Mostrando postagens com marcador pós-graduação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pós-graduação. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de abril de 2024

Conclusão das (inúmeras) defesas de mestrado e doutorado no EDUMATEC

Ontem finalizei as defesas dos meus orientandos e o que aconteceu nos últimos dois meses está muito distante da rotina comum da pós-graduação. A principal diferença é que os concluintes do doutorado foram alunos que ingressaram no programa exatamente no primeiro ano da pandemia e enfrentaram toda a pressão das incertezas não apenas relacionadas à pesquisa e às aulas, mas também às incertezas da doença, das vítimas e da vacina, que nunca chegava a tempo para nos proporcionar um pouco mais de tranquilidade e normalidade. Houve muitas perdas nesse percurso: vidas de pessoas queridas, trabalho, renda, sanidade, saúde... 
 
É exatamente por causa desse cenário tão caótico e doloroso que estou escrevendo este texto. Caio, Emanuel, Jaciane e Jonara não são apenas nomes de doutorandos (e agora doutores), são vidas que foram afetadas diretamente ou indiretamente por um contexto que continuará a ressoar por muitos anos em nossas vidas, mas eles conseguiram! Mudaram seus projetos, escolheram outros caminhos, mas conseguiram! Estou muito aliviada e orgulhosa dessas pessoas, pois ao olhar para trás, percebo o tamanho dessa conquista. Todos os mestrandos e doutorandos que completaram o curso durante a pandemia mereciam um diploma dobrado!
Mas como dizem os biólogos, a vida sempre encontra um jeito e nem tudo foi apenas sofrimento: Caio passou seis meses no Canadá com uma bolsa de doutorado-sanduíche (PDSE), Jonara fez uma visita técnica em Portugal que enriqueceu muito seu trabalho, Emanuel coletou dados que poderão ser úteis para muitas outras pesquisas e Jaciane superou todas as dificuldades para concluir uma tese original e linda. No mestrado, tivemos as dissertações de Aroma sobre cinema e inclusão para pessoas surdas, Rúbia com o uso do Instagram para professores durante a pandemia e Augustinho com o uso do Minecraft para o ensino de Geografia. 
Além das questões de reconfiguração do trabalho de orientação, fui sobrecarregada com um número excessivo de orientandos, chegando a ter doze na pós-graduação, indo contra todas as recomendações dos órgãos reguladores. Por esse motivo, presidi sete bancas de conclusão nos últimos dois meses: quatro de doutorado e três de mestrado, e confesso que pensei que não daria conta. Só para organizar essas bancas foi um trabalho árduo, pois assim como eu, todos os professores estão muito sobrecarregados. 
 
Não se enganem, o orientador ruim e descomprometido não é a regra, embora nas redes sociais só apareçam esses casos com muitos likes de solidariedade e indignação de quem sequer entende como a academia funciona. Basta fazer uma conta rápida: com sete orientandos concluindo, cada trabalho com aproximadamente duzentas páginas, fiz uma revisão cuidadosa de 1.400 páginas nos últimos 60 dias! E não foram apenas as minhas bancas, participei de várias dos colegas e estimo que li aproximadamente 2.300 páginas nos últimos dois meses! Aqui é como no comercial da Polishop, pensa que acabou? Não, tem mais! Tudo isso foi acumulado com o término do semestre da graduação em três disciplinas, início de um novo semestre na graduação e na pós-graduação, finalização da inserção de dados no Sucupira (sistema de acompanhamento das pós-graduações de todo o país) e a vice-coordenação do programa. 

Estou realmente cansada e me perguntando se tudo isso vale a pena. Em relação aos meus alunos, sim, valeu muito a pena! Eles agora fazem parte de mim, não só como professora-orientadora, mas como pessoas queridas que ficarão para sempre no meu coração. 

Quanto ao meu trabalho como servidora pública, não valeu a pena porque não há reconhecimento ou valorização do nosso trabalho. Vou fazer concurso para professor titular no próximo ano e certamente, esse será um ponto a ser abordado. Pretendo voltar ao normal a partir de maio, com cinco orientações em andamento e fora de cargos de gestão. Preciso cuidar mais da minha saúde e dedicar mais do meu tempo ao que realmente importa: VIVER!


quinta-feira, 9 de junho de 2022

Fim do semestre 202X.?????

