domingo, 18 de agosto de 2019

Formação de professores: Almanaque Ilustrado de Alfabetização

Passei os últimos três dias em Garanhuns, com outros professores da universidade, para realizar uma formação sobre o Almanaque Ilustrado de Alfabetização para professores da rede pública de Pernambuco. O material foi produzido pelo CEEL/UFPE para a Secretaria de Educação de Pernambuco. O Almanaque ficou uma belezura, a diagramação e a qualidade da reprodução produziram um resultado fantástico, e a proposta aqueceu corações e mentes no frio de 16 graus da cidade. A proposta do Almanaque é apresentar atividades diversificadas que desenvolvam as competências e habilidades necessárias para a apropriação da leitura e da escrita.
O contexto é a cultura pernambucana com as especificidades físicas, econômicas, culturais e sociais de cada região, procuramos contemplar todas as regiões de Pernambuco nas abordagens. Como autora das atividades de Geografia, foi emocionante ouvir a opinião dos professores e observar o encantamento de todos com o material. A criatividade dos professores é inesgotável e durante a formação surgiram propostas de uso dos materiais que foram muito além do que eu tinha imaginado. Arrasaram!
O Almanaque vem acompanhado de uma coletânea de textos e atividades, além dos manuais do professor com as orientações sobre a proposta. Todo o material foi produzido por uma equipe de professores da UFPE que pesquisa temas relacionados com a alfabetização e desenvolve várias ações de formação de professores e políticas públicas de alfabetização há muitos anos. Eu espero que esse material facilite o trabalho dos professores do ciclo de alfabetização e, principalmente, que traga felicidade para os alunos, tornando o percurso de aprendizagem bem mais leve para todos!

UFPE na luta!

Na última terça, dia 13, professores e estudantes foram para as ruas em defesa da universidade e contra a proposta do governo chamada "Future-se". A situação é muito grave e não é só o futuro das universidades que está ameaçado, as próximas gerações irão sofrer com o ataque que todos os segmentos da Educação estão sofrendo hoje. Vamos resistir porque temos o compromisso ético e legal de defender o patrimônio público e o futuro da ciência e do país. Hora de lutar!

#A foto que ilustra esta postagem foi cedida pela professora Thelma Panerai e registra os colegas da UFPE durante a manifestação na cidade do Recife.

sábado, 3 de agosto de 2019

Trilhas da democracia na UFPE

Na próxima terça-feira, o programa "Trilhas da Democracia" reunirá dois professores e ex-gestores de políticas públicas do ensino superior para uma conversa sobre o "Future-se". A seguir, reproduzo o texto com as informações do programa, divulgado no site da UFPE:

O programa Trilhas da Democracia da próxima terça-feira (6) conversa com professor Sérgio Rezende, da UFPE, e ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula, e Amaro Lins, ex-reitor da UFPE, ex-secretário de Educação Superior do MEC no governo Dilma, sobre Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil.

Durante o debate, os dois convidados analisaram o “Future-se” – programa proposto pelo atual governo às universidades públicas federais. A entrevista será exibida às 21h30, na TVPE pelos canais digitais 46.1, em Recife e Grande Região, 12.1, em Caruaru, e 13.1, em Petrolina. Será reproduzida também no canal do programa no YouTube (Trilhas da Democracia).

Com coordenação e apresentação do historiador e professor da UFPE Marco Mondaini, o Trilhas da Democracia promove entrevistas e debates semanais, que são exibidos na TVPE sempre às terças, às 21h30, com reapresentação aos domingos, às 19h, no canal digital 46.1 e no canal do programa no YouTube. Para mais informações, acompanhe as redes sociais do Trilhas da Democracia: Instagram: @trilhasdademocracia; Twitter: @t_democracias. No Facebook, basta buscar pela página “Trilhas da Democracia”.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Future-se? Não, obrigada.

Depois da inacreditável estratégia de divulgação para um programa que não teve sequer uma única discussão realizada com a comunidade acadêmica, temos algumas análises da proposta do governo para o futuro (oi?) das universidade públicas e gratuitas brasileiras. Como era de se esperar, as análises apontam os absurdos da proposta e o ataque dissimulado com o apelo de modernização para as universidades e ryqueza (sim, bem blogueirinha) para os professores. Pausa para respirar fundo: -Fio, professor nenhum do ensino superior escolheu essa profissão pensando em ficar rico, talkei?

Nem Fu, nem Fa, como podemos concluir após ler as análises de pesquisadores das políticas de ensino superior e gestores de universidades públicas brasileiras muito bem qualificadas no ranking internacional. Trouxe algumas análises que foram publicadas no site do Jornalistas Livres com a matéria intitulada "Future-se: um salto para o passado" e o posicionamento de algumas universidades: leiam nos links a seguir, reflitam, lutem e resistam!

