A SEED/MEC criou uma ferramenta com diversos materiais e sugestões para consulta dos professores, chamado Portal do Professor. A idéia é inserir os professores no ambiente das novas tecnologias a partir do acesso aos vídeos, mapas, textos, fotos e áudio das disciplinas do Ensino Fundamental e Médio.O uso de chats, blogs e seminários online, vão estimular a comunicação e interação entre os professores que poderão se conectar com outros centros e bibliotecas através dos links disponíveis. O Banco Internacional de Objetos Educacionais permitirá o acesso rápido e gratuito a vídeos, animações, jogos, textos, áudios e softwares educacionais, com acesso aos conteúdos produzidos para todos os níveis de ensino em países como Argentina, Canadá, China, Alemanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos. A iniciativa é bem interessante, inclusive estou trabalhando na construção de um espaço no ambiente virtual para disponibilizar sugestões de aulas dinâmicas, com slides, vídeos, músicas, etc. para os professores dos nossos cursos de licenciatura a distância, que poderão utilizar como quiserem em suas salas de aula. O espaço será chamado de Recorte Idéias, uma alusão ao copiar e colar da era digital.Por outro lado, fui dar uma olhada no link do Portal do Professor e penso que a proposta ainda está muito distante de nossos usuários. É preciso um certo domínio da ferramenta para navegar e encontrar as informações desejadas. Houve uma preocupação com a catalogação e classificação dos objetos que ainda vai confundir muito o professor. Lembrando a fala da professora Rossana Arcoverde, no COBESC, é preciso nos preocuparmos seriamente com a formação dos professores, não através de cursos de edição de textos e planilhas, mas sim na exploração do uso pedagógico que as ferramentas tecnológicas podem oferecer.
terça-feira, 24 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
Tempo de Festas Regionais
Os dezessete leitores deste blog já estão cansados de saber que eu moro no nordeste há poucos anos. Todos os anos eu me surpreendo com a forma de festejar o São João, talvez por trabalhar em Campina Grande que busca realizar "o maior São João do Mundo". Este ano, com o distanciamento da minha realidade anterior e com a possibilidade de observar a festa como moradora, percebi como o tempo realmente para durante os festejos e como todas as ações do cotidiano estão voltadas para o evento. A cidade de João Pessoa está vazia, a maioria das pessoas foi visitar seus parentes no interior, os vendedores das lojas estão vestidos como matutos e a decoração é tomada por bandeirinhas, balões, etc. Todos os compromissos são agendados para antes ou depois da festa e ao se despedir as pessoas dizem "bom São João". Eu não tenho aula no doutorado esta semana, nem trabalho. Pela primeira vez desde que moro aqui, consegui ajustar meu relógio interno para aproveitar este feriado,participando um pouco dos rituais locais de comemoração. Este ano, pretendo observar uma fogueira na véspera do dia do santo, comendo milho assado e outras comidinhas. Ainda não consigo desejar "bom São João", me parece muito estranho, mas já consigo aproveitar a festa não apenas com a curiosidade de turista, e sim introjetando os elementos simbólicos do festejo. Já não chamo mais o mungunzá de canjica, ou a canjica de curau e cuscuz de canjiquinha. Fico pensando no movimento inverso, caso eu precise passar o mês de junho no Rio de Janeiro com minha filhinha nordestina. As mais velhas não sentiriam nada além de um retorno ao festejo junino comum com o qual elas cresceram, mas Mariazinha iria estranhar muito nosso arremedo carioca desta grande festa nordestina... Aos que estão por aqui, aproveitem o feriado e as festas de São João e São Pedro.Os que estão distantes, vale a pena programar uma viagem ao nordeste nesta época do ano. A grandiosidade da festa é mesmo de encantar qualquer turista!