 Não sei se todo mundo tem a mesma percepção, mas eu tenho a impressão de que maio teve 115 dias e que esse semestre não acabaria nunca! Não lembro de ter chegado ao final de um semestre tão cansada, parece que os pequenos intervalos não estão sendo suficientes para recarregar as baterias, mas vamos combinar que a conjuntura estressante do nosso país não ajuda nada a amenizar esse quadro de luta. Na prática, estamos trabalhando com três calendários: o civil, que nos exige cumprir os prazos de produção de artigos, livros, orientações etc, o letivo da graduação (que está dessincronizado com o ano civil e com a pós-graduacão) e o calendário da pós-graduação. Não tem sido fácil...


Semana passada terminei duas disciplinas em dois cursos de pós-graduação diferentes (sim, porque a louca aqui está vinculada como professora permanente em dois programas de pós-graduação, um acadêmico e um profissional). A minha satisfação é conseguir dar conta de tudo sem perder a criatividade e conseguindo manter os alunos firmes, interessados e participativos. Com tantas dores e dificuldades neste momento, isso é um feito em tanto, embora possa parecer quase nada para alguns. A primeira disciplina finalizada foi sobre o uso de Tecnologias Digitais no ensino de Geografia, no mestrado profissional ProfGeo. Caio Túlio, meu orientando de doutorado, dividiu comigo a tarefa de montar uma disciplina tendo como eixo os jogos digitais e as suas possibilidades e, a partir deles, exploramos todas as potencialidades de diversas plataformas, Apps, dispositivos e outros elementos da cultura digital. Foi muito interessante mesmo! 

A segunda disciplina que concluímos na semana passada foi sobre Narrativas Digitais e Transmidiáticas, com Thelma Panerai e Eber Gomes. Tomamos um susto quando vimos que teríamos 36 alunos matriculados de diversos cursos de pós-graduação da universidade. A disciplina foi uma lindeza, todos participaram e descobrimos muitas coisas interessantes ao longo do percurso. Não tivemos desistências e praticamente não houve falta durante o semestre. Sou professora há muitos, muitos, muuitoos anos e nunca vi nada parecido! Quando terminamos a aula na terça passada, os alunos não queria sair da sala no Classroom e, logo depois, fizeram até arte com o print da tela. São nesses momentos que o meu coração fica quentinho e que sei que tudo que fiz na vida para me construir como professora e como pessoa valeu a pena. As pessoas que dividem comigo esta responsabilidade são maravilhosas e juntos conseguimos fazer muito mais do que faríamos sozinhos. Obrigadíssima Thelminha, Caio e Eber! São essas relações que cultivo com cuidado e com amor que fazem a vida ter muito mais sentido, independente de todo o resto que temos que enfrentar. Como já estava escrito em Zelda, It's dangerous to go alone!

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

I Seminário Integrado - Propg UFPE

O I Seminário Integrado do projeto Aprimoramento dos Sistemas de Saúde e Educação de Pernambuco foi organizado para que mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos apresentassem o andamento dos seus projetos de pesquisa. O projeto é executado em colaboração com as instituições parceiras (UFPE, UPE, UFRPE e UNICAP) e os seus respectivos programas de pós-graduação, em diversas áreas de conhecimento. As pesquisas estão maravilhosas e ouvir a apresentação de trabalhos tão inovadores fez minha alma acadêmica comemorar o fortalecimento da ciência. Porque é isso, queridos, o conhecimento científico não é um cientista louco gritando eureka! dentro de uma laboratório explodido... É um trabalho árduo com muitos tijolinhos que precisam ser alocados nos lugares certos para que a construção final mude a vida das pessoas. O Edumatec tem seis bolsistas envolvidos nesse projeto, três de mestrado e três de doutorado. O evento foi um sopro de energia, vivemos tempos difíceis e é preciso acreditar nas pessoas, na viabilidade das pesquisas e, sobretudo, na ciência!
 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bancas virtuais

