Depois de muitos anos trabalhando direto, terei 45 dias de férias! É tanto tempo disponível que eu nem sei o que fazer. Ou melhor, sei sim, só não sei por onde começar. Vou ler bastante, dormir até tarde, conversar com os amigos e o mais importante: praia sem limites! Vou aproveitar a vantagem de morar no Nordeste para mergulhar nas águas mornas e comer muito camarão na beira do mar... Em fevereiro estarei de volta com novidades no blog. Até lá!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Professores Conectados
Já faz algum tempo que tenho vivido a experiência de estar conectada com professores de vários lugares do Brasil, trocando experiências, links, opiniões, textos etc. A riqueza das trocas realizadas na rede é quase imensurável, tanto no aspecto quantitativo, quanto qualitativo. Conheci muitas pessoas incríveis que hoje tem um papel fundamental na minha vida pessoal e profissional, por inúmeras razões. O principal é que me mostraram (e continuam mostrando) as inúmeras possibilidades reais para o uso das tecnologias digitais na educação. Eu acredito que a formação de redes é um movimento essencial para a consolidação da cultura digital dos professores e uma das professoras com a qual tenho interagido na rede, professora Suzana Gutierrez, pesquisou o assunto nos últimos anos. O resultado é a sua tese de doutorado Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede, defendida no último dia 16, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Suzana é professora do Colégio Militar de Porto Alegre e a sua tese aborda questões fundamentais sobre o uso e a formação de redes de professores. Vale a pena a leitura!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Finalmente, 2011!
Nem preciso dizer o quanto este ano foi carregado, mas ele chegou ao fim como tantas coisas na vida. Na minha recente viagem ao Rio, ficou muito claro na minha cabeça que tudo muda na nossa vida, mas que as coisas boas e intangíveis permanecem. O amor, por exemplo, quando bem cultivado permanece para sempre, através das boas lembranças, dos gestos e da determinação inabalável de se continuar amando. Apesar de. As minhas atividades como professora me exauriram muito este ano, talvez por ter ingressado na pós-graduação ou talvez porque eu sempre acumulei atividades administrativas com a função de professor. Ser professor adjunto significa trabalhar para o governo com total autonomia no campo das ideias, mas essa liberdade tão significativa e incondicional (poucos podem se dar ao luxo de pesquisar o que quiserem) significa que o seu cérebro será espremido com uma laranja e que alunos, colegas e as agências de fomento, vão exigir de você respostas. Muitas respostas! E ideias, projetos, cursos, ementas, propostas, análises, pareceres e avaliações. Se você não tiver um colapso nervoso nos primeiros anos, vai tirar de letra o resto de sua carreira acadêmica. Diante de tudo o que aconteceu este ano, eu estou mais sentimental e não consigo avaliar o ano de 2010 pelas pequenas conquistas acadêmicas (trabalhos publicados, projetos aprovados etc.). Eu só consigo fazer um balanço deste ano agradecendo pelas novas amizades (presenciais e virtuais), pelo crescimento e carinho dos meus orientandos, pelo apoio dos meus colegas e pelo carinho e generosidade dos meus alunos. Fiz novos amigos e consegui reencontrar as preciosas amizades antigas. Nada pode ser mais importante que isso, independente do que possa pensar a CAPES/CNPq. Portanto, meus queridos, muito obrigada e FELIZ ANO NOVO!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Flutuação da Alma

Meu amigo virtual com fortes pontos de conexão, João Mattar, fez um belo post sobre o conceito de flutuação da alma e inconstância dos juízos, desenvolvidos por Spinoza. Vou reproduzir uma parte do post aqui, vocês podem ler o texto na íntegra no blog: Aquele estado de alma que nasce de duas afecções contrárias chama-se flutuação da alma, a qual está para a afecção como a dúvida para a imaginação; e a flutuação da alma e a dúvida não diferem senão segundo o mais e o menos. […] o corpo humano é composto de um grande número de indivíduos de natureza diversa e, por consequência, pode ser afetado de maneiras muito numerosas e diversas por um só e mesmo corpo e, inversamente, uma vez que uma só e mesma coisa pode ser afetada de numerosas maneiras, poderá, portanto, afetar também uma só e mesma parte do corpo de maneiras múltiplas e diversas. Por estas explicações, podemos conceber facilmente que um só e mesmo objeto pode ser a causa de afecções múltiplas