domingo, 2 de novembro de 2008

Habemus Habermas?

A grande crise esta semana no doutorado foi a preparação de um seminário do texto Apres Marx, de Habermas, em francês. Considerando que nenhuma das alunas apresenta fluência no idioma igualité, liberté e fraternité, ficamos diante das seguintes opções: pagar uma tradução completa do livro ou pelo menos alguns capítulos, encarar o texto e traduzir como for possível, cometer suicídio coletivo deixando uma longa carta acusadora para o PPGE ou contratar alguém para desaparecer com a professora. Considerando que somos da paz e não temos o menor espírito de grupo, seja para uma coisa ou para outra, nos restou a alternativa mais indigesta (não, não estou falando do assassinato): encarar a leitura e preparar a apresentação do seminário contando apenas com um pequeno grupo aguerrido. O que me espanta nesta história toda não é a necessidade de ler o texto de Habermas, afinal, quem está na chuva é para se molhar. O problema é que as condições de avaliação da disciplina mudam a cada momento: cada uma de nós já apresentou pelo menos três textos, temos que fazer uma revisão do projeto, apresentar textos de outros autores que estejam relacionados com nossa metodologia, apresentar uma prévia de nosso capítulo metodológico, entregar as apresentações de slides dos seminários e escrever uma artigo para uma revista científica (apresentando o comprovante de submissão). Tudo isso sem qualquer possibilidade de negociação, e o mais surpreendente: recheado com um discurso de Paulo Freire! Alôu, ouvi direito? Isso mesmo, usando Paulo Freire como referência, o mesmo Paulo que escreveu a Pedagogia do Oprimido! Eu tenho tentado ser uma aluna passiva, compreensiva, meiga, disciplinada e obediente, mas vamos combinar: isso está indo longe demais...Na próxima aula, vou colocar estas insatisfações na mesa, vamos ver no que vai dar. O pior é que eu e minha comparsa doutoranda acabamos encontrando alguma coisa interessante e aproveitável no texto para a nossa tese, o que certamente amenizará a nossa fúria assassina. Merde!

6 comentários:

Manuel Fernandes disse...

Et bien voilá...
vous avez manquer venir à moi pour avoir un peu d´aide!

Ci simples que ça!

à la prochaine!

Anônimo disse...

Habemus Habermas - PARTE II - A missão
Oi, Beatriz e demais pessoas! Sou a comparsa doutoranda de Beatriz! Não entrarei aqui no mérito de Haber Habermas, porque deduzo que o próprio não habe sobre si mesmo! Como também não sou psicóloga, corro plenamente (e com muito prazer!)o risco de "diagnosticá-lo" como O bicho-papão das doutorandas bem intencionadas! Contudo, faz-se necessário uma reflexão filosófica: quem passou o bicho-papão pra gente ler? É necessário, para ser bem habermasiana (kkkkk!), refletirmos sobre o que subjaz à exigência de tal leitura? Será que a culpa é do doutorado? Pode ser, né! Mas como disse a amiga Beatriz, quem tá na chuva é pra se molhar... só completando, quem lê Habermas é pra habermasiar mesmo! Contudo, diante de tal crise, relatada tão esplendorosamente pela colega comparsa, desenvolvi uma reflexão filosófica (mania de pedagoga frustrada que queria ser filósofa!): Por que Habermas nasceu? Se ele não tivesse nascido "Apres marx" não existiria, não é mesmo? Mas aí me debati existencial-intelectual e esquizofrenicamente com uma questão mais profunda: Por que MARX, esta figura que tanto li e adoro, nasceu? Se ele também não tivesse nascido, "Apres Marx" também não existiria! Mas então, uma realidade mais profunda esmagou-me a alma (kkkkk): Por que existe o capitalismo? .... e.... seguindo uma lógica marxista, sigo perguntanto-me: por que existe história, por que existe o ser humano, o trabalho, a economia, por que surgiram as comunidades? Em fim, Por que "existo"? CONCLUINDO... dolorosamente, dei-me conta de como a professora que nos passou a leitura de Habermas, me fez refletir sobre o sentido de minha existência... me fez filosofar... fazendo-me entender o sentido da vida.... Obrigado, professora! Você é genial! Fico estupefacta como era desumana e nunca havia pensado em mim mesmo e no valor da minha existência... dei-me conta quando desejei a não existência de Habermas e de Marx (coitado deste último, entrou nessa sem saber!). Sinto-me revigorada, enquanto dou-me conta de toda a minha capacidade de submissão, humildade e "piniqueirismo", quiçá até de peleguismo! Mas a existência é assim mesmo... Haber(ja)mais!!!!!

Anônimo disse...

Desespero: Beatriz, me ensina a fazer um Blog. Tô precisando amiga!!!!!!!!!!!!!!!!!
Preciso desabafar mais e, sinceramente, não vou ficar enchendo o saco usando o teu blog para tão eloquente atividade acadêmica!!!!!
Assinado: "anônima" (Alásia) kkkkkk

Ana disse...

Alásia,

Pense em um canal porreta para desabafar e afogar nossas mágoas e trabalhar as angústias... Você é fashion demais para não ter um blog fofa, xá comigo que eu ajudo rapidinho. De preferência nos momentos soníferos de nossas aulas (rsrsrs)...

Beijos,

Ana disse...

Manu,

Não pense que esquecerei a oferta já que tu és fluente no idioma do amor... Obrigada pelo apoio!

Beijos,

Alasia disse...

Beatriz, como continuo sem Blog... sigo desdobrando o Habemus Habermas III (ou será IV, ai, não sei! perdí as contas!). Sugiro que conjuguemos o verbo, de preferência em "alemão básico":
Eu não HABO Habermas
Tu não HABES Habermas
Nós não HABEMOS Habermas
Vós não HABEIS Habermas
Eles não HABEM Habermas
Só a professora HABE Habermas!

"Apres Habermas"?????????

Beijo!

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