domingo, 4 de dezembro de 2011

Artigo publicado na Revista Logos (UERJ)

Publiquei um artigo junto com a professora Thelma Panerai Alves sobre a apropriação tecnológica e cultura digital, no contexto das mudanças que ocorrem com a inserção da tecnologia em lugares periféricos. O artigo intitulado Apropriação tecnológica e cultura digital: o Programa Um Computador por Aluno no interior do Nordeste brasileiro, foi publicado na Revista Logos, VOL. 18, No 1 (2011), Dossiê - O estatuto da cibercultura no Brasil, da UERJ. A Revista Logos é a revista científica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ. Publica textos de mestres e doutores e busca oferecer uma oportunidade especial de reflexão sobre a complexidade da comunicação contemporânea e fenômenos de mídia, com base em uma ampla gama de perspectivas disciplinares e de investigação teórica e empírica. A Revista publica artigos originais e ensaios de ambas as ciências sociais e humanas e inclui contribuições nas áreas de comunicação, mídia e estudos culturais, bem como sociologia, antropologia, filosofia, economia e política e ciências da informação. A publicação apresenta vários artigos interessantes sobre o tema, como, por exemplo, a escola do futuro, o universo ficcional de Lost, avatares em jogos, webjornalismo etc. A revista é indexada em Latindex . Sumarios.org . Univerciência . Doaj (Zzzzzz,não tenho a menor ideia do que seja, mas parece importante... Rá! É brincadeira, é claro!). Além de todo o conteúdo interessante, preciso dizer (em um raro momento de futilidade): a capa ficou linda!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UEADSL

Eu tenho um orientando que é militante do software livre e está pesquisando o uso do SL na educação básica, através do Programa Um Computador por Aluno. Ele me apresentou (virtualmente) a professora Ana Cristina Fricke Matte e fiquei conhecendo o grupo de pesquisa Texto Livre, da UFMG. No último domingo, participei do evento Universidade, EAD e Software Livre, realizado através de atividades assíncronas no blog do grupo de pesquisa. O tema da mesa redonda da qual eu participei foi "Como você vê o futuro da EAD na universidade pública brasileira?" Junto com a professora Ana Cristina Fricke Matte, Marcelo Pires Dias, Sthenio Magalhães e Telma da Silva Barbosa, publicamos textos sobre o tema e interagimos com os participantes através dos comentários do blog. Nas coincidências virtuais, encontrei Sthenio (mestrando do Edumatec e meu aluno na disciplina de Introdução à EaD) participando da mesa redonda sem ter conversado nada sobre isso com ele. Essa tal de rede mundial de computadores é mesmo uma aldeia... Foi uma experiência muito interessante, é muito bom saber que existe uma discussão na academia sobre a apropriação do conhecimento e o uso do software livre. As boas indicações do Lenon estão fazendo com que eu seja uma orientadora (quase) tolerante e fofa. Valeu, Lenon! :D

domingo, 13 de novembro de 2011

Educere (e outros eventos)

A minha viagem para Curitiba foi uma correria. Fui para o X Congresso Nacional de Educação – Educere (evento promovido pela PUC-PR) e foram quatro dias de muitas discussões com foco na profissionalização docente. Participei na quarta-feira da mesa sobre o uso do Atlas TI na análise de dados com a Professora Dilmeire Vosgerau (PUCPR), Professor Ricardo Mendonça (UFPE) e as mestrandas do Edumatec, Dagmar Pocrifka (minha orientanda) e Tânia Queiroz (orientanda da Professora Patrícia Smith). As meninas arrasaram! A possibilidade de uso da análise de imagens com o Atlas TI, apresentada pelo professor Ricardo, é muito interessante. Como dizia uma antiga professora minha, é uma análise que dá samba de primeira qualidade. Paralelamente ao evento da PUC-PR, estava acontecendo também o IV Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR). Fui até lá acompanhar a apresentação da minha orientanda na comunicação oral coordenada pelo Professor Sérgio Abranches (UFPE). Ela fez uma apresentação bem criativa usando o blog como ferramenta e mostrou alguns resultados da sua pesquisa de mestrado. Quando ela já estava terminando a apresentação, entrou um sujeito na sala que resolveu questionar os aspectos metodológicos do trabalho de forma bem agressiva. A concepção de pesquisa qualitativa dele é muito diferente da minha e só mesmo muitos anos de treinamento zen budista nas montanhas do Himalaia para evitar que eu agarrasse o sujeito pelo pescoço! Felizmente, eu tinha o show do Pearl Jam à noite para me livrar do estresse... Na quinta-feira, fui fazer uma palestra para professores em Araucária e voltei correndo para o evento para apresentar outro trabalho (em coautoria com a minha querida Thelma Panerai). Sinceramente, acho que não tenho mais idade para aguentar tanta agitação, saí da PUC me arrastando e fiquei tão cansada que não consegui dormir direito. Por favor, só me convidem para outro evento no ano que vem!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESUD 2011

Na primeira semana de outubro, participei do VIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância-ESUD 2011 que aconteceu na lindinha Ouro Preto-MG. O evento foi muito interessante, várias discussões que estão acontecendo em esferas menos formais sobre os problemas da EaD no Brasil foram sintetizadas e aprofundadas no evento. O tema central foi "A EAD e a transformação da realidade brasileira" e escolhi participar do GT6 que abordou a institucionalização da EaD. O grupo discutiu os pontos que deveriam ser inseridos na carta final de Ouro Preto e fiquei surpresa com a preocupação de todos sobre a função docente da tutoria e a necessidade de se consolidar relações de trabalho menos precarizadas para os tutores. Todas as preocupações colocadas pelos professores que fazem a EaD acontecer no país indicam a necessidade urgente de mudanças no sistema UAB. Não é mais apenas uma presunção ou mera discordância, é fato que do jeito que as coisas estão, não é mais possível continuar. Além das discussões sérias e bastante produtivas, foi inevitável colocar os bofes para fora no sobe-desce ladeira da cidade, se emocionar com a paisagem e morrer de frio com a umidade e temperaturas baixas (meu Deus, já é outubro e ainda temos que morrer de frio em Minas?). Foi tudo muito bem organizado e é possível acessar os anais do evento no site, coisa rara nos eventos, mesmo os que são patrocinados por órgãos públicos. A organização do ESUD 2011 deu um passo muito importante para a democratização do acesso aos trabalhos apresentados em eventos científicos. Já está na hora das Universidades repensarem as suas políticas de acesso e compartilhamento. O artigo que apresentei no evento - "O PAPEL DA UNIREDE NA CONSTRUÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EAD NO BRASIL" - também está disponível lá. Pesquisadores em EaD, aproveitem!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eleição para o Centro de Educação da UFPE

Hoje foi o lançamento da campanha da chapa Avançar com compromisso social, dos professores Zélia Porto e Sérgio Abranches para a direção do Centro de Educação da UFPE. Eu fico muito orgulhosa em apoiar uma mulher para a direção do Centro, já que somos minoria nos cargos das universidades públicas. Os dois apresentam uma trajetória pautada na seriedade, experiência e no compromisso com uma gestão democrática e compartilhada. Além do excelente currículo, os dois são pessoas muito queridas no Centro de Educação e fazem uma dupla perfeita! Como uma pesquisadora do campo dos Estudos Culturais, adorei encontrar na proposta a preocupação os saberes estéticos e culturais, o desenvolvimento de ações afirmativas, os saberes identitários de grupos sociais e étnicos e dos movimentos sociais. A proposta está consistente e busca responder ao muitos anseios dos alunos, professores e funcionários do CE. O site Avançar com compromisso social está lindo e vocês poderão encontrar várias informações sobre a proposta e os candidatos. O espaço para depoimentos permite que qualquer pessoa deixe registrado o seu apoio, sugestões e questões para os candidatos. Vale a pena conhecer a proposta os candidatos e o site!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EducaRed 2011

Está acontecendo o IV Encuentro Internacional EducaRed 2011, promovido pela Fundação Telefônica. O tema da atual edição é “Actitud 2.0 Aprender es compartir” e o objetivo do evento é conectar os professores e potencializar as relações entre os docentes, líderes e redes no contexto da Web 2.0. "O programa é dividido em blocos de acordo com os perfis, interesses e necessidades do público, para que eles possam adequar sua agenda para participar do evento, escolhendo aquelas sessões, debates, palestras e experiências nas quais desejam participar". É uma oportunidade única de participar de um evento online que apresenta as discussões mais atuais sobre o uso das tecnologias digitais na Educação e, principalmente, focar a discussão na necessidade de todos os educadores mudarem a sua atitude em busca do compartilhamento do conhecimento. Vou colaborar com o evento mediando o fórum "Relações entre o Verbal, Visual e Sonoro na Era Digital: a influência dos novos suportes?". No site do evento, após a inscrição, é possível convidar amigos, inserir materiais, assistir palestras, entre muitas outras atividades. Aproveitem e espero encontrar vocês todos lá!