e contrárias. (Ética, III, Proposição XVII, Escólio, p. 194). Faz muito tempo que li Spinoza e vou me poupar de fazer esse esforço novamente :), mas imagino que o conceito de flutuação da alma sirva como estrutura para a discussão sobre os diferentes pressupostos dos homens sobre a ética. A ideia de que um indivíduo pode ser afetado de diversas maneiras por um objeto, assim como as pessoas podem ser afetadas de formas diferentes por objetos diversos, me faz pensar no quanto buscamos um padrão de comportamento moral nos outros que está longe de existir. A minha concepção de vida pode ser muito diferente dos meus colegas, mesmo que estejamos de acordo em relação aos temas mais gerais do comportamento humano (como matar, roubar etc.). Porém, nas pequenas coisas do cotidiano e nas situações complexas que se colocam diante de nós, a variação nas percepções e na conduta pode ser enorme. Examente por ter feito muitas reflexões sobre o assunto nos últimos anos, escolhi não deixar mais que condutas que eu considero duvidosas das outras pessoas me afetem. Na diversidade das discussões sobre a ética e os padrões de conduta, só existe um caminho para a paz de espírito: seguir o seu caminho coerente com o que você acredita e agir com generosidade em busca do bem comum.
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Atividades do Grupo de Estudos em 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
TCC sobre a informática na Educação Infantil

Algumas pessoas choram em casamentos, eu choro nas apresentações de TCC... Durante o ano inteiro orientei duas alunas (Panmella Dias e Thaís Oliveira) que pesquisaram o uso da informática educacional na Educação Infantil. As duas já tinham trabalhado em escolas particulares como professoras de informática e decidiram ir à luta e pesquisar o tema. A dificuldade já começou na ausência de pesquisas sobre o que realmente está acontecendo nos laboratórios de informática nas escolas e o referencial teórico não ajuda muito, já que não existe um consenso entre os especialistas se as crianças pequenas devem realizar atividades no computador antes de aprender a ler e escrever. Porém, o que são dificuldades e obstáculos quando uma orientadora louca decide riscar um fósforo onde tem gasolina? As duas trabalharam muito, fizeram a pesquisa em duas escolas de Recife, observaram, registraram e analisaram os dados. O resultado? Um trabalho maravilhoso e a conclusão que as escolas não se apropriaram da sala de informática ao seu projeto político pedagógico e por isso mesmo realizam práticas instrucionistas. A banca foi maravilhosa, as professoras Thelma Panerai e Emília deram muitas contribuições importantes e elogiaram o trabalho da dupla. A família estava presente em peso para prestigiar o trabalho das duas, muitas comidinhas gostosas e um discurso de agradecimento que me fez chorar feito uma bezerra desmamada no pasto. Não foi um discurso de agradecimento formal não, foi o reconhecimento de que mesmo com um ano tão difícil, eu não deixei a peteca cair (ao meu favor, posso dizer que não fui a única a chorar, outra professora da banca também abriu o berreiro e não vou dizer o nome dela aqui para não perder a amiga!). Fui abraçada por todos os familiares (ai, gente, eu não mereço ser tão paparicada...) e terminei o meu dia com a certeza que estou no caminho certo. Meu lugar é mesmo aqui!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Artigo publicado na Revista Práxis Educacional

Finalmente, tenho um artigo publicado em periódico na Revista Práxis Educacional. A Revista Práxis Educacional é um periódico semestral do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacionais, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). A revista publica dossiês temáticos (encomendados a pesquisadores e estudiosos), artigos, resenhas, entrevistas, relatos de experiências, resumos de monografias, dissertações e teses recém-concluídas, dentro das seguintes temáticas: Alfabetização e Letramento; Formação de profissionais da educação; Políticas e Gestão da Educação; História, políticas e práticas de educação de pessoas jovens e adultas; Currículo, cultura e prática pedagógica. O tema da publicação onde está o meu artigo é Escola Pública (Vol.6, n.9), perfeito para inserir a discussão sobre as políticas públicas para a formação de professores. O artigo é resultado da minha tese de doutorado, intitulado Políticas Públicas de Formação de Professores da Educação Básica a Distância: O Contexto do Pró-Licenciatura. A revista é indexada, possui Qualis B4 em Educação e é publicada em versão impressa e online.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Resultado do mestrado

