusão da disciplina Teorias de Aprendizagem e serviu como referência para a minha aula didática no concurso da UFPE. Além dos compromissos acadêmicos, é sempre bom rever os amigos virtuais e reais. Meu amigo Fernando Pimentel da UFAL levantou uma questão importante para todos nós: é urgente que seja criado um GT específico para Educação a Distância na ANPED. Os números revelam que a maior parte dos trabalhos apresentados no GT Educação e Comunicação abordam temas da EAD. Vamos apresentar um documento ao final do evento pleiteando a criação de um novo GT. No momento fofura do evento, encontrei com o pessoal da banca do concurso e já fiquei sabendo que deixei uma ótima impressão.Pena que estou muito gripada a febre sempre aparece no final do dia. Assim, estou pegando leve porque hoje em dia não dá para facilitar...

domingo, 5 de julho de 2009

Luto Virtual e Real por Cássia Baruque

Ano passado, exatamente no mês de junho, troquei uma série de mensagens com a Professora Cássia Baruque. Ela pesquisava sobre doutorado em EAD, encontrou o meu blog e como estava iniciando uma empreitada como coordenadora de EAD da UEZO (Universidade Estadual da Zona Oeste), trocamos informações sobre a legislação e os procedimentos de implementação de cursos a distância. Depois de viver todas as emoções fortes para a implantação dos projetos de EAD na UEPB, nada mais natural do que compartilhar com quem estava entrando em terreno nada amistoso naquele momento. Não a conheci pessoalmente, mas a conexão foi imediata, tínhamos as mesmas impressões e opiniões sobre as dificuldades do sistema. Pensamos, inclusive, em escrever um artigo ou livro sobre a implementação de cursos a distância nas IES públicas. No final do ano, ela me enviou um e-mail fofo que reproduzo no final deste post porque ela menciona o Rio de Janeiro. Hoje ao ler os jornais como todos os dias, comecei com a manchete sobre a morte de uma mulher assassinada por bandidos em Botafogo, no jornal O Globo. Chego ao final da notícia em choque, a mulher é a professora Cássia Baruque, minha colega virtual, amistosa, gentil, competente e cheia de planos. Fiquei tão abalada, pensando na estupidez da violência que muda uma história e todas as possibilidades em poucos segundos. Minha filha de três anos me perguntou porque eu estava chorando na frente do "quadrador". - O que você está lendo mamãe? Não ter resposta para explicar uma violência tão injustificada, seja para alguém com três ou trinta anos, é angustiante. Prefiro ler a mensagem de otimismo, carinho e reconhecimento que ela me enviou no Natal e ter a certeza de que minha saída do Rio de Janeiro, depois de ter a minha casa roubada, foi uma decisão mais do que acertada.
Cássia Baruque para mim - mostrar detalhes 24/12/08
Olá Ana Beatriz, tudo bem?
Chegou o Natal e eu gostaria de lhe desejar um excelente Natal com muitas rabanadas...rs rs e em união e paz com sua família!!!
Um Ano Novo pleno em realizaçoes, sucesso e vitórias!
Náo sei se lembra de mim, você me "Socorreu", esclarecendo várias dúvidas que eu tinha em relação a leis sobre EaD!!!
Gostaria de lhe agradecer todo o seu apoio e lhe dizer que conte comigo também!
Dê notícias!!
abraços,

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Abandonando a Tese

Nas duas últimas semanas fiquei ocupada colocando os trabalhos atrasados em dia, corrigindo trabalhos e provas, revisando o material da disciplina do curso de Letras a distância e finalizando a minha tese. Durante esse processo, descobri que tinha finalmente encerrado a minha pesquisa "doutoral" (por favor, perdoem a arrogância do termo, mas é que eu ouvi essa expressão de uma colega que está começando o trabalho agora, e não pude deixar de rir, é ridículo!). Enquanto eu ajeitava um capítulo aqui, organizava outro ali, me dei conta que não tinha mais o que pesquisar, não tinha mais documentos para ler ou material para buscar. A pesquisa estava acabada e tudo o que me restava era processar o abandono, de forma tranquila e equilibrada. Tem gente que nunca abandona o seu trabalho, na véspera da apresentação ainda encontra alguma coisa para acrescentar, um autor para inserir ou um comentário para fazer. Escrevendo o último capítulo, eu me dei conta de que poderia acrescentar algo sobre redes sociais na tese, mas consegui frear a intenção em tempo. Imagina só, eu iria começar uma nova pesquisa e obviamente um novo trabalho. Quando se fala em disciplina para escrever uma tese, as pessoas pensam em organização e produtividade, mas existe uma outra dimensão igualmente importante: saber quando parar. Não me entendam mal, não estou dizendo com isso que o meu trabalho está pronto e acabado, que dei conta de tudo o que era possível sobre o tema. Muito mais coisa poderia escrita sobre o assunto, mas o importante é que consegui concluir tudo o que eu pretendia. Os objetivos foram alcançados, a hipótese comprovada e todas as coisas novas que surgiram nos últimos meses, servirão como base para o pós-doutorado ou para outros momentos. Quem pesquisa tecnologia, educação e comunicação sabe que a cada semana surgem novos trabalhos e artigos, é impossível dar conta de tudo.Eu não aguento mais o assunto, já estou interessada em outras coisas, quero fazer outras pesquisas. Mesmo assim, vou me dedicar na próxima semana a passar três dias consultando o portal da Capes na Universidade para ter certeza que não escapou nenhum material importante sobre o tema. Fora isso, é preparar a defesa, publicar e...UFPE já estou chegando!