Análise preliminar do Future-se, por Roberto Leher (UFRJ).

Minuta do Projeto de Lei do Future-se

Contra o “Future-se”, novo tsunami da educação

Programa Future-se representa a extinção da Educação Federal Pública

"Com certeza, nós vamos dizer não ao Future-se", antecipou a reitora da UFPB.

Projeto de Bolsonaro ameaça gratuidade na educação superior, diz reitor da UFABC

Future-se é alvo de críticas de reitores e professores

Future-se. A privatização da universidade pública

Federais do Rio criticam o Future-se: "Evidente ausência de políticas educacionais".

‘Future-se’: nome plagiado e os protestos de reitores e estudantes

sábado, 27 de julho de 2019

Documento da ANPEd sobre ética na pesquisa em Educação

A ANPEd (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) disponibilizou o documento com orientações sobre a ética na pesquisa em Educação. Segundo o site da ANPEd, "o documento, organizado em forma de verbetes, constitui uma segunda fase dos trabalhos da comissão. A primeira fase construiu um documento de diretrizes gerais já apresentado na Assembleia da Associação em 2017. A importância do debate da Ética na Pesquisa em Ciências Humanas e no âmbito da pesquisa em Educação vem sendo preocupação da ANPEd há bastante tempo. Espera-se que o documento fomente bons debates para pesquisa em educação e que, uma vez apresentado a todos os sócios individuais e institucionais, possa ser referendado como Documento de Diretrizes da ANPEd para Ética na Pesquisa em Educação na Assembleia na 39ª Reunião Nacional da ANPEd em Niterói, em outubro de 2019".

Esse debate é urgente em função das dificuldades que os pesquisadores em Educação encontram para submeter os seus projetos de pesquisa nos comitês de ética que utilizam parâmetros e critérios da área da Saúde para avaliar os projetos. A questão é que os procedimentos da área de Saúde com seres humanos envolvem problemas muito diferentes do que encontramos na área de Educação. Invariavelmente, os pesquisadores perdem muito tempo justificando procedimentos e metodologias que são práticas recorrentes e adotadas na área para especialistas de outras áreas do conhecimento. O documento aborda essa questão e amplia a discussão com elementos bastante interessantes, como a pesquisa com indígenas e quilombolas, financiamento privado, confidencialidade, vulnerabilidade, pesquisa online, consentimento, entre outros assuntos.

A ANPEd está propondo uma discussão sobre o tema com a possibilidade de criação de comitês de ética específicos para as áreas de Ciências Humanas e Educação, algo que eu acho que já devia ter acontecido há muito tempo. Por outro lado, eu não concordo totalmente com o autor do tópico "pesquisa online" sobre o uso de dados coletados na rede: na minha opinião, todo material publicado na rede deve ser analisado como um documento e não depende da autorização dos seus autores para o uso na pesquisa. O argumento utilizado no texto para justificar o pedido de autorização é ruim, mas penso que é algo que precisamos discutir mesmo, sobretudo nos programas de pós-graduação com pesquisas sobre tecnologias digitais e Educação. Bom, o documento completo está disponível aqui, provavelmente teremos entendimentos bastante diferentes sobre algumas questões e isso é ótimo!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Mulheres da Ciência 2019

Fiquei super animada em saber que será realizado o encontro Mulheres da Ciência 2019, entre 21 e 23 de agosto, na Universidade Federal de Pernambuco. O evento é organizado pelo grupo Bertha, composto por doze mulheres e a comissão organizadora é oriunda da UFPE e UFRPE. "Este é um evento que ocorre anualmente em Recife, na Universidade Federal de Pernambuco, com o objetivo de promover o diálogo entre profissionais e estudantes das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Para isso, o Mulheres da Ciência conta com uma programação dinâmica e diferentes temas divididos em dois eixos principais: questões sociais de gênero e produção científica feita por mulheres". As inscrições no evento serão realizadas mediante a entrega de kits de produtos de higiene pessoal entregues nos pontos indicados no site do evento e nas redes sociais

Fiquei animada porque além da importância do evento no contexto em que estamos vivendo atualmente, com tantas agressões contra as mulheres, estou estruturando um projeto de extensão com foco na questão de gênero e equidade da Educação Básica. A ideia é desenvolver uma formação para os professores da Educação Básica com foco em ações que incentivem meninas a se interessarem pela área de Ciências e Tecnologia. As ações no ensino superior são importantes e muito necessárias, mas penso que precisamos pavimentar o interesse das meninas pelas áreas de Ciências desde cedo, oferecendo condições para que elas possam desenvolver o seu potencial. Os professores da Educação Básica podem ajudar neste processo e muitas vezes precisamos apenas colocar o assunto para discussão e pensar juntos em ações que podem mudar o cenário que temos hoje.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Resistência nas redes: o blog como um instrumento de luta