Ontem saiu o resultado do mestrado Edumatec/UFPE e não sei se tenho mais idade para emoções fortes. A nossa linha de pesquisa tinha menos vaga do que gostaríamos de ofertar e projetos bons (e alunos idem!) ficaram de fora. Eu fico louca da vida com isso, queria orientar trinta alunos se o regulamento permitisse. A demanda pela linha de Educação Tecnológica é sempre grande e a solução é aumentarmos o quantitativo de professores na linha para atender um maior número de alunos. Conseguimos ofertar oito vagas porque alguns professores disponibilizaram mais vagas, mas isso implicará em uma maior sobrecarga para eles a médio prazo. Alguns mestrados já tem ampliado a oferta de vagas para não perder talentos para outras regiões do país, como é o caso do CIN da UFPE que oferta quase 200 vagas na seleção do mestrado, mas é necessário implementar instrumentos de controle severos para o bolo não desandar. Eu já tinha comentado aqui no blog, existe uma demanda reprimida para a pós-graduação que precisa ser resolvida urgentemente, mas será necessário flexibilizar corações e mentes dos pesquisadores, gestores da CAPES, avaliadores dos cursos e pró-reitores.
Apresentação no 3◦ Simpósio Hipertexto

Eu participo dos eventos de Hipertexto desde a sua primeira edição e sempre gosto muito das discussões que acontecem no evento. O 3◦ Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação foi especial porque desta vez eu estava participando como professora da instituição. Outro diferencial foi a participação dos meus colegas e alunos do programa Um Computador por Aluno. Adorei! Na nossa reunião do UCA no dia anterior ao evento, o nosso coordenador, Professor Sérgio Abranches, informou ao grupo os horários das apresentações sobre o tema. Ele e o Professor Paulo Gileno iriam participar de uma mesa redonda, professores e alunos da graduação e da pós iriam participar das sessões coordenadas (o livro com os resumos do evento está disponível aqui). Eu fiz questão de dizer que só iria assistir a mesa redonda dele por consideração para fazer número e aplaudir, já que eu não aguentava mais ouvir a mesma coisa. Pois é, como diz o ditado aqui, língua falou... A apresentação dele foi maravilhosa, tinha gente assistindo na sala ao lado porque não tinha mais lugar vago na sala. É impressionante como surgem outras questões relacionadas com o uso do laptop em sala de aula. Na parte da tarde foi o momento da nossa sessão de comunicação, eu e a minha orientanda, Dagmar Pocrifka, apresentamos o artigo O Professor e o Desafio do Laptop em Sala de Aula:Reflexões Sobre o Projeto Magalhães e o Programa Um Computador por Aluno. Como muitas pessoas que iriam apresentar trabalhos faltaram, foi possível estender bastante o momento das perguntas e discutimos vários aspectos do uso da tecnologia na educação. Não consegui assistir a palestra do Lévy e terminei a semana mais morta do que viva, mas valeu muito a pena!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Apresentação no IV Simpósio Virtual em EAD
A correria está tão grande que só ontem consegui fazer o upload da minha apresentação no Simpósio Virtual em EAD. Bom, antes tarde do que nunca...
sábado, 27 de novembro de 2010
Dia Nacional da EAD

Ontem estive em Campo Grande/MS para participar do IV Simpósio Virtual em EaD, organizado pelo Portal Educação com o apoio da ABED. Embora a EAD esteja consolidada aparentemente, precisamos de mais espaço para discutir a sua estrutura, os seus problemas e a sua legislação. As tensões e disputas continuam existindo e é muito importante que as discussões sejam feitas com seriedade e coragem. Encontrei muitas pessoas interessantes lá, pude conversar bastante com a professora Vani Kenski e conheci os professores Robson Silva e Andréia Correia . Foi uma experiência repleta de emoções fortes e são tantos assuntos variados que resolvi dividir o conteúdo em várias postagens para contar a história toda. Vamos lá:
Encontro com Vani Kenski
A palestrante que abriu as atividades na parte da tarde foi nada mais nada menos do que Vani Kenski! Fomos almoçar juntas e a-do-rei a fofa! Delicada, atenciosa, agradável... Ela elogiou bastante o Edumatec e fiquei muito orgulhosa em trabalhar na UFPE. Conversamos bastante sobre EAD, ela está muito preocupada com as posições que estão sendo tomadas em relação ao processo de avaliação na EAD. Quem trabalha com EAD há muito tempo já sabe, é preciso estar sempre alerta!