Ontem, estive na UERJ virtualmente durante toda a manhã, mais precisamente no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana. Participei da banca de qualificação de doutorado do Lázaro Santos (que só conheço virtualmente e que também conheceu o meu trabalho através das redes sociais). O trabalho COLA E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: MEIO E MEDIAÇÃO PARA A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO, orientado pela Profa. Dra. Eloiza Oliveira, é tão diferente e inovador que quase dei pulinhos na cadeira durante a defesa. Lázaro está propondo investigar a velha cola como uma tecnologia que pode ajudar os alunos na perspectiva da aprendizagem colaborativa. Sem sair de casa, conheci professores interessantíssimos de outra instituição (que também não aguentam mais a rigidez acadêmica), outras possibilidades de estrutura e organização do trabalho científico e uma disposição enorme para combater a ausência de inovação na produção científica. A participação virtual em bancas de qualificação tem se tornado uma prática corriqueira nos programas de pós-graduação, só neste ano já participei de cinco e cada uma é mais produtiva e interessante que a outra! Definitivamente, quem minimiza as mudanças que as tecnologias digitais estão provocando nas relações humanas e nas relações de trabalho, vive em outra sociedade...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Semana de defesas (fujam para as montanhas!)


O mês de fevereiro é sempre uma correria no nosso programa de pós-graduação porque é a data limite para a defesa das dissertações. Como ninguém pode extrapolar os prazos, corremos feito loucos e ainda inventamos eventos e outras atividades paralelas para fazer o trabalho ficar mais emocionante e competitivo. Sim, somos quase super-heróis, com exceção da roupa patriótica e do glamour. Tudo já seria complicado se fosse uma atividade qualquer sem apelo emocional, mas os pobres orientandos estão sempre com o nervos em frangalhos e conseguem estressar os seus orientadores calmos e fofos que precisam, além de receber, acolher e cuidar dos examinadores externos, acalmar os pupilos enlouquecidos com tapinhas nas costas, palavras encorajadoras ou mesmo - quando não tem jeito - olhares assassinos. Participei de três bancas na semana passada e tenho mais duas na próxima semana. No dia 20/02, foi a vez de Luciana Lemos, orientanda da Prof. Dra Auxiliadora Padilha, com o trabalho "Coreografias didáticas online no ensino superior: possibilidades de colaboração, pesquisa e autoria utilizando as interfaces da web 2.0". A dissertação de Luciana trouxe importantes contribuições sobre o uso do Facebook, Youtube e Blogs no ensino superior e, mesmo utilizando percursos e métodos completamente diferentes, encontrou resultados bastante semelhantes ao trabalho da minha orientanda, Húrika Fernandes. Estamos mesmo no caminho certo! No dia 21/02, foi a vez de Sthenio Magalhães, orientando da Profa. Dra. Patricia Smith, com a dissertação "Insert Code: contribuições da programação de games para a formação no Ensino Médio". O fofo fez uma pesquisa muito interessante sobre a fábrica de games implementada em uma escola de Recife. Na sexta, fechando a semana, foi a vez do meu orientando, Wilkens Lenon Andrade, com a dissertação "Aprendizagem mediada por tecnologias digitais baseadas em softwares livres no âmbito do Programa Um Computador por Aluno". Lenon fez um trabalho que exigiu muito tempo e esforço por realizar intervenções dentro da escola pesquisada. Contamos com a presença do brilhante Prof. Dr. Sérgio Amadeu na banca como examinador externo. O resultado ficou excelente e podemos realizar reflexões importantes a partir dos resultados que encontramos. Já estão cansados, meus leitores fofos? Não? Então, preparem-se! Teremos mais lapadas acadêmicas na próxima semana com a defesa das minhas duas orientandas que defendem a ala feminina do Edumatec com graça e muita garra. No dia 26/02, às 10h, teremos Josivânia Freitas com o trabalho "Estilos de aprendizagem no virtual: as preferências do discente do ensino superior a distância" com uma excelente discussão sobre o uso do questionário CHAEA de Alonso e Galego e as contribições de Daniela Melaré para os estilos de aprendizagem em ambientes virtuais. No dia 28/02, também às 10h, será a vez de Húrika Fernandes com a dissertação "Efetividade do uso de ferramentas da web 2.0 em AVAS: colaboração, autonomia e autoria do aluno", apresentando resultados muito interessantes sobre as diferenças nos usos dos ambientes de aprendizagem e redes sociais em cursos a distância. Estou comentando aqui apenas algumas defesas, vocês podem ver o quadro completo de defesas no site do Edumatec. No mais, é preparar a escova no cabelo associada ao modelito impecável para as fotos e o remédio de tarja preta para aguentar tantas emoções!

sábado, 29 de setembro de 2012

Mesa redonda "Educação e cultura digital nos programas de pós-graduação"