Seleção para o mestrado do Edumatec/UFPE

Estão abertas as inscrições para o mestrado em Educação Matemática e Tecnológica - Edumatec, da Universidade Federal de Pernambuco. O programa oferece 30 vagas distribuídas em três linhas de pesquisa: Linha de Educação Tecnológica 10 (dez) vagas, Linha de Didática da Matemática 8 (oito) vagas e Linha de Processos de ensino aprendizagem em Educação Matemática e Científica 12 (doze) vagas. As inscrições estão abertas até o dia 10 de outubro e as orientações estão disponíveis no edital. A professora histérica e sobrecarregada que escreve neste blog (eu mesma!) está oferecendo duas vagas (não é corpo mole, estou com sete orientandos no momento). Os meus temas de interesse são educação a distância, redes sociais, hipertexto, inclusão digital, aprendizagem em rede e o uso de tecnologias na formação de professores. Quem ficou interessado, precisa correr!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hiperdidática e Paleoclube

O sonho de consumo de todo professor que acredita em seu trabalho é encontrar alunos interessados, comprometidos e especiais que ousam ir muito além do que pretendemos ensinar. A Amanda Costa é uma aluna assim (ou melhor, ex-aluna porque já terminou o seu curso de Pedagogia), cria do nosso grupo de pesquisa GENTE. No semestre passado, costumávamos almoçar juntas todas as quartas e quem estivesse ouvindo ( ou bisbilhotando) as nossas conversas durante o almoço, ficaria surpreso com o nível do debate e jamais acreditaria que ela era uma aluna de graduação. Não estou enchendo a bola dela porque fui sua orientadora ou coisa parecida, a nossa relação é mesmo de professora e aluna. Sou uma grande admiradora do seu trabalho porque ele reúne as ferramentas tecnológicas e o conceito de educação na mesma medida. Tenho o maior orgulho em divulgar a sua produção e vou falar sobre dois sites criados por Amanda: um é o Paleoclube, um museu virtual interativo que tem como objetivo "apresentar informações provenientes dos estudos paleontológicos (especialmente da Paleobiologia) primando pelo rigor científico e utilizando recursos multimídia (textos, figuras, vídeos, animações), com linguagem didática e arquitetura de informação focada na otimização do processo de aprendizagem". A minha filha de seis anos adora a "moça que explica tudo sobre os dinossauros" com a voz da Amanda, é claro! O outro site chama-se Hiperdidática, "um espaço para o desenvolvimento experimental de conteúdos educativos apoiados em hipermídia e, ao mesmo tempo, de divulgação e problematização do próprio quadro teórico que orienta a produção da hipermídia pedagógica, além de outros estudos que se relacionem com a temática das mídias digitais". Os dois trabalhos são excelentes indicadores das inúmeras possibilidades do uso das tecnologias em benefício da aprendizagem e do compartilhamento de informações. Vale a pena conferir e refletir!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tutoria e Interação em EaD

Na próxima semana, o meu querido amigo João Mattar lançará em Manaus o livro Tutoria e Interação em Educação a Distância (Cengage Learning), no CIAED - Congresso Internacional ABED de Educação a Distância. A honra de escrever o prefácio foi minha (nem preciso dizer o quanto fiquei fofa com o convite!) e o livro inaugura a série “Educação e Tecnologia”. Segundo a autora do prefácio (cof, cof), "o objetivo desta obra é discutir sobre tópicos como os elementos necessários para a ação docente desse profissional, as estratégias de interação e interatividade, os princípios da docência, as diversas ferramentas nos ambientes virtuais de aprendizagem e sua convergência com as redes sociais, além da importância da avaliação e da formação dos professores – e tutores". O livro traz uma discussão importantíssima para a EaD hoje e é leitura obrigatória para todos que pesquisam a modalidade. Vou trabalhar com o livro na minha disciplina do mestrado (Introdução à EaD) neste semestre e tenho certeza que teremos excelentes reflexões.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Possibilidades (infinitas) de comunicação

Todos os dias ouvimos que a internet mudou a forma de comunicação entre as pessoas, que as relações são virtuais e superficiais, que o mundo está louco, blá, blá, blá... O vídeo a seguir mostra que muitas considerações sobre as mudanças no campo da cultura digital são pura balela. O vídeo é lindo e instigante, além de permitir mil e uma interpretações. Divirtam-se!





Roubado na cara dura do blog do Professor Robson Freire (espero que ele me perdoe, mas não pude resistir!).

sábado, 6 de agosto de 2011

Análise de conteúdo com o Atlas TI

O Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica - EDUMATEC e o programa de Pós-Graduação em Administração (PROPAD) promoveram na última semana um curso de extensão sobre o software de análise de dados ATLAS TI. O curso foi ministrado pela Profa. Dra. Dilmeire Sant'Anna Vosguerau, da PUC-PR e a fundamentação do uso do software foi a análise do conteúdo na perspectiva de Bardin. A Profa.Dilmeire mostrou todas as possibilidades para análise de conteúdo e as funcionalidades da ferramenta. Eu já conhecia um pouco do Atlas TI porque a minha orientanda, Dagmar Pocrifka, está trabalhando com o software, mas fiquei impressionada com a quantidade de teias e relatórios possíveis de se produzir nele. O Atlas TI permite a análise de documentos em diversos arquivos, doc, pdf, imagens e até mesmo o áudio. Depois é possível fazer a codificação do texto, relacionar os códigos, estabelecer ancoragens através de hiperlinks e associar diversos documentos e seus respectivos códigos. O software produz teias bem interessantes que permitem a visualização das relações entre os códigos e seus documentos. Ficou bem claro para todos que o software é uma ferramenta que exige o domínio da metodologia utilizada de quem o está operando. Não é feitiçaria, nem é tecnologia, é metodologia aplicada. Resumindo: nenhuma ferramenta vai criar o percurso metodológico para você, o pesquisador é o gerenciador do processo de análise dos dados em todas as etapas. Essa história de colocar os dados no software para rodar e ver o que acontece, é procedimento de pesquisador lambão! O Atlas TI é um software flexível e muito interessante, para ser melhor só precisava ser livre (quem quiser experimentar o site disponibiliza uma versão trial free). Além da competência e conhecimento evidentes da Profa. Dilmeire, ficamos todos encantados com a sua simpatia e disponibilidade. Adoramos a parte formal da visita, nos divertimos muito com os momentos sociais e esperamos que ela volte mais vezes ao Edumatec!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Artigo do João Mattar na Revista da OEA

O meu amigo João Mattar (chique de doer) publicou um artigo na Revista Digital La Educ@cion da Organização dos Estados Americanos (OEA). O artigo WEB 2.0 E REDES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: CASES NO BRASIL apresenta uma abordagem interessante e tem como objetivo propor uma fundamentação teórica para um novo modelo de educação, que incorpore web 2.0 e redes sociais à EaD. Eu gostei muito da relação entre o uso da web 2.0/redes sociais e a autoria dos tutores, chamados de aututor em um contexto diferenciado e inovador. Para Mattar, "a ideia do aututor afronta a alienação a que foram submetidos os professores em EaD" e nesse novo cenário de aprendizagem a distância, os PLEs assumem o lugar dos ambientes virtuais de aprendizagem modularizados e engessados por webdesigners e conteudistas. "Da mesma maneira que o usuário está acostumado a personalizar seu espaço nas redes sociais, nos PLEs (Personal Learning Environments) o aluno organiza seu espaço de aprendizagem, que não é mais ditado e determinado pelo professor". O artigo aborda também o uso dos recursos educacionais abertos (REA), os games e as teorias da aprendizagem mais utilizadas na EaD. Resumindo: está mais do que na hora de procurarmos novas perspectivas para pensar (e fazer) a EaD no Brasil!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Conferência de Pierre Lévy no Simpósio Hipertexto 2010

A conferência realizada por Pierre Lévy no 3º Simpósio Hipertexto e Tecnologias da Informação em dezembro de 2010, está disponível no canal de vídeos do Núcleo de Estudos em Hipertexto e Tecnologia Educacional (NEHTE), do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A série de vídeos reproduzem na íntegra a conferência "Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente" (From the opaque to the transparent hypertext). Segundo as informações dos organizadores do evento, "esta iniciativa é um esforço conjunto dos pesquisadores, produtores e organizadores do evento para estimular a divulgação da produção científica na internet, além de garantir o acesso livre e maior alcance a este tipo de produção".