Os profissionais do Portal Educação
Fiquei muito bem impressionada com todos eles, nos levaram para almoçar, fomos muito bem tratados por todos. O pessoal da equipe responsável pela organização das palestras tem formação na área de jornalismo, rádio e TV, marketing etc... Meu marido (que tinha formação em direção teatral) sempre afirmou que era preciso uma preparação específica para os professores que utilizam o vídeo na EAD, senão o resultado poderia ser patético ou um desastre completo. A experiência com o pessoal do Portal de Educação comprovou que a formação é realmente necessária e faz muita diferença para que os objetivos da estratégia pedagógica sejam alcançados.
A minha palestra
Eu fui preparada para um evento acadêmico normal, mesa comprida, telão com datashow, microfone etc. Quando entrei no local da palestra, fiquei em estado de choque: era um estúdio muito bem montado, com duas câmeras potentes, sistema de som e iluminação profissional e uma TV de LCD enorme para projetar os slides. Quase tive um faniquito! O rapaz que conduzia as apresentações me deu instruções: não fazer movimentos bruscos, me manter nas marcações do piso, evitar gestos exagerados, não avançar em direção à câmera, enfim, uma série de orientações que me fizeram querer sair correndo na hora. A sorte é que eles espertamente já tinham trancado a porta. Além de tudo isso, eu ainda iria falar depois da Vani Kenski. Vocês tem que concordar que é responsabilidade demais... Bom, tentei manter a calma dentro do possível, fiz a minha apresentação durante os quarenta minutos previstos e o tempo parecia voar. Depois da apresentação, tive vinte minutos para responder às questões enviadas pelos internautas. As perguntas foram muito semelhantes em todas as palestras e indicam que as nossas preocupações com a estrutura e o futuro da EAD também estão presentes entre os professores e alunos. Não tenho a menor ideia do resultado final, só sei que adorei a experiência e no final, estava quase tomando o microfone da apresentadora para ficar mais tempo no ar (hahaha! Eu sei, é ridículo...).
A viagem: 24 horas no ar!
Vocês não entenderam errado, eu passei duas noites sem dormir quase nada. Os horários dos voos saindo do nordeste para o resto do Brasil são de enlouquecer qualquer um. Saí daqui às 2h da manhã de sexta-feira, fiz uma conexão em São Paulo e cheguei ao aeroporto de Campo Grande às 11:40h. Quase dez horas de viagem! O aeroporto de São Paulo é um caso à parte, parece uma cidade que nunca dorme, peguei até engarrafamento no caminho da saída do avião até o desembarque (temos que fazer o trajeto de ônibus). Podem me chamar de pão-dura e já faz um tempinho que moro no nordeste (onde as coisas são mais baratas), mas um copo de café custar cinco reais e quarenta e cinco centavos, é o fim do mudo para mim! Um pobre turista na minha frente comprou um único croissant e pagou dez reais!! Ele perguntou o preço três vezes e deve ter pensado seriamente em nunca mais sair da Argentina novamente... Voltei no mesmo dia (a atendente no aeroporto disse que ia fazer uma viagem bate e volta) e cheguei em casa às 3h da manhã de sábado. Para completar, voltei no avião com o ex-governador, Cássio Cunha Lima. Parece inacreditável, mas duas mulheres pediram para tirar fotos abraçadas com ele. Como eu jamais pagaria esse mico, vocês vão ter que se contentar com a minha palavra.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Apresentação no ESLE/SBIE 2010
Hoje pela manhã apresentei a palestra "O Uso do Software Livre no Programa Um Computador por Aluno: um olhar sobre a prática dos professores e alunos", no ESLE - Encontro de Software Livre na Educação que aconteceu dentro do SBIE - Simpósio Brasileiro de Informática na Educação. Foi uma oportunidade incrível de dialogar com pessoas de outros Estados que estão trabalhando com o UCA e todos nós temos quase as mesmas questões. Surgiu a ideia de criarmos um grupo de discussão para compartilharmos as nossas dúvidas e socializarmos as estratégias realizadas. Eu adorei participar do evento, foi um momento muito rico de trocas importantes com pessoas que realmente acreditam e querem mudar a educação. Encontrei Alex, Lenon, Rodrigo, Adriana Aleixo, enfim, foi uma manhã muito agradável e produtiva. Para quem quiser fazer download da apresentação, deixo aqui o arquivo no Prezi, uma ferramenta incrível para apresentações (é o fim do domínio supergalático do Power Point... Muahahaha!).
