segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Programação EVIDOSOL

XV EVIDOSOL E XII CILTEC

O grupo Texto Livre convida a todos para o XV Encontro Virtual de Documentação em Software Livre (EVIDOSOL) e XII Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia online (CILTEC-online). O evento ocorrerá de 19 a 21 de novembro de 2018 com o apoio da Faculdade de Letras/UFMG, UFVJM, UENF, UEMG Unidade Carangola e Kósmos/UFSM. A minha apresentação será amanhã (16h)e vou apresentar os resultados da minha pesquisa sobre as narrativas digitais dos professores da Educação Básica nas redes. Apareçam!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Livro Cultura Digital e Formação Docente

Publicação nova do DMTE/UFPE: Pesquisas e práticas formativas: diálogos sobre a formação docente. O livro foi organizado pelas colegas Adriana Paulo da Silva e Eleta Freire. Eu e Thelma Panerai temos um capítulo intitulado “Cultura digital e formação docente: o desenvolvimento de competências digitais para a sala de aula no contexto da sociedade em rede”. Eu gostei muito de escrever esse texto porque descrevemos os resultados encontrados nas dissertações dos nossos orientandos do PPGEdumatec defendidas entre 2012-2015, relacionando-os com o contexto da sala de aula. Como o livro não pode ser vendido e nem possui o formato digital, disponibilizei o nosso texto no ambiente do grupo de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais. Registro aqui os nossos agradecimentos para as organizadoras e para a editora da UFPE.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Livro Metodologias Pedagógicas Inovadoras

Semana passada aconteceu o lançamento do livro Metodologias pedagógicas inovadoras: contextos da educação básica e da educação superior, organizado por Eduardo Fofonca, Glaucia da Silva Brito, Marcelo Estevam e Nuria Pons Villardel Camas. Temos um capítulo no livro intitulado "A inserção das metodologias audiovisuais participativas como estratégia de ensino e pesquisa na pós-graduação". O capítulo é fruto da minha parceria acadêmica com Thelma Panerai Alves que vem produzindo ao longo dos anos não apenas pesquisas, mas também práticas interessantes em nossas salas de aula.

O livro foi publicado pela Editora IFPR nos formatos e-Book e impresso. O formato e-Book está disponível para download gratuito no site da editora, como deveria ser padrão para todas as obras produzidas no âmbito das universidade públicas. O mais importante no resultado das publicações acadêmicas é o fortalecimento da rede de colaboração entre os professores e a disseminação do conhecimento científico de forma digital e gratuita. Foi muito bom participar dessa publicação e contribuir para as discussões sobre inovação pedagógica junto com tantas pessoas bacanas. Registro aqui os meus agradecimentos aos organizadores porque sei como é exaustivo o trabalho de organização de uma obra como essa, eles estão realmente de parabéns! Os links para download dos dois volumes estão a seguir. Boa leitura!

Link para o volume 1

Link para o volume 2

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Seminário final PNAIC-PE

Encerramos as atividades do PNAIC-PE na semana passada com o seminário final que foi realizado em Gravatá, Pernambuco. Foram três dias com muitas palestras, oficinas, mesas redondas, sessões de vídeo em debate e atividades culturais. Um evento de difícil realização por causa da logística e porque o momento representou o fim de uma política pública de formação de professores das séries iniciais. Vale a pena ler o texto da Professora Telma Ferraz sobre o desmonte das políticas públicas para o desenvolvimento da educação no país. Mais de 1.500 pessoas compareceram e todas as salas ficaram lotadas durante todo o evento.

A nossa mesa redonda aconteceu no último dia e o tema foi Interdisciplinaridade e Multiculturalidade. Eu, Cristiane Pessoa (CE/UFPE) e Jaqueline Barbosa (CAA/UFPE), discutimos durante duas horas as possibilidades de integração das áreas do conhecimento tendo a diversidade como contexto. Apresentamos duas produções do CEEL que são o nosso xodó: o Almanaque Ilustrado de Alfabetização e o Catálogo de Jogos Interdisciplinares. A professora Jaqueline fez uma fala linda sobre os desafios e ensinamentos da escola indígena que emocionou todo mundo e fez a plateia ficar com os olhos cheios de lágrimas.