Foi muito bom participar da mesa redonda "Educação e cultura digital nos programas de pós-graduação" com os queridos João Mattar (PUC/SP) e Eliane Schlemmer (UNISINOS). Eu não conhecia a professora Eliane pessoalmente, ela é uma fofa (lindíssima!) e faz um trabalho muito interessante sobre games e mundos virtuais. Ela apresentou as pesquisas que vem realizando na pós-graduação da Unisinos e a produção dos seus orientandos de mestrado e doutorado. Achei o máximo o nome do avatar dela: Violet Ladybird! Na apresentação sobre as ações do grupo de pesquisa no programa de pós-graduação da Unisinos, a professora Eliane avisou que as inscrições para a seleção do mestrado e doutorado estão abertas até o dia 30/11. O meu querido professor João Mattar apresentou a estrutura e as linhas de pesquisa do programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD), da PUC/SP. A linha de pesquisa do Professor João Mattar é Aprendizagem e Semiótica Cognitiva e ele vem pesquisando a interação e aprendizagem em ambientes virtuais. O programa também está com inscrições abertas para a seleção do mestrado e doutorado. As apresentações dos professores durante a mesa redonda provocaram um debate interessante sobre a necessidade de novos modelos e metódos para o desenvolvimento de pesquisas em espaços digitais. Alguns programas flexibilizam mais a estrutura dos trabalhos finais, mas outros ainda seguem a padronização utilizada em todos os cursos, dificultando algumas pesquisas. A conversa sobre o percurso metodológico rendeu bastante e se não fosse o tempo tão escasso, teria ido longe. É bom saber que os colegas e alunos que pesquisam a mesma área também passam pelas mesmas angústias e dificuldades que nós. A minha apresentação abordou as possibilidades de utilização de novas ferramentas na pesquisa sobre as tecnologias digitais. Apresentei alguns exemplos e coloquei algumas questões sobre a necessidade de flexibilizarmos as normas e os procedimentos nas pesquisas, sempre mantendo o rigor metodológico, é claro! Assim como os meus colegas, também aproveitei a oportunidade para avisar que as inscrições para a seleção do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica - Edumatec estão abertas. A minha apresentação está disponível logo a seguir. Enjoy it!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Revista Em Teia

O Edumatec lançou a sua revista eletrônica, criada para abordar temas relacionados com a Educação Matemática e Tecnológica, contemplando também as áreas afins. O primeiro número apresenta artigos de professores convidados que intercambiaram o debate acadêmico nos dois primeiros anos de funcionamento da pós-graduação. Segundo a comissão editorial, a revista científica eletrônica EM TEIA (Revista de Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana) "é um periódico quadrimestral, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica - EDUMATEC do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. A Revista tem por objetivo divulgar pesquisas científicas concluídas na área de Educação Matemática e Tecnológica e áreas conexas. Constitui-se em um espaço de socialização de estudos, favorecendo a interlocução entre pesquisadores em relação às problemáticas no campo da Educação Matemática e Tecnológica tendo como eixo o debate contemporâneo dessas áreas". E por falar em pós-graduação, já está disponível o edital para as inscrições em disciplinas isoladas que serão ofertadas no próximo semestre. Eu e a Professora Patrícia Smith estaremos juntas com a disciplina Introdução à Educação a Distância. As aulas acontecerão nas terças, das 14 às 18h, mas existem várias opções de disciplinas em diferentes horários. Cursar disciplinas isoladas é uma excelente oportunidade para se familiarizar com o discurso acadêmico da área.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Alguns Dados Sobre a Pesquisa em Educação