sábado, 20 de novembro de 2010
IV Simpósio Virtual de EAD

Na próxima sexta-feira (dia 26), vou participar do IV Simpósio Virtual de EAD realizado pelo Portal Educação. O evento já está em sua quarta edição, tendo como ponto de partida o dia 27 de novembro, Dia Nacional de Educação a Distância, instituído pela Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED em 2003. Segundo os organizadores do evento, a data é um marco para a Educação a Distância no Brasil, reafirmando a importância do ensino de qualidade e comprometido com resultado trazendo nomes de destaque no cenário nacional no segmento. Será um dia inteiro de palestras, mesas-redondas, debates e discussões sobre a Educação a Distância no Brasil e suas perspectivas no cenário atual, com transmissão gratuita e on-line para todo o país e mais de 60 países que o Portal Educação atinge. Eu participarei do evento a partir das 15h10, com a palestra A Contribuição da EAD para a Formação de Professores abordando a importância da EAD no cenário das licenciaturas hoje. Estou bem empolgada, não vou dormir por 24 horas (o evento acontecerá em Mato Grosso e os horários dos voos que saem do nordeste são somente para os fortes) e o mais importante: todo mundo pode participar, já que a transmissão é online e a inscrição é gratuita. Vai ser uma experiência interessante e imperdível, portanto, clique aqui para se inscrever!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O vale das baleias, ciência e religião

Eu gostava muito da revista National Geographic quando estava na graduação, mas a medida que fui aprofundando os meus estudos em Geografia, a revista deixou de ser interessante. Hoje, eu encontrei uma reportagem tão bela e intrigante na revista que fiz questão de registrar aqui. O texto é de Tom Mueller e as imagens de Richard Barnes. Acreditem, vale muito a pena! O deserto egípcio, que já foi um oceano, hoje guarda o segredo de uma das mais extraordinárias transformações evolutivas. O uádi Hitan - literalmente, "vale das Baleias" - revela uma fantástica abundância dessas pedras de Roseta da biologia. Nos últimos 27 anos, foram descobertos ali restos de mais de mil baleias, e um número ainda maior pode ser achado.Os fósseis são uma pista crucial para entendermos como as baleias modernas, essas máquinas bem adaptadas à natação, podem ser descendentes de mamíferos terrestres que antes caminhavam com quatro patas. Philip Gingerich devotou grande parte de sua carreira a explicar tal metamorfose, possivelmente a mais intrigante do reino animal. E, ao fazer isso, mostra que as baleias, um dia celebradas pelos criacionistas como o melhor indício contra a evolução, talvez sejam a comprovação mais elegante do processo darwiniano. Graças sobretudo a Philip Gingerich, o registro fóssil das baleias hoje proporciona uma das comprovações mais assombrosas da evolução darwiniana. Ironicamente, o próprio Gingerich cresceu em ambiente rigidamente cristão, em uma família de menonitas amish no leste do estado de Iowa. Todavia, na época ele não sentiu nenhum choque entre fé e ciência. "Meu avô tinha uma atitude aberta no que se refere à idade da Terra", conta ele, "e jamais mencionava a evolução.
