segunda-feira, 19 de junho de 2017

Seminário de encerramento dos subprojetos do PNAIC-PE

O Centro de Estudos em Linguagens da UFPE (CEEL/UFPE) desenvolveu vários subprojetos para atender a demanda dos professores da redes municipais e estaduais no âmbito das ações do PNAIC (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa) em Pernambuco. Os subprojetos foram estruturados em duas ações: a formação dos orientadores de estudo e a elaboração de material impresso. No último dia 14, foi realizado o Seminário de Socialização dos Subprojetos do PNAIC 2016, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE, com a participação dos formadores e orientadores de estudo. Eu e a professora Cristiane Pessoa (UFPE) coordenamos o subprojeto jogos interdisciplinares no ciclo de alfabetização e fiquei responsável por apresentar o catálogo do subprojeto que está em fase de finalização. O catálogo reúne vários jogos e suas possibilidades na aprendizagem com uma perspectiva interdisciplinar. A estrutura do catálogo está organizada em jogos e brincadeiras populares, jogos de tabuleiros e jogos digitais. Foram inseridos também jogos novos, adaptações e releitura de jogos conhecidos que foram criados pelos professores durante o curso. Incluímos também o relato de experiências dos professores com jogos e o resultado de pesquisas sobre o tema. O catálogo será disponibilizado brevemente em formato digital para download gratuito no site do CEEL. O vídeo a seguir apresenta um resumo da proposta do seminário.

domingo, 18 de junho de 2017

Evento em Bogotá

Semana passada estive em Bogotá para participar do V Congreso de la Asociación Latinoamericana de Antropología y XVI Congreso de Antropología en Colombia, na mesa-redonda Perspectivas, fundamentos e boas práticas de pesquisa em etnografias visuais participativas. A mesa foi coordenada pelos professores José Ribeiro (UFG) e Denise Machado (UFPA).

A proposta foi apresentar experiências que indicassem caminhos para o uso das etnografias visuais participativas e a minha parte foi sobre o uso das metodologias participativas na Educação. O professor José Ribeiro apresentou os fundamentos teóricos das etnografias visuais participativas, a professora Denise apresentou as experiências de extensão na UFPA que resultou na criação de um projeto na universidade para discutir a diversidade na universidade, a professora Lisabete Coradini (UFRN) apresentou a belíssima experiência com os documentários sobre o samba em Natal e eu apresentei as nossas experiências na pós-graduação em Educação e na construção de materiais para a formação de professores.

O espaço de discussão no congresso foi mais um passo na consolidação de uma rede de professores de diferentes universidades e países que estão construindo o arcabouço teórico para as metodologias e etnografias audiovisuais participativas. Conheci pessoas muito interessantes que estão desenvolvendo trabalhos fantásticos, como Javier Reynaldo Romero Flores (Bolívia) e Jesus Marmanillo (UFMA). O virtual ajuda muito, mas a participação em eventos como esse nos permite ampliar ainda mais a nossa rede e as perspectivas da pesquisa.

Além de todas as questões inerentes aos aspectos acadêmicos dos eventos científicos, a reunião de professores e pesquisadores da América Latina discutindo temas essenciais e tão sensíveis no contexto atual, me mostrou o quanto estamos distantes do que acontece nos países vizinhos e como temos os mesmos problemas e sofremos os mesmos processos.

Estamos absolutamente ferrados e, apesar do modus operandis político, econômico e social ser o mesmo, não aprendemos nada e continuamos a errar feio... Violência, opressão, desigualdade, problemas ambientais, educacionais, políticos e sociais apresentam praticamente a mesma configuração em todos os países da América Latina. Enquanto eu estava lá, aconteceu uma grande manifestação dos professores da Educação Básica que praticamente parou Bogotá (o que não é muito difícil, considerando o trânsito caótico da cidade).

Os professores reivindicavam melhores condições de trabalho e aumento salarial e até onde eu pude perceber, a população apoia os professores integralmente e acha um absurdo o professor ganhar o equivalente a 1.300 reais para realizar um trabalho que é a sustentação do futuro e esperança de melhoria do país. O governo federal diz que não tem dinheiro, mas segundo o motorista do Uber com quem conversamos, o governo gasta dinheiro com acordos com empresas, bancos etc. Lá como cá... Obviamente, não é possível analisar todos os elementos de um país tão complexo como a Colômbia em uma semana, mas a questão é que olhamos muito para os países centrais em busca de respostas com o nariz para cima, quando deveríamos olhar para o lado com mais atenção, mais empatia, maior reconhecimento e na mesma altura.

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