#O post sobre o concurso é o campeão de comentário até a agora no blog. O professor Niraldo colocou até uma mensagem no Twitter sobre ele. Fiquei toda fofa!Depois daquela maratona se eu não comentasse aqui, acho que explodiria ou enfartava...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Três dias que mudam a sua vida...

Semana passada participei do concurso público para professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco (área Educação a distância: fundamentos e metodologia da EAD). Sem querer radicalizar, se Socrátes, Homero e todos os autores dos clássicos vivessem nesta época, sem dúvida escreveriam sobre um concurso público para professor. São várias pequenas torturas, que vão se avolumando ao longo do processo e, caso o cidadão sobreviva até o final em pleno uso de suas faculdades mentais, terá uma chance de ser incluído no seleto grupo de professores doutores de uma IFES qualquer. Primeiro é a inscrição, é preciso procurar os documentos, atualizar o maldito currículo lattes (que já não sei bem se é uma homenagem ou uma vingança de algum desafeto acadêmico), pagar a taxa no Banco do Brasil (que dispensa comentários) e enviar por Sedex. Depois disso tudo, começa a tarefa detetivesca para descobrir se sua inscrição foi homologada ou não, a experiência (=UFPB) já me mostrou que se não tiver nenhuma teoria da conspiração em jogo, tudo pode dar certo, caso contrário... Neste caso específico, a ansiedade foi grande porque além de estar escaldada eu estava concorrendo como doutoranda, sem ter certeza absoluta de que os documentos estavam corretos. Depois é fácil, basta escrever um artigo de dez a quinze páginas para cada ponto, elaborar esquemas, desenhos ou qualquer outro artifício que faça o cristão memorizar todos eles, ter um cuidado enorme com as referências, escrever de forma impecável, sem borrões ou riscados e pronto! Está automaticamente habilitado para a prova didática que acontecerá 24 horas Jack Bauer depois de sorteado o ponto. Ah, sim, esqueci do ponto alto, na UFPE é realizada uma leitura pública da prova escrita! Como? Sim, querido leitor, se você não domina o conteúdo, não apareça lá, porque depois de escrever até a munheca cair e os olhos saltarem, temos que ler a nossa produção. Confesso que só continuei no processo porque realmente eu dominava todos os pontos em nível de não dar um vexame completo, mas conheço muita gente que faz concurso (e passa!) porque conta com a possibilidade de sorteio de determinados pontos, enquanto não saca nada dos outros. Bom, parece que 24 horas é mais do que o suficiente para montar uma plano de aula com seus respectivos slides, certo? Errado, o cansaço, o sistema nervoso e as noites mal dormidas começam a cobrar o seu preço exatamente nesta etapa final, e o risco aqui é grande. Eu já sabia que existe alguma coisa mágica com o tempo de aula em concursos, aquela aula maravilhosa que você treina em casa com duração de 60 minutos é misteriosamente encolhida na hora H, e você se vê em desespero completo para esticar os minutos que faltam e não ser reprovado. Sabendo disso, eu preparei um plano B com slides e esquemas que poderiam ser acelerados caso fosse necessário ou apresentados beeeeeemmm devagar no final da nossa Ilíada de Homero. Ao final de tudo, eu que já nem conseguia falar direito, perguntei quando saía o resultado. - Amanhã, às dez horas, respondeu a banca. -Ahhh... Vai estar fixado aqui na sala ou no departamento? perguntei. A banca me olhou como se eu fosse uma alienígena demente (juro que corri um sério risco de ser reprovada nessa hora):- Você não entendeu. O resultado é divulgado a partir das dez horas porque os envelopes são abertos na hora e a contagem dos pontos é pública! Mas que raios, tudo é público neste concurso? Ou seja, se você não deu vexame na leitura da prova, não pagou mico na hora da aula, ainda corre um sério risco de ser exposto ao ridículo na hora do resultado. Como mulher de fibra que sou, fui até lá com a cara e a coragem e, embora eu soubesse que tinha ido bem na prova escrita, sabia que todos poderiam ser reprovados. Entrei na sala, vi os resultados no quadro, mas só compreendi quando o professor Luiz Mercado me deu os parabéns. Saí de lá atônita, com o coração inflado de tantos abraços de boas vindas, e com uma sensação incrível de ter conseguido algo que consumiu meus três últimos anos de trabalho árduo e dedicação total. Toda a minha resignação diante dos contratempos da vida (e a decisão inabalável de não ir para o lado negro da força) teve a sua recompensa materializada naquele momento único. Só pude pensar em uma coisa: os anjos agiram por mim!

