sábado, 1 de novembro de 2008

Responsabilidade Ambiental para Administradores

Esta semana participei do I Simpósio de Administração - O Administrador e os Novos Cenários: Globalização e Sustentabilidade, promovido pela UNIPÊ, Sebrae e a Prefeitura. Minha oficina foi sobre sustentabilidade ambiental com o tema "Sustentabilidade e Consumo: Agir Localmente, Pensar Globalmente". Apresentei aos futuros administradores os desafios da gestão empresarial com responsabilidade social e ambiental. Foi bem interessante e mesmo com parte da platéia estando presente obrigada (para ganhar presença no curso), o resultado foi bem interessante. O tratamento a organização foi VIP, com táxi para buscar e levar em casa (ainda bem, porque o meu carro resolveu dar piti e não funcionar), técnicos de som, assistentes espalhados por todo lado, enfim, uma evento muito bem organizado. Depois de sair correndo como uma louca, ainda consegui chegar na minha aula de Estudos Culturais com a professora Miriam (imperdível).Se eu continuar neste ritmo até o final do ano vou acabar acreditando que podemos ocupar dois lugares ao mesmo tempo... Compartilho com vocês alguns slides que usei no evento.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Enquanto isso, na sala da justiça...

Esta semana, depois de duas noites sem dormir por conta dos horários nos vôos de JPA/BSB (imagino que uma homenagem sarcástica das companhias aéreas ao local onde o sol nasce primeiro...), tive algumas idéias muito interessante sobre a minha tese. A professora Edna Brennand - ah, vocês não sabiam? Ela é minha professora no PPGE - andou me enlouquecendo na sua disciplina Seminários dos Estudos Culturais, que objetivamente pretende construir as bases epistemológicas das nossas dissertações e teses. Apresentamos a estrutura de nossos trabalhos, e, infelizmente, ela não conseguiu encontrar meu objeto, meu foco e minhas bases epistemológicas em nenhuma das minhas propostas. Como boa aprendiz de Chapolim Colorado (não contavam com minha astúcia) e brasileira da gema (não desisto nunca), fiquei empacada nas últimas semanas em crise acadêmico-existencial-culturalista, até que consegui vislumbrar a minha estrutura. Sim, eu acredito na inspiração como ponto de partida e no trabalho árduo para a realização.Todos nós temos nossos lampejos de genialidade, mas confesso que o meu foi provocado pelo meu ego abalado. Eu estou realmente apaixonada pelo meu trabalho, mas não estava encontrando sustentação sequer para defendê-lo. Com fôlego renovado, começo a escrever o meu capítulo de metodologia que servirá como trabalho final da disciplina. Mais uma vez, assim como no mestrado, saio do óbvio com a dificuldade de estruturar uma metodologia muito mais complexa do que no mestrado, já que estou trabalhando com a perspectiva dos Estudos Culturais.Vamos ver onde isso vai dar, pois pretendo me qualificar em março (exatamente um ano após o ingresso no doutorado).


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As pessoas me perguntam com consigo dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo, mas o fato é que só está sendo possível conciliar o trabalho com o doutorado, porque eu coordeno o pró-licenciatura (meu objeto de estudo), dou aula da disciplina Educação a Distância e todos os trabalhos que oriento estão relacionados com o assunto. Resumindo, tudo que eu faço hoje, todas as minhas atribuições perpassam meu objeto de estudo no doutorado. Se eu coordenasse um curso diferente e assumisse disciplinas fora do foco de estudo, estaria mesmo em palpos de aranhas (como dizia minha avó). O risco que eu corro hoje é ficar uma pessoa de um assunto só, e acabar enjoando da EAD de forma definitiva. Mas que fique registrado: isso só pode acontecer depois que eu concluir meu trabalho e passar em algum concurso. Só depois eu posso virar uma monja budista ou ficar correndo pelada em alguma comunidade alternativa vegetariana. Até lá, tome as novas tecnologias!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