A minha primeira postagem aqui no blog foi em 2007, criei esse espaço como um instrumento de diálogo e conexão com pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo. Durante muito tempo funcionou bem, os professores que iniciavam os primeiros passos no contexto da cultura digital utilizavam o blog como um espaço de registro de suas experiências, dúvidas e compartilhamento de soluções. Foi um momento muito rico, com trocas entre diversos professores da Educação Básica. Eu conheci pessoalmente alguns desses professores blogueiros (chamávamos de "desvirtualizar a amizade") e até me casei com um deles! Com o surgimento de diversas plataformas de redes sociais, os blogs foram perdendo a sua função ou assumindo funções diferentes de sua proposta inicial. Muitos professores migraram a sua atuação virtual para o Facebook e outras redes, mas se por um lado esse movimento ensejava uma audiência maior e mais dinâmica, por outro lado as informações se tornaram dispersas e muitas coisas se perderam na efemeridade das redes sociais. Continuo acreditando que o blog é um espaço perfeito para os usuários publicarem as suas narrativas e compartilharem informações de forma organizada e com relativa facilidade de acesso e recuperação da informação. É possível observar o abandono dos blogs ao longo dos anos e minha atuação não foi diferente. Analisando o meu registro de publicações, vejo que passei de 115 publicações anuais em 2010, para apenas 10 publicações em 2018. A minha atuação nas redes sociais hoje ocorre em plataformas como Twitter, Instagram, Pinterest e Facebook, com abordagens e estratégias de uso bastante diferentes. No Twitter faço uma militância política contundente, no Instagram publico fotos relacionadas com viagens, comida, Yoga e um pouco de registro de trabalho. No Pinterest publico fotos de decoração, cachorros e viagens, já no Facebook registro as minhas atividades de trabalho e um pouco de política. Penso que cada plataforma tem o seu propósito e modo de uso, implico solenemente com quem replica as mesmas publicações em todas as redes. Também tenho estratégias diferenciadas, as minhas contas no Facebook e Instagram são fechadas e o Twitter é aberto. A minha regra de uso é restringir as informações pessoais e deixar visível para todos as questões relacionadas com o coletivo. Estou contando isso tudo porque decidi retomar o meu uso inicial do blog como um espaço de registro das atividades relacionadas com o trabalho, ampliando também para as questões que tangenciam esse universo: discussões sobre a cultura contemporânea, entretenimento, panorama do mundo, viagens e, sobretudo, como um instrumento de resistência ao ataque desleal que a ciência e a universidade vem sofrendo atualmente. É preciso ocupar os espaços, aumentar o volume e a visibilidade de nossas vozes para que a sociedade não seja enganada por falsos mitos políticos ou religiosos que desdenham da ciência e do conhecimento para obter vantagens com a ignorância do povo. É um movimento pequeno, mas necessário porque não é tempo de omissão, precisamos fazer a nossa parte mesmo que seja uma ação pequena ou pontual. As redes hoje estão tomadas por robôs que propagam mentiras (fake news é um nome chique para denominar as mentiras, não?) e constroem narrativas falsas que são alimentadas pela omissão ou subserviência das empresas que controlam as plataformas das redes sociais. Atuar na rede de forma efetiva e contundente é um movimento de resistência e defesa da ciência e do ensino público e gratuito. Em tempos sombrios de pós-verdade, esse é um movimento em defesa da democracia.

domingo, 12 de maio de 2019

Livro Identidades: novas configurações em territórios múltiplos

A carreira acadêmica exige muito mais esforço e disciplina do que arroubos de criatividade, o formato acadêmico parece que foi criado exatamente para sufocar qualquer tentativa de ruptura ou ousadia. Estamos sempre presos aos rígidos processos metodológicos (absolutamente necessários) e regras da ABNT (bom, aí eu já não usaria a expressão "absolutamente necessárias"...). Felizmente, de vez em quando produzimos textos que nos trazem uma felicidade única, seja porque é o resultado de uma descoberta fantástica, seja porque cumpre uma função social que pode mudar a vida das pessoas. O artigo “Drag Queens nas Redes: representatividade, visibilidade e ativismo digital na luta contra a violência simbólica” é um dos textos mais interessantes que produzi, não apenas pela parceria com Thelma Panerai e meu orientando, Heitor Silva, mas porque conseguimos abordar um tema delicado e importante no contexto social e político atual, além de criar novos percursos investigativos para a pesquisa em redes sociais. O tema do livro e os artigos são maravilhosos, como não se encantar com uma produção sobre identidades: novas configurações em territórios múltiplos? O livro tem uma produção super bem cuidada, com uma capa linda e diagramação perfeita! Tem até uma drag na capa! Parabéns ao pessoal do PGCITI da UFPA que organizou o livro e muitos agradecimentos para a querida professora doutora, Denise Machado Cardoso! O livro está disponível para venda no site da editora e custa 59 reais.

