Nas minhas leituras sobre a educação a distância no contexto internacional, venho observando várias tendências que me causam inquietação. Quase todos os artigos tratam da necessidade de multiplicar ao máximo o uso de diferentes ferramentas. Estas ferramentas referem-se não apenas aos vídeos, podcasts etc, mas também ao contexto de acesso, como o uso do telefone celular. Neste aspecto, o Moodle anda me cansando um pouco, gostaria que ele fosse bem mais flexível na sua estrutura e permitisse mais possibilidades de autoria para o aluno e o professor (sem precisar do domínio de programação, é claro!). Esta semana fiquei sabendo que o Amadeus, ambiente de aprendizagem desenvolvido pela UFPE, está avançando bastante nesta direção. Eu já conhecia o Amadeus porque li a tese de doutorado de uma colega sobre ele, mas naquela época ele não se diferenciava muito de outros ambientes de aprendizagem. Agora, o Projeto Amadeus ingressou no Portal do Software Público Brasileiro, portal que hospeda projetos considerados estratégicos para o Governo Federal por gerar economias e o impacto social. Segundo o texto do blog do projeto "o Projeto Amadeus visa o desenvolvimento de um sistema de gestão da aprendizagem de segunda geração, baseado no conceito de blended learning. O empreendimento permite estender as experiências de usuários de educação a distância para diversas plataformas (Internet, desktop, celulares, PDAs, e TV Digital) de forma integrada e consistente. Essa ampliação das formas de interação dos usuários com os conteúdos e dos usuários entre eles permite a implementação de novas estratégias de ensino e de aprendizagem orientadas por teorias construtivistas ou socio-interacioniste do desenvolvimento humano". Já vou hospedar a plataforma no meu servidor web para fazer alguns testes com meus alunos. Se o Amadeus se concretizar como uma opção inovadora de ambiente virtual vou ficar toda fofa em ver um produto nacional, legitimamente nordestino, ganhar o mundo...