UAB 2.0: Fórum de Geografia

Esta semana, estive em Brasília para participar de uma reunião com os coordenadores dos cursos de Geografia, Filosofia, História, Artes e Música a distância. Foram dois dias de reunião com muitas sugestões sobre a construção destes projetos. É muito interessante observar que os problemas locais são os mesmos de todos. Conheci pessoas ótimas que estão trabalhando com a EAD pelo Brasil todo. Tivemos um pouco de tudo, divertimento, cansaço, estresse, saia justa, desencontro,soluções, comparações, enfim, os elementos que fazem parte de toda boa reunião que se preze. A Professora Eugênia da UFRN teve a oportunidade de questionar o Professor Celso sobre a minuta do documento do MEC para a formação de professores que faz referência ao "preferencialmente presencial", um debate que meu colega Fernando Pimentel já tinha colocado no blog dele. A resposta foi evasiva incluindo expressões como "para vencer resistências, contemplar todos os segmentos", finalizada com um "não se preocupem com isso". Você entendeu? Não? Nem eu! Nestes momentos eu sou obrigada a apelar para aspectos filosóficos sobre a contradição humana, os paradoxos da sociedade e podemos escolher Gadamer, Marx, Gramsci, Giddens, ou qualquer outro que nos salve neste momento e torne a nossa existência mais zen e menos conflituada... De qualquer forma, fizemos avanços importantes e colocamos em pauta algumas questões pontuais no que diz respeito aos procedimentos metodológicos da Geografia. Vamos ver como será o desenrolar destas ações. A foto que ilustra este post é de todos os colegas da Geografia que participaram do evento.

domingo, 12 de outubro de 2008

Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica

O edital para a seleção 2009 do Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE, já está disponível. São 25 vagas e as inscrições estarão abertas do dia 20 de outubro ao dia 07 de novembro. Ou seja, dá tempo para preparar um projeto voltado para as linhas do programa. A linha Educação Tecnológica aborda temas relacionados com a investigação sobre as relações entre a comunicação e a educação; os artefatos tecnológicos (TV, Vídeo, Software, Internet) e a educação; as abordagens de ensino e de aprendizagem que se utilizam destes artefatos tecnológicos e o papel do professor, o aluno e o conteúdo de referência; e sobre a relação entre os programas de ensino on-line e ensino a Distância e a avaliação destes programas. A lista com o nome dos professores e os procedimentos de inscrição estão disponíveis no site. Esta é uma excelente oportunidade para quem está estudado o tema e encontra dificuldade em adequar seu objeto nos mestrados em educação existentes. Conheço muitas pessoas que estão apresentando seus projetos nos mestrados de Letras, Ciência da Informação ou Ciência da Computação porque não encontram espaço na educação. É uma pena, pois precisamos muito de pesquisas nesta área, mas na perspectiva da educação. Acredito que este mestrado da UFPE surgiu como uma resposta aos modelos curriculares estagnados da pós-graduação em educação, e deveria servir como um indicador para a necessidade de flexibilizar as linhas de pesquisa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Diálogos da Semana

Durante esta semana ouvi vários diálogos engraçados ou talvez por já estar livre dos meus compromissos acadêmicos, eu esteja levando a vida de forma mais light e divertida. De qualquer forma, reproduzo alguns deles para quebrar um pouco a formalidade do blog:Uma grande amiga está pesquisando para o seu doutorado uma figura importante da política local. Ela, como todos os mortais, andou passando por poucas e boas em seu casamento. Conversando sobre a pesquisa ela disse encontrou várias cartas de amor na documentação pesquisada e já colocou no seu trabalho. Surpresa, eu perguntei:


- Mas e a esposa dele, já morreu?
- Não, mas eu preciso abordar esta questão para a construção das múltiplas identidades dele.
- Mas ela não vai ficar chateada?
- Mulher, se eu pude agüentar os chifres que já levei, porque ela também não pode?
- Bom. Isso é verdade... E em nome da ciência! - concluí às gargalhadas.
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Meus alunos estão planejando a festa de formatura em grande estilo, e como pagação de mico total, vão tirar fotos para o convite de formatura em pleno domingo, no principal cartão postal da cidade com os trajes de formatura na cor escolhida, vermelho. O problema é que vai haver segundo turno na cidade, em uma disputa acirrada com os ânimos exaltados, onde um dos candidatos usa a cor vermelha, enquanto o adversário usa a amarela. Heloíse, a organizadora da formatura lembrou do problema, preocupada:


- Gente, já pensou se Rômulo resolve fazer uma passeata no açude na hora da foto e dá de cara com todos nós vestidos de vermelho? Vai sobrar pancada para todo mundo!

