quinta-feira, 1 de maio de 2008

Os Sites Estáticos dos Eventos

Recentemente fiz minha inscrição para apresentação de trabalhos em dois eventos, o ESUD e o ENDIPE. Os dois foram realizados no Rio Grande do Sul, em datas bem próximas, mas o acúmulo de tarefas com meus orientandos e as leituras do doutorado acabaram impossibilitando minha participação. Durante o período de realização dos dois eventos (e nos dias que os antecederam), os sites criados para informar, orientar e subsidiar os participantes, simplesmente congelaram! Nenhuma informação nova foi adicionada e a mesma situação acontece nos eventos de forte apelo tecnológico. Fica uma impressão negativa de que a ferramenta tecnológica só existe para divulgar o evento e captar inscrições.As imagens do evento registradas com fotografias,vídeos e as conferências poderiam ser disponibilizadas via Internet,em uma concepção de acessibilidade para todos aqueles que não puderam participar (inclusive por razões financeiras). A adesão não diminuiria porque as pessoas ainda precisam dos certificados de participação e apresentação de trabalhos nestes eventos, mas uma parcela significativa de professores poderia ter acesso ao debate acadêmico. Estou me referindo aos eventos de educação que tem como princípio básico a disseminação da informação e a melhoria da qualidade do ensino. O II Encontro sobre Hipertexto colocou no YouTube os vídeos das suas principais conferências e muitos alunos meus ainda assistem as apresentações através da web. O ENDIPE ainda colocou suas conferências principais na web, mas em tempo real, o que dificulta o acesso e apresenta problemas de conectividade.São iniciativas interessantes, mas ainda são ações muito limitadas para as possibilidades tecnológicas que temos hoje. Eu vou continuar insistindo que a tecnologia disponível hoje (muito bem apropriada pelo capital em outros setores) deve ser canalizada para a educação urgentemente. Ignorar as possibilidades de acesso à informação para os educadores não é apenas omissão, é perpetuar o pacto mesquinho de exclusão que vivemos neste país ao longo dos anos.

Um comentário:

Manuel Fernandes disse...

Ana, amiga minha!

Quão bem dizes das mazelas e mesquinhezas de que sofre a nossa educação e, principalmente, do mau uso que se faz das TIC.
Eu acredito num determinado "egoismo intelectualóide" que impede a publicação de resultados obtidos em encontros e outros eventos do gênero. É como se cada um quisesse ser mais intelectual que o outro, pensando que só ele poderá salvar a situação em que se encontra mergulhada a nossa educação.
Enquanto a maioria pensar dessa forma não estaremos perto de universalizar as medidas que talvez fossem capazes de alavancar a patamares merecidos, não só a educação mas as próprias TIC's.
É triste! Mas a mais pura realidade!

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