Em momentos tão sombrios, com tanta intolerância e falta de esperança, foi confortador discutir temas tão sensíveis e necessários com quase 800 professores que nos prestigiaram na plateia.

Terminei o evento exausta, não só por causa da correria e das inúmeras atividades que tivemos que realizar com um equipe reduzida, mas também por causa da luta incessante para defender as boas propostas de formação que garantam a autonomia e a valorização dos professores. Temos que continuar resistindo e lutando.

Parabéns aos professores que participaram do evento: professores da Educação Básica que acreditam na qualidade da escola pública, da universidade que pesquisam, resistem e lutam para garantir os direitos de todos à educação, da equipe do CEEL que trabalhou muito para o sucesso do evento, dos órgãos gestores estaduais e municipais que reconhecem a importância do programa, os coordenadores do programa e todos aqueles que estavam lá porque querem que suas vozes sejam ouvidas. Foi dureza, foi cansativo, mas foi lindo!

sexta-feira, 9 de março de 2018

Ctrl+E 2018

O III Congresso sobre Tecnologias na Educação (Ctrl+E 2018) será realizado em Fortaleza (na Universidade Federal do Ceará - UFC), entre 5 e 8 de junho de 2018. O coordenador geral é o Professor Dr. José Aires de Castro Filho (UFC) e o tema da terceira edição do evento é Cultura Maker na Escola: fazendo uma nova educação com tecnologias digitais. O prazo para as inscrições com trabalhos é até o dia 30 de março.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Universität Bremen

No final de janeiro, visitei o Dimeb (Mídia Digital na Educação) da Universität Bremen, na Alemanha. A minha orientanda de doutorado, Dagmar Pocrifka Bley, está realizando as atividades do doutorado sanduíche na Universität Bremen, com o grupo de pesquisa liderado pela Profa. Dra. Heidi Schelhowe. O grupo gentilmente organizou uma programação intensa para nós que nos permitiu conhecer todas as pesquisas em andamento. O Dimeb possui um FabLab dentro da universidade para pesquisa e formação de professores (Uni FabLab Bremen) e desenvolve vários projetos e oficinas. Usando o termo TechKreativ, o projeto reúne "vários programas para oferecer a crianças e jovens, mas também adultos, maneiras criativas de usar a tecnologia e experimentar novas formas de aprender e projetar".

Bremen, localizada no norte da Alemanha, parece uma cidade de contos de fadas, com suas estátuas de animais espalhadas pelas ruas e uma arquitetura fofíssima que lembra o cenário de Harry Potter. O frio em janeiro é para os fortes e a viagem já começou com uma nevasca em Hamburgo, nosso ponto de partida.

Além dos projetos de pesquisa, conhecemos os diferentes espaços utilizados para as pesquisas do grupo, como uma escola primária e um FabLab aberto para a comunidade com atividades de programação, cultura e esporte. Fui calorosamente recebida por todos e foi surpreendente perceber que temos problemas semelhantes, apesar de contextos tão diferentes.

O Dimeb está inserido no Centro de Matemática e Computação e os professores e pesquisadores possuem formação na área de exatas, mas usam conceitos e metodologias do campo da Educação com muita propriedade. Conhecemos os seguintes projetos: Emotest (desenvolvimento de um software de reconhecimento das emoções para pessoas com demência ou algum tipo de deficiência), SMILE (projeto para motivar meninas para o campo da Ciência e Tecnologia), Calliope (programação para crianças nas escolas), Mídia digital e letramento nas séries iniciais (uso de mídias como stop motion como suporte para o letramento), FabLab (para a comunidade com atividades de programação, artes e esporte).