terça-feira, 17 de junho de 2008
Notas Sobre o Cobesc - GT5
Participei do Colóquio Brasileiro Educação na Sociedade Contemporânea, realizado em Campina Grande - PB. A convite da Professora Rossana Arcoverde,coordenadora do GT5 - Novas Tecnologias na Prática Pedagógica, ajudei na coordenação do GT. Nestes dois dias de apresentação de trabalhos, conhecemos várias pessoas que estão pesquisando a questão da tecnologia na educação na Paraíba, realizando trabalhos de excelente qualidade. Apesar do tempo ser sempre um inimigo poderoso nesta sociedade moderna, as pessoas contribuíram bastante e os trabalhos, em alguns momentos, pareciam complementar uns aos outros. Discutimos a informatização das escolas com a professora Taíses Alves, os gêneros digitais fórum e blog, com a professora Rossana Arcoverde e suas orientandas, Tássia Tavares, Kerma Freitas e Cleidys Souza, os jogos digitais na matemática com Maria da Luz e a contribuição de Diogo Fernandes e Eugênio Vital, traçando um panorama das mudanças no mundo do trabalho e a qualificação profissional, com o exemplo da Educação a Distância no Senac. No segundo dia, abrimos os trabalhos com minha apresentação sobre a formação de professores em cursos a distância na perspectiva dos estudos culturais, a percepção dos docentes da UEPB em relação à EaD, com a professora Lúcia Serafim e Rodrigo Rodrigues, os desafios das tecnologias na educação com a professora Taíses Alves, e os alunos Amanda Correia e Rodrigo Rodrigues levantaram questões inovadoras sobre o uso dos jogos (Second Life) entre os universitários e as perspectivas no uso do e-learning na Educação Básica. Ou seja, passamos por discussões que variavam desde o currículo e a qualificação profissional, até a realidade virtual como possibilidade de melhoria da aprendizagem. Corroborando meu posicionamento neste blog, solicitei a autorização dos participantes para publicar suas apresentações no blog. Clique aqui, veja as apresentações dos participantes e deixe seu comentário, pergunta ou sugestão.Vamos usar esta ferramenta de compartilhamento como incentivo para os demais pesquisadores compartilharem suas idéias e seu conhecimento.
sábado, 7 de junho de 2008
SBIE 2008: Educação e Tecnologia para Todos
Gostei muito do tema do SBIE 2008, que será realizado em Fortaleza nos dias 12,13 e 14 de novembro, organizado pela Universidade Federal do Ceará. O debate sobre a inclusão digital através da educação é sempre pertinente e necessário.As chamadas para a inscrição de trabalhos já estão abertas, e o prazo final é 13/08.Serão aceitos trabalhos em duas modalidades: artigos completos e pôsteres.O artigo completo deve descrever um trabalho original e ainda não publicado. Artigos enfocando projetos de pesquisa devem descrever abordagens teóricas ou resultados empíricos do desenvolvimento de sistemas. Artigos completos também podem sintetizar resenhas ou visões de futuro dentro do tema principal do simpósio. Artigos completos que forem aceitos, concorrerão ao prêmio de melhor artigo do SBIE2008.O pôster deve descrever um trabalho em andamento. A sessão de pôsteres do simpósio será constituída de um fórum informal para o relato de trabalhos em estágios iniciais, com local e horário comuns reservados para exposição e debate. Os pôsteres aceitos serão publicados nos anais eletrônicos do SBIE2008 sob a forma de artigo resumido. Já que Fortaleza está tão pertinho e a recepção da UFC é sempre calorosa, temos uma excelente oportunidade para apresentar trabalhos no evento.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
A Hermêutica de Gadamer e Eu...
Mesmo que eu explicasse, detalhasse e provasse, mesmo assim, vocês não teriam idéia de como foi estressante preparar o seminário sobre a hermenêutica de Gadamer para o curso de Pesquisa Social. A infinidade de textos, livros, dicionários de filosofia e ciências sociais...Não vou nem comentar o desfecho aqui, porque ele foi tão surrealista que parecia mais um seminário sobre Salvador Dali. Se eu não estivesse tão segura da minha sanidade mental, teria pensado que estudei o assunto errado. Prefiro reproduzir um trecho do texto que achei realmente belo e foi responsável por minha quase obsessão com este tema:
"... Gadamer lembra a dimensão educativa da experiência, que defrauda expectativas, trazendo a dor do crescimento.O que o homem aprende pela dor é a percepção de seus limites, por isso a experiência humana é a experiência da finitude. O homem experimentado sabe que não é dono nem do tempo nem do futuro, pois conhece os limites de toda previsão e insegurança de todo plano". (Gadamer, 1977).
