quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Redundante Botão Retweet

A ferramenta de microblog Twitter disponibilizou ontem o seu aguardado botão retweet. Para quem não conhece os microblogs de 140 caracteres, o retweet (ou RT) serve para replicar um texto interessante. Basta digitar RT na frente do nome do autor e repetir o texto (é possível também complementar ou comentar o texto). Até agora, para fazer a ação de RT no Twitter era preciso copiar e colar o texto enquanto em outras ferramentas (como o TweetDeck), já existe um botão direto para o retweet. O Alex Primo fez uma análise do botão retweet bem interessante e concordo que ter que clicar duas vezes para fazer o retweet é mesmo uma perda de tempo. Isso acontece porque ao clicar no botão do retweet aparece uma caixa de diálogo perguntando se você deseja enviar o texto para todos os seus seguidores. O mais curioso é que não existe alternativa de selecionar as pessoas, tornando a opção uma inutilidade só. Outra coisa que eu não gostei foi que você não vê o retweet enviado, ele fica no limbo e só quando entramos na página do retweet é que conseguimos visualizar. Para piorar a funcionalidade, ele não armazena os retweets feitos em outros programas (como o TweetDeck, por exemplo). Agora, interessante mesmo é a possibilidade de ver os avatares das pessoas que deram retweet nas mensagens. Um aspecto importante que o Alex Primo destacou é que o RT foi uma invenção dos usuários e o "bloqueio de comentários no RT é também um retrocesso, pois discordamos de muito do que retweetamos. Em outras palavras, o comentário antes ou depois de um RT tem a capacidade de ressignificar uma citação". Eu já tinha pensado que o processo do retweet lembra muito a citação nos textos, assim como resumir uma ideia em 140 caracteres contribui para desenvolver o poder de síntese. Posso estar delirando, mas penso que estas ferramentas tem agregado alguns fundamentos interessantes que podem ser trabalhados com os alunos de forma positiva. Vai ser uma surpresa se futuramente descobrirmos que a geração da cópia era a nossa (que copiava tudo da Barsa) e que os nativos digitais poderão pesquisar com facilidade (formados através do mecanismo das ferramentas de busca) e citarão com clareza e perfeição as suas fontes. Como diz o slogan da Natura, é ver para crer.

2 comentários:

silva.adeilza disse...

olá professora...estava navegando a procura de seleção para doutorado!!!!parei no seu blog!gostei muito do seu texto,senti alegria nele!!!!!!!gostaria de fazer a proxima seleção para doutorado.....mas estou por fora...fiz mestrado em engenharia mecanica na area de tecnologias de materiais. Gosto de trabalhar com misturas e pesquiso argilas para ceramica artistica fiz licenciatura em Educação artistica aqui em natal. Como estou sendo "obrigada" a na àrea de educação ( por causa dos editais de concursos)estava pensando em unir o conhecimento de laboratorio para atrelar a prática docente, implantando um labortório de ceramica artististca na escola da rede minicipal que trabalho. seria um foco?????quem poderia me orientar ai ??????desde ja agradeço . um abraço.Adeilza

Ana disse...

Adeilza,

Penso que você pode se enquadrar nas linhas de pesquisa que envolvem a prática pedagógica ou processos de ensino aprendizagem. Você encontrá essas linhas de pesquisa na UFPE e na UFPB, mas a seleção dos dois programas já está em curso. Você está tentando reunir aspectos técnicos e artísticos bastante inovadores. Dê uma olhada nos sites dos programas e conheça melhor a proposta deles. Uma boa opção é fazer uma disciplina como aluna especial.

Um grande abraço,

Ana

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