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Reencontrei meus alunos do semestre passado no corredor, e um deles me diz:- Aí professora, passou em primeiro lugar no doutorado e nem disse nada para a gente!


Henrique, com sempre gaiato e que nunca deu muita bola para minha disciplina ou para o meu trabalho como professora, arremata:


- É eu também vi... Vou até colocar no meu currículo que fui aluno da senhora, inclusive com link para o resultado!
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Terça-feira eu estava com a macaca, e embalada por três aulas consecutivas, fui explicar em detalhes o trabalho final para a turma:-Não vai ser fácil não, vocês vão criar o material em hipertexto, organizar os conteúdos, inserir um texto base, criar a avaliação, apresentar a aula e depois postar no Moodle, blá,blá,blá. Ah, sim, e ao final, os professores da rede pública vão fazer o curso e vocês serão os professores.Durante o meu discurso enfático, os olhos dos alunos foram se arregalando e dava para notar a cara de surpresa de todos. Continuei esbravejando feito uma louca: - Pois é pessoal, eu não dou prova, mas vocês vão ter que trabalhar e não adianta me apresentar qualquer coisa não, o material tem que ter qualidade, e mais blá,blá,blá... Por fim, um não agüentou:


- Pelamordedeus, onde desliga esta mulher?
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Esta foi contada por meus alunos mais sérios: Professor X estava dando aula, e como sempre, sai do assunto e começa a falar abobrinhas sobre gibis e super-heróis. Empolgado, diz ser fã do super-homem. Um dos alunos, só para implicar diz que o super-homem não está com nada, que gosta mesmo é do Wolverine. O professor, diante dos olhos incrédulos dos alunos, tira o óculos em uma imitação do Clark Kent e abre a camisa. Pasmem, leitores, por baixo da blusa tinha uma roupa do super-homem!!! Fala sério, pior do que usar a roupa do super-homem como underwear é mostrar isso em plena sala de aula repleta de marmanjos na Universidade, né não?

Finito!

Finalmente terminei o artigo da disciplina Teorias da Educação, ministrada pelos professores Adelaide Dias, Zé Neto e Jorge Hermida. Oh, yeahhhh! Tive um trabalhão,foram três semanas de muita leitura para a construção do texto que quase derreteu minha mufa...Eu escrevi exatamente o que eu queria a partir de idéias que surgiram durante a aula. Depois de muito quebrar a cabeça, o título final ficou "Concepções de Aprendizagem e o Uso da Tecnologia na Educação a Distância: Das Máquinas de Ensinar ao Conceito de Aprendizagem Colaborativa". Fiz um percurso a partir das máquinas de ensinar de Skinner, a ecologia cognitiva e groupware de Lévy, concluindo com a contribuição de Vygostsky para o conceito de aprendizagem colaborativa. Juntar os três autores no fio condutor da educação a distância não foi tarefa fácil, mas o resultado final valeu muito a pena. Eu estava tão cansada que pedi para minha querida amiga Diva fazer a revisão do texto.Diva é um arraso em revisão de textos e estilo, eu só confio nela para este trabalho. A quantidade de "a partir de, ou seja" que precisava de substituição dava quase para escrever mais dez textos...Quando eu terminei o artigo, só conseguia pensar em como é interessante quando usamos de forma efetiva os debates realizados em sala de aula para aprofundar ainda mais um determinado assunto. Eu já falei várias vezes aqui no blog sobre minha satisfação de ser professora, mas também reconheço que o bom resultado como aluna, reforçando o trabalho dos professores, é igualmente gratificante. Não sei qual será a nota e, sinceramente, nem me importa. O que me motivou foi a consideração pelos professores e meu interesse pelo tema.Depois de muita reflexão, sou movida hoje exclusivamente pelos meus próprios critérios de aprovação, o resto é só formalidade...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Seleção Mestrado e Doutorado PPGE/UFPB