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Percepções do #fisl12

Gente, o que eu posso dizer sobre o fils12? Eu estou completamente apaixonada pelo evento! O grande diferencial do fisl não está nas palestras, nos estandes ou nos convidados, mas sim em algo imaterial que não pode ser definido em uma palavra. É muito mais um conceito, uma forma de se pensar e ver o mundo. É um estilo subversivo que confronta os valores da sociedade capitalista em clima de festa, tietagem e muita novidade. Eu nunca tinha visto tanto nerd por metro quadrado e a minha aventura já começou na chegada. O carro que nos pegou no aeroporto tinha três passageiros: eu, o Breno (um nerd convicto) e uma palestrante internacional. A figura supersimpática já entrou no carro querendo se enturmar, perguntando quem falava inglês, o que nós fazíamos etc. O meu colega nerd deu um banho in english e começou a conversar amenidades com a nossa convidada até que ele resolveu perguntar qual era o tema da palestra dela. Quando ela se apresentou como desenvolvedora do B.A.T.M.A.N meu colega quase teve um desmaio: a figura é uma celebridade no mundo hacker e eu nem sabia quem ela era! Ohhhh... Mesmo assim, em quarenta minutos de viagem, ela já virou a minha melhor amiga de infância. No dia seguinte, na palestra da manhã, Nelson Pretto deu um banho, falou sobre os absurdos da academia, as cobranças exageradas e o compartilhamento de conhecimento. Para Nelson, toda a produção intelectual acadêmica, financiada com o dinheiro público, deveria ser replicada, compartilhada em formatos livres e acessíveis para todos. Ele falou sobre uma coisa que eu já tinha comentado aqui: nos eventos acadêmicos é cada vez mais comum encontrarmos salas com trinta pessoas para apresentar trinta trabalhos científicos! Um apresenta para o outro e o primeiro apresenta para os trinta, o segundo para vinte e nove, o terceiro para vinte e oito e assim sucessivamente até que ao final, o último apresenta para si mesmo! Ou seja, as pessoas vão aos eventos não para compartilhar conhecimento, mas apenas para dar o seu recado mecanicamente e ir embora fazer algo mais interessante. Bingo! A seguir, o professor Alex Sandro do CIn/UFPE, apresentou o Amadeus, ambiente virtual de aprendizagem totalmente brasileiro, transformado em software público e desenvolvido com dinheiro público. Precisamos mesmo repensar os nossos conceitos... Quase ao mesmo tempo da palestra, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, chegou ao evento já dizendo que o governo sabe muito bem diferenciar hackers de crackers, para delírio da plateia. Na parte da tarde, fui fazer a minha apresentação sem a presença do meu colega de mesa que não compareceu ao evento. Gostei do resultado da discussão, tirei fotos com professores da rede pública de Porto Alegre, respondi às perguntas e terminei a tarefa com a sensação de missão cumprida. A Clarisse e o Lenon, coordenadores do GT Educação, foram maravilhosos e se for convidada novamente, estarei no fisl13! Os únicos problemas insolúveis do evento: enfrentar o ambiente que sempre foi o espaço (e a cara) de Torquato e o frio que quase me congelou os ossos. Se não fosse a querida Clarisse que me emprestou uma manta de lã bem quentinha e fofa, eu teria sucumbido aos ventos gelados de Porto Alegre!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

fisl12

Estou vivendo uma correria nos últimos dias e no final de semana vou escrever com mais calma sobre as minhas atividades mais recentes. Na próxima sexta-feira vou participar do GT Educação que vai acontecer no fisl12, em Porto Alegre. O 12◦ Fórum Internacional do Software é o maior evento de software livre da América Latina, com atrações, palestras, oficinas, mostras e apresentações. Vou dividir a mesa "Projeto UCA - Avaliando trajetórias, pensando caminhos", com o meu querido amigo Simão Marinho, da PUC-MG. Vamos apresentar alguns resultados e perspectivas sobre o uso do software livre no Programa Um Computador por Aluno. O GT Educação contará também com a palestra do meu orientando Wilkens Lenon Silva de Andrade (Edumatec/UFPE), intitulada "A Pedagogia Libertadora do Software Livre" e, para finalizar, teremos a participação do professor Alex Sandro Gomes (CIn/UFPE) na mesa "Universidade e Software Livre - A academia e o compartilhamento do conhecimento", acompanhado dos professores Sérgio Amadeu (UFABC) e Nelson Pretto (UFBA). Imperdível!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fim da JOVAED

Chegamos ao final de nossa atividade na JOVAED durante o final de semana e foi uma experiência que valeu muito a pena. A possibilidade de compartilhar conhecimento em eventos não formais como esse, eleva a possibilidade de criar espaços de aprendizagem em níveis infinitos. A minha percepção das atividades na JOVAED é uma mistura das filosofias do PLE com redes sociais e P2P. Obviamente, a flexibilidade dos eventos está relacionada com o perfil de quem coordena as ações e por isso mesmo o evento foi interessante: a coordenação do João Mattar refletiu exatamente o que ele acredita (e realmente pratica). As atividades refletiram o perfil dos seus coordenadores e cada um teve a oportunidade de escolher e participar do assunto que mais lhe interessava. A coordenação e os organizadores do evento estão de parabéns! Em relação ao nosso trabalho, eu desejava ter 50 participantes, esperava uns 20 e tivemos mais de 100! Na primeira semana, os meus dedos quase derreteram de tanto escrever no fórum. Fiquei muito impressionada com o alto nível de discussão dos participantes, me deram muito trabalho para refletir e estruturar as respostas. Acabamos encerrando a atividade depois do prazo, deixamos o ambiente aberto para quem quiser rever os materiais/discussões e tivemos uma ótima receptividade dos participantes. Agradeço aos participantes pela contribuição, aos companheiros de atividade pelo trabalho árduo: a Professora Thelma Panerai e aos alunos do mestrado Húrika, José Severino, Josivânia e Lúcia. Valeu pessoal!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

PLE

Mês que vem será realizada a The PLE Conference em Southampton, Inglaterra, de 11 a 13 de Julho. Eu estou muito interessada em pesquisar o conceito de PLE (Personal Learning Environment), mas ainda não consegui me organizar para encontrar tempo e colocar as leituras necessárias em dia. Vou tentar trabalhar nisso no próximo semestre. Eu fiquei sabendo do evento através do blog do Professor Carlos Santos e peguei a apresentação de David Alvarez (disponível abaixo) no blog do Professor Paulo Simões. Ufa, se isso não é um bom exemplo de rede, não sei mais o que é!

sábado, 18 de junho de 2011

Finalizando a disciplina Tópicos

Na última quarta-feira, encerrei a disciplina Tópicos em Tecnologias Educacionais - EaD e gostei muito do resultado dos trabalhos apresentados. Eu passei o semestre todo martelando na mesma tecla sobre a mesmice que encontramos nos cursos a distância e o desafio proposto para os alunos foi o seguinte: eles teriam que preparar uma aula, curso ou projeto, usando qualquer ferramenta que realmente fosse inovadora (ou apresentar uma proposta diferenciada para o uso de uma ferramenta já conhecida). Bom, eles não só cumpriram à risca o que eu tinha dito, como foram até além do que eu tinha imaginado e apresentaram propostas interessantes e provocativas. O grupo 1 apresentou a proposta Um jogo de semântica para uma aula de redação, utilizando o wikigame. A lógica da proposta é utilizar o hipertexto e gostei muito das possibilidades para o uso em outras disciplinas, como História e Geografia. O segundo grupo apresentou o uso do blog para pesquisa e repositório de materiais sobre a cidade de Glória do Goitá, terra dos grandes artistas de mamulengos. O terceiro grupo trouxe a proposta de usar o blog Desafios Matemáticos para os alunos da Educação Básica com o objetivo de desenvolver o raciocínio lógico que não é contemplado no currículo oficial das escolas. O quarto grupo a se apresentar propôs uma aula sobre a análise do Brega Nite na perspectiva dos Estudos Culturais, utilizando a ferramenta Voice Thread que permite a interação simultânea de vídeo, áudio e texto. O quinto e último grupo apresentou um projeto interessante para uma pesquisa de campo sobre o metrô de Recife (Avaliação Metrorec) utilizando a ferramenta Protopage. Gostei demais de todos os trabalhos, estou quase me convencendo de que sou uma boa professora e estão todos de parabéns!


#Atualização: a Cintia fez um post no blog dela com imagens da aula, vale a pena conferir.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Rio!