Eu realmente fiquei apaixonada pela figura deste velhinho fofo que escreve de forma tão sedutora...Agora que já me livrei da pressão do seminário, voltei a ser uma pessoa normal que pode trabalhar, respirar, caminhar, enfim, viver!
domingo, 1 de junho de 2008
Colaboratórios e Mediação Online
Um dos blogs que eu mais gosto de visitar é o do Professor Cristobal Cobo, da Cidade do México. Através deste blog, eu encontrei um site chamado Colaboratórios que busca divulgar e compartilhar conhecimento. O nome colaboratórios vem de colaboração+laboratórios, ou seja, um laboratório de colaboração e compartilhamento. Neste site, encontramos vários seminários abertos, com o vídeo e o material do seminário disponível para os leitores. A partir desta concepção, o nosso grupo de pesquisa Mediação Pedagógica criou um espaço chamado Mediação Online, onde pretendemos disponibilizar vídeos com palestras de professores, textos complementares e um espaço para perguntas e respostas. A estrutura é muito simples, está no formato de um blog com a inserção de vídeos e links para o material de apoio. Como ainda estamos organizando a produção dos nossos vídeos, colocamos uma palestra do professor Xavier gravada no Encontro de Hipertexto em outubro do ano passado. A palestra está disponível no YouTube, o que foi uma excelente iniciativa dos organizadores do evento, e colocamos no nosso espaço para divulgação da iniciativa (todos os eventos, principalmente os financiados com dinheiro público, deveriam seguir a mesma proposta). Nós esperamos que este espaço possa ser acessado pelos professores da rede pública (que encontram muita dificuldade em participar de eventos acadêmicos), alunos de graduação e pós-graduação e qualquer pessoa interessada em aprofundar seu conhecimento nos temas apresentados. O sucesso desta iniciativa dependerá da colaboração de todos, já que é um espaço que só terá movimento se as pessoas estiverem dispostas a compartilhar. O que eu acho mais interessante nesta proposta, é que não estamos restritos ao determinante geográfico. Qualquer professor que queira colaborar pode gravar sua palestra e enviar o material para publicarmos na rede, da mesma forma que qualquer um que queira acessar o material poderá faze-lo de qualquer lugar. A diferença deste espaço na web está relacionado apenas com a organização, já que muitas vezes perdemos muito tempo procurando materiais na rede. Se ao digitar no site de busca o termo Economia Solidária, aparecer o vídeo da Mediação Online para o internauta, já será uma grande coisa para nós.Clique no link e dê uma olhada na nossa proposta.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Wonder Woman...

Sou da geração que assistia o seriado da mulher maravilha na televisão,com seu maiô patriótico e botas vermelhas de cano alto. Vejam só como foi meu dia hoje: acordei às 6:20, fiz café e respondi aos e-mails que estavam na minha caixa. Ninei Mariazinha para que ela pudesse dormir mais meia hora. Fui assistir minha aula de Pesquisa Social na UFPB, onde aproveitei e conversei com minha orientadora sobre o nosso grupo de pesquisa. Saí correndo às 12:10 porque minha aula em Campina Grande (145 km de distância), começava às 13:30h. Fui comendo um sanduíche natural enquanto dirigia. Cheguei atrasada, é lógico, e combinei com os meus alunos de levar um bolo na próxima semana. Fui para o pólo onde já tinha dois orientandos me esperando (mais um ao telefone). Resolvi as questões burocráticas da EAD, tirei cópia do texto do meu seminário da próxima semana sobre hermenêutica e fui dar aula às 18:30h.Dei aula sobre o uso do CMAP Tools, fiz piada sobre as imagens iconográficas e ex-namorados, ajudei dois alunos que estavam escrevendo um artigo e saí da Universidade às 20:30. Dirigi mais uma hora e meia para chegar em casa mais morta do que viva, onde Mariazinha estava me esperando para "mimi mamãe". Depois de colocá-la para dormir, vim tentar me desligar um pouco do corre-corre escrevendo no blog, já que amanhã tenho duas reuniões pela manhã. Posso ou não posso comprar meu maiô patriótico?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
29 de Maio, dia do Geógrafo

Como o título já diz, hoje é dia do Geógrafo e acabei relembrando minha trajetória, já que sou graduada em Geografia com mestrado em Planejamento Urbano e Regional. É interessante, porque o primeiro projeto de Educação a Distância aprovado através de edital público da UEPB, foi justamente o de Licenciatura em Geografia a distância. Hoje um orientando meu da especialização, Daniel Ricarte, apresentou a versão quase final do seu trabalho, uma proposta de um portal para os professores de Geografia, chamado Geografia Online.Atualmente estou mais dedicada ao Curso de Geografia e está sendo ótimo pensar a Educação a Distância e a formação de professores no curso da minha área de formação.Estou com muitas idéias interessantes, em breve vou compartilhar com vocês aqui no blog. Não tem jeito, ninguém pode negar suas raízes....