Saiu o edital com as normas para a seleção do mestrado e doutorado em Educação da UFPB.As inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro e são 60 vagas para o mestrado e 23 (?) para o doutorado, distribuídas em cinco linhas de pesquisa. A grande novidade este ano é a publicação de um quadro com a disponibilidade de vagas por professor, tornando o processo bem mais transparente.O edital traz também a sugestão de bibliografia para os candidatos. Como este blog busca o compartilhamento de informação e socialização do conhecimento, vou sugerir três leituras básicas que não estão no edital para quem quiser concorrer na linha 5 (estudos culturais). São leituras fundamentais para enfrentar a prova escrita da linha. Provavelmente não foi colocada na bibliografia para identificar o grau de familiaridade do candidato com os autores da área. Rá, não contavam com a eficiência de nossa rede blogueira! Quanto ao estranhamento das 23 vagas para o doutorado, não me perguntem, eu sou apenas a mensageira(quem sabe é um número cabalístico ou é o resultado de uma matemática complicada de número de professores x vagas x alunos x a distância entre Marte e Saturno ou sei lá mais o quê).De qualquer forma, quem quiser tentar a seleção pode começar a correr contra o tempo. Quem tiver alguma dúvida ou precisar de qualquer informação, pode postar uma mensagem aqui no blog.


SILVA, T.(org.) O que é, Afinal, Estudos Culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 2000.


HALL, S. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais.Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.


LÉVY,P. As Tecnologias da Inteligência - O Futuro do Conhecimento na Era da Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

Resultado da ANPAE

Está disponível a lista dos trabalhos aprovados no encontro realizado pela ANPAE que acontecerá em Natal nos dias 17, 18 e 19 de Novembro. Neste evento, eu vou participar como co-autora do trabalho de minha orientanda da especialização, Graça Barros, no GT 3 (comunicação, linguagem e gestão do conhecimento), com o título INTERATIVIDADE E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UMA REFLEXÃO SOBRE OS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM. O evento é recomendado pela Capes e como sempre, não será sacrifício nenhum visitar Natal novamente.Vou aproveitar a viagem para fazer algumas entrevistas para minha tese de doutorado que está começando a ganhar corpo, embora ainda pareça um frankstein desconjuntado.

sábado, 27 de setembro de 2008

Lançamento de Livro

Esta semana fui ao lançamento do livro Temas sobre a Instrução no Brasil Imperial (1822-1889), organizado por Antonio Carlos Ferreira Pinheiro e Cristiano Ferronato. A obra tem como objetivo divulgar os resultados de pesquisas que foram desenvolvidas nos últimos quatro anos no âmbito do Grupo de Pesquisa "História da Educação na Parahyba Imperial", vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da UFPB. Os trabalhos discutem aspectos relacionados à contribuição da “instrução” no processo de formação do Estado imperial, tomando como referência a “Província da Parahyba do Norte”. Aspectos relativos à cultura escolar, à formação de professores e a infância “desvalida” são alguns dos temas analisados a partir de farta documentação inédita e desconhecida pelo grande público leitor sobre o XIX. Cristiano é meu amigo querido do doutorado e arrasou quarteirões como organizador do livro. Sim, nós já sabemos que ele é lindo, sim, já sabemos que ele é muito competente, mas a demonstração disso tudo ao mesmo tempo, nos deixou (eu e Alásia) impressionadas e muito felizes pelo resultado do trabalho dele. Aliás, eu consigo vislumbrar nestes momentos o quanto estou evoluindo como ser humano, pois quando participo do sucesso de meus amigos, só consigo sentir felicidade e satisfação, pois o sucesso de cada um engrandece a minha própria escolha como pessoa.Ou seja, nós não crescemos apenas por nossas próprias ações, mas essencialmente pelo conjunto de ações de todos que nos cercam, pois são experiências de vida que nos afetam, direta ou indiretamente. É esta percepção de que estamos inexoravelmente ligados aos outros que nos move para frente e faz todo o resto valer a pena.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cursos Abertos do MIT

