sábado, 28 de julho de 2012

Terceiro dia no Fisl13

As discussões do GT Educação na sexta-feira abordaram o papel do professor livre na rede. Na mesa sobre o professor livre na rede, Hugo Canali, Rafael Bergamaschi, Ana Matte e Wilkens Lenon e eu, apresentamos as possibilidades de interação dos professores no Portal do Professor Livre que está sendo construído pelo grupo Texto Livre, da UFMG. Depois das apresentações, a pergunta central da mesa para o público foi: como fazer o professor que está efetivamente em sala de aula se interessar por acessar, compartilhar e colaborar na rede, utilizando o software livre como meio? Nós realmente precisamos superar a falácia do professor resistente e começar a descobrir o que pode motivar os professores para uma aprendizagem na perspectiva da colaboração em rede. O processo de internalização da cultura digital não é homogêneo e não é construído da mesma forma e ao mesmo tempo com todas as pessoas. Respeitar a diversidade e, inclusive, a decisão do professor em não querer se inserir no contexto da cultura digital é uma questão a ser considerada. Na mesa a seguir, Frederico Guimarães, Pablo Jacier Ercheverry e Laura Marotias, apresentaram a LibrEdu: avanços na construção de uma rede latinoamericana de Educação. Entre os objetivos da LibrEdu estão: discutir o acesso à conectividade baseada em padrões e softwares livres; capacitação dos educadores no/para o uso do software livre; estimular a liberação dos materiais produzidos pelos educadores sob uma licença livre; catalogar, agregar, disponibilizar, de forma off-line, recursos educacionais abertos. Eu fico bastante preocupada quando as pessoas afirmam que não existe uma política de governo em relação ao uso da tecnologia na Educação. As políticas estão definidas nos documentos oficiais dos programas, pode não ser a melhor política ou a que nós queremos, mas ela existe. A contribuição dos participantes nas duas mesas foi bastante interessante, reafirmando a necessidade de uma construção coletiva dos objetivos e princípios das ações para disseminação do uso do software livre nos diversos níveis da Educação. Quem quiser conhecer a proposta, a discussão está aberta aqui. Participe!

2 comentários:

fernanda guillon disse...

Oi Ana bom dia, como já comentei em um dos post anterior, eu estou fazendo pesquisas para concluir meu trabalho sobre EaD, gostaria de você comentasse quando puder sobre minha pergunta abaixo, sua opnião ajudará-me muito:
Na Teoria sabemos que o estudo em EaD depende muito da dediação do aluno e da qualidade de ensino da instituição, mas atualmente você acha que o mercado de trabalho esta aberto para valorizar a competência de um profissional formado em Ead? Pergunto isso, porque tive observando aqui na minha região, interior de São Paulo, e há muita resistência a isso, as empresas ainda estão preferindo pessoas com formação em ensino presencial de 4 ou 5 anos de graduação.

abraços,

Fernanda

Ana Paula Hilleshein disse...

Olá Ana, interessante este post, como fazer com que professores moldados e influenciados por um modelo de educação engessado, um modelo de educação centrado no professor, sem trocas, sem inovação, utilizem os softwares livres para comunicar-se, interagir em rede, a usar a tecnologia no ambiente de aula.
Acredito que isso é possível, é claro que qualquer mudança leva tempo, as transformações levam tempo para acontecer, e será assim com os professores e a tecnologia nas escolas.
Acredito que para as pessoas que estão começando agora a aderir e incluir as praticidades da era digital, é uma mudança dificil de acompanhar, diferentes das pessoas que já nasceram na era digital
Também concordo que os professores podem recusar essa inclusão digital, mas acredito que quem dita as regras é o mercado, as vezes para fazer parte de um ambiente, para sobreviver as exigencias do meio, temos de fazer uma série de adaptações, acredito que nas escolas será assim.
É fato que os estudantes, os adolescentes se interessam muito pela tecnologia, pelos fascínios da internet, usar a tecnologia como ferramenta para a educação é tornar atrativo e interassante o aprender, o trocar conhecimento, pesquisar sobre vários assuntos e discutir em salas de aulas, saber que acontece no mundo e trazer essas novidades para dentro da sala de aula.
Enfim aos poucos os profressores e as escolas vão incorporando a tecnologias no processo de ensino aprendizagem dos alunos.

Abraços.
Ana Paula

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