Marlene "Obama Clinton" Luna: Mulher e Reitora
A professora Marlene Alves Sousa Luna teve seu nome confirmado para o segundo mandato à frente da Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba, com 6.283 votos, o que equivale a 87,43% dos votos válidos. Foram registrados 436 votos brancos (6,07%) e 467 votos nulos (6,50%). A eleição transcorreu normalmente durante todo o dia, sendo utilizadas, pela primeira vez na história da Universidade, urnas eletrônicas para votação, cedidas pelo TRE.Segundo a professora Marlene Alves, o resultado do pleito que culminou com a sua reeleição comprova que todo o trabalho realizado nos primeiros três anos e sete meses à frente da Administração Central da UEPB foi bem sucedido e aprovado por todos os que fazem a Universidade. Bom, agora vamos a luta para mais quatro anos de trabalho!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Minha Reitora, Marlene "Obama" Luna
Amanhã teremos eleição para a reitoria da UEPB.O título deste post é uma referência ao processo eleitoral americano, com uma mulher e um negro na disputa. Aproveitando o embalo da campanha, vou usar o espaço do blog para refletir um pouco sobre a modernidade tecnológica e a cidadania. Como já comentei aqui, nasci, cresci e vivi no Rio de Janeiro, centro de tudo que é "muderno" e atual neste país. Como megalópole e celeiro de artes, idéias, tendências, etc. paga seu preço com o trânsito infernal, praias poluídas e uma violência sem fim. Estudei na Universidade Federal Fluminense e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde estão localizados importantes centros de pesquisa como a COPPE, COPPEAD, IPPUR, etc. Todos muito "mudernos". Pois quando cheguei em João Pessoa, há quatro anos atrás, uma mulher estava assumindo como reitora da Universidade Estadual da Paraíba. Ser mulher reitora já é um grande feito, em qualquer Unversidade pública (a da novela não conta, é lógico). Ser reitora de uma Universidade pública na Paraíba, é um fato ainda mais louvável. No interior do Estado então, nem se fala...Com toda a modernidade que eu já tinha vivenciado, precisei viajar bastante para acompanhar de perto as inúmeras lutas da minha reitora paraibana. A primeira e maior delas, é convencer professores, alunos e funcionários que as ações políticas precisam beneficiar a instituição e não pessoas. As pessoas se beneficiam das ações da Instituição de forma coletiva e democrática. Nestes quatro anos, a Universidade mudou de cara, de jeito, de atitude e opinião. Algumas mudanças foram fáceis, outras foram draconianas, e algumas ainda estão por fazer. Espero que nossos alunos dos cursos a distância mostrem que não são apenas números, mas sim voz e expressão nestas eleições. Mais do que os outros, eles precisam mostrar seu peso neste processo democrático como um real instrumento de transformação. O uso da tecnologia pode afastar os alunos do desejo e do calor da participação efetiva, mas a garantia da continuidade da qualidade de nossos cursos depende de exercermos o direito de cidadania que nos foi garantido.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
2º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação
Estão abertas as inscrições para a apresentação de trabalhos no 2º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação.O evento é uma realização do Núcleo de Estudos em Hipertexto e Tecnologias na Educação (NEHTE) e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e acontecerá entre os dias 17 e 19 de setembro, em Recife. O evento abordará temáticas já conhecidas como as formas de utilização das novas tecnologias digitais no processo didático, e outras inovadoras como o potencial pedagógico da multimodalidade como elemento constitutivo da aprendizagem, seja ela analógica ou digital. Tais abordagens compõem o tema central desta edição: Multimodalidade e Ensino.Entre os participantes estão os pesquisadores Theo Van Leeuwen, da University of Technology Sydney-Austrália(podre de chique, não?); Antônio Carlos Xavier e Angela Paiva Dionisio (UFPE); Júlio César Araújo da UFC (uma figura maravilhosa e que eu tive a honra de receber sua visita neste blog); Lafayette Batista Melo (CEFET/PB) entre outros. As inscrições podem ser feitas no site do evento. Os interessados podem efetuar a inscrição nas seguintes modalidades: sessão de comunicação (professores e estudantes de pós-graduação) e pôsteres (estudantes de graduação). Nesta edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação haverá premiação para o melhor pôster apresentado entre os alunos de graduação. Com esta valorização, temos uma boa oportunidade para os alunos apresentarem sua produção e conhecerem um pouco mais sobre o debate acirrado no campo da tecnologia e educação.