Parece que o movimento de Educação a Distância está mesmo se consolidando em vários lugares do mundo. O MIT (Massachussets Institute of Technology) abriu vários cursos para os internautas chamados de OpenCourseWare. São mais de 1 800 cursos, alguns traduzidos para o português. É um repositório de aulas utilizados em cursos do MIT contendo notas de leitura, situações-problema, exercícios de laboratórios, vídeos e apresentações produzidas pelos professores. É de graça e não exige nenhum tipo de cadastro. Só não tem certificação, mas também era pedir demais!

Curtinhas

* A organização do evento de Hipertexto solicitou minha autorização para postar minhas fotos na página deles. Esta humilde fotógrafa ficou se achando...


** Meu departamento tem necessidade de 40 horas minhas este semestre, mas o setor de recursos humanos diz que eu só posso ter 20 horas. Hummm... parece um daqueles problemas matemáticos insolúveis.


*** Definitivamente a linha de Estudos Culturais do PPGE me cansa!!!

****Hoje foi um daqueles dias que eu fiquei me perguntando o que estou fazendo aqui? Que vontade de sumir...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

2° Simpósio Hipertexto - Minha Apresentação

Bom, depois de tantos comentários, só ficou faltando falar sobre a minha apresentação. Eu nunca acho que é nada de especial, mas falar sobre a Web 2.0 sempre me empolga. Usei o livro de Cristóbal Cobo e Hugo Pardo, Planeta Web, como base para o texto, que obviamente, vou compartilhar aqui no blog.Se você ainda não fez o download do livro, aproveite o link aqui no blog. O título do trabalho é A Web 2.0, Educação a Distância e o Conceito de Aprendizagem Colaborativa na Formação de Professores.Todas as imagens que usei na apresentação foram retiradas do blog Ergonomic de Cristóbal Cobo, ou de outros blogs. Esta escolha foi proposital porque ele é um dos maiores defensores do compartilhamento de informações e fiz questão de mostrar esta atitude na prática.Organizei o slideshare intercalando as fotos da minha apresentação. Quem sabe no futuro não vou postar um vídeo em tempo real?


Hipertexto2008 Blog
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2° Simpósio Hipertexto - Sérgio Abranches

Encontrei também meu amigo Sérgio Abranches, que eu não via já fazia um tempinho. Ele trouxe uma discussão interessante com o título "O que fazer quando recebo um trabalho ctrl c + ctrl v?" Para dizer a verdade, ele parecia ser o único disposto a discutir a questão com um pouco mais de profundidade, indo além do "vigiar e punir". Sem dúvida, esta questão de plágio acadêmico precisa ser repensada nos mais diversos níveis. A questão principal é de quem é a responsabilidade? Como construir uma identidade de autoria em nossos alunos? Uma aluna na platéia fez uma pergunta que foi um soco no fígado dos professores: - E os professores que obrigam seus orientandos a colocar o nome do professor orientador como co-autor nos trabalhos? Também são plagiadores? Esta prática já virou mania nas Universidades. A professora Ângela Dionísio foi taxativa: -Eu sou radical, minha obrigação é orientar o trabalho, mas o resultado é do aluno! Achei ótima a fala dela porque penso a mesma coisa. Que história é essa de obrigar os alunos a nos colocarem como co-autores? Em alguns trabalhos, eu ajudo muito e até posso merecer uma co-autoria, mas isso não é regra, é exceção. Depois da apresentação, colocamos as fofocas em dia e rimos muito. Foi uma pena que eu não tinha mais tempo para ficar em Recife.Estou pensando em cursar uma disciplina no mestrado em Educação Tecnológica da UFPE.Por falar nisso, teremos novidades sobre a próxima seleção que será realizada a partir de outubro. Não percam o blog de Madame Ana que não traz a pessoa amada em três dias, mas tem boas dicas para quem quer estudar.