sábado, 13 de junho de 2009

Redes Sociais na Internet

Já está na rede para download o novo livro da Raquel Recuero, Redes Sociais na Internet, que aborda a construção e a dinâmica das redes sociais. Em entrevista para o blog Monitorando, a autora afirma que "os espaços sociais que temos na rede auxiliam em um processo de comunicação mais amplo, tanto nos aspectos informativos (acesso à notícias, informações, serviços e etc.) quanto naqueles conversacionais (debates, discussões, etc.). Assim, também são espaço potenciais para a educação e o espírito crítico. Do meu ponto de vista, ainda fazemos um uso muito modesto das tecnologias na educação". Eu não me interesso particularmente em pesquisar as redes sociais, mas a sua fundamentação é essencial para o desenvolvimento de qualquer pesquisa sobre a apropriação e o uso da Internet. Eu fiquei sabendo do lançamento do livro pelo Twitter (esta ferramenta ainda vai servir para alguma coisa...). Não é fantástico quando o conhecimento está compartilhado, ao alcance de um clique?

Astronomia a Distância no Observatório Nacional

Mais uma iniciativa interessante para a oferta de cursos a distância: o Observatório Nacional está com inscrições abertas para o curso Astrofísica do Sistema Solar, estruturado em módulos e totalmente a distância. Segundo as informações do site, "não é necessário qualquer conhecimento prévio de astronomia para acompanhar o nosso curso a distância uma vez que ele está voltado para um público não especializado em ciências exatas. Nosso objetivo é difundir e atualizar o conhecimento científico de todas as pessoas interessadas em astronomia". O curso tem duração de um ano e quem quiser o certificado do curso deverá realizar as avaliações para obtê-lo. Totalmente gratuito e organizado em um formato livre que permite o acesso de qualquer pessoa, inclusive os que não estão inscritos, a proposta é uma iniciativa interessante para a divulgação da ciência no país e um indicativo de que a educação a distância está sendo apropriada até mesmo pelos setores mais resistentes da academia.

sábado, 6 de junho de 2009

Nuvem de Tags


Depois de levar uma surra pesquisando na rede, consegui fazer uma nuvem com as tags do meu blog no Wordle Create. A idéia inicial era apenas visualizar as tags em um formato diferente, mas ao ver o resultado fiquei pensando em utilizar a mesma ferramenta para fazer uma representação com as palavras que mais aparecem nos meus trabalhos. O resultado final ficou bem interessante, poderia ser uma nova forma para substituir os resumos caretas dos trabalhos acadêmicos. Aliás, fico pensando em como o pessoal que determina as normas da ABNT vai se adequar aos novos percursos e possibilidades que a tecnologia oferece. Como diz o slogan de responsabilidade social da Natura, é crer para ver!

Tópicos em Cidadania e Direitos Humanos

Na dureza que é a vida de doutoranda, estou fazendo algumas disciplinas apenas para contabilizar os créditos e alcançar a incrível marca de 37 créditos exigidos. Quando eu fiz o mestrado no IPPUR/UFRJ, todo mundo comentava que era um dos cursos que exigia um número de créditos absurdo (36 no total), enquanto outros mestrados exigiam 12 créditos para o sujeito concluir. Uma das disciplinas que estou cursando para cumprir a exigência de carga horária é Cidadania e proteção internacional dos direitos humanos, com o professor Fredys Sarto. Para o meu trabalho não acrescenta quase nada, mas para a vida é imprescindível. Começamos com Kant, passamos por Arendt, lemos Marshall e chegaremos em José Murilo de Carvalho e Alaez Corral nas próximas semanas. A turma é bem pequena (exigência do professor), mas o tema é um verdadeiro desafio. Pensar em questões como a origem da nossa cidadania no modelo romano, o direito natural, a inexistência de fronteiras na cidadania e o papel essencial da educação neste processo, tem sido muito enriquecedor. Vou desenvolver meu artigo relacionando a questão do acesso tecnológico na sociedade de informação e a formação da identidade e cidadania. Neste momento, corro um sério risco de acreditar que esta foi a melhor disciplina do curso e a única que não contribuirá em nem uma linha sequer com a minha tese. Vai entender...

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