É preciso lembrar que eram pessoas de grande humildade, que só opinavam sobre aquilo que conheciam bem." Gingerich ainda fica perplexo com o fato de tanta gente ser afetada pelo conflito entre religião e ciência. Na minha última noite no uádi Hitan, caminhamos um pouco sob o céu estrelado perto do acampamento. "Nunca fui especialmente devoto", diz ele. "Mas acho que meu trabalho tem um aspecto bastante espiritual. Só de imaginar aquelas baleias nadando aqui, o modo como viviam e morriam, e como o mundo mudou desde então - tudo isso o põe em contato com algo bem maior que você, sua comunidade ou sua existência cotidiana." Ele então abre os braços abarcando o horizonte escuro e o deserto com as esculturas de arenito criadas pelo vento e os incontáveis fósseis de baleia. "Aqui há espaço para toda a religião que alguém possa querer."
sábado, 13 de novembro de 2010
III SETEC

Teoricamente, os blogs deveriam retratar o cotidiano do autor, com informações atualizadas diariamente. Digo teoricamente porque não é tão simples assim quando temos toneladas de atividades para colocar em dia no final do semestre. Quem anda por aqui já conhece o meu estilo e sabe que eu gosto de remoer as minhas impressões sobre vários temas, mas quando o acontecimento provoca muitas reflexões, o tempo exigido para concluir o post é muito maior. Foi o que aconteceu no dia 03 de novembro, quando participei do III SETEC – Seminário de Educação e Tecnologia na Escola Pública, promovido pela Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. O evento aconteceu no período de 3 a 5 de novembro, em Gravatá com o tema central “Tecnologia e Educação: desafios atuais para a prática docente”, contando com a participação de aproximadamente 190 professores da rede estadual, e palestrantes da Universidade Federal de Pernambuco. Fui convidada por Adriana Aleixo e nem pestanejei, fui correndo participar porque convencer professores da rede pública sobre a importância do uso das tecnologias digitais na educação, é comigo mesmo! No caminho para Gravatá, conheci o professor Alex Sandro, professor do CIN da UFPE e coordenador do projeto Amadeus (do qual já cansei de falar aqui). Parece incrível, mas nós ainda não nos conhecíamos e enquanto conversávamos sobre os nossos trabalhos, ele perguntou: não é você a professora que tem um blog? Hahaha, pois é queridos leitores, ele me conhecia através do blog! Chegando ao local do evento, fomos recebidos por Adriana, que é um amor de pessoa e muito competente, o tipo raro de pessoa que realmente acredita no que faz. Conversamos bastante e adivinhem só? Ela também me conhecia através do blog!
Eu adorei participar do evento e fiquei bastante impressionada com a mobilização do Estado para sensibilizar e formar professores para o uso das tecnologias em sala de aula. É uma pena que nem todos percebam a importância desses momentos e o que eles representam como política pública, mas penso que é assim mesmo, precisamos inovar, tentar e insistir até que a apropriação tecnológica realmente se efetive. Para não contar só a minha visão do evento, reproduzo o relato oficial: O evento, promovido pela Superintendência de Tecnologia da Informação/STI, através da GSTE, em parceria com a Gerência de Ensino Infantil e Fundamental/GEIF, teve abertura da professora Zélia Porto. Em seguida foi a palestra do professor Alex Sandro Gomes, da Universidade Federal de Pernambuco, que abordou o tema “O uso das TICs na escola pública e seus impactos na formação dos alunos”, e da professora Ana Beatriz Gomes, também da UFPE, que apresentou o tema “Os professores e os desafios da aprendizagem mediada por tecnologias digitais”.
A principal mensagem deixada aos professores pelos palestrantes foi: “não percam o tempo histórico esperando as condições mais adequadas da tecnologia na escola - apesar de todas as dificuldades, das situações adversas, os resultados podem sim, ser positivos”. O Superintendente de Tecnologia , João Carlos Duarte, ao fazer o encerramento do evento, agradeceu a parceria da GEIF, a participação dos professores, oficineiros e o esforço da equipe organizadora e coordenação. Finalizando, ele salientou que: “esse Seminário não foi para tecnólogos nem para loucos por máquinas, foi um encontro para professores e professoras loucos por ensinar !!!”.