sábado, 17 de maio de 2008
Uma Idéia Ambiental na Cabeça
Eu sempre brinco com meus colegas quando estou saindo de uma sala de aula, dizendo "hoje atingi meus objetivos educacionais" quando uma proposta dá certo. A experiência já me provou com todas as leis de Murphy que não basta planejamento ou boa vontade, é preciso haver uma química entre quem está se propondo a ensinar e os que se dispõem a aprender. Eu quase sempre termino uma aula dizendo, valeu gente, obrigada e até a próxima. Este comentário provoca alguma estranheza nos meus pares, que devem pensar que sou subserviente, afinal meu papel é "dar" aulas. Faz muito tempo que eu não "dou" nada, mas tenho compartilhado bastante, trocando experiências, desejos, idéias, vivências e opiniões. A primeira coisa em quem compartilha ao invés de dar, é que a comunicação acontece de forma multidirecional, já que é impossível um monólogo quando estamos compartilhando alguma coisa. Quando eu termino minha aula, agradeço aos meus alunos por sua paciência em escutar, disposição em participar e consideração em me receber e estar presente. O fato é que muitas vezes eu planejo coisas interessantes, pirotécnicas mesmo, e o resultado é um fracasso. Outras vezes, uma estratégia simples faz o maior sucessão. Minha conclusão é que lidamos com seres humanos, com suas características (ao invés de defeitos e qualidades que emite um juízo de valor) que torna o resultado imprevisível. Uma aula boa ou ruim dependerá de muitos fatores, mas o principal elemento é a vontade de ouvir o outro, ou se colocar no lugar dele. Relativizando, como diria meu velho professor, Roberto da Matta. Na palestra de quarta-feira, eu e Joácio (que dividiu a palestra comigo), planejamos nossa estratégia, eu trouxe pequenos filmes de organizações não governamentais em forma de desenho e ele elaborou uma brincadeira sobre a ciência. Na platéia, 150 pessoas, a maioria muito jovem e todos cansados depois de um dia de trabalho. O resultado foi maravilhoso, muitas pessoas participaram e contribuíram com suas experiências e depoimentos. No final, fizemos até sorteios! Terminei como sempre, agradecendo a presença de todos, a paciência e a disposição em nos escutar e participar. Saí de lá com o coração leve e a alma plena, convicta de que sempre vale a pena tentar...Coloquei um dos vídeos da minha apresentação para vocês se divertirem um pouquinho.
domingo, 11 de maio de 2008
Palestra Educação Ambiental
Nesta quarta-feira, dia 14, às 19 horas, vou participar da palestra Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e Cidadania, juntamente com os professores Joácio Morais e Joelma Abrantes. O professor Joácio fez seu doutorado na França em resíduos sólidos e a Professora Joelma vem trabalhando a questão da comunicação e o meio ambiente de forma brilhante. Minha exposição será sobre as possibilidades do desenvolvimento sustentável no Brasil. Nos últimos anos, a questão ambiental tem me preocupado bastante e faço questão de participar de qualquer evento de divulgação e sensibilização para a questão ambiental.Tenho refletido sobre as possibilidades de aplicação da Educação a Distância na formação e conscientização ambiental. A palestra acontecerá no Auditório do Senac em João Pessoa e as inscrições são gratuitas. Para quem estiver interessado: (83) 3214 2340 e 3214 2342.A seguir, um vídeo interessante do WWF que ilustra muito bem todas as nossas preocupações.