2° Simpósio Hipertexto - Fernando

Um dos pontos altos do evento foi conhecer o Professor Fernando Pimentel, que eu também conhecia somente através do blog. Ele fez uma bela apresentação junto com Lucinha Serafim (minha colega na UEPB).Eles fizeram uma pesquisa de forma conjunta através da Internet com excelentes resultados. É muito interessante quando encontramos pessoas que só conhecemos virtualmente, materializando o que era somente uma imagem. Fernando é um doce de pessoa, agradável e muito competente. Espero que possamos trabalhar juntos no futuro.

2° Simpósio Hipertexto - Celebridade

Gentem, o que pode ser mais incrível para um blogueiro reles mortal, do que ser reconhecido por seus leitores? Estou me sentindo quase uma celebridade! Quando a professora Cynara da UFAL disse que me conhecia através do blog, eu quase saí flutuando pela janela. Como diz minha amiga blogueira Srta. Bia, me amarrota porque estou passada! Nada como ser elogiada por pessoas de qualidade que conhecem bem o assunto. Para completar o dia feliz, nos encontramos na Livraria Cultura no Recife antigo e tiramos fotos juntas! Mais celebridade que isso, só indo para a Ilha de Caras (mas vamos combinar que o nível acadêmico não ia valer a pena!).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

2° Simpósio Hipertexto - Parte III

Well, well... Depois de muito nervosismo, transtornos bipolares, e alguns agregados isotônicos (eu acho), tive a oportunidade de assistir uma apresentação impecável da minha orientanda, Graça Barros, no evento. Um desempenho perfeito que mostrou segurança, solidez e, sobretudo, tranqüilidade. Fiquei muito orgulhosa e vejo que com que incentivo e orientação, as pessoas podem crescer e se superar, reescrevendo sua própria história e modificando seus caminhos. Parabéns por mais esta vitória nesta caminhada árdua da vida acadêmica! Ah, sim, e tudo isso porque não vou nem comentar o vestido très chique da madame apresentadora de telejornal. Abalou bangu!

2° Simpósio Hipertexto - Paulo Gileno

Este professor fofo da foto se chama Paulo Gileno, e sua apresentação foi sobre Letramento Informacional e Educação. Ele ficou indignado ao ser apresentado como professor "aposentado" da UFPE. Pelo visto ele trabalha mais agora do que antes, e atualmente coordena um projeto de grande repercussão chamado Um Computador por Aluno. Ele levou o protótipo (bem bonitinho) e disse que 300 escolas serão contempladas nos próximos meses com os portáteis. Todos os alunos destas escolas irão receber o computador e os professores e gestores receberão computadores portáteis convencionais. O programa está estruturado em um grande projeto de avaliação, já que será a primeira experiência de acesso contínuo à Internet nas mãos dos alunos, uma verdadeira imersão tecnológica. O professor ressaltou que a tecnologia é só o começo, é preciso formar professores (cerca de 10 000) e realizar a pesquisa. Ele trouxe aspectos do letramento informacional de Warschauer muito interessantes:


1. É preciso determinar a extensão da informação que se necessita;
2. Acessar a informação de modo eficiente e ético;
3. Avaliar criticamente a informação obtida e suas fontes;
4.Incorporá-la na base pessoal de conhecimentos;
5.Usar a informação de modo efetivo e ético para atingir seus objetivos.

2° Simpósio Hipertexto - Vida Acadêmica

Acabei de chegar agora do 2° Simpósio de Hipertexto e Tecnologias na Educação.Não sei nem por onde começar, mas posso afirmar que valeu muito a pena! Muitos reencontros, novos amigos, trabalhos interessantes, palestras instigantes, enfim, o Professor Xavier fez um excelente trabalho. Só fiquei com pena de não ter encontrado com o Professor Júlio, já que eu tive que voltar hoje (antes do fim do evento).Foi uma correria danada, e só quem participa destes eventos sabe o trabalho para escrever o artigo, preparar a apresentação, resolver questões operacionais e burocráticas. Eu nem comentei aqui, mas fui para o evento ameaçada de ser reprovada por falta em uma das disciplinas que estou cursando este semestre. O PPGE diz aos quatro ventos que precisamos produzir, publicar, participar de eventos e parará pão-duro, mas os professores acreditam que o mais importante é estar presente na aula deles. Se continuar assim, vou acabar mesmo no divã! Sinceramente, participar de um encontro como esse amplia nossa visão de mundo e aponta muitos caminhos para o nosso trabalho.Eu tive muitas idéias só em conversar com as pessoas. Para ser mais didática, vou escrever um post por assunto para facilitar a leitura.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Encontro com Marco Silva