Dando continuidade ao assunto pesquisa e publicações, fui buscar alguns dados sobre o assunto no site da Capes. O relatório da Capes 2007, que apresenta dados consolidados dos programas de pós-graduação em Educação, evidencia algumas questões interessantes. Tive o trabalho de transformar os números da planilha em percentuais e o que observamos é a maciça concentração de cursos de pós-graduação na Região Sudeste (52%). O Nordeste apresenta 13% dos cursos de pós-graduação, percentual semelhante ao Centro-Oeste, enquanto a região Norte contribui com apenas 4%. O interessante é que o percentual de publicações acompanha estes números, ou seja, existe uma relação direta entre o número de programas e o percentual geral de publicações.No caso do Nordeste, o percentual de cursos corresponde a 13% e o percentual de publicações acompanha este número, com 12%. A Região Sudeste com 52% dos cursos, apresenta um percentual de 54% (nada de extraordinário, embora tenha índices impressionantes - 69% - na produção das teses). Quando observamos os tipos de publicação, aparece uma pequena distorção, por exemplo, em artigos internacionais o Nordeste apresenta uma contribuição de apenas 7%. Apenas a Região Norte apresenta percentuais de publicação sempre inferiores ao quantitativo de cursos. Diante deste quadro, o aumento da produção acadêmica no Nordeste poderá ocorrer se forem criados mais programas de pós-graduação, com mais professores produzindo. Não existe um indicativo de baixa produtividade na região, mas obviamente poderíamos apresentar melhores resultados. A criação de novos programas é fundamental, principalmente em Educação que já não consegue contemplar a diversidade de temáticas em seus programas tradicionais. É interessante observar que as Universidades Estaduais, que se caracterizam por oferecer cursos de licenciatura nas diversas áreas, encontram dificuldades em oferecer pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. As soluções necessárias para equilibrar as forças entre as regiões só apresentarão resultados em médio e longo prazo.Para percebermos qualquer mudança nestes dados, precisaremos começar a estruturar as mudanças imediatamente.Analise o resumo dos dados através dos gráficos a seguir e tire suas próprias conclusões.


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pós-graduação,Pesquisa e Publicações

Semana passada a nossa coordenadora da pós-graduação estava en-lou-que-ci-da com as mudanças que a Capes está propondo para a avaliação dos programas de pós-graduação. Uma das questões centrais da avaliação está relacionada, entre outras coisas, com a produção (leia-se publicações). O problema é que a produção do nordeste é sempre inferior ao centro-sul, desequilibrando a relação de forças. Nas avaliações anteriores, a inserção social dos programas de pós-graduação eram consideradas como pontuação na avaliação final. Parece que agora este item não será pontuado, o que nos remete ao questionamento sobre o real propósito dos cursos de pós-graduação. Os trabalhos publicados que nunca chegarão ao bolsão mais pobre do país são mais relevantes do que programas de pós-graduação que estão inseridos socialmente? De qualquer forma, a preocupação com a publicação científica não é um problema nacional. No blog de Cristobal Cobo está relatada a diferença gritante entre os países. "A América Latina apresenta menos representação na ciência e tecnologia no contexto internacional e mais marginalizada... Os Estados Unidos sozinho representa 30% dos trabalhos publicados, enquanto 90% das revistas na América Latina não são incluídas em nenhum indexador, tornando-as anônimas. Embora a pesquisa no terceiro mundo represente 24% dos cientistas no mundo, é praticamente ignorada pela comunidade científica internacional".Se construirmos um mapa da produção acadêmica por região no Brasil, encontraremos uma distorção semelhante.Mas isso já é trabalho para outro post.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A Demanda Reprimida na Pós-Graduação

Atualmente existe uma demanda crescente pelos cursos de pós-graduação. A UFPE encerrou semana passada as inscrições para o Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica com 137 inscritos (sem contar as inscrições via correio), para 20 vagas com possibilidade de ampliar para 25.O PPGE/UFPB divulgou esta semana a ampliação de vagas do doutorado em Educação, ampliando de 15 para 20 vagas. Estes dados apontam para uma demanda reprimida, em parte porque as pessoas precisam/desejam seguir a carreira acadêmica, em parte porque os cursos ainda englobam muitas linhas e sublinhas. Na minha sala na prova de seleção do doutorado, estavam os candidatos que pesquisavam a questão de gênero/diversidade e os candidatos que estudavam as NTIC's. O ponto sorteado foi sobre a questão tecnológica e alguns abandonaram a sala. Avaliaram corretamente que seria muito difícil elaborar uma prova sobre um tema que não dominavam. A criação do novo mestrado (e, futuramente, o doutorado) da UFPE mostra a necessidade de criação de cursos que se adequem melhor ao turbilhão de mudanças que nossa sociedade está vivendo. Por outro lado, apesar de não ter dados concretos, suspeito que o número de alunos que conclui os cursos com defesa de dissertação/tese, não é numericamente proporcional a esta procura.Enquanto isso, os cursos de especialização por serem mais específicos e flexíveis, atraem um grande número de alunos (por seu tempo mais curto, disciplinas mais diversificadas e trabalho em formato de monografia). Não estou defendendo um modelo ou outro, aproveito este espaço apenas para levantar uma questão que vem provocando muitos desentendimentos e problemas no processo de seleção em algumas universidades.

Ads Banner

Google Analytics