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sábado, 24 de julho de 2010

Spreadability: Capacidade de ser Propagado

Já faz um tempinho que acompanho o trabalho de Cristóbal Cobo e sempre soube que ele é "o cara". As contribuições de Cobo para a inserção das tecnologias digitais na sociedade são fantásticas e percebo que ele vem despontando como uma referência acadêmica mundial. A presença dele no TED é um bom indicativo, mas o trabalho da Flacso-México também é um exemplo das importantes contribuições de Cobo. Uma questão que ele levanta é a capacidade de ser propagado, ou spreadability, um conceito interessante sobre as novas regras do jogo nas definições sobre o papel das empresas e dos consumidores que modifica também a concepção da propriedade intelctual, já que reconstruir, alterar e redistribuir o conteúdo da mídia, é agregar valor. É possível ler mais sobre o assunto aqui, mas o que eu gostei mesmo foi a aplicação do conceito de spreadability nas principais universidades com a difusão da produção acadêmica. Segundo Cobo, "a perspectiva apresentada é um mapa de tendências da web e hoje os canais digitais estão usando universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo para se conhecerem. Como mostrado na apresentação (abaixo), cada vez mais (mas também muito irregular) instituições de ensino estão adotando estratégias para melhorar a propagação e divulgação aberta do conhecimento. Embora na fase beta, é suficiente para mostrar que o show deve continuar, não importa quem está no comando". Bom, não preciso nem dizer como estamos longe desta discussão em nossa academia...


sábado, 11 de julho de 2009

Divulgação da Produção Científica na Internet

Finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno semelhante ao período medieval, foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura o projeto de Lei 1120/07 que obriga as instituições públicas de ensino superior e unidades de pesquisa a publicarem sua produção técnica e científica na internet. "As instituições deverão criar repositórios para abrigar trabalhos de conclusão de mestrado, doutorado e pós-doutorado de alunos e professores, e também estudos financiados com recursos públicos. O relator do projeto, deputado Átila Lira (PSB-PI), acredita que a proposta tem o indiscutível mérito de democratizar o conhecimento científico das instituições de ensino. A disponibilização pública de conteúdos digitais, sua proteção legal e a garantia de acesso aos seus produtos derivados são fundamentais para alimentar as cadeias culturais, artísticas, educativas e científicas" A lógica é simples, todo estudo financiado com recursos do poder público pertence à sociedade que mantém as Instituições com o dinheiro dos seus impostos, logo, nada mais justo do que compartilhar com todos o conhecimento produzido. Até hoje, o conhecimento circula em revistas especializadas, fechadas ao público em geral ou em anais de eventos científicos. Mesmo quem está vinculado aos programas de pós-graduação encontra dificuldade em alguns momentos para encontrar artigos e teses. Semana retrasada eu precisei de uma tese de doutorado aprovada em uma universidade pública e não a encontrei na rede. E olha que era uma tese premiada de um professor renomado. Foi preciso me deslocar até a biblioteca da UFPB e acessar o portal da Capes para encontrar a bendita. Perda de tempo, dinheiro meu (pelo deslocamento) e público (ocupei um funcionário, um computador e a rede da universidade) para uma ação que poderia ter sido feita em casa. Por falar nisso, resta saber agora como vai ficar a questão do Portal de Periódicos da Capes que resiste bravamente aos apelos de segmentos da comunidade acadêmica para a democratização do seu acesso. O projeto pode ser lido na íntegra e a sua tramitação acompanhada via web. Simples, não?

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