Ontem tivemos uma palestra na UEPB com o Professor Marco Silva, da UERJ, autor de vários livros sobre Educação e Avaliação Online. A palestra fazia parte do encontro dos coordenadores do Projeto Piloto de Administração da UAB. O tema "Sugestões de Qualidade em Educação Online" foi bem apropriado e fora as questões conceituais/semânticas (educação a distância ou educação online, ferramentas ou interfaces), destaco alguns pontos importantes para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, a questão do desenho didático dos cursos, uma vez que a estrutura na qual os materiais são apresentados nos ambientes virtuais faz muita diferença na aprendizagem dos alunos. Recentemente, minha orientanda Graça Barros, aluna da especialização em Novas Tecnologias e Educação (UEPB), apresentou os resultados de sua pesquisa sobre interatividade nos ambientes virtuais, e a disciplina destacada pelos alunos como mais interativa era apenas a que estava melhor organizada na perspectiva da educação online. Não existe mistério ou solução mágica, basta estar inserido em uma cultura digital. E, justamente este ponto, foi apontado pelo Professor Marco como um divisor de águas: estar incluído digitalmente não significa necessariamente estar inserido na cibercultura. O conceito de cibercultura é muito mais amplo, e, de certa forma, está relacionado com as e-skills mencionadas por Cristobal Cobo. Outros dois conceitos interessantes abordados na palestra foram a multivocalidade (multiplicidade de pontos de vista) e a hipermídia (como convergência de vários suportes midiáticos abertos para novos links e agregações de várias linguagens). Enfim, boas reflexões que corroboram os caminhos que eu tenho escolhido até agora. Apenas uma divergência: o professor Marco acredita que a utilização do chat seja importante e indispensável, apesar dos professores não gostarem de utilizá-lo com freqüência. Eu não percebo o chat com esta relevância no processo porque não acredito que reproduza um determinado espaço da sala de aula. Talvez possa servir como um dispositivo para outros momentos, mas não o considero apropriado para uma discussão sobre algum tema específico ou conteúdo. Hum...Vou fazer algumas experiências no ambiente virtual de Licenciatura em Geografia e depois conto o resultado.


Ps: Quesito futilidade: definitivamente esta parede rosa do nosso auditório não favorece a beleza e o bom gosto de ninguém...Onde já se viu, uma parede chamar mais atenção do que o palestrante?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Inutilidades.com

Não me perguntem qual é a utilidade ou como poderemos mudar o mundo com esta informação. Pode ser um processo de esvaziamento da mente ou apenas loucura temporária. O fato é que eu achei a proposta desta ferramenta curiosa, e levada pela curiosidade, visitei o site e escrevi o título do blog.A ferramenta se chama GeoGreeting e garimpa construções no mundo todo que tenha o formato das letras que você digitou. Se você estiver estressado como eu, com um trabalho enorme para entregar e sem inspiração (ou mesmo respiração, diga-se de passagem), dá uma olhada lá.Não serve para nada mesmo, mas afinal, porque tudo o que fazemos na rede tem que ser útil?


Ps: Esta semana foi desesperadora e acabei convivendo com o lado pouco recomendável da natureza humana.Depois de digerir melhor, vou postar algumas reflexões aqui no blog.Mas só depois que eu terminar o trabalho final da disciplina de Adelaide, Zé Neto (gracinha) e Hermida.O título é "Das Máquinas de Ensinar de Skinner à Aprendizagem Colaborativa: Um Outro Olhar Sobre a Tecnologia Educacional". Sim, eu sou pretensiosa, provavelmente não vai dar certo, mas fazer o quê? Como já dizia Paulo Leminski, todos são loucos, mas eu não, eu sou uma gracinha...

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