Semana passada eu estive no Rio e noves fora as coisas importantes do evento, adorei voltar a passear no centro do Rio e em Niterói. Onde mais eu poderia visitar uma exposição com o tema de extraterrestres e obras interativas? As esculturas de ET's azuis que podiam ser abraçados e acendiam luzes quando todos os envolvidos tocavam a mesma parte do corpo do ET, é a cara do Rio! O que dizer do prazer de reunir todas nós na mais tradicional confeitaria da cidade, a Colombo? Ou arrastar todo mundo para um lanchinho na Beira-Mar, a melhor padaria de Niterói? Eu venho repensando muito o meu papel como professora da pós-graduação e venho tentando estabelecer algumas interseções em dimensões mais amplas, além da formação acadêmica restrita ao produto final. Eu entendo que ética, relações interpessoais, comportamento e cultura, não estão dissociados da formação do pesquisador. No lesco-lesco das nossas atribuições como orientadores, estamos preocupados com a coerência metodológica e as cobranças estruturais do trabalho científico, mas todo o resto se configura como elementos tangenciais no processo de formação. Por isso mesmo, acompanhar as alunas do Edumatec pelos corredores da UERJ, pelas ruas do Centro do Rio e ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, me fez perceber a nossa importância enquanto professores (quase mentores) em níveis muito mais amplos. Definitivamente, preciso de uma revisão interna urgente sobre tudo que eu pensava que sabia e que nunca pensei em colocar em prática!


# O ponto alto da viagem foi conhecer o meu amigo virtual (e professor de Física) Sérgio Lima, um fofo que encantou a todas nós. Aproveitei o momento e dei abraços bem apertados nele. As amygues da blogosfera vão morrer de tanta inveja (do bem, é claro)!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Seminário Redes Educativas e as Tecnologias

Estou participando do VI Seminário Internacional As Redes Educativas e as Tecnologias (no Rio de Janeiro) e ontem assisti uma palestra muito interessante com o Professor Jacques Wallet, da Universidade de Rouen. O professor Wallet disse que as perguntas que nós fazemos hoje são as mesmas que fazíamos no passado sobre o uso de outras tecnologias. Ele mostrou um anúncio de 1920 que apresentava uma sala de aula com alunos dispersos e indisciplinados enquanto o professor lutava para manter a turma concentrada. O anúncio mostrava que ao usar o recurso de filmes em sala de aula, os alunos subitamente se tornavam verdadeiros anjinhos e o professor na ilustração do anúncio, estava calmo e satisfeito. Em suas pesquisas, Wallet trabalhou com três paradigmas sobre o uso das tecnologias na educação: a fratura digital, a inteligência coletiva e a diferença entre gerações. O primeiro paradigma foi descartado porque seria mais correto falar em fratura social e cultural, já que em muitos países pobres a inclusão digital não amenizou as diferenças sociais. O segundo paradigma ainda está em discussão porque nos últimos anos nenhuma descoberta significativa foi realizada pela inteligência coletiva, mas sim por grupos ou indivíduos. Para Wallet, o paradigma que está no centro da discussão sobre educação e tecnologia é o terceiro: a diferença entre gerações. Um aspecto interessante é que os jovens, adolescentes e jovens professores são nativos digitais e consumidores de serviços na web. Ele afirma que alguns benefícios no uso das tecnologias em sala de aula podem ser comprovados, mas que outros não, apesar de sua citação frequente em documentos oficiais. Os benefícios que não podem ser comprovados são: motivação, facilitação, transformação, massificação, redução dos custos e supressão dos professores. Existem três correntes hoje sobre o uso das tecnologias na educação: a primeira afirma que a escola é um lugar intocado e que as tecnologias devem ficar fora da escola; a segunda afirma que vivemos uma dissolução da estrutura da escola que está ameaçada pelo uso das tecnologias e a terceira corrente afirma que precisamos "domesticar" o uso das tecnologias nas escolas. Para o professor Wallet, inovação pedagógica e inovação tecnológica não são sinônimos. Participar de congressos e seminário é sempre muito cansativo, mas é muito importante constatar que as nossas pesquisas e estudos estão em sintonia com outros importantes pesquisadores do mundo.

domingo, 5 de junho de 2011

Mais uma eleição

Se existe uma coisa que o professor universitário faz quase semanalmente, é votar (eu não sei porque se exige apenas a parte de conteúdo e aulas nos concursos, nós passamos tanto tempo em reuniões e votações que deveriam incluir essa parte no processo seletivo também). A estrutura administrativa das universidades federais exige que quase tudo seja votado. Vota-se para quase tudo: saída para congressos, bancas, licenças, aprovação de projetos de pesquisa, licença capacitação, inclusão de disciplinas, solicitação de alunos etc. Enfim, se você disser “eu gostaria de solicitar” qualquer coisa na universidade, será formado um processo imediatamente que provavelmente resultará em votação em alguma instância. No mês passado tivemos eleição para reitor (quanta emoção!) e semana passada foi a eleição para a chefia de departamento. Na eleição para reitor usamos urnas eletrônicas bem chiques, mas na eleição para a chefia de departamento o glamour não foi tão grande: usamos as velhas cédulas em uma latinha mesmo... Como só tínhamos uma chapa concorrendo, a eleição não foi tão emocionante, mas é muito bom participar da engrenagem. Ter voz significa ter vez e realmente se sentir como parte da universidade. A chefia anterior se despediu com um belo discurso, tivemos distribuição de presentes, muitos agradecimentos e mensagens de boas vindas. A nova chefa do departamento é minha companheira de sala/cafofo (yes!) e terminamos o processo eleitoral com muitas comidinhas gostosas e (quase) todo mundo feliz!

domingo, 29 de maio de 2011

Atividade na JOVAED


Eu já tinha comentado aqui que o nosso grupo de estudo da UFPE vai participar da Jornada Virtual ABED de EAD com a atividade "Os múltiplos papéis do professor na EAD: reflexões sobre a ação docente". Eu e a professora Thelma Panerai vamos coordenar a atividade com a colaboração dos alunos da pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica - Edumatec (José Severino, Josivânia Freitas, Húrika Andrade e Lúcia Valle). A proposta para a nossa atividade é possibilitar a reflexão sobre os novos papéis do professor no contexto da EaD. O debate a respeito da função docente na EaD demonstra a necessidade de uma revisão imediata nos papéis atribuídos aos professores que compõem a equipe multidisciplinar nas instituições, com uma definição mais clara e consistente sobre suas responsabilidades no processo de ensino e aprendizagem mediado por tecnologias. A nossa proposta para esta atividade é discutir as diversas possibilidades de atuação do professor em cursos a distância, na perspectiva de uma maior mobilidade e flexibilidade no conjunto de funções existentes nas estruturas de EaD, de forma que o professor seja um sujeito ativo e contribua de forma efetiva para a melhoria na qualidade da aprendizagem. Para participar basta se inscrever no evento e acessar o link do ambiente virtual para se cadastrar no curso. O evento é gratuito e os participantes receberão certificado. Acesse a programação do evento e conheça as atividades interessantes que estão disponíveis. Detalhe: todas estão ao alcance de um clique, sentado no sofá!

sábado, 21 de maio de 2011

Jovaed

A Jornada Virtual de ABED de EaD (JOVAED) vai acontecer entre os dias 10 e 21 de junho com várias atividades síncronas e assíncronas. Segundo o site da ABED, "o evento aproveitará a experiência do 7º SENAED – Seminário Nacional ABED de Educação a Distância, realizado em 2009 também totalmente à distância. A JOVAED será gratuita e qualquer interessado pode participar virtualmente das atividades oferecidas. Os inscritos terão direito a Certificado de participação emitido ao final do evento pela ABED. A JOVAED envolverá inúmeras atividades síncronas e assíncronas em múltiplas plataformas, como: listas de discussão, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, blogs e microblogs, wikis, imagens, vídeos, webconferências, games e mundos virtuais, dentre outras ferramentas web 2.0. As atividades serão coordenadas por profissionais de destaque na prática e reflexão sobre EaD, no Brasil e no exterior". O professor João Mattar está coordenando o evento e o nosso grupo de estudos da UFPE vai participar com a atividade Os múltiplos papéis do professor na EAD: reflexões sobre a ação docente. Eu e a professora Thelma Panerai vamos coordenar a atividade com a colaboração dos nossos alunos do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica/Edumatec (José Severino, Josivânia Freitas, Húrika Andrade e Lúcia Valle). Você pode ver a programação das atividades síncronas e assíncronas e participar de quantas atividades quiser (desde que tenha tempo e disposição!). As inscrições (vou dizer de novo: GRATUITAS e com certificado ao final) estão abertas. Estamos esperando vocês!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sacudindo a Educação

A semana foi sacudida por duas discussões acaloradas sobre a educação no país. Em primeiro lugar, o vídeo da professora Amanda Gurgel que expôs as mazelas da educação e colocou a secretária de educação do Rio Grande do Norte, os deputados e até o representante do Ministério Público no canto da sala, de castigo. A professora fez o seu discurso em uma audiência com apenas uns vinte gatos pingados na platéia, mas o vídeo foi colocado no You Tube e já tinha recebido mais de 83.000 200.000 visualizações até hoje*. É puro webpower! A outra discussão foi o papel ridículo da mídia que criticou o livro de Português distribuído pelo Governo Federal nas escolas, no qual a autora afirma que falar "os livro" não é errado. Passaram um vexame grande porque os linguístas saíram em defesa da autora e provaram que quem fala errado é a sua avó torta! O Eduardo Guimarães fez um post excelente no Blog da Cidadania e colocou o vídeo do programa "Entre Aspas" no qual dois especialistas da área a-ca-bam com a pretensão da mídia de querer falar certo. Imperdível!


* Até ontem (20/05) o vídeo da professora já tinha quase 600.000 acessos!

domingo, 15 de maio de 2011

O fim da educação (Nelson Pretto)

Eu não costumo reproduzir textos de outros sites aqui no blog, mas o texto a seguir vale muito a pena. É sobre os critérios de incentivo e avaliação dos professores-pesquisadores e sua relação com a Educação. O texto é do professor Nelson Pretto e foi publicado na Terra Magazine: "A vida de pesquisador nas universidades está ficando cada dia mais estranha. Quando comecei minha vida acadêmica no Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho, uma sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, máquina de datilografar, um telefone - que na verdade não funcionava lá muito bem! -, papel e caneta. Os livros, estavam na biblioteca ou os comprávamos, porque também não se publicava tanto quanto hoje". Continue lendo o texto aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tecnologias Digitais na Educação

Em 2008, eu ainda estava trabalhando na UEPB e participei da organização do livro Tecnologias Digitais na Educação, publicado no mês passado pela editora da Universidade Estadual da Paraíba, EDUEPB. Tecnologias Digitais na Educação apresenta uma seleção de artigos que são resultado das monografias da primeira turma do curso de Especialização em Novas Tecnologias na Educação (turma 2008). O professor Robson Pequeno é o coordenador do curso e principal organizador do livro. Eu tenho quatro artigos em co-autoria com os meus orientandos: com Dalva Araújo, o artigo intitulado "O sociointeracionismo no contexto da EAD: a experiência da UFRN", com Graça Barros, o artigo "As concepções de interatividade nos ambientes virtuais de aprendizagem", com Mayam Bezerra, o artigo "Tutoria: Concepção e Práticas na Educação a Distância" e com Daniel Ricarte, o artigo "As novas tecnologias da informação e comunicação na perspectiva do ensino de Geografia". Parabéns ao meus queridos autores e, especialmente, ao Professor Robson por sua competência, dedicação e persistência. A espera valeu a pena!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reunião do grupo de estudos adiada

Amanhã seria a nossa reunião mensal do grupo de estudos, com a apresentação do conectivismo como uma teoria de aprendizagem para o atual contexto da sociedade informacional. Eu escrevi "seria" porque Recife está debaixo d'água com as últimas chuvas. A previsão para amanhã é de mais chuva o dia todo e resolvemos adiar a reunião para quinta-feira (dia 05/05, às 13 horas). É a segunda vez que adiamos o nosso encontro por causa da chuva e, pelo visto, vou terminar o semestre em agosto! O problema é que a chuva não provoca apenas transtorno no trânsito já complicado de Recife, alguns locais enchem mesmo e torna-se arriscado para os alunos se deslocarem pela cidade. Como eu não pretendo arriscar a vida de ninguém, muito menos dos meus alunos, a melhor saída é esperar o tempo melhorar. Como diz o ditado, cautela e caldo de galinha...

sábado, 30 de abril de 2011

Manual do usuário da plataforma Amadeus

A solução do LMS (Learning Management System) para a EaD, no contexto da sociedade informacional, foi desesperadamente procurada por todos aqueles que trabalhavam com a modalidade a distância desde a década de 1970. O LMS era uma espécie de Santo Graal, se fosse possível utilizar um sistema de gerenciamento na EaD, todos os problemas estariam resolvidos! Não preciso nem dizer que não foi o ponto final coisa nenhuma, os problemas só começaram... É evidente que a descoberta de um sistema que permitisse o gerenciamento do processo de aprendizagem dos alunos seria o pulo do gato para os cursos a distância, mas o grande problema é que o foco desses ambientes ainda está no controle e não na aprendizagem. O foco não é o aluno como fim, mas sim o controle que se pode ter sobre o aluno. Como todo instrumento de controle, as plataformas tornaram-se verdadeiros campos de batalha entre os alunos, professores e gestores. As questões mais recorrentes estão relacionadas com a ausência ou pouco aproveitamento dos alunos nos ambientes, que imaginem só, foram criados para facilitar a vida deles! Não é por acaso que as ferramentas da web 2.0 e as redes sociais são muito utilizadas como espaços de aprendizagem não formal, enquanto a maioria dos ambientes não apresenta a participação desejada. Precisamos pensar em novas perspectivas para a estrutura dos ambiente que realmente facilitem a aprendizagem, com foco na mobilidade, na convergência com as redes sociais e, sobretudo, com foco no aluno. Para ajudar quem tem interesse em conhecer a plataforma Amadeus (ou está começando a utilizar), está disponível o manual do usuário mais recente. Eu já falei sobre o ambiente aqui (e aqui também!) e agora vou poder falar mais ainda, pois estou fazendo parte do grupo de pesquisa do Amadeus, convidada pelo Professor Alex Sandro Gomes (um profissional brilhante e um doce de pessoa). Eu espero aprender bastante e contribuir com o grupo para o sucesso do projeto.

domingo, 24 de abril de 2011

Duas indicações de livros

Registro aqui duas leituras interessantes e indispensáveis sobre a pesquisa em tecnologias na educação. A primeira é o e-Book Educação e Tecnologias: Reflexão, Inovação e Práticas, organizado pela Profa Dra Daniela Melaré Vieira Barros, da Universidade Aberta de Portugal. São vinte artigos com as discussões mais recentes sobre as questões relacionadas com a aprendizagem e o uso de tecnologias. O e-Book está disponível para download. Iupi! (gritinhos histéricos de alegria). A outra indicação é o livro Métodos de Pesquisa para a Internet, organizado por Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral. Segundo o resumo da editora Sulina, o livro "nasceu da percepção desse contexto e tematiza e exemplifica perspectivas metodológicas específicas a respeito da internet. Além disso, fornece subsídios para estudos sobre outros temas em que a internet desempenhe o papel de lugar ou de instrumento de pesquisa. É um livro construído a partir das próprias experiências de pesquisa empírica das autoras ao longo de anos de estudo e experimentação com diferentes métodos". É um texto imprescindível para mestrandos e doutorandos, mas só está disponível na versão impressa. Ahnnnnn...(murmúrio de desânimo). Na próxima semana vou trazer outras indicações, incluindo um livro que eu ajudei a organizar. Aguardem!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Luz, câmera e ação!

Eu devo ser uma das poucas pessoas que consegue viver emoções fortes em um emprego público. Todo mundo sabe que a tão almejada estabilidade no emprego vem acompanhada de um tédio profundo em atividades que se repetem continuamente, ad infinitum (que no caso, é a aposentadoria compulsória por causa dos baixos salários da categoria). Comigo tem sido diferente, é uma surpresa por semana e se o meu pobre coraçãozinho aguentar, terei muitas histórias para contar... A última aconteceu ontem, em uma sexta-feira normal de trabalho. Eu tinha aula na parte da tarde, algumas orientações para fazer e trabalhos para colocar em dia. Quando eu estava chegando na Universidade, recebi um telefonema da Ascom (Assessoria de Comunicação Social) da UFPE. Segundo o funcionário, um jornal queria fazer uma matéria sobre o uso das redes sociais na educação e precisavam entrevistar um professor. Alguém me indicou como especialista na área (cof, cof, pelo visto, ando passando tempo demais nas tais redes sociais...) e eles queriam agendar um horário. Depois de perguntar como seria a tal entrevista e a minha interlocutora garantir que eu teria apenas que responder algumas perguntas para o jornal, aceitei a tarefa e marcamos para a parte da tarde. Na hora marcada, a minha sala - que é o maior muquifo do mundo - foi invadida por uma equipe de televisão com jornalista (bonitão), cameraman e técnico de som! Eu pensei que a entrevista seria para um jornal impresso e como vocês podem ver na imagem abaixo, a minha mesa fica em um cantinho cercado por tantas coisas e fios que foi impossível sair correndo... Quando eu percebi que não tinha jeito, dei um suspiro e encarei as feras. Ora, eu estou acostumada com o jornalismo da Globo e pensei que as perguntas não poderiam ser muito difíceis. Provavelmente iam me perguntar se as pessoas ficam viciadas na internet, se os games são nocivos e outras bobagens do tipo. Ledo engano, leitores, o jornalista estava muito bem informado e me colocou em várias saias justas bem interessantes. Um exemplo: Algumas escolas estão usando os slides nas aulas para que os alunos não precisem copiar a matéria, o professor projeta e depois entrega os arquivos para os alunos, mas muitos sequer olham o material. A senhora acha isso positivo ou negativo? Bom, conversamos quase uma hora, não tenho a menor ideia do resultado e nem quero saber. A parte hilária da entrevista foi o pobre cameraman arrumando a bagunça da sala para melhorar o cenário de fundo. Quando terminou a minha provação, saí da sala disposta a esquecer o assunto e fingir que nada tinha acontecido, mas encontrei os meus alunos do mestrado no saguão. - Aí, professora, na televisão! Vai ao ar quando para a gente ver? Ohhhh... Eu mereço!


terça-feira, 12 de abril de 2011

Cursos, textos e eventos

Na disciplina Tópicos em Tecnologias na Educação (EAD) do Edumatec, nós discutimos o design instrucional e alguns alunos se interessaram em fazer um curso sobre o assunto. Pessoalmente, não acho que valha a pena fazer um curso para aprender a formatar cursos tradicionais em ambientes virtuais de aprendizagem, mas o João Mattar está oferecendo um curso interessante chamado Design Instrucional Educacional, através da proposta do Artesanato Educacional. "O curso procura apresentar um modelo de Design Educacional mais flexível e menos rígido do que os modelos tradicionais de Design Instrucional, incorporando elementos de interatividade e design de games". É uma proposta inovadora para discutir os modelos de EAD e as possibilidades de construção de percursos pedagógicos que realmente potencializem a aprendizagem. Na categoria leituras, temos dois textos interessantes: o primeiro é a coleção Didática e Prática de Ensino que traz os textos do XV ENDIPE com um volume sobre Educação a distância e tecnologias da informação e comunicação. A coleção apresenta vários textos interessantes de autores consagrados na área, como Simão Marinho, Vani Kenski, Nelson Pretto etc. O segundo texto (indicação do Sérgio Lima, via twitter) é o artigo Wikis na educação: potencial de criação e limites para produção colaborativa em atividades no Moodle, de Ilse Abegg, Felipe Müller e Sérgio Franco. Sobre os eventos, tenho duas indicações: o IV Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias Educacionais: hipercomunidade, escola e tecnologias digitais: entre o não ainda e o já passou, que acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro , na Universidade de Sorocaba e o ESUD 2011 - VIII Congresso de Ensino Superior a Distância, que será em Ouro Preto, no período de 03 a 07 de outubro. Os dois eventos estão com as inscrições de trabalhos abertas. Ufa, é isso, espero que as indicações valham a pena!

sábado, 9 de abril de 2011

Entrevista com João Mattar sobre games na educação

Mês de março

Fazia tempo que eu não concentrava tantas atividades no mesmo período como foi agora no mês de março. Todas as qualificações dos mestrandos do Edumatec acontecem em março e além da preocupação com os meus alunos, participei de várias bancas. Só a maratona da qualificação já seria o suficiente para me ocupar todas as horas de trabalho da semana, mas isso ainda seria pouco para quem está acostumada com verdadeiros rojões. Não, senhoras e senhores, eu ainda tive que arrumar dois artigos para escrever, iniciar a disciplina do mestrado, apresentar trabalho em um evento e participar da comissão de avaliação da CAPES. Fiquei surpresa com a quantidade de coisas novas que eu aprendi. O interessante é que eu não estou me sentindo fisicamente cansada, mas o cérebro parece que vai derreter... Apesar da minha experiência como professora em cursos de graduação e especialização, as demandas que eu tenho hoje são muito diferentes. É preciso dominar os assuntos da sua área (o que não é fácil quando se trata de tecnologias que mudam rapidamente) e também conhecer os assuntos que estão às margens do seu objeto de estudo. Daí, quando não se sabe, é preciso buscar informações e estudar muito. Claro que tudo seria mais fácil se a nossa carga horária não fosse repleta de aulas, reuniões, representações, orientações etc. Eu pretendia reservar dois dias na semana para a pesquisa, leitura e escrever artigos. Cadê que consigo? Resultado: voltei a trabalhar nos fins de semana e isso é um desastre a médio prazo porque o cansaço se acumula e a produtividade despenca. Durante a minha viagem para Brasília, fiquei pensando nas semanas atribuladas e percebi que é muito fácil se deixar levar pelo tsunami da vida desorganizada, independente do local onde você trabalha. É muito fácil perder o foco, morrer de tanto trabalhar e deixar as coisas importantes de lado. Para se concentrar nas coisas importantes, é preciso fazer escolhas e isso significa dizer não, priorizar os compromissos e direcionar as energias para o que interessa. É a receita dos manuais de "gerencie a sua carreira", mas o que fazer quando tudo parece importante e acontece ao mesmo tempo? Vou tentar colocar algumas medidas em prática a partir da próxima semana. Vai ser o caos total ou a reorganização definitiva da minha vida! Veremos...

domingo, 27 de março de 2011

Orientandos qualificados!

Durante o mês de março, os meus dois orientandos do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica qualificaram os seus projetos e se eu pudesse resumir todo o processo em uma imagem, eu estaria dançando em nuvens cor-de-rosa acompanhada de unicórnios voadores, semeando a paz e a boa vontade entre os habitantes da Terra... Deu para notar que foi maravilhoso? Pois é, eu fique muito feliz com os resultados que conseguimos alcançar. Em primeiro lugar, são os meus primeiros orientandos de mestrado e, embora eu não perceba grande diferença entre o processo de orientação de alunos de graduação, especialização e mestrado, a responsabilidade é muito maior no último caso. Estamos todos dentro de um programa de pós-graduação e todos os resultados impactam no conceito do programa, devidamente avaliado pela CAPES. A qualificação no EDUMATEC acontece exatamente um ano após o ingresso do aluno que terá mais um ano pela frente para concluir o trabalho. Eu vejo a qualificação como um excelente momento para definir o foco da pesquisa, suprimindo as incertezas e as divagações porque a partir das observações da banca, é só trabalhar duro e terminar a pesquisa. A primeira qualificação foi de José Severino, intitulada "A ação docente na EAD: a mediação do tutor entre o discurso e a prática". Na banca estavam presentes a Professora Patrícia Smith e o Professor João Mattar. Utilizamos a ferramenta Skype para nos comunicarmos com o Professor João Mattar (que estava em São Paulo) e foi muito interessante estabelecer uma dinâmica de avaliação diferenciada. As contribuições foram ótimas, todas voltadas para refinar o foco da pesquisa: "limpar" o histórico direcionando-o para a questão da tutoria, inserir um capítulo sobre tutoria e outro sobre mediação e justificar a escolha das instituições de forma mais detalhada. Uma hora depois da qualificação, o João Mattar colocou várias questões no Facebook e no Twitter, gerando comentários de vários seguidores. O José teve os seus quinze minutos de fama...:) No dia 23, foi a vez da qualificação de Dagmar Heil Pocrifka intitulada "As políticas públicas de inclusão digital na formação de professores no estado de Pernambuco". Na banca estavam o professor Sérgio Abranches e a Professora Sônia Pimenta e foi muito interessante porque conseguimos desenrolar uma série de pequenas questões que estavam empacadas. Eles facilitaram bastante os próximos passos da pesquisa de campo, eu queria arrancar o couro de Dag com oitenta entrevistas de professores, gestores, coordenadores, pessoal de apoio e até mesmo a tia-avó de noventa e dois anos que vive na comunidade mais isolada do interior de Pernambuco. Mas nãoooo, a banca insensível aos meus propósitos, facilitou a vida da minha orientanda! Pode? A partir das sugestões, mudamos o foco da pesquisa para o professor, retiramos algumas gorduras e ampliamos a discussão sobre o panorama das políticas públicas. Resumo da ópera: os dois já estão com as diretrizes definidas, agora é só manter o foco nas ações para finalizar a pesquisa. Como os dois querem terminar até outubro, posso me dedicar ao meu passatempo favorito: arrancar o couro dos meus orientandos inocentes e desavisados. Aguardem os próximos capítulos! Muahahahahaha...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mapa da Colaboração Científica Mundial


A publicação é o termômetro da produção científica e enfrentamos uma enorme desigualdade no número de publicações acadêmicas entre os países. Encontrei os detalhes sobre a construção do Mapa da Colaboração Científica no blog Ciência Global. O canadense Olivier Beauchesne, analista de uma empresa de consultoria em ciência, elaborou um mapa da cooperação científica global entre 2005 e 2009. O mapa foi alimentado com dados de grandes repositórios de artigos, como o Scopus, mantido pela Elsevier, gigante da publicação científica. Nos estudos que envolviam autores de instituições diferentes, uma linha foi traçada unindo as cidades de cada uma delas. O resultado é uma representação elegante dos principais eixos de colaboração científica no mundo.Como podemos ver, a produção científica está concentrada na Europa, EUA e Japão. No Brasil temos a concentração na região sudeste e as linhas de cooperação estão mais fortes com os países europeus. A África praticamente não existe no cenário da produção acadêmica (o que pode ser explicado pela situação econômica do continente e os inúmeros conflitos armados, epidemias, migrações etc.). Porém, a minha maior surpresa foi a Oceania. A Austrália e a Nova Zelândia estão tão apagadas quanto o continente africano? Como assim? Já pensei em várias possibilidades, mas não consigo encontrar uma justificativa plausível para explicar esse quadro.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres na academia

Já faz um tempinho que eu queria escrever sobre as mulheres na academia, principalmente depois que participei de uma discussão na qual as pessoas afirmavam que existe um preconceito institucional que impedia as mulheres de progredir na carreira acadêmica. Detesto ter que desapontá-los, mas não há. Não estou dizendo que a carreira acadêmica seja fácil para as mulheres, tenho clareza de todas as dificuldades que enfrentamos para conciliar a vida familiar e a academia. Porém, eu trabalhei muitos anos na iniciativa privada em cargos de direção e a minha sensação hoje na Universidade é que estou completamente livre. Eu também vivenciei os problemas da maternidade durante o mestrado, um quadro de pré-eclâmpsia fez com que atrasasse a defesa e na época sequer existia prazos maiores para mulheres grávidas. Na minha área (ciências humanas), os homens são minoria, mas vejo os meus colegas desempenhando tarefas iguais e não conheço mecanismos burocráticos que privilegiam os homens. Obviamente, a academia faz parte da sociedade e as questões sexistas também estarão presentes nas relações. Volta e meia um aluno (ou aluna) diz que a professora agiu assim ou assado porque é mal amada, louca, infeliz no casamento etc. Vivenciando a realidade de um departamento constituído por 97% de mulheres, não posso dizer que sou discriminada. Hoje, via twitter, recebi um link do meu amigo Robson Freire para uma excelente reportagem intitulada Mulheres cientistas ainda sofrem com estereótipos no meio acadêmico. São dados da UNESP e apresentam um panorama da mulher nas universidades com algumas sugestões interessantes para facilitar a nossa vida na academia. Flexibilidade no horário, um local para deixar as crianças nos congressos, incentivos para cargos administrativos, são excelentes propostas. Porém, não concordo com percentuais para mulheres nos editais de pesquisa porque não acredito que o resultado dependerá do gênero do autor. Modernizar o pensamento das agências de fomento colocando pessoas mais inovadoras para substituir o pensamento conservador, pode ser mais eficiente (e urgente) do que apenas criar índices de aprovação para mulheres em projetos e artigos. Rever os sistemas de avaliação dos programas que privilegiam a pesquisa e não o ensino, seria mais interessante para nós, já que as pesquisas indicam que as mulheres estão mais concentradas nas atividades de ensino e orientação. Enfim, a discussão sobre as mudanças necessárias na academia passam também (e não apenas) pela questão de gênero. Como eu disse na lista de discussão, eu seria leviana se concordasse com a existência de entraves institucionais quando eu sei que todas as decisões na academia são realizadas através de discussões e intermináveis reuniões com votação direta. Se o sistema de participação na tomada de decisões já existe, talvez esteja na hora de nós mulheres fazermos melhor uso dele e colocarmos mais mulheres nos níveis decisórios da academia e nas agência de fomento.

sábado, 5 de março de 2011

Encontros do Grupo de Estudo

Neste semestre, o foco do nosso grupo de estudos em EAD na Formação de Professores será na teoria do conectivismo (Siemens) e nos princípios da educomunicação. No semestre passado discutimos as teorias da aprendizagem mais conhecidas que sustentam muitos projetos de educação a distância (reparem que eu disse sustentam, se realmente conseguem aplicar a teoria, é outra história). Agora, queremos conhecer as possibilidades e as implicações de novas propostas para o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias digitais. Como as duas propostas que vamos discutir não são consenso no mundo acadêmico, espero debates acalorados e provavelmente as pessoas vão sair com mais dúvidas do que tinham antes das reuniões.:) O nosso primeiro encontro do semestre será no dia 15/03, a partir das 13 horas. Os próximos encontros estão agendados para as seguintes datas: 12/04, 03/05, 24/05 e 14/06.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

EaD na Unicamp

A Unicamp disponibilizou vários vídeos com aulas dos seus professores através do seu Portal Cameraweb - Servidor de Conteúdos Multimídia. As aulas estão organizadas em categorias e a responsabilidade pela elaboração e gerenciamento é do GGTE - Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais da Unicamp. Eu pensei que os vídeos eram só dos cursos a distância, mas depois descobri que os vídeos são de vários cursos, presenciais e a distância. Fico imaginando como seria se todos as disciplinas fizessem a mesma coisa e os alunos de qualquer lugar ou instituição pudessem ter acesso aos materiais. É claro que só o fato de assistir os vídeos, sem nenhum tipo de interação, não irá revolucionar a aprendizagem de ninguém, porém a acessibilidade é que está em questão aqui. O fato de uma universidade pública compartilhar o seu material de forma aberta, já é um grande avanço. Nem tudo são flores, em um dos vídeos o professor é um grosso (não vou dizer qual, vocês vão ter que procurar), mas quem sabe se souber que caiu na boca do povo da web, ele não toma jeito e melhora?


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pausa para o café

Estou trabalhando em um artigo e estou gostando muito de escrever sobre a possibilidade de compreender a apropriação tecnológica na perspectiva dos Estudos Culturais. Meu método de trabalho é curioso, eu despejo todas as reflexões dos outros autores sobre o tema e crio um grande rascunhão, depois vou alinhavando as ideias, construindo e sedimentando a linearidade do pensamento. Só depois de muitas idas e vindas e muito trabalho para refinar e ajustar, o filho estará pronto para ganhar o mundo. Para descansar a cabeça, fui experimentar uma receita de muffins de banana, coco e gotas de chocolate que tirei deste site aqui. Há duas semanas atrás eu comprei um lindo tabuleiro italiano de muffins e como ele me custou os olhos da cara, eu estava doida para experimentar. Comprei gotas de chocolate na Kopenhagen (o chocolate é tão chique que se alguma coisa desse errado, as gotas do super chocolate poderiam me salvar!) e terminei de tirar os muffins do forno agora. Ficaram maravilhosamente incríveis! Lindos, fofos e deliciosos! Agora já posso voltar ao descentramento das identidades do Stuart Hall, abandonando a minha identidade chef de cuisine para assumir a "acadêmica desesperada por publicações".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Conhecimento Científico Aberto

Antes de começar a escrever sobre o assunto deste post, quero comentar a sua origem. O Sérgio Lima publicou um comentário na lista de discussão sobre REA (Recursos Educacionais Abertos) da qual fazemos parte, indicando o link para o texto da Raquel Recuero que, por sua vez, cita Marcos Palacios e Erick Felinto. Ufa! Parece até aquelas histórias do primo da cunhada do irmão do filho da vizinha, não é mesmo? Bom, eu fiz questão de citar o percurso todo porque ainda tratamos a formação de redes como um assunto abstrato e complexo, mas quem vivencia e trabalha em rede consegue realmente compatilhar e colaborar com outras pessoas. Fim da introdução. O texto interessante da Raquel é sobre a necessidade urgente de mudança no padrão das publicações científicas que precisam ser abertas ao público e reproduzidas em formatos que permitam a acessibilidade de todos (TODOS mesmo, não apenas para a comunidade científica). Ela lista alguns problemas que enfrentamos hoje: o fechamento, a língua, o formato dos eventos e publicações e aponta algumas soluções, citando a pesquisadora Danah Boyd. Eu já comentei o assunto aqui no blog e não é por vaidade que coloco os meus textos disponíveis na rede, mas porque eu realmente acredito que é possível compartilhar e colaborar. Umas das críticas da Raquel ao modus operandi da divulgação científica está nos eventos fechados, com anais disponíveis apenas para quem paga. Ora, vários textos meus que estão aqui no blog (em formato Pdf) foram publicados em eventos que não disponibilizaram os anais na rede! Já ouvi alguém dizer que só defende a publicação aberta quem não tem nada a perder, mas continuo pensando a mesma coisa: todo conhecimento produzido com dinheiro público (e isso inclui todos os professores das universidades públicas) deveria ser disponibilizado de forma gratuita e acessível para toda a sociedade. Não faço isso por concessão ou militância, mas sim porque além de qualquer outra motivação, é a minha obrigação.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Calendário de Defesas e Disciplinas Isoladas

O edital para a inscrição em disciplinas isoladas do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE está disponível no site do Edumatec. As inscrições serão realizadas entre os dias 1 e 4 de março e eu vou oferecer a disciplina Tópicos em Tecnologias Educacionais - EAD (quarta-feira, 14h). Ementa da disciplina: discussão sobre teorias e/ou temáticas atuais nas Tecnologias Educacionais e as relações com processos de ensino e de aprendizagem, práticas Pedagógicas em EAD. Como a disciplina busca trazer os temas mais atuais sobre o uso das tecnologias na educação e eu ando com a cabeça fervilhando com muitas ideias, pretendo virar os alunos pelo avesso (e contar aqui os detalhes, é claro!). Também está disponível no site o calendário com as defesas das dissertações do programa com trabalhos muito interessantes na área de tecnologia e educação e as bancas vão contar com a presença de vários nomes importantes da área. Os meus alunos só vão defender no próximo ano (pausa para roer as unhas) e já estou me preparando para a maratona que vem por aí. Bom, eu disse que o ano prometia muito trabalho, então, vamos à luta que a vida é curta!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Horizon Report 2011

Semana passada eu tive acesso ao novo relatório do Horizon Report 2011, mas como eu queria ler com mais calma, não publiquei nada aqui, apenas indiquei o link no Twitter. Cabe aqui uma pequena digressão: é interessante como cada ferramenta disponível na web tem um propósito e uma funcionalidade específica, saber usar cada uma delas é um desafio. Voltando ao relatório, ganham destaque quatro grandes inovações para os próximos anos: livros eletrônicos, jogos, realidade aumentada e a tecnologia móvel. O livro descreve cada inovação, as suas perspectivas e algumas limitações, mas o que eu gosto mesmo é do tópico "relevance for Teaching, Learning, research, or Creative inquiry". Tenho ainda algumas dúvidas sobre o conceito de mobile, penso que ainda existe uma confusão sobre as ferramentas móveis e o mobilidade como um conceito de melhor fluidez e dinâmica das ferramentas já existentes (ou que ainda serão criadas). Enfim, é uma boa leitura que pode render excelentes discussões.


#Achei o máximo a escolha da capa que nos leva ao conceito de natureza e liberdade (que deveria ser o propósito da tecnologia), ao invés de elementos tecnológicos que parecem mais aprisionar as pessoas, seja pela dependência ou pela exclusão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Orientações da Capes sobre o plágio

Em janeiro, todos os programas de pós-graduação receberam as orientações da Capes sobre o combate ao plágio nas Universidades. O documento da Capes sugere a utilização de softwares para analisar os trabalhos apresentados e identificar possíveis casos de plágio, embora enfatize que é necessário a análise de uma comissão para a conclusão final sobre a ocorrência de plágio. O assunto é complexo nos mais diferentes níveis, desde o conceito de "propriedade intelectual" até o foco no aluno como o grande trapaceiro. Nós sabemos que o plágio também ocorre entre colegas e, frequentemente, a coisa se resolve com um pedido de desculpas e a justificativa de que houve um engano. Em alguns casos, o plagiado se contenta com a inserção do seu nome no artigo e fica tudo bem. Outro problema é que o conceito de plágio está na intencionalidade, ou seja, a pessoa tem que ter copiado com a intenção explícita de enganar alguém (seja uma banca, um corpo editorial, uma comissão etc) tirando proveito próprio disso. Por isso que as justificativas de engano acabam colando, a pessoa diz que houve um erro, mas não tinha a intenção de se beneficiar dele. Existe também o plágio involuntário dos alunos que não conseguem perceber a diferença entre parafrasear e citar, mas neste caso, cabe ao orientador analisar e ensinar ao aluno como proceder. Um orientador que acompanha de perto os seus orientandos, acaba conhecendo o seu estilo e percebe quando a escrita está fora do padrão. Porém, os critérios de produtividade têm atochado os professores com uma quantidade grande de alunos, dificultando o acompanhamento mais detalhado (apesar de ser uma péssima desculpa, é claro!). Outra questão é o tal do chamado autoplágio, o autor que recorta, modifica e reapresenta as mesmas ideias em vários eventos. Particularmente, acho isso uma bobagem, não é possível esperar que na área de ciência humanas, por exemplo, alguém possa produzir dez artigos por ano, utilizando estruturas teóricas diferentes. Se isso acontecer, o sujeito é um péssimo pesquisador que uma hora trabalha na perspectiva x, na outra z e assim por diante... Pesquisa custa dinheiro e se um trabalho de dois anos resultar em apenas um único artigo, vamos inviabilizar o pesquisador brasileiro. Claro que não estou defendendo a cara-de-pau de alguns colegas, mas temos que ter bom senso e flexibilidade em alguns limites. Particularmente, sou a favor do compartilhamento total, meus trabalhos estão aqui no blog e o único cuidado que eu tenho é não colocar na rede artigos ou material ainda não publicado para evitar o movimento inverso: que alguém se aproprie do que eu escrevi e diga que não sou eu a autora. Eu já fui plagiada por uma colega de trabalho e confesso que a sensação não é nem um pouco agradável. Entrei em contato com ela, apontei o plágio e ela se desculpou, mas ficou por isso mesmo. Enviei o trabalho plagiado para o meu superior imediato e, felizmente, saí da instituição, mas o sapo continua entalado na minha garganta até hoje. Por isso mesmo, trabalho com os meus alunos para que eles construam a sua própria produção, mas estou longe de acreditar que o problema é o aluno. Afinal, eles ainda são imaturos e estão em processo de formação (inclusive ética), mas um professor doutor que plagia o trabalho de um colega, não passa de uma pessoa comum com um sério desvio de caráter.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em Sala de Aula

O tripé que sustenta a Universidade é ensino, pesquisa e extensão. Diz a lenda que quanto mais fodão for o professor, menos ele vai querer se envolver com o ensino e mais mergulhado na pesquisa ele ficará. Acredito que nunca vou chegar lá porque eu adoro estar em sala de aula e compartilhar o que (penso que) sei com os meus alunos. Pode ser também que eu esteja esnobando porque não estou no topo da cadeia alimentar, algo como a raposa e as uvas, mas eu só consigo vislumbrar a pesquisa com a minha prática como professora. Afinal, do que adianta fazer grandes descobertas e não ter para quem contar? Tenho aprendido tanto em sala de aula quanto fora dela, portanto, vamos aos meus planos infalíveis para as duas disciplinas que vou pegar neste semestre. Terei duas turmas na graduação de Pedagogia com Pesquisa e Prática Pedagógica V, dividida com outros dois professores porque engloba Matemática, Ciência e Geografia. A nossa ideia é desenvolver temas para aplicação nas escolas que englobem as três disciplinas, promovendo uma interdisciplinaridade real (porque da teoria estamos todos cheios). Eu descobri que os conteúdos de História, Geografia e Ciências quase não são abordados pelos professores da rede pública de Pernambuco. Assim, descobrir caminhos para agregar as disciplinas "secundárias" aos conteúdos das disciplinas "importantes" (Português e Matemática) é mais do que uma inovação, é caso de primeira necessidade mesmo. A outra disciplina é no mestrado, Tópicos em Tecnologias Educacionais (Educação a Distância). O objetivo é trabalhar as questões mais pragmáticas da EAD, como o uso das ferramentas, tendências, construção de aulas virtuais, opções e análise de ambientes virtuais, design instrucional etc. A minha proposta é que os alunos desenvolvam aulas a distância utilizando propostas diferenciadas a partir do conteúdo da própria disciplina. O desafio é sair do modelo Moodle e aplicar ferramentas novas que estão disponíveis na web ou mesmo dar uma nova funcionalidade para ferramentas já conhecidas. Parece simples, mas os alunos costumam derreter o cérebro para conseguir mudar os seus conceitos. Como vocês podem ver, serviço é o que não falta. Bora trabalhar?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Eventos em 2011

Como eu tinha prometido, vamos aos eventos em 2011. Vou começar com os mais próximos, a chamada de trabalhos para o II Seminário Internacional sobre Exclusão, Inclusão e Diversidade na Educação que acontecerá em João Pessoa entre 22 e 25/03, foi prorrogada até o dia 15/02. Até o dia 28 de fevereiro é possível enviar trabalhos para a VII Conferência Internacional de TIC na Educação que será realizada na Universidade do Minho em Braga, Portugal, nos dias 12 e 13/05. Em junho, temos o VI Seminário Internacional As redes educativas e as tecnologias: práticas/teorias sociais na contemporaneidade que acontecerá entre 6 e 9 de junho, no Rio de Janeiro (chamada para trabalhos até o dia 16/04). Em agosto, teremos dois eventos em datas próximas e na mesma cidade: o XX EPENN - Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste que acontecerá no período de 23 a 26/08, em Manaus e, poucos dias depois, temos o 17° CIAED - Congresso Internacional de Educação a Distância que acontecerá entre 30/08 e 03/09 (envio de trabalhos até o dia 30/04). Preparem os artigos e as malas (sem falar no desfalque da reserva financeira :).


#Atualização às 22:23h: O João Mattar publicou as orientações para a chamada de trabalhos do Virtual Worlds Best Practices in Education 2011, a proposta é bem interessante e vale a pena participar.

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