sábado, 10 de maio de 2008
Cobesc em Campina Grande
Será realizado no período de 15 a 18 de junho de 2008, no campus Campina Grande, o Colóquio Brasileiro Educação na Sociedade Contemporânea.Com o tema geral intitulado "Trabalho e formação docente na contemporaneidade", o evento será dividido em quatro eixos temáticos: 1) Reformas do Estado e da Educação: reflexos no trabalho e na formação docente; 2) Trabalho e formação docente: concepções e diretrizes; 3) Práticas pedagógicas na educação básica e 4) Cultura, poder, trabalho e formação docente. Esta é uma boa oportunidade para discutirmos questões importantes sobre a formação docente, sobretudo no nordeste. As inscrições para apresentação de trabalhos estão abertas até o dia 15 de maio. Estou escrevendo um artigo sobre os conflitos entre as concepções pedagógicas das ferramentas utilizadas na educação a distância e os respectivos projetos pedagógicos.Vou utilizar o material e as reflexões que venho fazendo na disciplina Teorias da Aprendizagem, com Zé Neto, Adelaide e Cia. Espero terminar a tempo!
domingo, 4 de maio de 2008
Na Natureza Selvagem

Aproveitei este feriado prolongado e resolvi colocar em dia as leituras desvinculadas dos propósitos acadêmicos. O livro escolhido foi "Na Natureza Selvagem" de Jon Krakauer. Eu gosto muito do estilo do Krakauer e já tinha lido dois livros dele - No Ar Rarefeito e Sobre Homens e Montanhas - repletos de descrições sobre paisagens belas e selvagens e a relação do homem com elas. Não concordo com alguns críticos que atribuem o sucesso de Krakauer ao tema escaladas. Vejo nos livros dele uma sensibilidade enorme ao tratar dos limites físicos, emocionais e espirituais do homem frente as aventuras e a força da natureza. O relato sobre a trágica aventura do jovem rapaz MacCandless, que abandonou tudo para buscar a sobrevivência na natureza selvagem no Alasca, é perturbador sob vários aspectos, mas o principal deles é a necessidade individual de encontrar seu próprio caminho. Independente das conseqüências...O livro aborda várias explicações para as decisões do rapaz, mas o fato é que uma busca interior é um processo individual que não precisa ser explicado ou justificado para ninguém. Quantos de nós já não mudou de vida, de casamento, de profissão,de país, justamente por sentir esta inquietação na alma? Possivelmente não fomos tão radicais quanto o jovem MacCandless, mas considerando a trajetória de cada um, algumas ações podem ser consideradas por nossos amigos e parentes tão radicais quanto esta. Eu mesma refiz a minha própria história, mudando de emprego, de cidade e de casamento, motivada por uma busca interior. Felizmente, o resultado da minha busca foi extremamente positivo, mas não existia nenhuma garantia que seria assim. Quanto mais eu aprofundo meus estudos sobre educação e tecnologia, mais eu percebo que algumas pessoas podem se sentir inadequadas em determinadas propostas de aprendizagem, e a possibilidade de existir formas diferenciadas para motivar e acompanhar o aluno, deveria ser encarada com mais positividade. Esta inquietação interna vem levantando muitas outras opções para a aprendizagem e a tecnologia na educação é mais uma ferramenta para a superação de desafios, como muitas outras que existem.Não é melhor, nem pior, apenas precisa ser mais considerada e respeitada assim como a opção de vida de MacCandless.Talvez a palavra mais adequada nestes inúmeros debates sobre o assunto seja tolerância - para compreender o outro, a educação, a aprendizagem e, sobretudo, a nós mesmos.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pensar e Compartilhar
Os Sites Estáticos dos Eventos
Recentemente fiz minha inscrição para apresentação de trabalhos em dois eventos, o ESUD e o ENDIPE. Os dois foram realizados no Rio Grande do Sul, em datas bem próximas, mas o acúmulo de tarefas com meus orientandos e as leituras do doutorado acabaram impossibilitando minha participação. Durante o período de realização dos dois eventos (e nos dias que os antecederam), os sites criados para informar, orientar e subsidiar os participantes, simplesmente congelaram! Nenhuma informação nova foi adicionada e a mesma situação acontece nos eventos de forte apelo tecnológico. Fica uma impressão negativa de que a ferramenta tecnológica só existe para divulgar o evento e captar inscrições.As imagens do evento registradas com fotografias,vídeos e as conferências poderiam ser disponibilizadas via Internet,em uma concepção de acessibilidade para todos aqueles que não puderam participar (inclusive por razões financeiras). A adesão não diminuiria porque as pessoas ainda precisam dos certificados de participação e apresentação de trabalhos nestes