sábado, 11 de maio de 2019

Número temático da revista Em Teia: Narrativas Digitais na Educação

No último ano, conseguimos reunir um conjunto de artigos de professores maravilhosos e seus orientandos para organizar e publicar um número temático na revista Em Teia, publicação do programa de pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE. A organização de uma publicação costuma ser uma tarefa enfadonha e complicada, mas desta vez foi diferente. A definição do tema já foi um elemento animador, imaginem a belezura de reunir, ler e avaliar artigos relacionados com "Narrativas digitais na Educação: contribuições da cultura da convergência". Além do tema, conseguimos a contribuição de professores de importantes universidades que desenvolvem pesquisas interessantíssimas, inclusive de instituições internacionais. Eu e Thelma Panerai seremos sempre gratas aos colegas que enviaram as suas contribuições para o número organizado por nós. Ficaram animados também? Pois vejam só esse trecho do texto de apresentação do número temático, publicado no mês passado: o foco está direcionado, principalmente, ao uso das narrativas digitais na Educação e às metodologias audiovisuais participativas, indicando que tais usos podem contribuir para a ampliação dos conhecimentos e para a transformação (empoderamento) dos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. Os textos tratam de situações e ações pedagógicas que dão visibilidade à inserção dos sujeitos em fenômenos participativos e ativos, com base em produções que apresentam diferentes perspectivas dentro da cultura da convergência tecnológica, da cultura participativa e da inteligência coletiva. Optamos por esses temas, porque eles priorizam as narrativas próprias (vozes diversas), a participação, a reflexão crítica, o diálogo, a colaboração, a criatividade, a descoberta das inúmeras possibilidades das diferentes interfaces digitais e a (re) leitura do mundo como expressão da realidade social. Isso, sem dúvidas, só pode fortalecer a construção de identidades e subjetividades dos sujeitos envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem. Para saber como essas discussões foram materializadas nos textos, é só clicar no sumário da revista e navegar na publicação. Boa leitura!

sábado, 16 de fevereiro de 2019

CTRL+E 2019

Estamos organizando o IV Congresso sobre Tecnologias na Educação (Ctrl+e 2019) que tem como temática central as redes de colaboração. O evento acontecerá na cidade do Recife, nos dias 3, 4 e 5 de julho 28, 29 e 30 de agosto. A proposta é fazer um evento científico com uma dinâmica mais flexível e acolhedora para os participantes, com muitos espaços de conversa e demonstrações. Para começar a conversa, nada como incorporar a clima quente e hospitaleiro da cidade do Recife e convidar todos e todas que querem discutir educação e tecnologia para se misturar com a gente. O evento é organizado pelo Centro de Educação e pelo Centro de Informática da UFPE. Venham!!!!

O IV Congresso sobre Tecnologias na Educação (Ctrl+e 2019 - http://ctrle.cin.ufpe.br/2019/) segue a sua jornada pelo Nordeste e aporta em Recife (PE), a cidade dos “rios, pontes e overdrives”, depois de ter percorrido Natal (RN), Rio Tinto (PB) e Fortaleza (CE). Em sua quarta edição, o Ctrl+E ocorre de 3 a 5 de julho 28 a 30 de agosto.

Em 2019, queremos você juntinho da gente porque acreditamos que unir os nossos esforços nos leva ainda mais longe: convidamos você a mostrar os seus produtos e propostas, a contar as suas experiências em sala de aula e a compartilhar os seus estudos arretados de bom. Queremos fortalecer ainda mais nossas Redes de Colaboração regionais interdisciplinares, em torno do uso de tecnologias nos processos formais e informais de ensino e aprendizagem.

O Ctrl+e é sobre estar no cafofo de casa com amigos. Um lugar quentinho (literalmente) e aconchegante pra sentar junto, discutir e colaborar, elaborando projetos com gente de toda a região. Todo mundo com experiências e conhecimentos de diferentes áreas, de mãos dadas, para lidar com importantes questões envolvendo tecnologias na educação. Para isso, teremos espaços para participação ativa e trocas de experiências entre professores da educação básica e superior, estudantes e pesquisadores das áreas de Computação, Educação, Design, Psicologia, e quem mais quiser chegar!

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