Já faz algum tempo que tenho vivido a experiência de estar conectada com professores de vários lugares do Brasil, trocando experiências, links, opiniões, textos etc. A riqueza das trocas realizadas na rede é quase imensurável, tanto no aspecto quantitativo, quanto qualitativo. Conheci muitas pessoas incríveis que hoje tem um papel fundamental na minha vida pessoal e profissional, por inúmeras razões. O principal é que me mostraram (e continuam mostrando) as inúmeras possibilidades reais para o uso das tecnologias digitais na educação. Eu acredito que a formação de redes é um movimento essencial para a consolidação da cultura digital dos professores e uma das professoras com a qual tenho interagido na rede, professora Suzana Gutierrez, pesquisou o assunto nos últimos anos. O resultado é a sua tese de doutorado Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede, defendida no último dia 16, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Suzana é professora do Colégio Militar de Porto Alegre e a sua tese aborda questões fundamentais sobre o uso e a formação de redes de professores. Vale a pena a leitura!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Compartilhando a Tese
Já faz um certo tempo que eu desejava disponibilizar a minha tese aqui, mas ainda faltava alguns ajustes da ABNT e confesso que eu não aguentava mais olhar para ela. Fiquei empacada com as normas para a citação de documentos oficiais. A princípio a citação correta seria BRASIL, ano, mas a quantidade de documentos do mesmo ano (e do mesmo órgão) confundiria bastante o leitor. Optei por manter o nome do documento, uma opção prevista nas normas da ABNT quando o documento for específico. Como a pesquisa é documental, os documentos oficiais são as estrelas do trabalho, citá-los como Brasil, 2005a, Brasil, 2005b, transformaria a análise das resoluções e anexos em materiais subjacentes. O corpus documental que eu estava analisando era tão complexo que foi preciso criar um esquema visual para explicar a importância e a articulação entre eles. Confesso que sinto um prazer secreto em desafiar as normas da ABNT, existem alguns elementos que simplesmente não estão previstos nas normas e ficamos sem saber o que fazer com eles. Um exemplo foi a nuvem de tags que eu coloquei ao final de cada capítulo, para desespero da banca. O momento Kodak da defesa foi o professor Sérgio Abranches elogiando a minha ousadia ao inserir as imagens e as nuvens de tags enquanto o resto da banca não achava tão interessante assim. Outra questão importante era a publicação no próprio site do PPGE, responsável pela indexação oficial das teses defendidas na UFPB. Bom, sem mais delongas, segue o link para acessar a tese "Educação a Distância e a Formação de Professores na Perspectiva dos Estudos Culturais".
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Abandonando a Tese
Nas duas últimas semanas fiquei ocupada colocando os trabalhos atrasados em dia, corrigindo trabalhos e provas, revisando o material da disciplina do curso de Letras a distância e finalizando a minha tese. Durante esse processo, descobri que tinha finalmente encerrado a minha pesquisa "doutoral" (por favor, perdoem a arrogância do termo, mas é que eu ouvi essa expressão de uma colega que está começando o trabalho agora, e não pude deixar de rir, é ridículo!). Enquanto eu ajeitava um capítulo aqui, organizava outro ali, me dei conta que não tinha mais o que pesquisar, não tinha mais documentos para ler ou material para buscar. A pesquisa estava acabada e tudo o que me restava era processar o abandono, de forma tranquila e equilibrada. Tem gente que nunca abandona o seu trabalho, na véspera da apresentação ainda encontra alguma coisa para acrescentar, um autor para inserir ou um comentário para fazer. Escrevendo o último capítulo, eu me dei conta de que poderia acrescentar algo sobre redes sociais na tese, mas consegui frear a intenção em tempo. Imagina só, eu iria começar uma nova pesquisa e obviamente um novo trabalho. Quando se fala em disciplina para escrever uma tese, as pessoas pensam em organização e produtividade, mas existe uma outra dimensão igualmente importante: saber quando parar. Não me entendam mal, não estou dizendo com isso que o meu trabalho está pronto e acabado, que dei conta de tudo o que era possível sobre o tema. Muito mais coisa poderia escrita sobre o assunto, mas o importante é que consegui concluir tudo o que eu pretendia. Os objetivos foram alcançados, a hipótese comprovada e todas as coisas novas que surgiram nos últimos meses, servirão como base para o pós-doutorado ou para outros momentos. Quem pesquisa tecnologia, educação e comunicação sabe que a cada semana surgem novos trabalhos e artigos, é impossível dar conta de tudo.Eu não aguento mais o assunto, já estou interessada em outras coisas, quero fazer outras pesquisas. Mesmo assim, vou me dedicar na próxima semana a passar três dias consultando o portal da Capes na Universidade para ter certeza que não escapou nenhum material importante sobre o tema. Fora isso, é preparar a defesa, publicar e...UFPE já estou chegando!
#O post sobre o concurso é o campeão de comentário até a agora no blog. O professor Niraldo colocou até uma mensagem no Twitter sobre ele. Fiquei toda fofa!Depois daquela maratona se eu não comentasse aqui, acho que explodiria ou enfartava...
sábado, 6 de junho de 2009
Tópicos em Cidadania e Direitos Humanos
Na dureza que é a vida de doutoranda, estou fazendo algumas disciplinas apenas para contabilizar os créditos e alcançar a incrível marca de 37 créditos exigidos. Quando eu fiz o mestrado no IPPUR/UFRJ, todo mundo comentava que era um dos cursos que exigia um número de créditos absurdo (36 no total), enquanto outros mestrados exigiam 12 créditos para o sujeito concluir. Uma das disciplinas que estou cursando para cumprir a exigência de carga horária é Cidadania e proteção internacional dos direitos humanos, com o professor Fredys Sarto. Para o meu trabalho não acrescenta quase nada, mas para a vida é imprescindível. Começamos com Kant, passamos por Arendt, lemos Marshall e chegaremos em José Murilo de Carvalho e Alaez Corral nas próximas semanas. A turma é bem pequena (exigência do professor), mas o tema é um verdadeiro desafio. Pensar em questões como a origem da nossa cidadania no modelo romano, o direito natural, a inexistência de fronteiras na cidadania e o papel essencial da educação neste processo, tem sido muito enriquecedor. Vou desenvolver meu artigo relacionando a questão do acesso tecnológico na sociedade de informação e a formação da identidade e cidadania. Neste momento, corro um sério risco de acreditar que esta foi a melhor disciplina do curso e a única que não contribuirá em nem uma linha sequer com a minha tese. Vai entender...