Visitamos uma escola para observar a aplicação do projeto Calliope em uma sala de aula do 4°ano com crianças entre 9 e 10 anos. Ali encontramos a realidade dura dos imigrantes sírios e a enorme dificuldade de inserção em outra cultura: uma menina síria de 12 anos (fora da faixa etária do grupo) estava na sala e quando perguntamos se falava inglês ou alemão, ela disse que falava um pouco das duas, mas dominava perfeitamente outros três idiomas: turco, árabe e aramaico.Vrááááá na cara das estrangeiras sem-noção além do seu próprio umbigo...

Foi uma verdadeira imersão em quase todas as ações desenvolvidas pelo grupo e como toda imersão, o contato humano, a acolhida, a atenção em responder minhas perguntas, a explicação paciente de coisas que parecem óbvias naquele contexto, foram essenciais para a minha compreensão e reflexão sobre a experiência vivida.

Não tenho palavras para agradecer o carinho da Profa. Dra. Heidi Schelhowe que nos recebeu em sua casa, a acolhida calorosa da Dra. Iris Bockermann com um delicioso e divertido jantar em sua casa, o convite gentil para participar da aula da Dra. Nadine Dittert que me apresentou formatos de aula tão diferentes para a pós-graduação, a simpatia e o bom dia de Michael Lund, a delicadeza e o carinho de Saskia Illginnis, a conversa animada com Simon e a simpatia e generosidade de Antje Moebus que me mostrou como é possível aprender tanta coisa em tão pouco tempo de uma forma leve e divertida com chás de gengibre e sopas. Muita gratidão para todos e todas e que os próximos anos nos tragam muita colaboração e ótimas parcerias!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Gratidão

Desde que eu assisti ao filme "A Chegada" e li o conto de Ted Chiang, "História da sua vida" que inspirou o filme, minha percepção sobre o tempo linear ficou meio abalada. A ideia de um recomeço ao final de cada ano não me parece tão inspiradora quanto quando eu tinha 20 anos. Prefiro pensar no calendário anual como uma janela ou um recorte do tempo que temos na vida. Como observadora dessa janela, vejo o último ano com tranquilidade, sem procurar classificar os eventos em bons ou ruins. Tenho gratidão por tudo, cada pequeno evento do ano está marcado em minha memória e registrado na linha do tempo da minha vida. Alguns eventos me fizeram feliz, animada, eufórica, outros me deixaram deprimida, estressada, angustiada... Sou grata por gostar do meu trabalho, viajar, experimentar, escrever artigos, ler livros, sonhar, ter alunos maravilhosos, fazer artesanato, costurar, praticar Yoga, assistir séries e fazer novas amizades. Também sou grata por cozinhar pratos incríveis com Robson, cozinhar para os alunos, visitar a Oficina Brennand mais uma vez (eu amo aquele lugar!), conhecer Cartagena sozinha, receber ligação da escola Amariah avisando que o queixo dela saiu do lugar quando eu estava em Bogotá e não podia fazer nada além de me desesperar, rir das músicas malucas de Bumbumtantã da Ingrid, conhecer a Yasmin, querer dar uma surra nos chefes de Illa que a obrigam a trabalhar nos horários mais insalubres, levar mamãe para Caruaru e quase morrer de calor, fazer pavê para Luís, levar Clara para a academia, ver Ana Lúcia ficar linda, fazer Yoga com Luciana na academia, no gramadão, na praia, em qualquer lugar, chamar Thelma de gastadeira (e ela me chamar de pão-dura), trocar os óculos depois de três anos, comprar um biquíni caríssimo depois de três dias de muita reflexão sem me arrepender, admirar as medalhas da Syl e sua incrível forma física, sublimar a falta de bom senso e ética dos colegas de trabalho, dormir na casa de Eber e bater papo até tarde, dar bronca em aluno preguiçoso que fez trabalho porco para depois descobrir que a pessoa trabalha em três empregos e está lutando para sobreviver nesse mundo cão, ter má vontade com uma pessoa que acabou de conhecer e depois descobrir que estava redondamente enganada e que foi injusta, apaziguar e administrar separação de aluno, pegar uma virose e ter febre de 40 graus no PNAIC em Caruaru e dar trabalho para Cristiane Pessoa, fazer um trabalho enorme e complexo para o governo e não receber o pagamento, ter o pneu dilacerado na estrada por causa de um objeto caído de um caminhão e ser socorrida pelo pessoal do MST, esquecer de pagar uma conta e ficar indignada com os juros abusivos, quebrar o dedo do pé duas semanas antes de uma viagem importante, passar mal com a altitude de Bogotá, comprar protetor solar da cor errada e ficar com cara de guerreiro terracota, aprender a costurar no Youtube, fazer palestra nos confins do universo porque uma pessoa querida convidou e não consegui dizer não, soltar os cachorros na Unimed por uma cobrança indevida, levar quase um mês organizando documentos e preparando a maldita progressão, solicitar financiamento da universidade para viajar para um congresso e receber metade do que estava no edital porque "a comissão decidiu" que os países sul-americanos não contam como viagem internacional (foi criado o país Estados Unidos da América do Sul e eu não sabia), ser promovida para professor associado, decidir viajar para participar das atividade da Universidade de Bremen com Dagmar, militar na rede contra os golpistas/fascistas/quadrilha que estão destruindo o país, ir ao cinema ver Blade Runner e mais um episódio de Star Wars, escrever um artigo lindo sobre drags e ser carinhosamente recebida na apresentação do evento, quase fazer a invertida e, finalmente, fazer a roda no Yoga! Ufa... Resumo de 2017: gratidão por tudo que foi bom e também pelo que foi ruim porque é parte da vida. Quando compreendemos isso, sofremos menos e ficamos mais leves para viver a vida sem medo. Pode vir quente que eu estou fervendo, 2018!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Último encontro do ano do grupo de pesquisa

Chegamos ao final de 2017 com algumas realizações simples, mas que fazem um bem incrível para a alma. A estruturação do nosso grupo de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais foi uma das realizações e nos mostrou o quanto é bom estar com as pessoas presencialmente e construir canais de interlocução para direcionar o nosso trabalho. Aprendemos que o sucesso na vida acadêmica depende de uma boa estratégia de planejamento, é preciso saber onde chegar e como chegar. Aliar as exigências das agências de fomento com as necessidades dos alunos e a nossa disponibilidade para determinados caminhos, não é tarefa fácil, mas pode ser menos penosa quando estamos juntos. Trabalhar com perspectivas diferentes e teorias que exigem flexibilidade e amplitude do olhar só é possível quando convencemos as pessoas a acreditarem em si mesmas. É preciso ter paixão pelo tema de pesquisa e acreditar que o resultado de sua dissertação/tese poderá fazer alguma diferença para a sua realidade, para o seu entorno, para o mundo... É uma jornada difícil que torna-se bem mais suportável quando não estamos sós. Meu lema de vida geek é "It´s dangerous to go alone!" (The Legend of Zelda) e acho que vou pendurar isso na parede da minha sala no próximo ano, quem sabe assim seja mais fácil de explicar aos outros como transpor os obstáculos com mais facilidade. Tenho muita sorte em dividir as asperezas da vida acadêmica com a querida Thelma Panerai e só temos a agradecer aos nossos alunos, orientandos e agregados que conciliam os seus afazeres profissionais e pessoais para dispor do seu tempo conosco. O próximo ano promete muitas coisas boas e espero participar do sucesso de todos e todas!

#A reunião aconteceu no dia 04/12, mas só agora consegui escrever sobre o que esse momento e essas pessoas significam para mim.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

7º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação

Terminou ontem o 7º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 3º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias que aconteceu no Recife. Foram dois dias de muitas discussões e aprendizado com a participação de professores e alunos do Edumatec. Fizemos uma mesa redonda com o tema Narrativas Digitais dos Professores da Educação Básica e a dinâmica foi bem interessante: os professores (eu, Thelma Panerai (UFPE) e Glaucia Brito (UFPR)) conduziram a discussão e os orientandos Marlon Mateus e Raphael França apresentaram os resultados das pesquisas. Vários orientandos apresentaram as suas pesquisas nas comunicações individuais. Estou convencida de que a receptividade e as discussões servem como um termômetro que fornece mais segurança e emponderamento aos nossos alunos no árduo caminho da pesquisa.

Observei algumas coisas preocupantes nos trabalhos apresentados e, para as discussões avançarem mais, precisamos superar o discurso de que é preciso inovar na aprendizagem com tecnologias porque "o mundo hoje é globalizado, a tecnologia está em todos os lugares" etc. O ponto de partida não pode ser a demanda do mercado, mas sim a existência de uma cultura digital que precisa ser compreendida, analisada e apropriada. Se não nos apropriarmos das tecnologias e dos espaços digitais de forma estratégica e crítica, seremos sempre consumidores de produtos digitais e acreditaremos que as tecnologias vão salvar a Educação. Sinto muito, mas não vão.

Foi muito bom reunir os nossos orientandos e alunos em torno de discussões tão importantes e observar o quanto eles amadurecem nesses momentos, apesar do frio na barriga em alguns e do enorme esforço de outros (financeiro, operacional e emocional) para participar do evento. Pokémon, podcast no ensino de História, tecnologia no ensino de idiomas, robótica nas escolas, políticas públicas para o uso de tecnologia, narrativas digitais e transmidáticas, foram alguns dos temas que levamos para discussão no evento. Conseguimos consolidar as ações do nosso grupo de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais com muito orgulho e gratidão aos meus queridos e queridas: Nadine Rodrigues, Heitor Silva, Josivânia Freitas, Dagmar Bley, Eber Gustavo, Ana Luiza Andrade, Raphael França, Adson Alves, Juliana Alves e Paulo André, todos do Edumatec. Agradeço também aos queridos Glaucia Brito e Marlon Mateus (UFPR) que colaboraram com o nosso grupo de pesquisa e ao Xavier (UFPE) que organizou esse evento lindo!

sábado, 25 de novembro de 2017

Evento sobre gênero e práticas culturais

Ontem apresentei um trabalho escrito em parceria com Thelma Panerai (que também é professora do PPGEdumatec/UFPE) e Heitor Felipe (meu orientando de mestrado). Foi um dos artigos mais lindos que já escrevi até hoje e o evento foi o VI Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais: Interfaces com as relações étnico-raciais, que aconteceu em João Pessoa, na UFPB.

Com o título "DRAG QUEENS E REPRESENTATIVIDADE MIDIÁTICA: uma luta contra a violência simbólica", o artigo foi escrito com um fôlego e disposição de quem luta incondicionalmente contra qualquer tipo de preconceito. Pesquisamos a presença de duas drags brasileiras na rede, especificamente em dois canais do Youtube: o canal Para Tudo, da Lorelay Fox e o canal da Pabllo Vittar. A estratégia das duas drags na rede apresenta elementos em comum fundamentados no amor e na aceitação. São atitudes, imagens e discursos que talvez não sejam suficientes para conter a onda conservadora e hostil que estamos observando na sociedade, atualmente. Entretanto, é um movimento que vem crescendo e, a cada nova opressão ou a cada ação de retirada de direitos e agressões ao grupo LGBTQ, aumenta a resistência e a união entre seus participantes.

O resultado do nosso esforço de pesquisa já apareceu hoje, essa linda que está ao meu lado na foto apresentou um trabalho maravilhoso e também ficou emocionada com o que levamos para apresentar. Foram muitos abraços, beijos e promessas de um encontro futuro porque o amor é poderoso. Sim, é possível escrever um trabalho acadêmico com tanto amor que as pessoas se sintam tocadas, contempladas e aceitas. Meu coração está transbordando com tanto carinho que foi devolvido: muito obrigada por me mostrar que podemos nos unir e fazer a diferença, Karlesson Lennon!!

Link para o artigo (coloquei a nossa versão mesmo, não estamos em tempo de esperar por nada, a luta é necessária e urgente!.

sábado, 11 de novembro de 2017

Por amor aos lugares

Quando li sobre a divulgação do livro Por Amor aos Lugares, fiquei tocada por duas razões totalmente diferentes. Fui aluna do professor Rogério Haesbaert na graduação em Geografia em várias disciplinas (e isso faz muitos anos mesmo!) e sempre admirei a forma como ele conduzia as suas aulas e seu amor evidente pela Geografia (ele desenhava o contorno do mapa do Brasil no quadro sem consultar nada, apenas usando a memória). A outra razão está relacionada com a delicadeza do projeto, imaginem escrever sobre 25 anos de viagens e olhares pelos mais diversos lugares do mundo... Tenho certeza de que o autor deve ter guardado todas as suas anotações ao longo dos anos, mas fico pensando como deve ter sido essa releitura de viagens em tempos distantes: certamente o Rogério de hoje não é o mesmo que visitou esses lugares há tanto tempo! O olhar geográfico sobre as viagens é muito interessante, a delicadeza da compilação das viagens mais ainda, mas o que me sensibiliza ainda mais nesse livro é a generosidade do compartilhamento dos relatos, das memórias, das percepções e dos olhares sobre os lugares. Sem dúvida, essa foi a melhor lembrança que tive do meu antigo professor. Transcrevo o texto do site da Amazon sobre o livro:

"Ao mesmo tempo livro de relatos e reflexão geográfica e histórica, Rogério Haesbaert nos introduz aos múltiplos espaços que, em viagens ou no próprio cotidiano, desdobram-se depois — do Oriente (China, Índia, Vietnã...) ao Ocidente (Cuba, México, Colômbia...) —, em diferentes momentos ao longo dos últimos 25 anos. Os relatos começam por lugares distantes, envolvendo viagens que marcaram pela força de suas diferenças (como ao Tibete, a povoados do norte do Vietnã ou a aldeias de Madagascar), até chegar a espaços de morada e vivência cotidianos e pretensamente mais seguros, os quais nem por isso estão alheios à surpresa e ao inusitado que instigam o questionamento e a mudança. Este é um livro de crônicas, de memórias, de relatos mais espontâneos, muitos deles de viagens, de narrativas redigidas no calor das vivências, do contato direto com os outros e seus tantos lugares, da história presentificada e da geografia acumulada que, ao mesmo tempo que se anunciam, através da sua diversidade, também estão se/nos transformando".

sábado, 4 de novembro de 2017

Livro novo do Sérgio Amadeu: precisamos falar sobre os nossos dados na rede

Sérgio Amadeu, professor da UFABC, lançou o livro Tudo sobre tod@s: Redes digitais, privacidade e venda de dados pessoais, disponível para venda na Amazon. O livro aborda a venda de dados pessoais coletados nas redes e que nós mesmos disponibilizamos gratuitamente para as grandes empresas. Se não podemos evitar, precisamos pelo menos falar sobre isso e discutir as ações legalmente e eticamente duvidosas das grandes empresas. Algumas pessoas já estão conscientes disso, outras não fazem a menor ideia de como as corporações atuam na rede e se apropriam dos seus dados e acessam informações sobre a sua vida.

"Considerando as tecnologias cibernéticas como tecnologias de comunicação mas também de controle, o sociólogo e professor Sergio Amadeu da Silveira aborda neste trabalho as implicações entre o crescimento das redes digitais e o estabelecimento de um mercado de coleta e venda de dados pessoais que avança nestes ambientes. Apoiado tanto em autores de referência como em exemplos práticos, o livro traz à luz o modo como este chamado 'mercado de dados', representado por empresas e sistemas, tem se esforçado em apresentar a questão da privacidade dos indivíduos como algo a ser superado. Intimamente ligado ao conteúdo abordado, o livro tem edição exclusivamente para o formato digital".

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Resultado da avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil

Hoje foi publicado o resultado da avaliação quadrienal dos programas de pós-graduação realizada pela Capes. A Universidade Federal de Pernambuco melhorou o seu desempenho em relação ao último resultado e o site da UFPE publicou um texto com algumas informações interessantes que eu quero compartilhar aqui.

Em primeiro lugar, é importante situar a importância da universidade no contexto nacional e internacional: a UFPE ficou em 14º lugar entre as universidades brasileiras avaliadas no Times Higher Education 2018. Segundo o Ranking Universitário da Folha, a UFPE está na 11º posição. Na avaliação dos programas de pós-graduação, três programas da UFPE alcançaram a nota máxima (sete), mas o que me fez escrever esse post não foi o bom resultado da UFPE, mas sim três informações publicadas que considero muito relevantes:

1. Mais de 60% do corpo docente ingressou na UFPE nos últimos dez anos.

2. Atualmente, a UFPE tem mais alunos matriculados nos cursos de doutorado do que nos cursos de mestrado.

3. Existem 4.175 programas em todo o país e a nota 7 foi atribuída a 179 programas, sendo nove da Região Nordeste. A Região Norte não teve nota 7. Na Região Centro-Oeste, houve cinco notas 7; na Região Sul, foram 30 notas 7; e a Região Sudeste concentra 135 notas 7.

A primeira informação mostra o resultado da política pública de valorização das universidades com a realização de concursos para a contratação de professores nos últimos anos. A segunda informação indica que a demanda da pós-graduação está mudando e que deve aumentar ainda mais a necessidade de formar mais doutores. A última informação é para refletirmos sobre a desigualdade no país nos mais diversos cenários, incluindo a produção científica nas universidades. É brutal a diferença entre as regiões e, mesmo considerando a concentração populacional brasileira no sudeste, o resultado ainda é impactante. Afinal, são 135 cursos com nota 7 concentrados na região sudeste! Precisamos refletir mais sobre essa desigualdade e suas implicações no futuro do desenvolvimento científico no país. Isso significa modificar as políticas de incentivo ao desenvolvimento da pesquisa para promover a desconcentração do investimento financeiro, estrutural e em recursos humanos. E por falar no futuro incerto que temos hoje para a ciência no país, finalizo com um gráfico comparativo do quantitativo de cursos da pós-graduação brasileira entre 2013 e 2017, extraído do site da Capes. É um daqueles casos em que uma imagem diz mais do que muitas palavras...

sábado, 2 de setembro de 2017

7º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação

Nos dias 6 e 7 de dezembro, no Recife, acontecerá um dos meus eventos favoritos: o Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. "Com o tema Aplicativos e Games na Educação, o 7º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 3º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias recebe professores, estudantes e pesquisadores para apresentar os resultados surpreendentes da utilização dos jogos e dos Apps na sala de aula. Ambos os eventos abrem o espaço para a discussão científica dos efeitos pedagógicos dessas novas ferramentas na aprendizagem dos estudantes". A data limite para a 2ª Chamada de inscrições com apresentação de trabalho é até o dia 15 de setembro de 2017. Como na primeira etapa da inscrição é necessário enviar apenas o resumo do texto, ainda dá tempo de se inscrever e participar. O nosso grupo de pesquisa terá uma mesa-redonda no evento sobre narrativas digitais transmidiáticas nas redes, nos games e na Educação. Para quem está interessando em conhecer pessoas e trabalhos interessantes, é perfeito! Para quem quer estudar e conhecer as belezuras do Recife, o evento cai como uma luva. Lembrando que em dezembro já temos carnaval e nem será preciso inventar um congresso de cardiologia para justificar a viagem. Vamos?