eventos, mas uma parcela significativa de professores poderia ter acesso ao debate acadêmico. Estou me referindo aos eventos de educação que tem como princípio básico a disseminação da informação e a melhoria da qualidade do ensino. O II Encontro sobre Hipertexto colocou no YouTube os vídeos das suas principais conferências e muitos alunos meus ainda assistem as apresentações através da web. O ENDIPE ainda colocou suas conferências principais na web, mas em tempo real, o que dificulta o acesso e apresenta problemas de conectividade.São iniciativas interessantes, mas ainda são ações muito limitadas para as possibilidades tecnológicas que temos hoje. Eu vou continuar insistindo que a tecnologia disponível hoje (muito bem apropriada pelo capital em outros setores) deve ser canalizada para a educação urgentemente. Ignorar as possibilidades de acesso à informação para os educadores não é apenas omissão, é perpetuar o pacto mesquinho de exclusão que vivemos neste país ao longo dos anos.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Simulação, Simulacro e Matrix

Recentemente, visitei um aquário marinho em Natal e tive a oportunidade (arrepiante) de passar a mão nas costas de um tubarão-lixa. Foi uma experiência interessante, muito mais pelo medo da aproximação com o bicho mais temido dos sete mares. Acrescentei esta experiência na lista de muitas outras que tive na minha vida, a maioria propiciada por uma condição econômica e um ambiente cultural favorável. Sim, porque muitas pessoas, mesmo sem limitações financeiras, nunca entraram em um museu... Morei no Rio de Janeiro em um período áureo de exposições fantásticas no Museu Nacional de Belas Artes, Casa França-Brasil, Centro Cultural do Banco do Brasil (que já vale a visita só para olhar o espaço), Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Contemporânea em Niterói, sem falar nas visitas ao Teatro Municipal, Biblioteca Nacional,etc. A maioria destes espaços estão distantes entre si apenas algumas ruas. Assim, pude visitar exposições de Rodin,Monet, Matisse, Miró, Picasso,Dali, em um curto intervalo de poucos anos. Levei vários alunos nestas visitas, mas muitos outros não tiveram esta oportunidade. A maior parte dos grandes museus no mundo estão possibilitando passeios virtuais através de um clique, assim como temos várias animações e experiências de Química e Física na Internet. Acredito que estas possibilidades podem colocar qualquer pessoa em contato com experiências interessantes, mesmo que virtualmente. Sim, são simulações, nada se compara ao experimento concreto, mas não seria melhor aproveitar a matrix que existe na web do que não conhecer nada? Conheço professores que atuam nas escolas públicas apenas com o tradicional "cuspe e giz" porque não encontram as condições e os materiais necessários para incrementar sua aula. Por outro lado, temos várias escolas públicas com laboratórios de informática lacrados porque os professores não se interessam em usá-los. Afinal, como dar uma aula de verdade usando o computador como ferramenta? Talvez um simples passeio pela matrix, sem pretensão de provar isto ou aquilo, seja um bom começo para realizar as simulações dos conteúdos.
sábado, 19 de abril de 2008
Artigos sobre Hipertexto
A complexidade do conceito de hipertexto e seus desdobramentos na aprendizagem exigem muita leitura sobre o assunto, em diferentes abordagens. Os artigos publicados nos anais do II Encontro Nacional sobre Hipertexto, apresentam uma diversidade de artigos sobre o assunto, incluindo textos sobre Educação a Distância. Só não procurem respostas, porque os pontos de vista sobre o tema são muito diferentes e depois de tanta leitura, ficamos com mais dúvidas do que certezas. Mas, não é exatamente aí que reside o charme irresistível do tema hiper?
segunda-feira, 14 de abril de 2008
A Atitude Web 2.0
Eu já comentei aqui sobre o debate entre a corrente que acredita que a Web 2.0 é uma revolução na rede, e os demais que não a consideram uma ferramenta com um diferencial para tanto. Lendo o blog Boletín Vespertino, indicado pelo Prof. Manuel, percebi que o debate está transcendendo a questão técnica e colocando os questionamentos sobre a Web 2.0 em um nível ainda mais complexo, que está perfeitamente relacionado com os estudos culturais. Ao afirmar que a Web 2.0 não é uma ferramenta, mas sim uma atitude no uso da web, saímos do círculo vicioso de inovação tecnológica (que não estava nos levando adiante) e entramos no debate sobre um outro conceito, a inovação/revolução cultural provocada pela mudança no comportamento dos usuários diante da ferramenta de comunicação. Compartilho com vocês algumas informações que retirei do blog de Karen Garib:
