sábado, 26 de fevereiro de 2011

EaD na Unicamp

A Unicamp disponibilizou vários vídeos com aulas dos seus professores através do seu Portal Cameraweb - Servidor de Conteúdos Multimídia. As aulas estão organizadas em categorias e a responsabilidade pela elaboração e gerenciamento é do GGTE - Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais da Unicamp. Eu pensei que os vídeos eram só dos cursos a distância, mas depois descobri que os vídeos são de vários cursos, presenciais e a distância. Fico imaginando como seria se todos as disciplinas fizessem a mesma coisa e os alunos de qualquer lugar ou instituição pudessem ter acesso aos materiais. É claro que só o fato de assistir os vídeos, sem nenhum tipo de interação, não irá revolucionar a aprendizagem de ninguém, porém a acessibilidade é que está em questão aqui. O fato de uma universidade pública compartilhar o seu material de forma aberta, já é um grande avanço. Nem tudo são flores, em um dos vídeos o professor é um grosso (não vou dizer qual, vocês vão ter que procurar), mas quem sabe se souber que caiu na boca do povo da web, ele não toma jeito e melhora?


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pausa para o café

Estou trabalhando em um artigo e estou gostando muito de escrever sobre a possibilidade de compreender a apropriação tecnológica na perspectiva dos Estudos Culturais. Meu método de trabalho é curioso, eu despejo todas as reflexões dos outros autores sobre o tema e crio um grande rascunhão, depois vou alinhavando as ideias, construindo e sedimentando a linearidade do pensamento. Só depois de muitas idas e vindas e muito trabalho para refinar e ajustar, o filho estará pronto para ganhar o mundo. Para descansar a cabeça, fui experimentar uma receita de muffins de banana, coco e gotas de chocolate que tirei deste site aqui. Há duas semanas atrás eu comprei um lindo tabuleiro italiano de muffins e como ele me custou os olhos da cara, eu estava doida para experimentar. Comprei gotas de chocolate na Kopenhagen (o chocolate é tão chique que se alguma coisa desse errado, as gotas do super chocolate poderiam me salvar!) e terminei de tirar os muffins do forno agora. Ficaram maravilhosamente incríveis! Lindos, fofos e deliciosos! Agora já posso voltar ao descentramento das identidades do Stuart Hall, abandonando a minha identidade chef de cuisine para assumir a "acadêmica desesperada por publicações".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Conhecimento Científico Aberto

Antes de começar a escrever sobre o assunto deste post, quero comentar a sua origem. O Sérgio Lima publicou um comentário na lista de discussão sobre REA (Recursos Educacionais Abertos) da qual fazemos parte, indicando o link para o texto da Raquel Recuero que, por sua vez, cita Marcos Palacios e Erick Felinto. Ufa! Parece até aquelas histórias do primo da cunhada do irmão do filho da vizinha, não é mesmo? Bom, eu fiz questão de citar o percurso todo porque ainda tratamos a formação de redes como um assunto abstrato e complexo, mas quem vivencia e trabalha em rede consegue realmente compatilhar e colaborar com outras pessoas. Fim da introdução. O texto interessante da Raquel é sobre a necessidade urgente de mudança no padrão das publicações científicas que precisam ser abertas ao público e reproduzidas em formatos que permitam a acessibilidade de todos (TODOS mesmo, não apenas para a comunidade científica). Ela lista alguns problemas que enfrentamos hoje: o fechamento, a língua, o formato dos eventos e publicações e aponta algumas soluções, citando a pesquisadora Danah Boyd. Eu já comentei o assunto aqui no blog e não é por vaidade que coloco os meus textos disponíveis na rede, mas porque eu realmente acredito que é possível compartilhar e colaborar. Umas das críticas da Raquel ao modus operandi da divulgação científica está nos eventos fechados, com anais disponíveis apenas para quem paga. Ora, vários textos meus que estão aqui no blog (em formato Pdf) foram publicados em eventos que não disponibilizaram os anais na rede! Já ouvi alguém dizer que só defende a publicação aberta quem não tem nada a perder, mas continuo pensando a mesma coisa: todo conhecimento produzido com dinheiro público (e isso inclui todos os professores das universidades públicas) deveria ser disponibilizado de forma gratuita e acessível para toda a sociedade. Não faço isso por concessão ou militância, mas sim porque além de qualquer outra motivação, é a minha obrigação.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Calendário de Defesas e Disciplinas Isoladas

O edital para a inscrição em disciplinas isoladas do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE está disponível no site do Edumatec. As inscrições serão realizadas entre os dias 1 e 4 de março e eu vou oferecer a disciplina Tópicos em Tecnologias Educacionais - EAD (quarta-feira, 14h). Ementa da disciplina: discussão sobre teorias e/ou temáticas atuais nas Tecnologias Educacionais e as relações com processos de ensino e de aprendizagem, práticas Pedagógicas em EAD. Como a disciplina busca trazer os temas mais atuais sobre o uso das tecnologias na educação e eu ando com a cabeça fervilhando com muitas ideias, pretendo virar os alunos pelo avesso (e contar aqui os detalhes, é claro!). Também está disponível no site o calendário com as defesas das dissertações do programa com trabalhos muito interessantes na área de tecnologia e educação e as bancas vão contar com a presença de vários nomes importantes da área. Os meus alunos só vão defender no próximo ano (pausa para roer as unhas) e já estou me preparando para a maratona que vem por aí. Bom, eu disse que o ano prometia muito trabalho, então, vamos à luta que a vida é curta!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Horizon Report 2011

Semana passada eu tive acesso ao novo relatório do Horizon Report 2011, mas como eu queria ler com mais calma, não publiquei nada aqui, apenas indiquei o link no Twitter. Cabe aqui uma pequena digressão: é interessante como cada ferramenta disponível na web tem um propósito e uma funcionalidade específica, saber usar cada uma delas é um desafio. Voltando ao relatório, ganham destaque quatro grandes inovações para os próximos anos: livros eletrônicos, jogos, realidade aumentada e a tecnologia móvel. O livro descreve cada inovação, as suas perspectivas e algumas limitações, mas o que eu gosto mesmo é do tópico "relevance for Teaching, Learning, research, or Creative inquiry". Tenho ainda algumas dúvidas sobre o conceito de mobile, penso que ainda existe uma confusão sobre as ferramentas móveis e o mobilidade como um conceito de melhor fluidez e dinâmica das ferramentas já existentes (ou que ainda serão criadas). Enfim, é uma boa leitura que pode render excelentes discussões.


#Achei o máximo a escolha da capa que nos leva ao conceito de natureza e liberdade (que deveria ser o propósito da tecnologia), ao invés de elementos tecnológicos que parecem mais aprisionar as pessoas, seja pela dependência ou pela exclusão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Orientações da Capes sobre o plágio

Em janeiro, todos os programas de pós-graduação receberam as orientações da Capes sobre o combate ao plágio nas Universidades. O documento da Capes sugere a utilização de softwares para analisar os trabalhos apresentados e identificar possíveis casos de plágio, embora enfatize que é necessário a análise de uma comissão para a conclusão final sobre a ocorrência de plágio. O assunto é complexo nos mais diferentes níveis, desde o conceito de "propriedade intelectual" até o foco no aluno como o grande trapaceiro. Nós sabemos que o plágio também ocorre entre colegas e, frequentemente, a coisa se resolve com um pedido de desculpas e a justificativa de que houve um engano. Em alguns casos, o plagiado se contenta com a inserção do seu nome no artigo e fica tudo bem. Outro problema é que o conceito de plágio está na intencionalidade, ou seja, a pessoa tem que ter copiado com a intenção explícita de enganar alguém (seja uma banca, um corpo editorial, uma comissão etc) tirando proveito próprio disso. Por isso que as justificativas de engano acabam colando, a pessoa diz que houve um erro, mas não tinha a intenção de se beneficiar dele. Existe também o plágio involuntário dos alunos que não conseguem perceber a diferença entre parafrasear e citar, mas neste caso, cabe ao orientador analisar e ensinar ao aluno como proceder. Um orientador que acompanha de perto os seus orientandos, acaba conhecendo o seu estilo e percebe quando a escrita está fora do padrão. Porém, os critérios de produtividade têm atochado os professores com uma quantidade grande de alunos, dificultando o acompanhamento mais detalhado (apesar de ser uma péssima desculpa, é claro!). Outra questão é o tal do chamado autoplágio, o autor que recorta, modifica e reapresenta as mesmas ideias em vários eventos. Particularmente, acho isso uma bobagem, não é possível esperar que na área de ciência humanas, por exemplo, alguém possa produzir dez artigos por ano, utilizando estruturas teóricas diferentes. Se isso acontecer, o sujeito é um péssimo pesquisador que uma hora trabalha na perspectiva x, na outra z e assim por diante... Pesquisa custa dinheiro e se um trabalho de dois anos resultar em apenas um único artigo, vamos inviabilizar o pesquisador brasileiro. Claro que não estou defendendo a cara-de-pau de alguns colegas, mas temos que ter bom senso e flexibilidade em alguns limites. Particularmente, sou a favor do compartilhamento total, meus trabalhos estão aqui no blog e o único cuidado que eu tenho é não colocar na rede artigos ou material ainda não publicado para evitar o movimento inverso: que alguém se aproprie do que eu escrevi e diga que não sou eu a autora. Eu já fui plagiada por uma colega de trabalho e confesso que a sensação não é nem um pouco agradável. Entrei em contato com ela, apontei o plágio e ela se desculpou, mas ficou por isso mesmo. Enviei o trabalho plagiado para o meu superior imediato e, felizmente, saí da instituição, mas o sapo continua entalado na minha garganta até hoje. Por isso mesmo, trabalho com os meus alunos para que eles construam a sua própria produção, mas estou longe de acreditar que o problema é o aluno. Afinal, eles ainda são imaturos e estão em processo de formação (inclusive ética), mas um professor doutor que plagia o trabalho de um colega, não passa de uma pessoa comum com um sério desvio de caráter.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em Sala de Aula

O tripé que sustenta a Universidade é ensino, pesquisa e extensão. Diz a lenda que quanto mais fodão for o professor, menos ele vai querer se envolver com o ensino e mais mergulhado na pesquisa ele ficará. Acredito que nunca vou chegar lá porque eu adoro estar em sala de aula e compartilhar o que (penso que) sei com os meus alunos. Pode ser também que eu esteja esnobando porque não estou no topo da cadeia alimentar, algo como a raposa e as uvas, mas eu só consigo vislumbrar a pesquisa com a minha prática como professora. Afinal, do que adianta fazer grandes descobertas e não ter para quem contar? Tenho aprendido tanto em sala de aula quanto fora dela, portanto, vamos aos meus planos infalíveis para as duas disciplinas que vou pegar neste semestre. Terei duas turmas na graduação de Pedagogia com Pesquisa e Prática Pedagógica V, dividida com outros dois professores porque engloba Matemática, Ciência e Geografia. A nossa ideia é desenvolver temas para aplicação nas escolas que englobem as três disciplinas, promovendo uma interdisciplinaridade real (porque da teoria estamos todos cheios). Eu descobri que os conteúdos de História, Geografia e Ciências quase não são abordados pelos professores da rede pública de Pernambuco. Assim, descobrir caminhos para agregar as disciplinas "secundárias" aos conteúdos das disciplinas "importantes" (Português e Matemática) é mais do que uma inovação, é caso de primeira necessidade mesmo. A outra disciplina é no mestrado, Tópicos em Tecnologias Educacionais (Educação a Distância). O objetivo é trabalhar as questões mais pragmáticas da EAD, como o uso das ferramentas, tendências, construção de aulas virtuais, opções e análise de ambientes virtuais, design instrucional etc. A minha proposta é que os alunos desenvolvam aulas a distância utilizando propostas diferenciadas a partir do conteúdo da própria disciplina. O desafio é sair do modelo Moodle e aplicar ferramentas novas que estão disponíveis na web ou mesmo dar uma nova funcionalidade para ferramentas já conhecidas. Parece simples, mas os alunos costumam derreter o cérebro para conseguir mudar os seus conceitos. Como vocês podem ver, serviço é o que não falta. Bora trabalhar?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Eventos em 2011

Como eu tinha prometido, vamos aos eventos em 2011. Vou começar com os mais próximos, a chamada de trabalhos para o II Seminário Internacional sobre Exclusão, Inclusão e Diversidade na Educação que acontecerá em João Pessoa entre 22 e 25/03, foi prorrogada até o dia 15/02. Até o dia 28 de fevereiro é possível enviar trabalhos para a VII Conferência Internacional de TIC na Educação que será realizada na Universidade do Minho em Braga, Portugal, nos dias 12 e 13/05. Em junho, temos o VI Seminário Internacional As redes educativas e as tecnologias: práticas/teorias sociais na contemporaneidade que acontecerá entre 6 e 9 de junho, no Rio de Janeiro (chamada para trabalhos até o dia 16/04). Em agosto, teremos dois eventos em datas próximas e na mesma cidade: o XX EPENN - Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste que acontecerá no período de 23 a 26/08, em Manaus e, poucos dias depois, temos o 17° CIAED - Congresso Internacional de Educação a Distância que acontecerá entre 30/08 e 03/09 (envio de trabalhos até o dia 30/04). Preparem os artigos e as malas (sem falar no desfalque da reserva financeira :).


#Atualização às 22:23h: O João Mattar publicou as orientações para a chamada de trabalhos do Virtual Worlds Best Practices in Education 2011, a proposta é bem interessante e vale a pena participar.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Once and again (ou como começar tudo de novo)

Depois de um merecido descanso (cof, cof...) estou de novo na área. Não posso dizer que as férias foram um engodo, ou melhor, posso dizer sim, porque as atividades diminuíram, mas não ficaram suspensas. Entre editais, relatórios de pesquisa, orientandos que resolveram soltar a franga e escrever no último minuto do segundo tempo, um pouco de tudo aconteceu. Mas não posso reclamar, se a cabeça não conseguiu parar, o corpo descansou bastante. Isso basta. Mudei um pouco o layout do blog e como vocês podem ver nas fotos, estou mais clean e reservada. Na verdade, eu queria colocar algumas fotos que caracterizassem o meu perfil como professora e como eu movimento demais as mãos e falo pelos cotovelos, as fotos revelam exatamente o que eu queria. Quem já assistiu uma aula minha vai me reconhecer na hora! Estou voltando ao trabalho com muitos planos e vontade de fazer coisas interessantes e bem diferentes. Temos tantos eventos neste ano que preciso escrever um post sobre as opções para publicação de trabalhos. Já vou avisando que dá para conhecer o Brasil todo e ainda pegar uma rebarba em Portugal! Pretendo escrever muitos artigos este ano, já estou com alguns rascunhos e quero me dedicar mesmo a pós-graduação. Tenho uma disciplina no primeiro semestre, vou dar continuidade ao grupo de pesquisa e tenho quatro orientandos agora. As exigências para os cursos de pós-graduação estão cada vez maiores, então, vou publicar tanto que o Sr. Lattes vai ter uma crise nervosa com tantas atualizações. Como dizem na minha terra, pode vir quente que eu estou fervendo!

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