domingo, 6 de agosto de 2017

Troca de notebook e muitos problemas com os arquivos

Meu notebook decidiu morrer há dois meses, em Bogotá, na véspera da minha apresentação no congresso. Só não tive um siricutico porque o material que eu precisava estava disponível em repositórios virtuais, mas mesmo assim foi um sufoco. Quando voltei ao Brasil, levei o equipamento para a assistência técnica e o valor cobrado pelo conserto foi tão absurdo que me fez desistir. O pior é que encontrei várias reclamações sobre o mesmo defeito do notebook Samsung nas redes (problemas com a tela) e entre ter um dia de fúria ou encarar comprar um equipamento de outra marca, escolhi a segunda opção. Levei semanas pesquisando, analisando o custo-benefício, comparando os preços e levando bronca da minha filha mais velha por querer algo baratinho e não melhor do que o equipamento antigo. A decisão demorou quase dois meses, mas foi tomada quando ela perguntou se eu ia "comprar outro peso de papel", enquanto apontava para o falecido que realmente estava servindo de peso para alguns documentos. Comprei um equipamento melhor (um Dell Inspire) e comecei a epopeia de transferência de arquivos, instalação de programas e ajustes nas configurações. Acho que vou levar uns dois meses para concluir tudo e não estou exagerando: hoje passei o dia todo tentando transferir os arquivos de uma pesquisa enorme que estava no software Atlas TI (dezenas de documentos e quatro anos de dados coletados com as análises). Segundo o site do fabricante, basta criar uma "copy bundle", salvar o arquivo e descompactar na máquina de destino, só que nem a pau, Juvenal! Salvei o tal arquivo dezenas de vezes, mudei a extensão, o destino, a mídia, o nome, a reza, o descarrego e nada de funcionar! Fiquei louca, tive falta de ar, crise de ansiedade e dor de cabeça. Felizmente, o marido supôs que poderia ser um problema de mídia física (eu estava tentando a transferência com pendrive) e colocou o tal arquivo no repositório virtual. Fiz o download (que demorou décadas para finalizar) e o babado funcionou perfeitamente. Amém!!! Mais uns dois sustos como esse e vou ter que me aposentar porque certamente o piripaco vai ser cabuloso...

terça-feira, 25 de julho de 2017

Seleção para mestrado e doutorado no Edumatec - UFPE

Estão abertas as inscrições para a seleção de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE. Tenho vagas para orientação no mestrado e no doutorado e pesquiso os seguintes temas: cultura digital: identidades, conflitos e inovações na perspectiva dos Estudos Culturais; Inclusão digital e inclusão social de professores e alunos; PLE's; Redes sociais e colaboração em rede; narrativas digitais; storytelling transmídia; etnografias audiovisuais participativas; novos métodos de pesquisa online; mídias e mediações interculturais, formação de professores, mídias e narrativas digitais, redes sociais, tecnologias e processos de ensino e aprendizagem. Fiquem atentos ao prazo de inscrição (até o dia 25/08) e acessem o edital com todas as informações relativas ao processo no boletim oficial da UFPE.

domingo, 9 de julho de 2017

Curso de verão em Melgaço: Fora de Campo

O curso de verão Fora de Campo com o tema Cinema, narrativas, lugares de memória, vai ocorrer no âmbito de FILMES DO HOMEM – Festival Internacional de Documentário de Melgaço. O curso acontecerá entre 1 e 6 de agosto e a coordenação geral é do professor José da Silva Ribeiro (UFG). O evento é uma ação colaborativa entre várias instituições e pesquisadores de diversos países. Segundo o site: "Será um encontro de reflexão, debate e desenvolvimento de pesquisa e práticas criativas no âmbito das Ciências Sociais, das Artes e das Ciências da Comunicação, em torno do tema Cinema, narrativas, lugares de memória. O curso resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Melgaço e a AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual em colaboração com Universidades e Grupos de Investigação/Pesquisa de Portugal, Galiza, Brasil e EUA. São objetivos do Fora de Campo: a aproximação das abordagens artísticas, tecnológicas e das ciências sociais e humanas ao cinema; a colaboração entre Redes e Grupos de Investigação/Pesquisa que participam no Festival; o envolvimento da população local nas atividades realizadas no Curso e no Festival e contribuir para a afirmação da cultura popular como fonte de aprendizagem e desenvolvimento local. O Fora de Campo é estruturado em diversas atividades teóricas, teórico-práticas e práticas. O calendário será dividido entre conferências e seminários, workshops, apresentação de projetos, trabalho de campo e visionamento dos filmes exibidos no âmbito do festival FILMES DO HOMEM. A participação no Curso de Verão Fora de Campo é aberta a todas as pessoas, adaptando-se os trabalhos a realizar durante o curso aos conhecimentos teóricos e práticos do participante". Os detalhes do curso estão disponíveis no site do evento.

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